Terço da vitória pelo Sangue de Jesus


                   Terço da vitória pelo Sangue de Jesus


                                                       Terço do Sangue de Jesus



Rezar no primeiro Mistério do Pai-Nosso: “Pelo poder do Sangue de Jesus, veremos prodígios”.

1º Mistério

No primeiro mistério, clamamos o Sangue de Jesus para que nos lave, nos purifique e liberte dos nossos pecados.
Pai Nosso…
Nas contas pequenas, reza-se: “Eu sou vitorioso pelo Sangue de Jesus”. (10 vezes)

2º Mistério
No segundo mistério, clamamos pelo Sangue de Jesus para que quebre todas as maldições sobre nós e nossos familiares.
Pai Nosso…
Nas contas pequenas, reza-se: “Pelo poder do Sangue de Jesus, quebro todas as maldições sobre nós e nossos familiares”. (10 vezes)

3º Mistério
No terceiro mistério, clamamos pelo Sangue de Jesus sobre nossos relacionamentos afetivos, pelos nossos pais, esposos, filhos, amigos e pelos que amamos.
Pai Nosso…
Nas contas pequenas, reza-se: “Pelo poder do Sangue de Jesus, quebro e dissolvo toda desarmonia, desavença e falta de compreensão em nossa vida para que flua o amor”.(10 vezes)

4º Mistério
No quarto mistério, clamamos pelo Sangue de Jesus para quebrar todas as dificuldades em nossos trabalhos e pastorais.
Pai Nosso…
Nas contas pequenas, reza-se: “Pelo poder do Sangue de Jesus, quebramos todas as dificuldades em nossos trabalhos”. (10 vezes)

5º Mistério
No quinto mistério, clamamos pelo Sangue de Jesus, pela nossa saúde e pela saúde de todos aqueles pelos quais somos responsáveis e que nos pedem oração.
Pai Nosso…
Nas contas pequenas, reza-se: “Pelo poder do Sangue de Jesus, seja restaurada a nossa saúde e a de todos aqueles pelos quais somos responsáveis e que nos pedem orações”. (10 vezes)

Consagre-se ao Preciosíssimo Sangue de Jesus


          Consagre-se ao Preciosíssimo Sangue de Jesus

                            Consagração ao Preciosíssimo Sangue de Jesus


Foto: Wesley Ameida/cancaonova.com

Senhor Jesus Cristo, em Vosso nome e com o poder de Vosso Sangue Precioso, selamos cada pessoa, fato ou acontecimento por meio dos quais o inimigo nos queira prejudicar.

Com o poder do Sangue de Jesus, selamos toda potência destruidora no ar, na terra, na água, no fogo, abaixo da terra, nos abismos do inferno e no mundo do qual hoje nos moveremos.

Com o poder do Sangue de Jesus, rompemos toda interferência e ação do maligno. Nós Vos pedimos, Senhor, que envieis ao nosso lar e local de trabalho a Santíssima Virgem Maria acompanhada de São Miguel, São Gabriel, São Rafael e toda sua corte de santos anjos.

Com o poder do Sangue de Jesus, lacramos nossa casa, todos os que nela habitam (nomear cada um), as pessoas que o Senhor a ela enviará, assim como todos os alimentos e os bens que generosamente nos concede para nosso sustento.

Com o poder do Sangue de Jesus, lacramos terras, portas, janelas, objetos, paredes e pisos, o ar que respiramos, e na fé colocamos um círculo de Seu Sangue ao redor de toda nossa família.

Com o poder do Sangue de Jesus, lacramos os lugares onde vamos estar, neste dia, e as pessoas, empresas e instituições com quem vamos tratar.

Com o poder do Sangue de Jesus, lacramos nosso trabalho material e espiritual, os negócios de nossa família, os veículos, estradas, ares, ruas e qualquer meio de transporte que haveremos de utilizar.

Com Vosso Preciosíssimo Sangue, lacramos atos, mentes e corações de nossa Pátria, a fim de que Vossa paz e Vosso Coração nela reinem.

Nós Vos agradecemos, Senhor, pelo Vosso Preciosíssimo Sangue, pelo qual nós fomos salvos e preservados de todo mal. Amém.

Julho, mês do Sangue de Cristo


                    Julho, mês do Sangue de Cristo

Muito mais agora, que estamos justificados por Seu Sangue, seremos por Ele salvos da ira


O mês de julho é dedicado à devoção ao Preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados. São João Batista apresentou Jesus ao mundo dizendo: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Sem o Sangue desse Cordeiro não há salvação.

São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus mediante “a aspersão do seu sangue” (1Pe 1, 2). “Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.” (1Pe 1,19).


Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O Papa Bento XIV (1740-1748) ordenou a Missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus, que foi estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX (1846-1878). São Gaspar de Búfalo propagou fortemente essa devoção, tendo a aprovação da Santa Sé. Ele foi o fundador da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue (CPPS), em 1815. São Gaspar nasceu, em Roma, aos 6 de janeiro de 1786.

O Papa São João Paulo II, em sua Carta Apostólica Angelus Domini, repetiu o que São João XXIII disse sobre o valor infinito do Sangue de Cristo, do qual “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa”.

O Sangue de Cristo representa a Sua vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça Divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. “Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26, 28).

Em cada Santa Missa, a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza esse sacrifício expiatório pela redenção da humanidade. Em média, quatro vezes por segundo essa oferta divina sobe ao céu em todo o mundo, nas Missas.

O Catecismo da Igreja ensina que “nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de oferecer-se em sacrifício por todos” (n. 616); para isso, era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer esse sacrifício; então, o Verbo Divino dignou-se a assumir a nossa natureza humana para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito. A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.

Assim, o Sangue do Senhor nos libertou do pecado, da morte eterna e da escravidão do demônio. São Paulo diz: “Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,9). Por Seu Sangue, Cristo nos reconciliou com Deus: “Por seu intermédio, reconciliou consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus” (Cl 1,20).

Com o Seu Sangue, Cristo nos resgatou, fez de nós um povo Seu: “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue” (At 20,29). “Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no santuário eterno, em virtude do Sangue de Jesus” (Hb 10,19).

“Cantavam um cântico novo, dizendo: ‘Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça’.” (Ap 5,9)

Hoje, esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar, pela fé. Somos justificados por esse Sangue, ensina São Paulo: “Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5, 8-9). “Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1,7).

Esse Sangue redentor está à nossa disposição também no sacramento da confissão. Pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes, o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o Seu precioso Sangue. Infelizmente, muitos católicos ainda não entenderam a profundidade desse sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.

O Catecismo ensina que, pelo Sangue de Cristo, a Igreja pode perdoar qualquer pecado: “Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mais culpado que seja, que não deva esperar com segurança o seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero. Cristo, que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado” (cf. n. 982).

Esse Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor ” (1 Cor 10,16-27).

“Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,53-56).

É pelo Sangue de Cristo que os santos e os mártires deram testemunho de sua fé e chegaram ao céu: “Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro”(Ap 7,14).“Estes venceram-no por causa do sangue do Cordeiro e de seu eloquente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte” (Ap 12, 11).

É pelo Sangue derramado que Ele venceu e se tornou Rei e Senhor:

“Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome é Verbo de Deus. Um nome está escrito sobre o seu manto: Rei dos reis e Senhor dos Senhores” (Ap 19,13-16).

A importância do perdão no processo de cura interior


       A importância do perdão no processo de cura interior  


O Senhor nos pede o perdão como base para cura, mas se não conseguirmos nos perdoar, não poderemos receber aquilo que o Senhor quer nos dar, porque a falta de perdão bloqueia a graça



Muitas vezes, a cura de uma raiva, de um medo, de uma ansiedade, de um sentimento de solidão, tristeza ou culpa, além de tudo o que constitui o nosso desequilíbrio emocional e psíquico, depende de perdão.

a) Perdoar a mim mesmo. É a coisa mais difícil! É mais fácil perdoar os outros. Perdoar a nós mesmos pelas nossas faltas, pelos nossos limites, pelos pecados que cometemos e por tantas outras coisas. Temos de aceitar nossos limites e fraquezas, nos aceitarmos como somos, mesmo que não nos aprovemos.

Quando digo aceitar, não quer dizer não fazer nada para melhorar, pois isso é uma estagnação que não podemos permitir. Mas temos que aceitar a realidade das coisas e tentar melhorar, como fez São Paulo: “Sou aquele que sou, vejo o bem, aprovo-o e me acho a fazer o mal” (cf. Romanos 7,15-23).

Este sou eu. Certamente, esforço-me para ir em frente, mas a realidade é essa. Muitas vezes, o Senhor nos pede o perdão como base para cura, mas se não conseguirmos nos perdoar, não poderemos receber aquilo que o Senhor quer nos dar, porque a falta de perdão bloqueia a graça.

Atenção! Estou me referindo a uma coisa muito importante e digo isso, antes de tudo, para nós, sacerdotes; em seguida, para aqueles que nós devemos curar, porque estão na nossa pastoral:

– Deus nos ama não porque somos santos, e o nosso pecado não diminui o amor que Deus tem por nós;

– Deus não ama mais o santo que o pecador;

– Deus ama o homem tanto quanto um Deus pode amar a sua criatura;

– É o homem que recebe ou recusa esse amor!

Peguemos um exemplo: se estamos em um quarto, e fora existe sol, estando no interior do quarto, nós não o vemos. Temos luz elétrica, mas toda a estrutura do quarto está bloqueando a entrada do sol para nos oferecer luz e calor. Não é que o sol se retirou, ele continua lá no seu lugar. Se destruirmos essa estrutura, automaticamente o sol entrará, iluminará e aquecerá o ambiente.

Quando o filho pródigo sai da casa do pai, o amor deste permanece igual para esse filho; de fato, o pai está sempre lá para esperar a sua volta.

O perdão por parte do pai já está concedido, mas não pode chegar até o filho, porque este ainda não disse: “Levantar-me-ei e irei a meu pai (Lucas 15,18). Portanto, o bloqueio é do lado do homem e não do lado de Deus. Quando falamos “Senhor, perdoe-me!”, estamos demolindo o bloqueio. Deus já nos perdoou. Pecadores ou santos, somos filhos d’Ele. Portanto, receber o amor depende de nos abrirmos àquele amor que já está presente em nós, como aquele sol que já está presente fora do ambiente fechado.

b) Perdoar a Deus. Esta expressão deve ser bem entendida: Ele não tem necessidade de ser perdoado, não foi Deus que fez alguma coisa que necessitasse de perdão. Mas olhando para nós, de pequeno que somos, vendo Deus permitindo que sejamos maltratados ou não nos escutando, deixando-nos sozinhos nesse sofrimento, é gerada em nós uma raiva de Deus. Nesse caso, é bom ir diante do Senhor e dizer a Ele: “Está bem, Senhor, eu não O entendo! Somente sei que estou ferido, mas quero perdoá-Lo!”. Da nossa parte existe essa necessidade de perdoar a Deus, como aos outros e a nós mesmos.

 

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