22 janeiro 2018

A importância de entronizar a cruz de Cristo em sua casa


     A importância de entronizar a cruz de Cristo em sua casa





É fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares de maneira solene

A cruz é o sinal dos cristãos, é o sinal do Deus vivo. “Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes” (Ap 7,3).

Esse sinal, o profeta Ezequiel já anunciava como sendo a cruz, o Tau. Quando Jerusalém mereceu o devido castigo pela idolatria cometida, esse profeta anunciou que Deus assinalou com a cruz os inocentes para protegê-los. “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem” (Ez 9,5).

Desde que Jesus libertou a humanidade da morte, do pecado e das garras do demônio, a cruz salvífica passou a ser o símbolo da salvação. A festa em honra da santa cruz foi celebrada, pela primeira vez, em 13 de dezembro do ano 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas de Constantino em Jerusalém: “Martyrium” ou “Ad Crucem” sobre o Gólgota; e a do “Anástasis”, isto é, da Ressurreição.




Santa Helena, a mãe do imperador [Constantino], foi buscar a cruz de Cristo em Jerusalém. A partir do século VII, comemora-se a recuperação da preciosa relíquia por parte do imperador bizantino Heráclio em 628, pois a cruz de Cristo foi roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa de Jerusalém.

Nesses dois mil anos, a cruz passou a ser o símbolo da vitória do bem sobre o mal, da justiça contra a injustiça, da liberdade contra a opressão, do amor contra o egoísmo, porque, no seu lenho, o Cristo pagou à Justiça Divina o preço infinito do resgate de toda a humanidade.

Em todas as épocas, a santa cruz foi exaltada. O escritor cristão Tertuliano († 200) atesta: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando vamos deitar, quando nos sentamos; nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz” (De corona militis 3).

São Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III, dizia: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e nos protege dele se é feito com fé; não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).
A força do sinal da cruz

Muitas pessoas importantes se valiam do sinal da cruz em momentos de perigo, de decisão e na iminência da morte, como forma de alcançar a serenidade necessária em momentos cruciais. Os primeiros cristãos faziam o sinal da cruz a cada instante. Assim, afirma São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja: “Para os que põem sua esperança em Jesus Cristo, fazer o sinal da cruz é a primeira e mais conhecida coisa que entre nós se pratica”.

Santa Tecla, do primeiro século, ilustre por nascimento, foi agarrada pelos algozes e conduzida à fogueira; fez o sinal da cruz, entrou nela a passo firme e ficou tranquila no meio das chamas. Logo uma torrente de água desabou e o fogo apagou. E a jovem heroína saiu da fogueira sem ter queimado um só fio de cabelo. Os santos não deixavam o crucifixo; em muitas de suas imagens os vemos segurando o crucificado, porque no Cristo crucificado colocavam toda a sua segurança e esperança.

Em 1571, Dom João D’Áustria, antes de dar o sinal de ataque na Batalha de Lepanto, em que se decidia o futuro da cristandade diante dos turcos otomanos agressores, fez um grande e lento sinal da cruz repetido por todos os seus capitães e a vitória logo aconteceu. Por estes e outros exemplos, vemos quão poderosa oração é o sinal da cruz. De quantas graças nos enriquece esse sinal, e de quantos perigos preserva nossa frágil existência.

A cruz de Cristo vence o pecado. À vista d’Ele, desaparece todo o pecado. Santa Joana d’Arc morreu na fogueira de Rouen, em 1431, injustamente, segurando um crucifixo, olhando-o e repetindo: “Jesus, Jesus, Jesus…”.

Quando Dom Bosco se cansava das artes dos seus meninos e parecia querer desistir da missão, sua boa mãe, Margarida, apenas lhe mostrava o Cristo crucificado e ele retomava sua luta em prol da juventude desvalida.
Proteja seu lar com a cruz de Cristo

Mais do que nunca, hoje, quando tantos perigos materiais e espirituais ameaçam a família, atacada de todos os lados pela imoralidade que campeia entre nós, é fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene. Ela defenderá nossos filhos de tanta imoralidade.

Dessa cruz, nasceram os sacramentos da Igreja, que nos salvam. Dessa cruz sairá a força de que pais e mães precisam para educar os filhos na verdadeira fé do Cristo e da Igreja. Olhando a cada momento para o Cristo, tão cruelmente crucificado, flagelado, coroado de espinhos, teremos força para vencer as lutas de cada dia.

Diante da cruz de Cristo, o demônio não tem poder, porque “ele foi nela vencido, acorrentado como um cão”, como dizia Santo Agostinho. O exorcista, acima de tudo, empunha o crucifixo. Mais do que nunca, hoje, quando as forças do mal querem arrancar o crucifixo de nossas ruas e praças, precisamos colocá-lo em nossas casas, também como prova de nossa fé.

A sua casa precisa ser protegida pela santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
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20 janeiro 2018

Por que as pessoas se inclinam quando passam diante de uma capela ou altar?


Por que as pessoas se inclinam quando passam diante de uma capela ou altar?


                             Saiba por que as pessoas se inclinam diante da capela ou altar

Pode parecer que, não queira responder à pergunta do título desta página, mas acredito que ajude nossa reflexão a consideração de alguns gestos da vida pública de Jesus, como são apresentados nos evangelhos.

Vamos lá! Fiquemos atentos aos verbos que indicam os gestos de Jesus. Como citam essas passagens : Ele se aproxima da sogra de Pedro e, tomando-a pela mão, levanta-a; a febre a deixou, e ela se pôs a servi-los (Marcos 1,29-31).





Um leproso aproxima-se dele e, de joelhos, suplica: “Se queres, tens o poder de purificar-me”. Jesus enche-se de compaixão e, estendendo a mão sobre ele, toca-o, sem nenhuma repugnância: “Eu quero, fica purificado” (Mc 1,40-45).

Em Betsaida, Jesus segurou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, impôs-lhe as mãos e perguntou: “Estás vendo alguma coisa?”. Não enxergando bem, Jesus novamente impõe as mãos sobre os olhos e ele começou a enxergar perfeitamente (Mc 8,22-26).

Esses poucos, entre os muitos exemplos dos gestos de Jesus, que encontramos narrados nos Evangelhos, são uma expressão da realidade do ser humano.

Gestos manifestam o amor e a união

O filósofo francês, de inspiração cristã, Emmanuel Mounier, na sua obra sobre “O Personalismo”, publicada em 1949, indicava como primeira característica do homem, o fato dele ser uma “existência incorporada”. Para Mounier, a expressão “existência incorporada”, ou “existência encarnada” mostra que, entre alma e corpo, há uma profunda unidade. “Não posso pensar, ele afirma, ser sem meu corpo: por meio dele eu estou exposto a mim mesmo, ao mundo e aos outros”.

Quantas vezes nós nos expressamos com os gestos! É suficiente pensar nos gestos expressos nas relações entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos e irmãs, amigos. Ou, os gestos que expressam nosso respeito à pátria, quando ficamos de pé, cantando o hino nacional. Ao beijarmos nossos familiares, expressamos o amor que temos por eles. E quantos outros gestos manifestam este amor!

Os gestos expressam também nossa união com Deus, com Cristo, com Nossa Senhora e os santos. Nesse sentido, fazemos o sinal da cruz com água benta (sinal do batismo) ao entrar na Igreja. Nós nos ajoelhamos diante do Sacrário contendo o Santíssimo Sacramento. Ficamos de pé para a procissão de entrada, e fazemos inclinação de cabeça quando o crucifixo, sinal visível do sacrifício de Cristo, passa em procissão. Batemos no peito ao “mea culpa” (por minha culpa, minha tão grande culpa) etc..
Comunhão com Deus

Quando nós nos inclinamos, ficamos mais baixos. Reconhecemos a superioridade, naturalmente em grau diferente, de Jesus, de Maria, a “cheia de graça”, dos santos; que “souberam amar muito mais que nós”, a Deus e aos irmãos. Pedimos a intercessão deles, confessando nossa comunhão com eles.

Capela e altar são lugares sagrados, onde nós nos reunimos e expressamos nossa fé com palavras e gestos, inclusive inclinando nossa cabeça.

O importante é que esses gestos não fiquem apenas na exterioridade, mas, sejam manifestações sinceras da nossa comunhão profunda com tudo o que mais nos une a Deus.
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18 janeiro 2018

É pecado imperdoável blasfemar contra o Espírito Santo?


   É pecado imperdoável blasfemar contra o Espírito Santo?

             Todo pecado pode ser perdoado, inclusive a blasfêmia contra o Espírito Santo

O Preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão do nosso pecado, é celebrado na Igreja, pois foi graças a Sua Paixão, Morte e Ressurreição que Jesus pode salvar o mundo inteiro. Por isso mesmo, essa devoção é presenciada desde os primórdios da Igreja pelos apóstolos e todo povo de Deus.

O Sangue de Cristo possui um valor infinito. Confere o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Isso implica dizer que não existe pecado que não seja perdoado pelo Sangue de Jesus. Ele mesmo disse: “Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26,28).


Catecismo da Igreja

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que, pelo Sangue de Jesus, “não há pecado nenhum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mais culpado que seja, que não deva esperar com segurança o seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero. Cristo, que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado” (CIC n. 982).

Você poderia perguntar: “E o pecado relacionado à blasfêmia contra o Espírito Santo?”. Até mesmo a blasfêmia contra o Espírito pode ser perdoada. “Elenildo, como assim?”. O próprio Jesus disse: “Eu vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” (Mateus 12,31).
Recusa do perdão e da misericórdia

Eu vos explico, para não achar que estou falando alguma heresia. A primeira coisa a saber: a misericórdia de Deus não tem limites! Porém, ensina-nos o Catecismo que “quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna. (Catecismo, n.1864).

Como nos ensina a Igreja, quem não se arrepende de seus pecados não pode ser salvo. O não arrependimento é o principal requisito da blasfêmia contra o Espírito Santo. Embora existam outros, como usar o nome de Deus para ganhar dinheiro, tomar o nome de Deus em vão, proferir contra Deus palavras de ódio, de ofensa, de desafio, falar mal de Deus, faltar-lhe deliberadamente com o devido respeito (cf. Catecismo n. 2148). Porém, como falei anteriormente, o principal pecado contra o Espírito Santo consiste, exatamente, na recusa do perdão e da misericórdia de Deus.

Ir ao encontro de Jesus

Qual a razão da minha afirmação de que até a blasfêmia contra o Espírito Santo pode ser perdoada? Supomos que alguém, hoje, esteja recusando o perdão e a misericórdia. Não há dúvida de que essa pessoa está em pecado contra o Espírito Santo. Esse pecado pode levá-la à condenação eterna. No entanto, a partir do momento em que essa mesma pessoa reconhece seu pecado, aceita o perdão e a misericórdia de Deus, passando pelo sacramento da confissão, ela é perdoada. Depois do perdão, a pessoa não está mais em situação de pecado. Nesse sentido, podemos afirmar, a partir da fé da Igreja, que não existe pecado que não possa ser perdoado.

Tudo isso para dizer que todos os homens e mulheres podem receber o perdão de seus pecados, desde que os mesmos se arrependam e aceitem que Jesus os perdoem, sobretudo buscando o sacramento da Reconciliação. Portanto, meus irmãos, corramos ao encontro de Jesus para receber dele o perdão de nossos pecados, a fim de alcançarmos a salvação, de modo que o Sangue de Jesus, derramado no alto da cruz, não seja em vão por mim nem por você. Façamos valer a pena cada gota do Sangue de Jesus derramado por nós.
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16 janeiro 2018

O que Paulo quis dizer com "deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo"?


 O que Paulo quis dizer com "deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo"?

                               “Deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo” (Gl 5,16a)


Você, realmente, sabe o que é se deixar conduzir pelo Espírito Santo? Qual foi a verdadeira intenção do Apóstolo Paulo ao dar essa ordem? Muitos perdem a oportunidade de viver direcionados por Deus, por não entenderem essa máxima fundamental para o Cristianismo.

Para compreender essa ordem de se deixar conduzir pelo Espírito Santo, segundo o pensamento paulino em Gálatas, é necessário olhar para o contexto literário e histórico da carta. Em outras palavras, é importante compreender o que fez com que Paulo dissesse isso. Depois, aí sim, podemos atualizá-la em nossa vida.



Uma das intenções do apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas, é responder a uma das questões mais relevantes para o cristianismo primitivo: os pagãos que se convertem à fé de que Jesus é o Cristo precisam viver, segundo alguns preceitos específicos, da lei judaica? Precisam seguir as prescrições alimentícias do judaísmo? Eles tem a obrigação de fazer a circuncisão? (cf. At 10,19-23; 15,1-21; Gl 2,1-10).

A resposta não era tão simples assim, pois estava como “pano de fundo” da discussão o fato de que os judeus, sobretudo os fariseus legalistas daquela época, tinham a ideia de que aqueles que vivessem segundo tais normas seriam justificados por Deus, alcançariam d’Ele a graça e, portanto, seriam de alguma maneira salvos (cf. Gl 2,16). Em contrapartida, aqueles que não as cumprissem seriam considerados pecadores, impuros e estariam condenados às maldições de toda ordem. Desse modo, a vivência da lei seria a causa da justificação.
Qual é o problema dessa concepção legalista?

Se é a lei que justifica o ser humano, então, de nada valeu a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo! (cf. Gl 3,13-14). Paulo entende a gravidade da questão e, diante da ameaça dos pregadores judaizantes e legalistas que estavam pregando aos gálatas, escreve parte da carta para mostrar que o que justifica é a graça de Deus, a qual, uma vez recebida pelo ser humano, deve ser vivenciada por meio de atitudes concretas (cf. Gl 2,4). Assim, o ser humano continua sendo dependente da graça de Cristo para a sua salvação e livre da tentação de querer salvar-se a si mesmo (cf. Gl 3,10-14).

É por essa razão que o apóstolo Paulo diz aos Gálatas que o cristão não deve viver como escravo da lei, mas sim pela fé vivida em Cristo (cf. Gl 3,23-29). Por que isso é importante? Porque o que deve garantir a vivência da santidade não é a imposição da lei, mas a ação do Espírito Santo no ser humano.

Com efeito, se alguém realiza o bem apenas porque a lei manda, então, o que motivou a ação pode ter sido, talvez, o medo da punição prevista na norma. Um exemplo pode ajudar na compreensão: imagine que uma pessoa esteja apontando uma arma engatilhada para sua cabeça e gritando para que você perdoe alguém que o magoou. Seu perdão seria verdadeiro? Muito provavelmente não! O que o teria conduzido, talvez, fosse o terror da morte. Essa é a dinâmica de quem está vivendo pela lei, segundo Paulo.
Ação do Espírito Santo

Assim, deixar-se conduzir pelo Espírito, dentro do contexto da Carta aos Gálatas, significa ser livre do jugo da lei e realizar a vontade de Deus como fruto da ação do Espírito Santo (cf. Gl 5,22-23). Trata-se de agir segundo a graça de Deus. Assim, se faço o bem, é porque sou cheio do Espírito Santo. Se perdoo, é porque sou cheio do Senhor. Se amo, é porque Cristo vive em mim! (cf. Gl 2,19-21). Quantas pessoas fazem o que Deus quer apenas por medo do inferno ou de qualquer outro castigo! Quantas pessoas vão à Santa Missa, só porque existe um mandamento! Talvez, você, meu querido leitor, tenha respondido essas perguntas, incluindo-se na resposta com um sonoro “eu”.

Diante disso, é preciso deixar-se conduzir pelo Espírito e não pelo medo, nem mesmo pela obrigação da lei. É preciso entender que “foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (cf. Gl 5,1). Assim, se perdoo, se amo, se vou à Missa, se sou servo de Deus, é porque tudo isso é fruto da ação poderosa do Senhor na minha vida. É importante salientar ainda duas informações sobre o verdadeiro sentido da expressão “deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo”. A primeira é que a melhor tradução do texto grego da Carta aos Gálatas (Gl 5,16a) é “andeis segundo o Espírito”, ou ainda, “andeis no Espírito”, já que o verbo é “paripateo”, literalmente, “andar” ou “caminhar”.

A relevância maior dessa informação está no fato de que este verbo, “paripateo” (andar), é utilizado várias vezes nos escritos paulinos. Trata-se, portanto, de uma utilização minuciosamente pensada (cf. 1Ts 2,12; 4,1.12; Gl 5,16; Rm 6,4; 8,4; 13,13; 14,15; 1Cor 3,3; 7,17; 2Cor 4,2; 5,7; 10,2.3; 12,18; Fl 3,17.18; Cl 1,10; 2,6; 3,7; 4,5).

Qual é o sentido mais profundo disso?

Este termo “andar” é utilizado na literatura secular a partir do século I a.C. para se referir à conduta ou modo de vida. No Novo Testamento, quando este vocábulo designa um modo de vida, ele é determinado por alguma qualificação, ou seja, ele está sempre acompanhado por alguma outra expressão (cf. Mc 7,5; At 21,21). Às vezes positiva, como é o caso em Jo 12,35; Rm 6,4; 13,13; 1Cor 7,17; 2Cor 5,7; 12,18; Gl 5,16; Ef 2,10; 5,2.8.15; Fl 3,17; Cl 1,10; 2,6; 4,5; 1Ts 2,12; 4,1.12; 1Jo 2,6; 4; 2Jo 6. Mas também negativa (cf. Jo 8,12; 12, 35; 1Jo 1,6; 2,11; 1Cor 3,3; 2Cor 4,2; 10,2; Ef 2,1-3; 4,17; Fl 3,18; 2Ts 3,6; 2Ts 3,11; Hb 13,9.

Tais qualificações evocam a ideia de uma oposição entre os dois modos de “andar” ou de “conduzir” a vida. Diante disso, o modo de vida do cristão é “andar segundo o Espírito”, é deixar-se conduzir por Ele. É também, como vimos antes, ser livre no amor e na graça, praticando as obras do Espírito.

Por fim, a segunda informação importante é que ser livre da escravidão da lei, segundo o pensamento paulino, não é fazer tudo o que se quer. Em outras palavras, não é libertinagem! É ser livre em Deus, para viver n’Ele e por Ele.
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14 janeiro 2018

A preciosa bênção dos pais



                          A preciosa bênção dos pais


                       A Sagrada Escritura nos alerta sobre a necessidade dessa bênção

Quando eu era criança, estava acostumado a pedir a bênção aos meus pais a qualquer hora que saísse ou chegasse em casa. Era um apressado “bênça, pai!”, bênça, mãe!”,” tão apressado que quase não se ouvia a resposta. Todos nós, quando crianças, estávamos tão acostumados a pedir a bênção dos pais que, quando saíamos sem ela, parecia-nos que faltava algo à nossa segurança ou ao sucesso de nossos planos.… Ao menos quatro vezes por dia eu e meus oito irmãos pedíamos a bênção a nossos pais: ao acordarmos, ao irmos para a escola, ao voltarmos da escola e ao nos deitarmos.





Hoje, passados os anos, tenho profunda consciência da importância da bênção dos pais na vida dos filhos. É a Sagrada Escritura que nos alerta sobre a necessidade dessa bênção. Toda a Bíblia está repleta de passagens indicando a importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos. Os pais são os cooperadores de Deus na criação dos filhos e, dessa forma, são também um canal aberto para que a bênção divina chegue a eles [filhos].


O livro do Deuteronômio registra o quarto mandamento: “”Honra teu pai e tua mãe, como te mandou o Senhor, para que se prolonguem teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus”” (Dt 5,16). Dessa forma, o Senhor promete vida longa e prosperidade àqueles que honram os pais. São Paulo disse que esse é “o primeiro mandamento acompanhado de uma promessa de Deus” (Ef 6,2).


Os livros dos Provérbios e do Eclesiástico estão cheios de versículos que trazem a marca da presença dos pais. Eis um deles: “”A bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces”” (Eclo 3,11). Esse versículo mostra que a bênção dos pais (e também a maldição!) não é simplesmente uma tradição do passado ou mera formalidade social. Muito mais do que isso, a Sagrada Escritura nos assegura que a bênção dos pais é algo eficaz e real, isto é, um meio que Deus escolheu para agraciar os filhos. O Senhor quis outorgar aos pais o direito e o poder de fazer a Sua bênção chegar aos filhos. É a forma que Deus usou para deixar clara a importância dos genitores. Analisemos estas passagens marcantes:


“Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos, pois Deus quis honrar os pais pelos filhos e, cuidadosamente, fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles. Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até o teu último dia. Pois um homem adquire glória com a honra de seu pai, e um pai sem honra é a vergonha do filho. Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe!” (Eclo 3, 2-3.5-6.9-10.13.18).


Todos esses versículos do capítulo 3 do Eclesiástico mostram claramente a grande importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos e, de modo especial, à bênção paterna e materna. Infelizmente, muitos pais já não sentem a prerrogativa de que Deus lhes deu para educar formar e abençoar os filhos. Muitos já não acreditam no poder da bênção paterna e nem mesmo ensinam os filhos a pedi-la.


Os pais têm uma missão sagrada na terra, pois deles dependem a geração e a educação dos filhos de Deus. Eles são os primeiros mensageiros de Deus na vida dos filhos, sobre os quais têm o poder de atrair as dádivas divinas. Não importa qual seja a idade do filho, ele sempre deve pedir a bênção de seus pais. E também não importa se o velho pai é um doutor ou um analfabeto, o filho não deve perder a oportunidade de ser abençoado por ele, se possível todos os dias, mesmo já adulto.


Se você ainda tem seus pais (ou apenas um deles) não perca a oportunidade que Deus lhe dá de lhes beijar as mãos e lhes pedir a bênção, para que Deus o abençoe, guiando seus passos e protegendo sua vida. Importa jamais nos esquecermos de que, enquanto “a bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11).




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12 janeiro 2018

A riqueza da leitura meditada e orante da Palavra de Deus


   A riqueza da leitura meditada e orante da Palavra de Deus

                          A leitura da Palavra de Deus deve ser meditada diariamente

Descrevemos, com curiosa naturalidade, nosso cotidiano como “corrido”, em uma rotina na qual não nos sobra muito tempo. Mas há uma preocupação em especial à qual devemos nos atentar: será que nossas orações diárias fazem parte da nossa rotina como qualquer outra tarefa?

Sabemos, com certeza, que a oração é importante para nos fortalecer diante dos desafios do dia a dia. É preciso entregar-se à Providência Divina, confortar o coração com as palavras de clamor e afastar as preocupações, entregando o futuro nas mãos de Deus. Mas não somos apenas nós que falamos com Deus, dirigindo a Ele nossas orações, também Ele fala conosco nas Sagradas Escrituras. A leitura meditada e orante da Palavra nos ajuda a nos entregarmos, de coração manso e humilde, a ouvir Deus falar conosco.



Jesus Cristo nos ensina: “Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada” (Lc 10,42). Essas palavras foram dirigidas a Marta, que acolheu Jesus Cristo em sua casa e pôs-se a providenciar todo o tipo de afazer doméstico; enquanto sua irmã, Maria, estava sentada aos pés de Jesus e ouvia Suas Palavras.
Os afazeres diários não podem nos afetar

Ora, devemos pensar no quanto nós mesmos nos deixamos ocupar por diversos afazeres, deixando de sentar, ouvir e meditar o Evangelho. Nossas orações e nossas leituras das Sagradas Escrituras não podem se tornar mais um dos afazeres diários que realizamos sem a devida espiritualização. E uma forma de entrega à Palavra de Deus, por meio de uma leitura atenta e profunda, é chamada de Lectio Divina.
Deus fala conosco

Nas palavras do Santo Papa João Paulo II: “Elemento essencial da formação espiritual é a leitura meditada e orante da Palavra de Deus (lectio divina), é a escuta humilde e cheia de amor d’Aquele que fala”. A Lectio Divina é uma leitura que se faz da Bíblia, de uma passagem um pouco mais longa, que se acolhe de coração como a Palavra de Deus dirigida a nós. Se, na oração, falamos com Deus, na leitura da bíblia, Deus fala conosco.

Pode ser realizada de uma forma pessoal, tomando a Palavra como um encontro particular com Deus, que escutamos enquanto lemos e respondemos em oração. Em grupo, a leitura orante deve trazer consigo a inspiração das práticas da comunidade, como exercícios espirituais, retiros, devoções e experiências religiosas.

Não nos deixemos enganar, pensando que a Lectio Divina é uma leitura direcionada apenas às pessoas consagradas, para as comunidades paroquiais ou para as associações e movimentos da Igreja. Sendo certo que a leitura orante representa um encontro íntimo com a Palavra de Deus, ela se mostra uma importante prática para fortalecimento da fé do mais culto clérigo até o mais simples paroquiano.

É bem verdade que exige uma catequização adequada para que se possa compreender bem do que se trata a lectio divina, e que contribua para esclarecer seu sentido litúrgico. Mas, de forma nenhuma, isso deve afastar o cristão de sua prática.
Meditação da Palavra

O ideal seria que cada comunidade organizasse um grupo de leitura orante da Palavra, que pudesse levar a prática de lectio divina a um número cada vez maior de cristãos. Para que haja uma correta orientação, o Sínodo dos Bispos, em sua XII Assembleia Geral Ordinária, tratou da “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, dedicando um capítulo para abordar a lectio divina. Também podemos facilmente encontrar, no site da Santa Sé, as meditações da prática da leitura orante pelo Papa Bento XVI, que servirão de inspiração àqueles que desejam aderir à prática.

Nas mensagens do Papa Francisco, também podemos descobrir que “A lectio divina introduz a conversação direta com o Senhor e desvela os tesouros da sabedoria. A amizade íntima com Aquele que nos ama torna-nos capazes de ver com os olhos de Deus, de falar com Sua Palavra no coração, conservar a beleza dessa experiência e partilhá-la com quantos têm fome de eternidade”.

Ao realizarmos a leitura da Palavra de Deus com o coração calmo e entregue a ouvir o que Deus tem a nos dizer diretamente, estamos nos fortalecendo em uma fé consistente, que nenhum desafio cotidiano possa abalar, nem por um minuto. Desejo que nossas comunidades e cada um de nós tenha a clareza e ocasião de “escolher a melhor parte”.
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10 janeiro 2018

O que é ter fé e também ser uma de pessoa de fé?


            O que é ter fé e também ser uma de pessoa de fé?

                                                 A Bíblia e a Igreja sobre o que é a fé


A Sagrada Escritura, na carta aos Hebreus capítulo 11 versículo 1, diz que “a fé é a garantia dos bens que se esperam, a prova das realidades que não se veem”. A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele em nós, que nos certifica dos bens vindouros, como a promessa da vida eterna.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse, revelou e a Santa Igreja nos propõe a crer, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, “o homem livremente se entrega todo a Deus”. Por isso, o fiel procura conhecer e fazer a vontade d’Ele. “O justo viverá da fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6). (CIC. 1814).





Nessa perspectiva, a Igreja diz que “a fé é, primeiramente, uma adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou” (CIC 150). Isso porque “a fé é a resposta do homem a Deus, que se revela e a ele se doa, trazendo, ao mesmo tempo, uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida” (CIC 26). Dessa forma, não é suficiente dizer que temos fé, mas é preciso responder, concretamente, com a vida o que Deus nos revelou, o seu amor e salvação: Jesus Cristo.

Com isso, para que o homem possa entrar em intimidade com Deus, numa experiência pessoal, o próprio Senhor quis “revelar-se ao homem e dar-lhe a graça de poder acolher esta revelação na fé. Contudo, as provas da existência de Deus podem dispor à fé e ajudar a ver que a fé não se opõe à razão humana.” (CIC. 35). Pois, como bem explicou o Papa João Paulo II: “a fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.”
O que é ser uma pessoa de fé?

A carta aos Hebreus, no capítulo 11, após acentuar o que é , traz também instruções sobre o que é ser uma pessoa de fé.

“É pela fé que compreendemos que os mundos foram organizados por uma Palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas” (Hb 11,3). A pessoa de fé é aquela que crê na existência de Deus, que criou todas as coisas visíveis e invisíveis, e que é Ele o organizador de toda a criação.

“Foi pela fé que Henoc foi arrebatado (…). Antes de ser arrebatado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus. Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável” (Hb 11,5-6). Uma pessoa de fé é agradável a Deus, porém, deve-se crer não pelos possíveis benefícios a serem recebidos, mas simplesmente por aquilo que Deus é.

“Foi pela fé que Noé, avisado divinamente daquilo que ainda não se via, levou a sério o oráculo e construiu uma arca para salvar a sua família” (Hb 11,7). Ser pessoa de fé é ouvir a Deus e colocar em prática aquilo que aos olhos humanos parece impossível. Assim como Noé, é preciso confiar no anúncio de Deus, que nos é direcionado diariamente.

“Foi pela fé que Abraão, respondendo ao chamado, obedeceu e partiu para uma terra que devia receber como herança, e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11,8). Só quem crê, confia. A pessoa de fé obedece e responde a Deus, mesmo sem ter seguranças humanas e materiais, pois, como Abraão, é necessário caminhar na fé rumo à pátria celeste, que é o céu.

“Foi pela fé que também Sara, apesar da idade avançada, tornou-se capaz de ter uma descendência, porque considerou fiel o autor da promessa” (Hb 11,11). A fé nos faz perseverar nas promessas de Deus, que pode até tardar, mas não falha, porque para Deus nada é impossível.

“Foi pela fé que Moisés (…) deixou o Egito, sem temer o furor do rei, e resistiu como se visse o invisível. Foi pela fé que atravessaram o mar vermelho, como se fosse terra enxuta” (HB 11,24.27.29). Uma pessoa de fé acredita no ordinário e extraordinário, que leva a vislumbrar o que não se vê. Já que, também, “foi pela fé que as muralhas de Jericó caíram, depois de um cerco de sete dias” (HB 11,30).

Por fim, no Novo Testamento, o iniciador e consumador da fé, Jesus Cristo, é o exemplo por excelência de uma pessoa de fé, e é n’Ele que nós encontramos a plenitude do que devemos crer e realizar. Assim, é pela obediência da fé ao Cristo que conseguimos dar respostas a Deus. Mesmo sem ver, cremos, pois o próprio Jesus diz: “Felizes aqueles que creem sem ter visto” (Jo 20,29).
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08 janeiro 2018

Eu me relaciono de verdade com Jesus Salvador?


           Eu me relaciono de verdade com Jesus Salvador?

A salvação que Cristo doa ao mundo só é alcançada por aqueles que se lançam em uma relação pessoal com Ele

A salvação nos foi dada por meio de Jesus Cristo, n’Ele fomos salvos (cf. Rm 5, 10). Mas, não basta somente crer, precisamos também nos esforçarmos para viver em conformidade com esse dom, assim exorta-nos a doutrina católica (cf. Tiago 2, 17).

No evangelho de Lucas 23, 39 – 43, nos deparamos com o Cristo suspenso na cruz e ao lado d’Ele dois ladrões. Os dois foram condenados à morte, por consequência das maldades que realizaram e, diferente de Jesus, mereciam o que estavam sofrendo.




O primeiro ladrão, faz como todos os outros que participam desta cena trágica, zomba de Jesus: “Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!” Não é apenas uma zombaria, é um grito de dor. Está clamando – se podes; faça alguma coisa, salva-me desse tormento – esse homem pede a salvação, mas seu pedido de ajuda se baseia somente no sofrimento carnal, ele não ultrapassa o olhar humano em relação a Jesus e por isso não experimenta a graça de conhecê-lo. Jesus, até então, permanece em silêncio.

Em seguida, o segundo ladrão, clama: “Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!” Apesar de sua condição pecadora, ele vê que Jesus não sofre por seus próprios erros, mas nota que, esse homem ao seu lado sabe de algo que o ajuda a suportar tudo aquilo. Então, esse ladrão pede para ser apresentado para essa realidade. Pede uma relação pessoal com Aquele que está ao lado dele.

E, então, Jesus rompe o seu silêncio: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.”

O primeiro ladrão, desafia Jesus a sair da cruz e depois tirá-lo. O segundo ladrão, ao contrário, diz: “Vai ao teu Reino e leve-me, também, para ele.”

Os dois pedem para mudar a situação: um pede uma mudança instantânea e o outro se abre para um futuro.

Não é que Deus não queira nos livrar das dores que carregamos, entretanto, Jesus está mais interessado na nossa salvação eterna.
Abandonar-se em Deus

A experiência cristã de, abandonar-se em Deus nos momentos de dor, é fazer a experiência de pedir para Deus algo no futuro, mas sentir-se em paz no presente. Confiar em Jesus faz com que algo mude dentro de nós. Ele não nos tira sempre da cruz, mas com certeza nos dará o paraíso.

A salvação que Cristo doa ao mundo, só é alcançada por aqueles que se lançam em uma relação pessoal com Ele, entregando suas dores, angústias, medos e sofrimentos, no entanto, não colocando como condição para segui-Lo a resolução dessas realidades. É olhar para Cristo e saber que mesmo se a dor não passar aqui, chegará o dia em que O “veremos face a face” (I Cor 13, 12), e ali não haverá mais dores e nem lágrimas.
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06 janeiro 2018

Qual é a importância de viver a maturidade na oração?


       Qual é a importância de viver a maturidade na oração?

                 Não podemos ser infantis e achar que a nossa vontade é o melhor para nós

Como deve ser a nossa oração? Orar com poder não quer dizer que nós sejamos poderosos; orar com poder é orar de forma tal, que deixemos de atrapalhar Deus, quando Ele faz Suas vontades em nossa vida.

Os discípulos de Jesus aproximaram-se d’Ele, da mesma forma que nos aproximamos d’Ele hoje: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1). Esse pedido nasceu da admiração deles, ao vê-Lo orando. Os discípulos se deram conta de que, não sabiam como orar, e pediram ao Senhor que os ensinasse.





Jesus se fez homem para nos ensinar o que é ser humano; porque não sabemos ser gente, ser humanos. Quando olhamos para o ser humano, vemos uma tarefa, uma missão: realizar os sonhos de Deus em sua vida. O Senhor nos criou com uma missão, um projeto, Ele se fez Homem para mostrar o que é ser homem.

É importante nos darmos conta de que fomos escolhidos por Deus e não viemos a este mundo por acaso. Existe um sonho de Pai, um projeto de Deus para nós, por isso, nossa primeira atitude deve ser a de nos esforçarmos para nos adequar a esse projeto divino.
A oração do Pai-Nosso

Jesus nos ensina a oração do Pai-Nosso em duas passagens, mas, em Lucas 11, ela está em uma forma mais abreviada: “Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o Vosso nome, venha o Vosso Reino'”. Aqui já acontece uma revolução, algo extraordinário, o Senhor nos ensina a orar ao Pai para realizarmos o Reino d’Ele, o reinado de Deus em nossa vida.

No início, isso é um esforço humano, mas Deus nos visita e concede o dom, a graça de orar. Não somos nós, mas é Cristo que ora em nós pelo Seu Espírito. A Palavra diz que, o Senhor reza constantemente, como se vê no Evangelho de Marcos, quando Ele estava no Horto das Oliveiras: “Não seja feita a minha, mas a Tua vontade”. Para que isso aconteça, é preciso o conhecimento a respeito do querigma, ou seja, o primeiro anúncio do amor de Deus, da necessidade de renunciar ao pecado e buscar a conversão.
Os perigos da oração pagã

A oração pagã é diferente: nela, as pessoas perguntam qual é vontade delas e não a de Deus. Um exemplo de oração pagã moderna é o livro “O Segredo”. Nele, há puro paganismo, milhões de pessoas estão caindo nesse erro. A obra fala da lei da atração: se desejamos as coisas boas, estas acontecem, mas se desejamos as ruins, elas também acontecem. Segundo a autora, é preciso desejar intensamente aquilo que se quer. Sobretudo, são universitários e pessoas com um grau de cultura, que o estão adquirindo. São materialismo e paganismo disfarçados, os preceitos contidos nele são enganosos. Ela consegue nos enganar, porque mexe com o pecado original em nós: queremos ocupar o lugar de Deus em nossa vida. Tantas pessoas morrendo de fome na África (…). Será que essas pessoas não desejam comida?

Está faltando maturidade para compreender o que é a vida humana. Não podemos ser infantis e achar que, a nossa vontade é o melhor para nós. O pagão age como os profetas de Baal, os quais clamam por aquilo que desejam; já o cristão expressa o desejo de fazer a vontade de Deus. Se Cristo é nosso Mestre e Senhor, quem somos nós para achar que a nossa oração vai ser uma coisa fácil? Muitas vezes, fazer a vontade d’Ele é um verdadeiro “parto”, ou seja, doloroso, mas é sempre o melhor para nós. Mesmo que essa vontade nos assuste, mesmo que vejamos uma cruz, sabemos que por trás dela está a ressurreição para nós.

Nós estamos prontos para fazer a vontade de Deus? Façamos com que o nosso coração entre em sintonia com ela (vontade de Deus). Deus é o oleiro que modela o barro. Temos que parar de nos comportarmos como se fôssemos criadores.
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04 janeiro 2018

Um novo ano começou e quais são seus planos, sonhos e metas?




Um novo ano começou e quais são seus planos, sonhos e metas?
                                   Mais um ano se inicia! O que você vai fazer de diferente?

Ano novo, vida nova! Depois da virada de mais um ano, existe algo diferente no ar. Já diz o poeta: “Ainda bem que existem janeiros (…)“.

Na mídia, na rua, no trabalho é comum ouvir alguém dizer que neste ano vai comprar uma casa, ou viajar para tal lugar, trocar de carro, ou ainda simplesmente, que este ano vai ser diferente! São sonhos e metas que se entrelaçam e dão um novo ânimo para a vida.




Qual é a diferença que separa o sonho da meta?

Algo interessante que descobri nesses dias é a diferença que separa um sonho de uma meta. Talvez até hoje, você só tenha sonhado com o que gostaria de realizar na vida, mas, nunca deu nem um passo concreto para realizar esse sonho, ou seja, está vivendo sem meta.

Segundo a psicóloga e escritora Danielle Tavares – “Meta é um alvo definido. Um ponto certo onde se quer chegar. E pode-se aplicar esse conceito nas diversas áreas da vida: família, profissão, estudo, relacionamento afetivo e social, economia, finanças pessoais, etc.”.

Em clima de recomeço, considero importante avaliar nossos reais objetivos, e reconhecer quais deles são metas. “Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho já serve.”

Quando não buscamos, concretamente o que queremos ou sonhamos, acabamos “atirando para todos os lados” sem acertar o alvo. Desse jeito pode-se chegar ao final sem ter o que comemorar, e isso não é a vontade de Deus, para nenhum de seus filhos, inclusive você.

Que rumo tem dado para sua vida?

Pergunto-lhe: Você sabe que rumo está dando para sua vida, com o trabalho que realiza agora? Tem buscado no dia a dia o que realmente deseja alcançar? Se a resposta for negativa, provavelmente, você não esteja feliz e, é possível que sua vida esteja sem sentido. Daí vem a pergunta: mas e agora, o que fazer? Acredito que, neste e em todos os casos, devemos sempre lembrar de que nunca é tarde para recomeçar. Independentemente da idade ou situação em que esteja, com a graça de Deus e força de vontade, tudo é possível.

Sonhar e querer algo é importante, porém, isso não basta quando se trata de realização. É hora de traçar metas e dar passos concretos.

Ouvi uma historinha há pouco tempo que me ajudou a entender a diferença entre meta e sonho, veja só: Havia cinco macacos no galho de uma árvore: dois deles decidiram pular e pegar algumas bananas que estavam ali perto. Então vem a pergunta: Quantos macacos permaneceram no galho? A resposta é simples: os cinco animais continuaram no galho. Sabe por quê? Porque decidiram pular, mas nenhum deles, de fato, pulou.
Comece o ano bem

Precisamos começar bem o ano, para vivê-lo bem por inteiro. Definir as prioridades e dar passos para chegar “no lugar” que se quer, é um ótimo ponto de partida. Disso vem a transformação de vida: a partir das atitudes e preferências concretas do dia a dia. Claro que, isso não se consegue de uma hora para outra; empenho e perseverança são fundamentais. É, também, uma questão de escolha e disciplina pessoal.

O apóstolo Paulo, em uma de suas cartas, diz: “Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras “ ( II Timóteo 2 , 5). Que o Senhor nos ensine a buscarmos do jeito certo as metas que queremos alcançar neste ano novo e sempre.
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01 janeiro 2018

Consagre o novo ano a Nossa Senhora



                 Consagre o novo ano a Nossa Senhora


                                       Reze e consagre o novo ano a Nossa Senhora




Ó Nossa Senhora, Mãe dos homens e dos povos, vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao vosso coração. Abraçai, com amor de Mãe e de Serva do Senhor, este nosso mundo humano que vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.






De modo especial, entregamos e consagramos a vós aqueles homens e nações que têm particular necessidade dessa entrega e consagração.


À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus! Não desprezeis as súplicas que se elevam de nós que estamos na provação.


Encontrando-nos, hoje, diante vós, Mãe de Cristo, diante do vosso Imaculado Coração, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos à consagração que, por nosso amor, o vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: “Eu consagro-Me por eles — foram as suas palavras — para eles serem também consagrados na verdade” (Jo 17,19).


Queremos nos unir ao nosso Redentor nessa consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no Seu coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e conseguir a reparação.


Neste ano santo, bendita sejais acima de todas as criaturas, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento divino.


Louvada sejais vós, que estais inteiramente unida à consagração redentora do vosso Filho!


Mãe da Igreja, iluminai o povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade! Iluminai, de modo especial, os povos dos quais vós esperais a nossa consagração e entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo por toda a família humana do mundo contemporâneo.


Confiando-vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e povos, nós vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no vosso coração materno.


Oh Imaculado Coração, ajudai-nos a vencer a ameaça do mal que se enraíza tão facilmente no coração dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro!


Da fome e da guerra, livrai-nos!

Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!

Dos pecados contra a vida do homem, desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!

Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!

De todo o gênero de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!

Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!

Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!

Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!

Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!


Acolhei, ó Mãe de Cristo, esse clamor carregado do sofrimento de todos os homens! Carregado do sofrimento de sociedades inteiras!

Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o “pecado do mundo”; enfim, o pecado em todas as suas manifestações.


Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do amor misericordioso! Que Jesus detenha o mal! Que Ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da esperança!


Amém!




Irmã Lúcia confirmou pessoalmente que esse ato de consagração, solene e universal, correspondia àquilo que Nossa Senhora queria: «Sim, está feita tal como Nossa Senhora a pediu, desde o dia 25 de março de 1984» (carta de 8 de novembro de 1989). Por isso, qualquer discussão e ulterior petição não tem fundamento.
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31 dezembro 2017

Receita para um ano novo de paz



                        Receita para um ano novo de paz


                                     Renove sua esperança para um ano novo de paz


Para que o ano seja novo, é preciso que você desamarre os laços que o impedem de caminhar rumo ao perdão. Desfaça os nós da prepotência e revista-se de humildade. Dê o primeiro passo e acredite que o perdão revigora a alma e devolve a paz ao coração angustiado.






Não tenha medo de recomeçar. Nem sempre é fácil deixar aquilo que nos aprisiona. Liberte-se das prisões que criou para si mesmo. Olhe ao seu redor e veja que na liberdade madura você pode ser mais feliz do que sendo prisioneiro de seus pecados. Liberdade conquista-se com responsabilidade, e maturidade é fruto das escolhas bem realizadas. Abra os cadeados que o impedem de ver a vida com mais otimismo. Despeça-se do mau humor. Viva com mais leveza e pare de achar o lado ruim das pessoas e das situações. Chegou o momento de viver a vida com mais gratidão. Mais um ano mal-humorado será insuportável para você mesmo.


Sempre é tempo de praticar gestos de bondade


Fuja das trevas e caminhe na luz. Um novo ano é sempre uma nova oportunidade de buscar a luz. Deixe-se iluminar pelo bom exemplo das pessoas. Busque amizades que agreguem valor à sua vida. Despeça-se das situações que ofuscam sua visão. Você foi criado para iluminar-se. Seja luz! Brilhe amando! Ilumine semeando esperança!


Acredite que sempre é tempo de praticar gestos de bondade. Não espere o momento ideal para ajudar alguém. Faça de cada situação uma oportunidade única para praticar o bem. Faça de cada dia deste novo ano o tempo de amar. Faça a diferença. Acredite na força do amor partilhado.
Pequenos gestos fazem grandes diferenças


Seja misericordioso. Acolha a todos com um sorriso verdadeiro e com um abraço fraterno. Pequenos gestos fazem grandes diferenças quando praticados com amor. Seja ponte que une e não muro que separa. Ajude os necessitados e cada dia deste ano novo será um Natal permanente. Visite os enfermos e celebre a liturgia da caridade no altar de cada leito de dor. Ofereça sua bondade sem esperar retorno. Quem semeia com amor colhe sorrisos de gratidão.
A oração é alimento da alma e fortaleza na vida


Ore mais. A oração é alimento da alma e fortaleza na vida. Em cada oração, unimo-nos mais profundamente ao coração de Deus. Mesmo em meio às lágrimas e dificuldades, busque o auxilio e a segurança d’Aquele que nunca nos abandona. Em Deus somos acolhidos no amor e na misericórdia. Nosso Pai celestial jamais abandona um filho necessitado. Seja na dor ou na alegria, busque Deus com amor. N’Ele somos amados eternamente.
Acredite em si mesmo


Você é protagonista da mais bela história da vida, da qual Deus o fez personagem principal. Sua missão começa com um sorriso de bondade e se expande pelo mundo com pequenos gestos de amor. No palco da vida, você é obra divina da criação. Você foi gerado no amor de Deus. Em sua alma estão impressas as marcas da divindade. Você é fruto de um amor eterno, por isso mesmo, faça deste novo ano o início de um novo tempo na sua história. Seja para o mundo a realidade de um novo tempo! Seja de Deus! Seja feliz com Deus!
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29 dezembro 2017

Por que um 'Ano da Vida Consagrada'?


                   Por que um 'Ano da Vida Consagrada'?





     A vida religiosa deve ser constituída com base na coerência, no testemunho e no amor

Já estamos em bom caminho do ‘Ano da Vida Consagrada’, e todos nós cristãos somos chamados a refletir sobre esse tema tão importante para a vitalidade do Evangelho, da Igreja e da visibilidade mais plena de Jesus no meio de nós.



O consagrado não é uma pessoa extravagante no seu ser, no seu vestir, no seu comer nem em seu comportamento, mas é um simples cristão que, sentindo no seu coração uma fortíssima atração para a pessoa de Jesus, chamado pela força do Espírito Santo, decide seguir mais de perto Jesus de Nazaré. Uma vida que revela visivelmente o seu empenho de viver o Evangelho e ser, onde ele estiver, um sinal vivo do amor de Jesus. O religioso vive no mundo, mas não quer ser do mundo.

Ele, escutando a voz do Senhor, quer colocar em prática a palavra do Salvador de “não se deixar escravizar pelas coisas do mundo”, por isso vive o seu voto de pobreza, manifesta que a única riqueza é Cristo Jesus. Vive o seu empenho de celibato, dando a todos o testemunho de que há um amor maior e uma fecundidade espiritual, que gera alegria, filhos e filhas espirituais. E vivem o voto da escuta e da “obediência”, para ser livre de tudo e de todos e ir pela geografia do mundo anunciando o Senhor Jesus.

O Papa Francisco, proclamando este o ano da vida consagrada, quis dar a este pequeno número de homens e de mulheres o valor que eles têm: “ser fermento e luz na Igreja e no mundo”. Os consagrados na população católica são um pequeno número, fala-se de um milhão e meio. Pouca gente, mas um grupo chamado a ser presença de qualidade e de força evangelizadora. Em vários momentos, o Papa Francisco tem falado que a vida religiosa não deve ser “light”, mas sim uma vida de coerência, de testemunho e amor.

O povo de Deus não deve ser expectador diante dos consagrados, mas sim uma voz que questiona, exige, coloca em crise os mesmos consagrados. O grande risco da vida religiosa, hoje, é não ser sempre capaz de anunciar o Evangelho com credibilidade. Há uma vida religiosa “teórica” e uma “prática”. Há um divórcio entre as duas que o povo e o mundo não aceitam e faz bem não aceitar.

Sabemos que a vida consagrada é uma riqueza carismática que se expressa de várias formas. Gostaria de colocar em evidência que, quando falo de vida “consagrada ou religiosa”, não estou preocupado com a terminologia, pois entendo todos os que se doam totalmente a Deus, por meio dos três conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, e não me preocupo de falar com precisão de linguagem das várias formas de vida consagrada: vida eremítica, vida religiosa, consagração secular, novas formas de vida consagrada, consagração das virgens etc. Todos nós somos chamados a viver este ano como nosso ano da vida consagrada. O Papa não declarou o ano da vida religiosa, mas sim da vida consagrada, quer dizer de todos os consagrados e consagradas.

Numa série de reflexão, tentaremos aprofundar vários aspectos da vida consagrada. Quem sabe assim eu mesmo me converto e alguém, ao ler, possa se sentir mais apaixonado por esse tipo de vida evangélica, seguir Jesus com paixão e entusiasmo e ser no mundo um sinal concreto de sua presença.
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27 dezembro 2017

Oração de libertação de nossa casa



                       Oração de libertação de nossa casa


                      Esta oração de libertação pode ser feita em casa com a família reunida


Após fazê-la, reze um Pai-Nosso e jogue água abençoada em todos os cômodos.





Início da Oração


Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém!


Pai de infinita bondade, estou consagrando ao Senhor minha casa, este lugar em que moro com meus familiares.


Muitas casas se tornam lugar de brigas, de disputas por heranças, de dívidas financeiras, choros e sofrimentos. Algumas são cenário de adultério, outras se transformam em lugar de ódio, vingança, prostituição, pornografia, devassidão, roubos, tráfico de drogas, falta de respeito, doenças graves, doenças psicológicas, agressividade, mortes e abortos.


Às vezes, enquanto a casa é construída, alguém, pelos mais variados motivos, amaldiçoa os donos ou os materiais de construção usados. Isso não é bom para o lugar em que vivemos. Por isso eu Te peço, Senhor, retira tudo isso do nosso lar.


Se o terreno, no qual está a casa, foi motivo de disputas judiciais e heranças mal resolvidas, o que pode ter gerado mortes, acidentes, violência e agressividade, peço, Senhor, que nos abençoes e afaste de nós todo esse mal!


Eu sei que o inimigo se aproveita dessas situações para instalar seu quartel geral, mas também sei que Tu tens o poder de expulsar daqui todo mal. Por isso, peço que o demônio vá direto aos Teus pés e nunca mais volte para esta casa.


Hoje, tomei a decisão de consagrar esta casa a Ti. Peço que, assim como foste na casa dos noivos de Caná da Galileia e ali fizeste o Teu primeiro milagre, venha hoje à minha casa e expulse todo o mal que possa estar nela enraizado e as possíveis maldições nela impregnadas.


Por favor, Cristo Senhor, expulsa agora, com o Teu poder, todo mal, toda falsa enfermidade, o espírito de separação, o adultério, os problemas financeiros, os espíritos malignos de agressividade, de desobediência, de bloqueios afetivos e familiares, toda e qualquer consagração, feitiço, benzimentos ou evocação dos mortos, simpatias ou uso de cristais, energização, todo tipo de vulto e barulho (cite outros incômodos que não estão aqui listados e que o (a) perturbam).


Que esses males sejam expulsos, agora, deste lugar, em nome de Jesus, e nunca mais voltem, pois esta casa agora pertence a Deus e a Ele é consagrada!


Senhor, eu Te peço, expulsa daqui toda a agressividade entre irmãos, toda briga, a falta de respeito e violência entre pais e filhos, entre o casal que aqui habita, entre os moradores desta casa e os vizinhos.


Que os anjos de Deus venham morar conosco. Que cada quarto, sala, banheiro, cozinha, corredor e área externa sejam agora habitados por eles. Que nossa casa seja uma fortaleza habitada e protegida pelos anjos do Senhor, para que toda a nossa família permaneça em oração, na fidelidade do amor a Deus, e que nela habitem a paz e a plena concórdia.


Muito obrigado, Senhor, por atender as minhas preces! Que cada dia possamos Te servir e que sejamos sempre agraciados com a Tua bênção. Saiba, Senhor, que esta casa Te pertence. Fica conosco, Senhor! Amém!

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25 dezembro 2017

O motivo que nos faz celebrar o Natal



                    O motivo que nos faz celebrar o Natal 

                                      Existe um motivo que nos faz celebrar o Natal



“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Isaías 9,1). Esse fato narrado pela Palavra de Deus aconteceu há mais de dois mil anos, no entanto, atualiza-se todos os dias. É ele o motivo que nos faz celebrar o Natal, pois uma Luz brilhou em meio às trevas!







Há um clima diferente no ar, votos de felicidade, mãos estendidas, confraternizações e brilhos estão por todos os lados! Nas ruas, casas e lojas, por onde quer que andemos, as luzes piscam entre cores e formas, convidando-nos à celebração. Elas iluminam e encantam, trazem um colorido especial às realidades que, durante o ano, foram se tornando comuns e opacas pela rotina do dia a dia. As roupas e os adereços também ganham destaque nesta época; afinal, a moda no Natal é brilhar!
O que celebramos no Natal


Somos envolvidos pela correria do comércio. Os presentes, as viagens e tantas outras realidades próprias do fim de ano fazem-nos viver um tempo diferente. Mas será que estamos mesmo celebrando o Natal? Ou seja, será que estamos celebrando o nascimento de Jesus, o Deus que se fez Menino, nascido da Virgem Maria, que veio habitar em meio a nós?


Ele é a verdadeira Luz que brilhou para o povo que andava nas trevas. Ele veio para nos salvar e nos fazer participantes da Sua vida divina. Trouxe-nos a grande e esperada libertação; por isso celebramos Seu nascimento! Mas será que em nossos dias, tão agitados e interativos, temos tido tempo para tomarmos consciência desta verdade?



Penso que celebrar o Natal sem nos deixar envolver pela ternura do amor de Deus, expresso no nascimento de Cristo, é como participar de uma festa sem conhecer os anfitriões nem o motivo da comemoração. Você está presente, come, bebe, admira a decoração, observa os convidados, mas não tem porque se alegrar, vive tudo de maneira superficial, indiferente. E tenho certeza que não é isso que Deus espera de nós justo na festa do Seu nascimento.
Lugar que Deus escolheu para nascer


Precisamos recordar com urgência o motivo da celebração do Natal e nos prepararmos com dignidade para esta festa sem nos deixarmos levar pelo clima externo do consumismo.


Mesmo que isso seja um grande desafio em nossos dias, é preciso fazermos nossa parte como cristãos! Aquela Luz que brilhou na Terra, há mais dois mil anos, é Jesus, a mesma Luz que deseja, hoje, iluminar nossa vida, dissipando toda espécie de trevas que o pecado nos incutiu.


Lembremo-nos de que nosso coração é o lugar que Deus escolheu para nascer, pois somos únicos diante d’Ele. No entanto, como Pai amoroso que é, o Senhor continua a respeitar nossa liberdade e espera darmos o primeiro passo na direção certa, para que Sua luz entre em nossa vida.



É preciso abrir o coração para Cristo iluminar


Sem abertura de coração, a luz de Cristo não pode iluminar nossa vida! Ou seja: sem nos decidirmos a amar, perdoar, a sermos justos e dedicados, bondosos, alegres e pacíficos não há como celebrarmos o nascimento de Deus em nós. Sendo assim, o Natal passa a ser mais uma festa sem sentido. Não basta presépios, Missa do galo, troca de presentes e ceias fartas para o Natal acontecer, é preciso tomar a decisão de uma vida nova, pautada nos ensinamentos de Cristo, que nos conduzem às atitudes concretas e coerentes, à vivência da fé durante todos os dias do ano.


“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Isaías 9,1). Ainda hoje existem muitos que caminham nas trevas do pecado, e Jesus deseja iluminá-los por meio de nós. Tenhamos a coragem de testemunhar o amor de Deus a partir dos pequenos acontecimentos e das escolhas do nosso dia a dia. É este o tempo favorável para uma vida nova! A luz brilhou em meio às trevas, veio reacender a esperança e nos dar a certeza de que já não estamos sozinhos. Deus está conosco, Ele é o Emanuel! Sua luz nos contagia e aquece, por isso, abramos nosso coração e tenhamos a coragem de ser faróis no mundo, levando, com a nossa vida, a luz que é Cristo aos corações sedentos de amor e paz.


Assim, celebraremos o Natal, a festa verdadeira da Luz!

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24 dezembro 2017

Os perigos de trocar os símbolos cristãos pelos pagãos no Natal


Os perigos de trocar os símbolos cristãos pelos pagãos no Natal

   Quase sem perceber, muitas pessoas estão entrando na cultura pagã da celebração do Natal

Aproxima-se o Natal, tempo que marca as nossas vidas. Nossas cidades ficam mais iluminadas, nossas casas bem ornamentadas, diversos símbolos apontam o mistério que celebramos e tornam o ambiente mais alegre e festivo.

Por outro lado, quase sem perceber, muitas pessoas estão entrando na cultura pagã da celebração do Natal.


Objetos que estão ocupando o lugar do presépio

No lugar do Menino Deus, do presépio e das imagens sagradas, tem se dado lugar para o papai noel, presentes, duendes, gnomos, e etc.. Estamos até, decorando as nossas casas com símbolos que não têm nada de cristão. Cuidado!

Fui vitrinista de uma loja de calçados infantis e sei de como a ”Nova Era” usa essa festa cristã para paganizar as nossas casas e as nossas cidades.

No lugar de símbolos que expressam o mistério do Verbo, que se fez carne, colocam-se símbolos que esvaziam e descristianizam o significado do Natal.

Andando pelas ruas e pelos shopping centers, não é difícil encontrar duendes, gnomos, bruxas, fadas, pirâmides, e principalmente “anjos” afeminados e com expressões um tanto sensuais para chamar atenção de crianças, jovens e adultos na hora das compras.

Pior do que isso são os objetos que, sem saber, estamos levando para decorar as nossas casas, atraindo todo tipo de contaminação e trocando os símbolos cristãos pelos pagãos.


Movimento de descristianização da sociedade

Existe na nossa sociedade um movimento de descristianização da sociedade e, alguns meios de comunicação estão a serviço deste movimento.

Assim como há sites ensinando como montar uma árvore de natal mágica, chamada de árvore cabalística ou sefirótica.

Certa vez uma apresentadora famosa de TV ensinava a queimar incenso e a decorar a casa com velas mágicas para trazer boas energias, além de várias simpatias para um Natal de “paz”.

Pensei comigo, naquele momento: “Quantos cristãos estão sendo enganados por essa falsa doutrina? Quantos cristãos estão comprando as idéias do diabo via satélite?”

Na busca da dita “paz” muitos estão trocando o verdadeiro Príncipe da Paz, que é Jesus Cristo, por magia cósmica, bons fluídos, e todo tipo de esoterismo. Como diz São Paulo: “Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (…)” (1Cor 10).
O mistério de Deus

Os símbolos expressam o inefável, o mistério de Deus. Os símbolos natalinos evangelizam sem palavras, é arte, é dom de Deus.

Um simples presépio, na sua casa, diz do mistério do Verbo que se fez carne. Lâmpadas ou velas acesas expressam, sem palavras, que a Luz venceu as trevas; a árvore de Natal com seu colorido aponta para o céu, nossa pátria celeste.

Os sinos exprimem o desejo de nosso coração quando chegar Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Que neste Natal você seja cristão, inclusive na decoração do seu lar! Diga não aos símbolos da Nova Era na sua casa! E como bem nos alerta o Papa João Paulo II: “O simples fato de sermos de Deus nos obriga a ser diferentes”.

Objetos que não apontam para Deus? Na minha casa, não!

Um bom, santo e feliz Natal!
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22 dezembro 2017

Advento, tempo de preparação para a vinda do Senhor


      Advento, tempo de preparação para a vinda do Senhor

A nossa alma também está à espera, nesta expectativa pela vinda do Senhor; uma alma aberta que chama: “Vem, Senhor”

Quando falamos do mês de dezembro, vem logo à nossa mente a celebração do natal. Este mês de dezembro inteirinho, a liturgia nos prepara para a grande festa, o nascimento do Menino Jesus. As quatro semanas que antecedem o Natal, geram em nossos corações a feliz expectativa para a vinda do Senhor que irá nascer.




Tendo em vista esta função do Advento: preparar para o Senhor Jesus que virá; vale recordar as maneiras que Cristo vem até nós.

São Bernardo define em três. “A primeira, quando Ele veio por Sua Encarnação; a segunda é cotidiana, quando Ele vem a cada um de nós, pela sua graça; e a terceira, quando virá para julgar o mundo” (São Bernardo de Claraval, Obras completas de São Bernardo, Madrid: BAC, 1953, p. 177).

Vejamos então, a partir do pensamento de São Bernardo em consonância com o Magistério da Igreja sobre as “vinda do Senhor”.
Encarnação

A primeira vinda do Senhor é a mais conhecida, por se tratar do Natal. “Revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”. (prefácio do Advento I). Esta oração rezamos no tempo do Advento como forma de celebrar o mistério da encarnação. Deus totalmente Espírito, assume um corpo humano, uma alma humana. É um Deus que não quis permanecer inacessível; não restringiu-se à sua Glória celestial, mas quis passar pela experiência humana, a ponto de ser em tudo igual a nós, exceto no pecado (Hb 4, 15).

O Concílio de Nicéia acontecido no século IV esclareceu essa realidade. Jesus possui duas natureza, a humana e a divina. Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.

Podemos nos perguntar, por qual razão ele se fez homem? Poderíamos nomear várias razões pelas quais Deus se fez homem e veio habitar no meio de nós, mas uma merece destaque particular, para nossa salvação.

No Credo Niceno-Constantinopolitano rezamos: “Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem”.

Como vimos, essa é a principal razão: à nossa salvação. Por isso, na Solenidade de Natal somos convidados a mergulhar nossa vida neste mistério. Deus por seu imenso amor se humanizou para nos divinizar.
Cotidiano

A segunda vinda do senhor, conforme São Bernardo, é aquela que acontece no cotidiano da vida, em especial, por meio dos sacramentos.

Nos ensina o Papa Francisco: “O Senhor todos os dias visita a sua Igreja! Visita cada um de nós e, também, a nossa alma. Ela se assemelha à Igreja, a nossa alma se assemelha a Maria. Os Padres do deserto dizem que Maria, a Igreja e a nossa alma são femininas e o que se diz sobre uma, analogamente, se pode dizer da outra. A nossa alma também está à espera, nesta expectativa pela vinda do Senhor; uma alma aberta que chama: ‘Vem, Senhor’ ”.

A segunda vinda dá-se cotidianamente. Podemos dar, aqui, um destaque todo particular para três realidades: a Eucaristia, a escuta atenta da Palavra de Deus e Santa Missa.

Sobre essa segunda vinda podemos falar de um “Natal permanente”.

Vinda gloriosa

A terceira vinda do Senhor deve ser compreendida no plano escatológico, isto é, na consumação dos tempos onde Jesus virá revestido de poder e glória para julgar os vivos e os mortos. “Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda”. (CATECISMO, n. 524).

Nos recorda o prefácio do Advento que, Jesus “revestindo de Sua glória, Ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos, que hoje, vigilantes esperamos” (Prefácio do Advento I).

Portanto, a vigilância assume um papel importante no advento definitivo do Senhor.

É preciso estar vigilante, porque o senhor pode chegar a qualquer instante.

Em cada Santa Missa, quando respondemos a Oração Eucarística, recordamos esta realidade escatológica: “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!”. (Oração Eucarística IV).
Os sinais dos últimos tempos

O Papa Francisco, no dia 15 de Novembro de 2015, no Angelus disse: “Sobre quando acontecerão os sinais dos últimos tempos não devemos nos preocupar, mas sim nos prepararmos diariamente para nos encontrarmos com Jesus. O núcleo central em torno do qual gira o discurso de Jesus é Ele mesmo, o mistério da sua pessoa e da sua morte e ressurreição, e o seu retorno no fim dos tempos. A nossa meta final é o encontro com o Senhor ressuscitado”.

Em complemento a essas palavras sua Santidade, o Papa, ainda fez algumas perguntas: “Gostaria de perguntar-lhes quantos de vocês pensam nisso? Haverá um dia em que eu encontrarei o Senhor face a face. Esta é a nossa meta, esse encontro. Não esperamos um tempo ou um lugar, mas caminhamos ao encontro de uma pessoa: Jesus.”

Portanto, explicou o papa, “o problema não é ‘quando’ acontecerão esses sinais premonitórios dos últimos tempos, mas o fazer-se encontrar preparados para o encontro. E não se trata nem mesmo de saber ‘como’ se darão essas coisas, mas ‘como’ devemos comportar-nos, hoje, à espera desse encontro”.

Por fim, vale recordar que a segunda vinda, conforme São Bernardo, por meio dos sacramentos nos preparam para a terceira e definitiva vinda de Jesus.

Aqueles que vivem santamente os sacramentos estão preparados para se encontrarem com Jesus na sua vinda gloriosa.

Neste Advento, que nosso coração esteja preparado para receber Jesus que vai nascer, com a certeza que Ele já está no meio de nós por meio dos sacramentos, porém, esperançoso de sua vinda definitiva, onde virá com poder e glória para julgar os vivos e os mortos.
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