19 setembro 2017

Aprenda a fazer pequenas orações ao longo do dia


          Aprenda a fazer pequenas orações ao longo do dia

      É importante que, ao longo do dia, você reserve um tempo para fazer pequenas orações

Santa Teresinha do Menino Jesus dizia que é melhor falar “com Deus” do que “de Deus”, porque, no diálogo com os outros, sempre é possível infiltrar o amor próprio. Ela tem razão. No entanto, para dar um testemunho aos outros, precisamos também falar de Deus por meio das pequenas orações.

É certo que, acima de tudo, devemos amar a Deus com aquele amor, que é a base da vida cristã e que se exterioriza na oração, na atuação da Sua vontade. Portanto, falar com os próximos, sem dúvida, sobretudo falar com Deus.


Como falar com Ele?

Simplesmente recitando as orações de todo cristão, mas também examinando, durante o dia, por meio de alguma oração-relâmpago, se o nosso coração está realmente voltado para Ele, se é Ele o ideal da nossa vida, se lhe damos de fato o primeiro lugar no nosso coração, se O amamos sinceramente com todo o nosso ser.

Refiro-me àquelas orações breves que são aconselhadas especialmente às pessoas que vivem no mundo e não dispõem de tempo para rezar demoradamente.

São como flechadas de amor que partem do nosso coração em direção a Deus, como dardos de fogo. São as assim chamadas “jaculatórias”, o que, etimologicamente, significa exatamente dardos, flechas. Elas são um meio excelente para reconduzir continuamente o nosso coração a Deus.

Na liturgia eucarística, na Igreja Católica, encontramos um versículo estupendo, que pode ser considerado uma jaculatória e que ilustra bem o nosso caso: “És tu, Senhor, o meu único bem”.
Faça a experiência de orar durante seu dia

Façamos a experiência de repeti-lo durante o dia, sobretudo quando os diversos apegos ameaçarem desviar o nosso coração para coisas, para pessoas ou para nós mesmos.

Digamos: “És tu, Senhor, o meu único bem, não aquele objeto, nem aquela pessoa, nem eu mesmo; tu e nada mais és o meu único bem”.

Experimentemos repeti-lo quando a agitação ou a pressa quiserem nos levar a não fazer bem a vontade de Deus do momento presente: “És tu, Senhor, o meu único bem; portanto, a Tua vontade, e não aquilo que eu quero, é o meu bem”.

Se a curiosidade, o amor próprio ou as mil atrações do mundo estiverem para comprometer o nosso relacionamento com Deus, digamos-lhe com todo o coração: “És tu, Senhor, o meu único bem; e não essas coisas, com as quais a minha avidez e o meu orgulho desejariam satisfazer-se!”.

És tu, Senhor, o meu único bem

Experimentemos, então, repeti-lo com frequência. Experimentemos repeti-lo quando alguma sombra ofuscar nossa alma ou quando a dor bater à nossa porta. Será um modo de nos prepararmos para o encontro com Ele.

“És tu, Senhor, o meu único bem”. Essas simples palavras nos ajudarão a ter confiança n’Ele, nos exercitarão a conviver com o amor. Assim, sempre mais unidos a Deus e plenificados por Ele, colocaremos e recolocaremos as bases do nosso verdadeiro ser, feito à Sua imagem.

Desse modo, tudo correrá bem na vida, no sentido certo. Então, sim, quando falarmos, o que dissermos não serão apenas palavras ou, pior ainda, tagarelice: também as palavras serão “dardos” capazes de abrir os corações, para que eles acolham Jesus.

Façamos, então, a experiência de colher todas as ocasiões para pronunciar essas simples palavras. No fim do dia, teremos, certamente, a confirmação de que elas se tornaram um remédio, um tônico para nossa alma. Como diria Santa Catarina de Sena, fizeram com que o nosso coração se tornasse uma chama viva.
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17 setembro 2017

Sofrimento, um companheiro inseparável


                 Sofrimento, um companheiro inseparável

           Inseparável da vida humana, o sofrimento precisa ser vivenciado com sabedoria

O sofrimento nos acompanha, passo a passo, no caminho da vida. Ele é um companheiro assíduo e inseparável: sofrimento físico, moral, doença, decepção, frustração, perda.

A provação pode ser uma grande amiga ou uma terrível inimiga, pois tem o poder de edificar ou destruir, enriquecer ou despojar. Tudo depende de como o encaramos, do sentido que somos capazes de lhe dar.



A sombra da cruz – do sofrimento e do sacrifício – faz-nos estremecer. Custa-nos entendê-la e, ainda mais, custa-nos aceitá-la. Por que o sofrimento? Por que o sacrifício?
Dar sentido

Todos nós já nos fizemos, provavelmente, essas perguntas uma ou muitas vezes na vida. E todos sabemos que, quer perguntemos quer não, quer aceitemos a cruz ou nos revoltemos contra ela, continuará a fazer parte deste mundo e da vida de cada um de nós.

Em nada nos ajuda fazer meras especulações sobre o sofrimento, baseadas em hipóteses irreais: “Se não existisse o sofrimento”, “Deus não deveria permitir o sofrimento”, “Se Deus é Pai, por que nos deixa sofrer?”.

A realidade é que o sofrimento existe e Deus o permite. Por isso, só poderemos encontrar um sentido, uma ajuda, se fizermos as perguntas sobre a dor dentro do quadro da vida real: “O sofrimento existe, sempre existiu e continuará a existir? Eu o tenho na minha vida? Que sentido tem? Que faço com ele? Que devo fazer com ele?”.
A sabedoria da cruz

Podemos fazer muitas coisas. Há pessoas que, diante das cruzes da vida, se asfixiam na revolta e no desespero. Queixam-se, amarguram-se, arrasam-se. Às vezes, até se autodestroem.

Por outro lado, há outras pessoas que, com os mesmos ou maiores dificuldades, amadurecem, ganham sabedoria e virtude, aprendem a ver e a amar as coisas e as pessoas de uma maneira nova. E, no meio da dor, têm uma vida cheia de paz, de grandeza e fecundidade.

Há, pois, um mau modo e um bom modo de encarar o sofrimento. Este último é o que, em linguagem cristã, chamamos a sabedoria da cruz (cf. I Cor 1, 25).
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15 setembro 2017

O que é preciso fazer para curar os afetos e as emoções?



      O que é preciso fazer para curar os afetos e as emoções?

     A restauração de nossos afetos e das nossas emoções só se tornarão possível quando nos abrirmos ao amor divino e ao amor humano


Muitos de nós precisamos conquistar cura e equilíbrio em nossos afetos, visto que somos seres profundamente relacionais e, justamente por isso, colecionamos feridas que nasceram dos relacionamentos que experienciamos na vida. Nascemos e vivemos em um contexto profundamente relacional, pois, desde a mais tenra idade, encontramo-nos ligados a outras pessoas na família, na escola e, posteriormente, no trabalho.




Ninguém nasce para viver sozinho. Todos precisam de amigos, de relações calorosas e afetuosas, de uma família etc. É natural do ser humano o desejo de estar emocionalmente conectado e, quando essa necessidade não é satisfeita ou quando é vivida de maneira desequilibrada, acontece um intenso sofrimento psicológico/emocional que acaba nos marcando com profundas feridas.


Aqui, mais uma vez ressalto, com clareza e objetividade, que a causa de nossas feridas afetivo/emocionais estará sempre ligada à experiência do amor, a sua ausência ou a sua incorreta expressão e vivência. Afirmo, mais uma vez, que apenas o amor poderá curar as feridas por ele ocasionadas. Não, obviamente, a experiência de “qualquer amor”, mas de um amor que seja verdadeiro e que realmente nos devolva à vida.


Para um autêntico processo de cura, faz-se necessário, inicialmente, abrir-se inteiramente à experiência do amor de Deus, que é infinito e incondicional, acolhe-nos como somos e nos abarca em nossas afetivas necessidades. Por consequência, abrir-se à experiência do amor humano, visto que todos temos a necessidade de amar e sermos amados para alcançarmos a cura e o equilíbrio interior.

A derradeira restauração em nossos afetos só se tornará possível, como bem expressou a Encíclica Deus Caritas Est, com a união de dois amores em nosso coração: o humano e o divino, o Eros e o Ágape. Serão essas, pois, as duas realidades que transformarão nossas emoções: o amar e ser amado, na dimensão humana, e o permitir-se ser amado por Deus, também amando-O. Será este o amor que nos curará e nos devolverá à vida, visto que ele traz em si a perene possibilidade de nos ressuscitar, transformando nossos emocionais invernos em belíssimas primaveras.


Lamentavelmente, muitos são os corações que colecionam profundas feridas emocionais em virtude de, na vida, só terem experienciado “relacionamentos de troca”. Em tais relacionamentos, o afeto é ausente e imperam unicamente a cobrança e os pessoais interesses. Em virtude dessa realidade, tais corações não se sentiram amados e “aprovados” por aquilo que verdadeiramente são, sendo sempre acostumados a “pagar” para receberem o afeto e a alheia aprovação.


Essas pessoas só eram amadas e valorizadas quando davam algo em troca, correspondendo aos interesses egoístas de alguém. Este imperfeito modelo de relacionalidade, acrescenta, ainda que de forma velada pelo inconsciente, agudas marcas e feridas no coração. Essa prática é, infelizmente, muito comum e, ao mesmo tempo, extremamente prejudicial, visto que gera uma concepção utilitarista do amor por meio do qual o afeto será falsamente ofertado no “mercado” dos interesses pessoais, na maioria das vezes, acentuadamente egoístas. Assim, o coração humano se sente constantemente usado e abusado e, por consequência, vazio de amor e afeto em um verdadeiro raquitismo emocional, o qual fará se ausentar de sua compreensão a crença no imenso valor presente em sua vida e em sua história. Tal concepção e comportamento é, sem dúvida alguma, a gênese de muitas feridas e deformidades emocionais contemporâneas.


Para dar concretos passos nesse processo de cura, precisaremos nos empenhar para construir relacionamentos de comunhão; não de troca. Na comunhão, as iniciativas de amor são livres e realizam o ofício de vivificar a essência do bem no coração. Esses relacionamentos não exigem nada (nenhuma paga) em troca do amor. É claro que eles não são mágicos nem caem do céu, mas precisam, obviamente, ser construídos com paciência e, sobretudo, com constantes iniciativas de amor.
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13 setembro 2017

Ao removermos nossos escombros, damos passos para a cura


 Ao removermos nossos escombros, damos passos para a cura

                                    Ainda há vida por debaixo dos escombros?

“É preciso que não desanimemos de maneira nenhuma; antes, empreendais com calma, cuidado e com uma coragem cheia de paciência, a tarefa de curar a vossa alma das feridas que tenha recebido na batalha” (São Francisco de Sales).

Algo que hoje, infelizmente, tem impedido muitas pessoas de fazerem a experiência com o amor e a misericórdia de Deus para com si mesmo é a dificuldade de lidar com o que podemos chamar de escombros existenciais.



Conforme a Sagrada Escritura, podemos tomar como referência o povo hebreu na história da salvação, que, com o tempo, se cansaram de Deus, esqueceram-se da Mão Forte que os tirou da escravidão, porque caíram nas malhas da sedução e da corrupção do pecado. Contaminaram-se, prostituíram-se, curvaram-se diante dos deuses pagãos e romperam a aliança com Deus.

“Não esqueceis a Aliança que firmei convosco, nem venereis deuses estrangeiros, mas venerai o Senhor, vosso Deus, e ele vos salvará da mão dos vossos inimigos. Eles, porém, não deram ouvidos, e continuaram conforme seu antigo costume” (2Rs 17,38-40).

Como consequência das más escolhas, Jerusalém, a amada e eleita, acabou por terra, incendiada. O Templo Sagrado, morada de Deus, foi invadido, profanado, roubado e destruído. O lugar que o Senhor quis habitar, estar no meio do Seu povo, era somente escombros. Como um pai ou uma mãe, que, mesmo com o coração partido, precisa disciplinar o filho por meio de uma correção ou castigo, Deus agiu energicamente com Seu povo. Era preciso que este passasse por um castigo, resultado de suas próprias escolhas. Aqui é importante ressaltarmos as escolhas.
A liberdade de escolha

Recordo-me do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard (1813-1855) quando apresenta a angústia existencial humana proveniente das escolhas. O homem, que se volta para a satisfação dos seus desejos, que mergulha em uma vida desregrada e permite-se envolver pelas paixões, no primeiro momento, não tem plena consciência da complexidade na qual está se envolvendo, pois está imerso na saciedade de seus desejos.

Kierkegaard aprofunda nessas questões em seus escritos e aponta o resultado do homem que não põe limites na busca pela saciedade de suas paixões e desejos; e acaba tomado por uma escuridão e um vazio por não encontrar a saciedade que procura; e, então, depara-se com a angústia.

Segundo o filósofo, o vazio existencial que o homem experimenta é uma consequência de sua própria liberdade de escolha, que, ao se deparar com a superficialidade de sua realização, encontra-se confinado ao desespero. Kierkegaard aponta a saída para essa realidade como um salto, um impulso que se deve dar para sair desse poço escuro. Mais uma vez, as escolhas e a oportunidade de uma revisão, de um reconhecimento dos erros. Nesse sentido, partindo da filosofia de Kierkegaard, podemos comparar com as exortações de Deus para com o povo, que se afastasse da vida de corrupção e iniquidade. No entanto, pela liberdade, o homem pode querer ou não olhar para dentro de si e voltar para Deus. Kierkegaard acena para essa necessidade: o salto de um reconhecimento dos erros e um salto para Deus.
Remover os escombros: o passo para a cura

Nesse árduo caminho da vida, deparamo-nos com nossos escombros existenciais, com as pedras – e estas não são poucas! São elas as nossas fraquezas e maldades, nossos limites e a incapacidade que tocamos em nossa impotência. Não somos tão fortes assim; precisamos de coragem para encarar nossa verdade. E se não estivermos bem firmes na Rocha, que é Deus, acabamos em escombros e desmoronamos.

Impressionante o que acontece com aqueles que estão imersos nas trevas! Uma pessoa em penumbra não é capaz de enxergar nenhuma possibilidade, apenas de entrega ao desespero, como Kierkegaard nos apresentou. É uma pessoa confinada apenas à derrota, não vendo saída para mais nada. Apenas como que soterrada pelos escombros de sua vida, que desabou sem possibilidade de sobrevivência.

É nessa armadilha que o demônio tem investido e na qual tantos têm caído e morrido. Muitos já se deram por vencidos, não têm expectativas. Quantas pessoas viveram uma experiência com Deus, mas, hoje, por tomarem de volta a vida velha, acabaram por se encontrar com suas próprias fraquezas! Já não se veem mais dignas de voltar para Deus; fecham-se, então, à Luz, que é o próprio Cristo, e trancam-se no quarto escuro do peso e da falta de perdão a si próprio.

Lançando o olhar para essa imagem dos escombros, vem-me à mente aqueles acontecimentos de prédios, construções que sofreram desabamentos, que vieram abaixo por explosões ou acidentes. A equipe de resgate está realizando seu trabalho no lugar dos escombros. Que triste quando conseguem encontrar os corpos já sem vida! Quando, no entanto, vemos aquelas imagens do resgate de pessoas vivas, que estavam horas debaixo daqueles escombros, contemplamos um milagre. São crianças sendo resgatadas, que resistiram e saíram com vida. Meu Deus, que alegria!

Assim acontece conosco quando estamos debaixo dos escombros de nossa vida. Não é o ponto final. Podemos escolher entre permanecer soterrados ou gritar por socorro. Podemos nos render ou buscar dentro de nós a força para suplicar ajuda em sair das pedras. Precisamos ter a coragem de remexer os escombros e não nos contentarmos com a realidade na qual nos encontramos.

Em momentos de nossa vida, somente podemos nos enxergar como um poço de lepras, indignos de Deus. Mas Ele, em sua infinita Misericórdia e Amor, estende Sua Mão como os bombeiros em resgate e vem nos dizer: “Coragem! Ainda há vida por debaixo dos escombros!”.
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11 setembro 2017

Um amor para recordar


                                Um amor para recordar

                  Por que é tão difícil mexer no coração e deixar-se amar por outro alguém?

Provavelmente, você já ouviu falar de um filme com esse tema, ou talvez, como eu, já o tenha assistido diversas vezes. São vários os aspectos do longa-metragem que chamam à atenção, mas me refiro, principalmente, ao poder e à força transformadora que o amor exerce na vida das pessoas, o que, aliás, é bem evidenciado nesse romance vivido por Landon, o rapaz mais popular e desajustado da escola; e por Jamie, uma estudiosa e compenetrada garota, que jamais imaginou sequer conversar com ele [Landon], muito menos apaixonar-se por ele.

O certo é que, para a surpresa dos dois e mais ainda dos colegas, é isso que acontece. Landon, punido por sua má conduta, vê-se obrigado a fazer coisas que não gostaria, como dar aulas às crianças especiais e atuar em uma peça teatral. Jamie, que tinha como filosofia de vida fazer sempre o bem, resolve ajudá-lo, mas com uma condição: que ele não se apaixonasse por ela. A beleza do romance, no entanto, está em perceber que a vida dos jovens ganha um novo sentido quando, corajosamente, assumem a nobre e desafiante missão de amarem e serem amados, indo além dos medos e diferenças. É a isso que quero me deter, pois, até hoje, desconheço uma força mais poderosa e transformadora que o amor.




“O amor é paciente, é benigno; não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha” (I Coríntios 13,4-8a).
As razões do coração

Já que o amor é tudo de bom, por que é tão difícil deixar que ele brote dentro de nós e irradie o mundo? Por que é tão difícil mexer no coração e deixar-se amar por outro alguém? Como compreender que é tão complicado ser frágil, depender dos demais e deixar que conheçam nossas fraquezas, toquem nossas feridas, se amar é justamente nossa principal vocação?

São perguntas que despertam inúmeras respostas, mas, talvez, nenhuma delas cale um coração inquieto. É que a linguagem do amor vai além da razão e até mesmo das experiências. Fala segundo os códigos do coração, e o que não vem de um coração dificilmente chegará a outro.

Talvez, seja por esse motivo que nem sempre as respostas que recebemos nos devolvem a quietude. Concordo com quem diz: “Tens de saber que para o amor não existe manual pronto, deves criar o teu”.

Nesse filme, ‘Um amor para recordar’, parece-me que Jamie e Landon criaram seu próprio manual e deu certo. O milagre da transformação aconteceu na vida dos dois em pouco tempo. Mas é feliz quem pode testemunhar esse milagre além dos filmes, além das teorias.

É com muita sabedoria que Frei Raniero Cantalamessa afirma: “Devemos dar mais espaço às «razões do coração» se quisermos evitar que a humanidade volte a cair em uma era glacial.” Ainda com outras palavras, continua explicando que, em matéria do coração, a técnica é de bem pouca ajuda, ressaltando: “Empenham-se, desde há muito tempo, em criar um tipo de computador que «pense», e muitos estão convencidos de que vão conseguir chegar lá. Ninguém, até agora, projetou a possibilidade de um computador que «ame», que se comova, que saia ao encontro do homem em um plano afetivo, facilitando-lhe amar, como lhe facilita calcular as distâncias entre as estrelas.”
O amor leva ao sacrifício

Embora seja dada pouca atenção ao assunto, já que vivemos em uma era aparentemente movida pela técnica, sabemos bem que a felicidade ou a infelicidade, na Terra, não dependem tanto de conhecer ou não conhecer, ter ou não ter, mas sim amar ou não amar, ser amado ou não ser amado. E isso é bem certo! É certo também que o amor é exigente, leva à renúncia, ao sacrifício.

Talvez seja por isso que estamos tão ansiosos em aumentar o conhecimento, mas haja tão poucos interessados em aumentar nossa capacidade de amar: “É que o conhecimento traduz-se automaticamente em poder e o amor em serviço”.

Optar pelo sacrifício em plena modernidade parece contraditório, mas é aí que se esconde um segredoessencial na conquista da tão sonhada felicidade. Quem se arrisca a desvendá-lo, certamente é feliz. Os benefícios do amar compensam os sacrifícios que ele implica.

Então, ame, diz o poeta. “Ama e dá asas a tua alma, para que ela voe livre e te leve às alturas desta nobre vocação! Desprende-te de quem te retém por prisioneiro, mas não recuses receber um gesto de amor”.

Cultivemos o amor, que seja para recordá-lo ou tê-lo para vida inteira. Amemos, corajosamente, para fazer este mundo melhor!
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09 setembro 2017

Passamos por processos de cura interior na vida


           Passamos por processos de cura interior na vida

                    Devemos pedir ao Senhor que cure nossas feridas ao longo da vida






     Ninguém se coloca sob o sol sem se queimar. Se tomarmos sol em excesso, vamos sofrer as consequências dele. Com Deus acontece algo semelhante, pois ninguém se coloca na presença d’Ele sem ser beneficiado por Suas graças. As marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis para a nossa salvação. Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo, Ele nos dá liberdade. Nunca o Senhor pensou em nos trazer para perto d’Ele a fim de tira algo de nós, muito menos para limitar a nossa liberdade. Se Ele não quisesse a nossa liberdade, por que teria nos criado livres?

Nossa liberdade ficou comprometida por nossa própria culpa, porque quem peca se torna escravo do pecado. Pelos erros e pelos vícios que entram em nossa vida, ficamos debilitados. O Pai nos deu Cristo para nos libertar daquilo que nos amarra. Deus nos mostra quais caminhos podemos seguir, mas a liberdade de escolher é nossa. O desejo do Senhor é nos libertar de toda angústia, de toda opressão. O desejo d’Ele é nos ver felizes.

Em Gálatas 5,1 lemos: “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão”. Cristo nos amou, morreu numa cruz por nossa causa, para que não fôssemos escravos do pecado. O Ressuscitado nos libertou de todo mal, de toda armadilha do inimigo para que permanecêssemos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade. Uma vez que o Espírito Santo nos visita, não há brechas para o pecado.

Quem conhece as coisas que há no homem senão o espírito do homem que nele reside? (cf. Coríntios 2,10-16). Assim também ninguém conhece as coisas de Deus senão o Seu Espírito.

Ninguém pode saber o que há em nosso interior se não abrirmos a boca e dissermos o que pensamos. Quando rezamos, Deus Pai nos refaz e o Espírito Santo nos cura e liberta. Rezar é ficar nu na presença de Deus, é abrir-se a Ele. Quando rezamos, colocamo-nos na presença do Altíssimo, nos expomos e somos curados. Quando tiramos a roupa diante do espelho, vemos o que queremos e o que não queremos. Na hora em que estamos rezando, caem as nossas vestes espirituais; assim, vemos aquilo que queremos e o que não queremos. Tudo que fazemos de mau volta para nós no momento da oração. No momento em que o Senhor nos mostra quem somos, Ele também nos mostra quem Ele é. Se Ele nos revela uma coisa que não está boa, é porque precisamos consertá-la.

Na oração nós aprendemos a ouvir o Senhor. Não existe ninguém que, tendo rezado, Deus não o tenha respondido. E se Ele não lhe responde diretamente, vai fazê-lo por meio de uma pessoa ou de um fato, mas Ele responde. Nós precisamos aprender a ouvi-Lo na oração, para conhecermos os planos que Ele tem para nossa vida.

Nós precisamos, na oração, pedir ao Espírito Santo que nos faça descobrir o que está ruim dentro de nós. Deus sabe o quando fomos machucados e sabe como nos curar.

A nossa vida inteira é um processo de cura interior. Enquanto estivermos com os pés nesta terra, nossa vida será um processo de cura interior. Nós temos de nos apresentar diante de Deus. O Todo-poderoso tem um plano para nossa vida, um plano de amor, de realização e de felicidade para nós. Se não abrirmos o nosso coração para a oração, correremos o sério risco de morrer sem conhecer o plano que Deus tinha para nós.
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07 setembro 2017

Você sabia que a nossa árvore genealógica precisa passar por cura?


  Você sabia que a nossa árvore genealógica precisa passar por cura?

     Peça ao Senhor a cura de todas as enfermidades e maldições da sua árvore genealógica
Amados irmãos e irmãs, quero refletir, neste artigo, sobre os caminhos para encontrarmos a cura de todas as maldições e doenças hereditárias que trazemos na nossa vida. A Palavra de Deus nos diz, no Antigo Testamento, que carregamos a maldição da primeira, segunda, terceira e até a quarta geração da nossa árvore genealógica. Se essas maldições não forem quebradas, carregaremos esses males por muitos e muitos anos, até que se tome um levante profético sobre aquele mal, para que a fonte dele seja destruída.


Como encontrar a cura desses males e doenças?

Encontramos muitas ações na Bíblia que nos explicam, mas quero, de uma maneira simples, traçar alguns pontos que nos levam a encontrar a cura de todas as doenças hereditárias.
Peça o perdão

O primeiro passo é perdoarmos as pessoas da nossa árvore genealógica, fazer com que elas também tenham direito à misericórdia, a fim de que também possam estar no paraíso. Devemos perdoar aqueles que praticaram o mal e dizer todos os dias: “Eu perdoo e abençoo todos aqueles que, de alguma forma, prejudicaram ou talvez tenham lançado alguma maldição contra minha linhagem familiar”.

Peçamos ao Senhor essa graça e renunciemos a todo rancor, mágoa, ressentimento e ódio que estejam instalados na sua árvore genealógica, tornando-se uma fonte de doença. Devemos perdoar todos os nossos ancestrais, mas precisamos fazer isso de coração e com a alma.

Após vivermos esse sentimento de perdão, já começamos a ver os sinais da cura dessas doenças hereditárias.
Consagre-se a Deus

Nós precisamos dar um segundo passo, que é o desagravo a Santíssima Trindade. Geralmente, em um pacto ou consagração feita a demônios, são repetidas três vezes palavras para ofender o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Devemos renunciar a todo mal presente em nossa vida e na nossa árvore genealógica, assumindo a nossa posição de batizado.

Elevemos nossa mão direita e, em nome de Jesus, ordenemos que sejam quebradas todas as maldições de doenças, destruições de morte e falência, amarração, divisão ou de qualquer outro mal que estejam presentes na sua vida e família. Peçamos ao Senhor para quebrar essas maldições feitas, em nome de demônios, para prejudicar o meu relacionamento com Deus Pai, Filho e Espírito Santo, por isso precisamos estar próximos de Jesus para receber a cura.

Não nos esqueçamos de agradecer a Jesus pela Sua paz e pelo Seu amor, pois, nesse ato de fé, reparamos toda a ação do mal que causa essas doenças hereditárias, portanto, aprendamos a manifestar nosso amor a Deus Pai, porque nós somos filhos d’Ele. Jesus Cristo é o nosso Senhor, e o Espírito Santo é a nossa luz.
Oração de cura

Precisamos pedir, em nome de Jesus, a cura de todas as enfermidades. Façamos uma oração simples, pedindo a Jesus que nos conceda essa cura pelos nossos antepassados que não acreditavam em Deus e pela falta de conversão destes, pela falta de vontade de viver a verdade da fé, a dureza do coração, os padrões errados de comportamento e toda moralidade deturpada, quebrando todos males presentes na nossa vida.

“Senhor, eu peço a cura da minha vida, família e árvore genealógica. Cura, bondoso Senhor, todas as doenças do corpo, os problemas hormonais, digestivos, os problemas no sangue, nas células e todas espécie de câncer, toda central de distribuição de células cancerígenas herdadas pelos antepassados, minha genética e corrente sanguínea. Que todo mal físico seja destruído. A diabetes, o cérebro, a corrente sanguínea, os problemas dos ossos e cardíacos. Senhor, cure todo mal psicológico, afetivo, emocional, mental e esquizofrenia que possa estar na minha família, na minha árvore genealógica e os que vieram de maldições.”
Seja batizado no Espírito Santo

O caminho é pedirmos o batismo no Espírito Santo, porque sem ele ficamos expostos ao mal. O demônio nos ataca para ferir o coração de Deus, portanto precisamos pedir o batismo no Espírito Santo. Façamos a experiência de dizer todos os dias: “Bom dia, Espírito Santo! O que vamos fazer juntos hoje?

O batismo no Espírito Santo significa renascimento, ou seja, não mais da carne, mas agora do Espírito de Deus. Peçamos para o Senhor vir, porque, em Sua presença, ninguém poderá desfazer essa consagração. Não podemos buscar a cura somente para nós, mas também para aqueles que amamos e que estão mais próximos de nós. Quem são essas pessoas? É a nossa família. Então, temos de pedir essa graça e consagrar a nossa vida e família todos os dias ao Senhor e dizer: “Eu e toda minha casa queremos servir ao Senhor, nosso único Deus”.

Leia mais:
::Como buscar a cura física e espiritual para a nossa vida e família?
::A cura interior gera um ambiente familiar saudável
::O perdão não nasce do nosso sentimento
::Como lidar com os traumas do passado no presente
Agradeçamos ao Senhor

Para que haja a cura interior, precisamos que haja um louvor ao Senhor. Quando nós blasfemamos, murmuramos e ficamos proclamando palavras negativas, estamos louvando o inferno e a ação do mal na nossa vida. Retiremos as palavras negativas da nossa vida, porque esse caminho é tão importante quanto aos outros, para que haja a cura. É no louvor a Deus que Ele habita, age, cura e liberta. Portanto, se nós não proclamarmos este louvor, nós não obteremos a cura.
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05 setembro 2017

Como aceitar nossos erros


                            Como aceitar nossos erros





                             Aceitar nossos erros e lidar com eles exige aprendizado

Errar faz parte da natureza humana, e todos nós podemos, em algum momento da vida, cometer enganos. Admitir nossos erros, porém, nem sempre é tarefa fácil, e lidar com nossas fraquezas exige um aprendizado que dura a vida inteira. Segundo estudiosos, a principal dificuldade que temos para aceitar nossos limites e erros está ligada à falsa crença de que, na maioria das vezes, nós os herdamos de nossa própria educação familiar; de que só seremos amáveis e úteis se formos perfeitos. Sendo assim, admitir que erramos incomoda o ego e soa para ele como fraqueza ou ignorância. Daí, nasce a luta, muitas vezes, estressante contra nossas falhas; a ponto de nos tornamos intolerantes também quanto aos erros dos outros e, consequentemente, sermos uma pessoa menos agradável do que poderíamos ser.




Ao meu ver, existem três dicas que podem nos ajudar nesse processo de convivência com nossos limites:
Sem condenação

A primeira é lembrarmos que a perfeição pertence somente a Deus, e que, por mais sábios, bonitos e agradáveis que sejamos, também temos defeitos, somos “sinfonias incompletas”. Podemos e devemos tentar ser melhores, é verdade, mas sem condenação. Quem se cobra demais e evita errar passa pela vida de maneira tão tensa, que se esquece de viver de verdade.

Sem pressão psicológica

A segunda sugestão é não fazermos comparações. Compararmo-nos com pessoas que admiramos e tentarmos ser iguais a elas coloca em risco nossa própria felicidade, porque agir assim seria abandonar o projeto de Deus para nossa vida, para tentarmos viver o projeto que Ele sonhou para outra pessoa.

James Martins, grande escritor jesuíta, afirma que a autoaceitação é o primeiro passo para a santidade. Não é preciso usar o mapa de alguma outra pessoa para chegar ao céu, porque Deus já colocou dentro da alma de cada um de nós todas as direções de que precisamos. Isso, ao meu ver, também significa aceitar a própria personalidade com seus dons e limites, uma vez que fomos criados por Deus assim como somos, e é assim que Ele espera nos receber na eternidade. É claro que isso não dispensa nossa mudança de atitudes, para nos tornamos melhores, porém, sem a pressão psicológica de termos de ser diferentes do que somos na essência. Existem comportamentos que fomos adquirindo ao longo da vida por várias razões, mas, no fundo, sabemos que eles não nos pertencem, e existem outros que expressam o que realmente somos. É desse segundo que falo, pois o que somos deve ser sempre preservado.
Comparações não ajudam

Fazer comparações com outras pessoas e pensar que para elas as coisas funcionam melhor, é muito fácil, mas essa maneira de pensar, além de falsa é também perigosa, pois nos afasta da realidade mais linda que existe: Deus nos ama com exclusividade e exatamente como somos! Ele nos criou com todas as capacidade e talentos que temos e estabeleceu conosco, desde o momento em que começou nossa existência, um relacionamento profundo que durará para sempre. Ele sabe dos nossos desejos mais profundos e não é alheio às nossas quedas, mas está conosco aconteça o que acontecer, estejamos onde estivermos, como lembra o Salmo 138: “Senhor, Tu me sondas e me conheces…”. Ele nos convoca a sermos quem realmente somos para trazer alegria à nossa própria vida e a este mundo que não seria o mesmo se não existíssemos.


Tenhamos calma com nós mesmos

A terceira dica, portanto, é: sejamos pacientes com nós mesmos e com nosso processo. A paciência é uma companheira indispensável para quem deseja lidar melhor com seus erros. Santo Inácio de Loyola faz uma comparação interessante de Deus como um artesão Todo-Poderoso. Diz ele: “A lenha rústica e intocada não tem ideia de que pode se transformar em uma estátua que será considerada uma obra-prima, mas o escultor antevê o que pode ser feito com ela. Muitos não entendem que Deus pode esculpi-los em santidade, até se entregarem às mãos do artesão Todo-Poderoso e deixar-se moldar por Ele.”

Por natureza, somos impacientes e queremos resultados sempre imediatos; com relação aos nossos erros não é diferente. No entanto, o trabalho lento de Deus é a regra para grandes progressos. Tenhamos calma com nós mesmos e percebamos que, enquanto vivemos um dia de cada vez, conhecendo-nos melhor e deixando-nos moldar por Deus, nossas ideias amadurecem e os erros perdem a força que hoje têm. Não tentemos forçar o Senhor, como se pudéssemos ser agora o que o tempo, com a graça e as circunstâncias, atuando diretamente em nossa vida, nos tornará amanhã. Demos a Deus o benefício da confiança de que Ele nos conduzirá pelo melhor caminho e aceitemos o desafio de passar por este mundo como “obra inacabada”, sempre diante dos olhos amorosos do artesão que pode, a qualquer hora, aprimorar ainda mais o trabalho de suas mãos.
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03 setembro 2017

Traição: a primeira insegurança de muitos casais


           Traição: a primeira insegurança de muitos casais





                                             A traição é um pecado muito sério

A crise que mais pode afetar e até mesmo destruir um casamento é a traição. Infelizmente, é um caso que acontece muitas vezes. Por que uma traição acontece no casamento? São muitos os motivos.

Infelizmente, a revolução sexual dos anos 60 “liberou” a atividade sexual antes do casamento para a maioria das pessoas. Criou-se uma cultura de sexo livre, também um mal chamado amor livre. A partir daí, o sexo passou a ser banalizado nos meios de comunicação, especialmente nas TVs por meio das novelas e outros programas de entretenimento.



O sexismo hoje permeia a cultura social, influencia a música, a moda, os livros, os relacionamentos etc. A maioria dos namorados, hoje, acha normal viver uma vida sexual antes do casamento; e quem não aceita isso é olhado como estranho. Não há como negar que essa “cultura sexual” influencia, fomenta e estimula a traição depois do casamento. Quem se acostumou com o “sexo livre”, dificilmente se contentará com apenas um cônjuge. Estou convencido de que, face a essa pressão sexual que hoje existe sobre as pessoas, somente a religião e a moral cristã podem fazer com que um casal se mantenha fiel no seu relacionamento.
A lei de Deus é clara: “Não adulterarás” (Deut 5,18)

A traição no casamento é um pecado muito sério, pois destrói famílias. O casamento é uma aliança sagrada, na qual duas pessoas prometem ser fiéis uma a outra até a morte, perante Deus e os homens. A traição quebra essa aliança e desrespeita o cônjuge e Deus. No entanto, quem tem esse valor consegue, com a graça de Deus, superar as tentações sexuais. Do contrário, é muito difícil!

Mesmo entre casais cristãos há traições, certamente por falta de amor ao outro, vigilância e oração. Jesus deixou claro: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca”. Quando um cônjuge se arrepende de uma traição isolada, o mais correto será pedir perdão a Deus e se confessar. Sempre que possível, é bom procurar a reconciliação com o cônjuge, especialmente se tiverem filhos. Isso é muito difícil e doloroso, mas é a coisa mais correta a se fazer. Não há pecado que não possa ser perdoado se houver arrependimento sincero. Vale a pena lutar para manter o casamento e a família.

Se a pessoa que traiu se arrepende e quer consertar o relacionamento, é bom dar uma segunda chance. Mas, se quem traiu persiste na traição repetida, quem foi traído tem o direito de separar-se, embora não possa se casar com outra pessoa sem declaração de nulidade do casamento. Os especialistas dizem que mais da metade dos casamentos continuam mesmo após uma traição. Sem Deus, sem o compromisso sacramental com o cônjuge, as traições se repetem.

Só os homens traem?

Segundo os dados levantados por especialistas em relacionamentos, as mulheres estão tão propensas a trair quanto os homens. Um advogado amigo, que trata de casos de divórcio, confirmou-me este dado. Dizem que a diferença é que o homem é menos cuidadoso na hora de esconder a infidelidade. Alguns afirmam que enquanto os homens tendem a trair ao longo da vida, as mulheres estão mais propensas a trair mais tarde, quando os filhos já estão crescidos.

Muitos dos infiéis diziam buscar aventuras extraconjugais devido à monotonia no casamento. Com o passar dos anos, muitos deixam de investir no relacionamento conjugal, deixam de procurar formas de sair da rotina, de conversar sobre assuntos variados e dialogar com frequência. E isso pode prejudicar o relacionamento. A rotina destrói o bom relacionamento e pode ir separando o casal. Se a planta do amor não for regada todos os dias com um pouco de carinho, pode morrer. Por isso, os terapeutas conjugais recomendam “dizer ao outro uma palavra carinhosa todos os dias”.

É claro que quem trai é culpado pelo ato em si, mas as razões que o levaram a chegar neste ponto podem envolver muitas coisas. A causa principal das traições é a fraqueza humana, a força do instinto sexual e a tentação do mal. O demônio se aproveita disso, quer destruir as famílias; e tudo começa na traição. E as formas de tentações e traições são muitas.
Por que as pessoas traem?

Alguns dizem que traem para fugir da rotina sexual com o cônjuge, querem novas aventuras sexuais. Há quem diga que trai por curiosidade, para experimentar novas aventuras.

A vida sexual no casamento é muito importante, e o casal precisa buscar uma harmonia sexual que satisfaça ambos. Especialmente para o homem casado é muito difícil viver sem vida sexual com a esposa, e isso acontece muitas vezes; certamente, isso pode fomentar um adultério. E isso também pode acontecer com algumas mulheres. Daí a necessidade de os casais resolverem suas dificuldades neste relacionamento.

Outros dizem que chegam a trair para chamar a atenção do cônjuge, que não lhe dá atenção devida e não satisfaz os seus desejos. É o caso da “carência afetiva” que envolve muitos, especialmente as mulheres, que são mais sensíveis. A falta de atenção e de carinho geram grande insatisfação no relacionamento e podem fomentar uma traição. Se a mulher casada não se sustentar em Deus, poderá buscar esses cuidados, como se vê hoje, esses perigosos “namoros” pela internet, o que já pode ser considerado, de certa forma, uma traição.

Todos os casamentos têm problemas e eles devem ser resolvidos com conversas e orações, mas nada justifica uma traição.

Alguns dizem que traíram para “dar um troco”, por vingança, mas nada disso justifica a traição, um erro não justifica outro. Há traições premeditadas, planejadas, especialmente nos casos em que entra um amante. Mas há também aquela traição inesperada, única, quando acontece uma viagem sozinho e a tentação se apresenta. A gravidade é a mesma, mas as consequências podem ser diferentes.



Há também o caso dos casais que moram em cidades distantes por causa de trabalho; isso pode ser um fator que aumenta a possibilidade de traição se não houver muito cuidado e fidelidade ao outro. Nem sempre há o desejo de terminar o casamento, ou mesmo de não amar o outro e a família. É que “a ocasião faz o ladrão”.

Jesus, que conhecia profundamente o ser humano, sabia que o adultério não começa na cama, mas no mau desejo; por isso disse no Sermão da Montanha: “Se o homem desejar uma mulher libidinosamente, já adulterou com ela em seu coração”. Então, o cristão tem de se precaver nisso, no mau desejo. Sentir o mau desejo não é pecado, mas consentir nele sim.
Existe traição entre todos os casais?

Também precisamos dizer que existem casais que nunca viveram nenhuma das realidades mencionadas acima, no entanto, vivem uma tensão no relacionamento como se tivessem passado. Muito sofrem por um “fantasma”. O que muitas vezes começa a gerar outros problemas, como desconfiança, ciúmes, discussões e muitas outras.

É importante tomar cuidado, pois essa é uma insegurança que se não for “tratada” pode gerar várias outras e causar um prejuízo maior no namoro ou no casamento. O diálogo, a confiança e a compreensão mútua são essenciais para o casal vencer esses desafios.

É preciso estar atento, vigiando e orando sempre, pois nenhum casal está isento dessa realidade. No entanto, com fé e a graça de Deus, podemos superar tudo isso.
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01 setembro 2017

Adultério virtual: quando a internet se torna um perigo no relacionamento


    Adultério virtual: quando a internet se torna um perigo no relacionamento

      A internet tornou-se uma ferramenta fácil para proliferar o sexo virtual e o adultério de coração





Adultério significa infidelidade conjugal. Quando dois parceiros, dos quais ao menos um é casado, estabelecem entre si uma relação sexual, mesmo efêmera, cometem adultério. O sexto mandamento e o Novo Testamento proíbem absolutamente o adultério. Os profetas denunciam sua gravidade. Veem no adultério a figura do pecado de idolatria.
O Catecismo da Igreja ensina

“O adultério é uma injustiça. Quem o comete falta com seus compromissos. Fere o sinal da aliança, que é o vínculo matrimonial; lesa o direito do outro cônjuge e prejudica a instituição do casamento, violando o contrato que o fundamenta. Compromete o bem da geração humana e dos filhos, que têm necessidade da união estável dos pais. (n. 2381).



No Sermão da Montanha, Jesus deixou claro que o adultério cometido por uma pessoa não é somente a realização de um ato sexual com outra pessoa, que não é seu cônjuge. É mais do que isso. Ele condena o adultério de desejo: “Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,27).

A gravidade desse ato está no utilitarismo sexual, que resulta no hedonismo e no pecado da concupiscência, que transforma a outra pessoa num objeto de prazer. O adultério de desejo revela um fato no interior da pessoa, ou seja, é desejá-la não como o fim de suas intenções, mas como meio. O adultério no coração acontece, porque a pessoa decidiu interiormente utilizar o outro para sua satisfação egoísta.
Avanço tecnológico

A internet tornou-se uma ferramenta fácil para proliferar o sexo virtual e o adultério de coração. Isso começou pelo uso do telefone há bastante tempo; algumas agências até se especializaram em oferecer esse tipo de atividade com moças e rapazes de programa, contratados para isso. Foram os famosos “teles”: telefantasia, tele-erótico, telessexy, telegay… Enfim, telepecado.

A internet superou tudo isso! Primeiro, por causa da privacidade, comodidade e forma anônima com que oferece a fantasia; segundo, porque quase sempre é “gratuita”. A luxúria está globalizada pela internet. Explora-se comercialmente aquilo que é imoral, que atenta contra a dignidade do ser humano, transformando-o em um meio de prazer e lucro.
Assista:




Tenho recebido e-mails de esposas que se desesperam quando pegam seus maridos vendo sites pornográficos. A tentação é enorme e a facilidade é muito grande. Outros se enveredam pelos “chats” variados e acabam se complicando. Uma forma de adultério virtual é o que acontece com a pornografia oferecida pela internet. Quem busca uma satisfação sexual pela pornografia virtual está cometendo o pecado de adultério de coração, como explicou Jesus.

A atividade sexual virtual pela internet pode se transformar em vício; e o pior de tudo é que, muitas vezes, leva ao pecado da masturbação, fornicação, adultério ou mesmo uma vivência sexual pervertida com o cônjuge. Os “chats” se transformaram, para muitos, em um meio de viver um adultério virtual, “seguro” e barato.
O Catecismo da Igreja Católica é bem claro ao afirmar:

“A pornografia (…) ofende a castidade, porque desfigura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes e público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um modo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos” (CIC § 2354).


O que leva um homem ou uma mulher a buscar o adultério de coração pela internet?

Uma das razões pode ser a carência no relacionamento com o cônjuge, a falta de uma harmonia conjugal e, principalmente sexual. Numa situação dessa, se a pessoa não tem uma vida espiritual forte e permanente, facilmente pode enveredar pelo adultério virtual, pela pornografia e sites de conversas.

Jesus deixou-nos a receita básica para vencer qualquer pecado, também o adultério virtual: vigiai e orai. Estar sempre em estado de oração, com a alma sempre ligada a Deus, sempre suplicando ao Senhor o auxílio de Sua graça para não cair na tentação. “Não nos deixeis cair em tentação…”. “Mosca só assenta em prato frio”; então, não deixe sua alma esfriar pela falta de oração, comunhão, meditação da Palavra, oração do terço etc.

Em segundo lugar, é preciso vigiar. Fugir das ocasiões de pecado é uma fuga heroica. Se você não se controla diante da internet e do sexo virtual, então deixe de acessar a internet em seu computador ou celular, enquanto não aprender a se dominar. Ou, então, diante do computador, reze e prometa a Deus não acessar um site de pornografia ou de relacionamento perigoso por amor a Jesus, que, para salvá-lo, morreu na cruz. Só por amor a Deus podemos deixar de vez o pecado, nunca por medo d’Ele. Escreva sob a tela do monitor do seu computador: “Eu não vou pecar hoje, por amor a Jesus, pois Ele merece isso”.
E se eu cair?

Levante-se imediatamente. Não fique nem um minuto na lama do pecado. Peça perdão a Deus e prometa confessar-se tão logo seja possível. Sim, é importante a confissão, para que a graça divina lhe dê o perdão e a força para não voltar ao pecado de adultério virtual. O cristão tem que viver a castidade, porque é lei de Deus; e isso só será possível se fechar as janelas da alma (olhos, ouvidos, boca, nariz e mãos) para tudo o que o excita e traz o pecado para seu interior. Com a graça de Deus e a força de vontade, isso é possível.
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30 agosto 2017

A importância do bom humor nos relacionamentos


          A importância do bom humor nos relacionamentos






Quando o assunto é relacionamento, o bom humor é um dos ingredientes que não podem faltar

Sorrir é uma das melhores coisas da vida e não há dúvidas em relação a isso. Mas a verdade é que nem sempre lembramos de sorrir! Envolvidos pelos problemas e pelas exigências que nos cercam, muitas vezes, passamos o dia tensos, com rugas na testa, sem dar um sorriso sequer, perdendo assim, a oportunidade de proporcionar benefícios à nossa saúde e melhorar a qualidade de nossos relacionamentos. Aliás, quando o assunto é relacionamento, o bom humor é um dos ingredientes que não podem faltar.




Pode ser que o casal não tenha dinheiro, casa própria, carro nem tantas outras coisas que muitos defendem como condição para a felicidade, mas se esse casal tem amor e bom humor, ele aprende a aproveitar bem o tempo e é feliz aqui e agora.

Até porque, segundo o cardiologista Dr. Antônio Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo, “um indivíduo bem-humorado sofre menos e é mais feliz, porque produz mais endorfina, um hormônio que relaxa”. E não para por aí. O médico explica também que a endorfina aumenta a tendência de ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado você está, maior é sua disposição e, consequentemente, mais bem-humorado você fica. Bom para você, melhor ainda para quem está ao seu lado, porque o bom humor é contagiante.

Já percebeu que, quando alguém tem a coragem de romper os paradigmas e dar uma boa gargalhada, queremos logo saber qual o motivo e ficamos ansiosos para sorrir juntos? É que sorrir torna a vida mais leve e as relações também. Aliás, a leveza é um dos primeiros impactos positivos que o bom humor proporciona numa relação. Por isso, apresento aqui algumas das inúmeras atitudes práticas que podem colaborar para que o bom humor triunfe entre você e seu amor:

1- Aproveite as oportunidades: Ninguém tem uma vida “cor-de-rosa” o tempo inteiro, é claro! E isso não seria nem mesmo normal. Risos e lágrimas sempre se entrelaçam enquanto vivemos. Então, quando perceber que o bom humor está lhe estendendo a mão, segure-o com todas as forças e aproveite para curtir a oportunidade com quem você ama.

Deem rizadas juntos, brinquem, contem casos, cantem, dancem e sorriam sem economizar. Tenho certeza que esses momentos serão sempre guardados como os mais importantes da vida a dois. E mais, cada vez que lembrar do que viveram juntos, sentirá vontade de rir novamente, mesmo que esteja sozinho andado pela rua. Às vezes, acontece isso comigo, e é muito bom! Quem nos vê sorrindo, às vezes, ri também e lucramos com isso. Então, fique atento e não perca as oportunidades de sorrir!

2- Quebre o gelo: Quando o clima está pesado e alguém faz um comentário engraçado, geralmente consegue tirar o foco do problema e alcançar o grande prêmio, que é melhorar o ambiente e a disposição das pessoas. No relacionamento, isso é muito importante, principalmente quando os dois estão cansados e resolvem ficar tensos e calados. Um imagina o que o outro está vivendo, mas, por uma razão qualquer, acabam silenciando também; então, o silêncio reina, e, neste caso, isso não é bom. Seja você o primeiro a descontrair, pois assim, os dois sairão ganhando e o amor agradecerá. Fazer “tempestade em um copo de água” não é sábio nem resolve o problema. Então, quebre o gelo e torne seu relacionamento muito melhor.

3- Não brinque com coisas sérias: Ter bom humor não significa ser inconveniente e buscar graça onde não existe. Uma piada ou um comentário “mesmo que seja engraçado”, fora de hora, pode ferir profundamente a outra pessoa. Para evitar isso, procure compreender como o outro se sente e o que realmente precisa no momento. Às vezes, mais do que sorrir, a pessoa está precisando é de um ombro amigo para chorar, e você ganhará muito se descobrir isso antes de usar, em primeira mão, o bom humor.

4- Viva cada coisa ao seu tempo: Partilhar os acontecimentos do dia com quem amamos é bom e edifica o relacionamento. Porém, é preciso atenção para não ficar falando o tempo inteiro a respeito de trabalho quando se encontram. A Palavra de Deus ensina que “há um tempo para cada coisa” (Ecle 3); então, é preciso deixar no trabalho os problemas que ele causa e levar para casa a disposição para viver algo bom com o outro que está a sua espera. Essa disposição interior já é o primeiro passo para viverem ótimos momentos juntos.

E são muitas as alternativas que você pode desenvolver para preservar o bom humor no seu relacionamento e assim encontrar o equilíbrio necessário para viver bem os seus dias. Até porque, segundo pesquisadores, o bom humor reforça também o sentimento de liberdade e sentir-se livre é o maior desejo do ser humano. Agora, consegui-lo em meio à alegria é um presente que está ao seu alcance. Então, não perca tempo, sorria sempre que possível. Sua saúde e seu amor agradecem!
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28 agosto 2017

Como lidar com pessoas pessimistas?



                     Como lidar com pessoas pessimistas?

                                         Saiba como lidar com pessoas pessimistas


Já está mais do que provado que o bom humor colabora com a qualidade de vida, e sorrir é uma das melhores coisas do mundo. Mas a verdade é que encontrar pessoas realmente felizes em nossos dias é quase como descobrir um Oásis em meio ao deserto. Andamos tensos, apressados, conectados no telefone e sem tempo para olharmos com atenção as coisas boas da vida e sermos gratos. Por outro lado, ouvimos contantes reclamações a respeito da chuva, do calor, do governo, do transito, da crise etc. Talvez nem percebamos, mas são manifestações de pessimismo que, aos poucos, nos contagia. É claro que nem tudo são flores nesta vida, e coisas boas e ruins se alternam no dia a dia, alterando também nossos sentimentos a cada instante; mas, se temos como meta a felicidade, é preciso levantar depois das quedas, sacudir a poeira e seguir em frente com um sorriso de esperança sem se deixar levar pelas lamúrias. Afinal, como lidar com pessoas pessimistas?




O fato é que ter uma visão positiva ou negativa em relação aos acontecimentos é, antes de tudo, uma questão de escolha. A pessoa pessimista, por exemplo, consegue imaginar tudo de ruim que possa acontecer e não enxerga nada de bom que já esteja acontecendo. O otimista, ao contrário, mesmo que esteja na pior, tem tanta certeza que vai vencer, que passa pela dor com serenidade. E não é que esteja vivendo fora da realidade, mas é sua atitude em reconhecer quem é, e a certeza de que não está sozinho neste mundo, que o faz ir além. Portanto, se você é do tipo que fica muito chateado, ou até mesmo arrasado quando as coisas não acontecem do jeito que planejou, experimente, na próxima vez que isso acontecer, analisar a situação com calma e pedir para Deus lhe mostrar uma nova perspectiva do acontecimento. Se viver a experiência com fé e coragem, tenho certeza que vai se surpreender. Uma vez que optamos por andar nos caminhos de Deus, Ele nos proporciona graças em todas as situações, só que por vezes é preciso procurá-las.

Na adolescência, li um livro que me ajudou bastante nesse sentido. É um clássico de Eleonor Porter, chamado Polyana. O livro narra a história de uma menina pobre materialmente falando, mas com um entusiamo tão grande que conseguia contagiar até os corações mais duros e resistentes à alegria. Por exemplo, ela desejava muito ganhar uma boneca, mas recebeu um par de muletas por engano. Em vez de ficar triste, concluiu, com a ajuda do pai, que tinha um grande motivo para se alegrar: “O fato de não precisar de muletas”. Foi aí que começaram a jogar o “jogo do contente” como vieram a chamar a dinâmica que consiste em encontrar qualquer motivo para alegrar-se e agradecer a Deus por tudo que acontece seja o que for. Polyana ensinava o “jogo” a todos que encontrava, e o resultado foi uma transformação total da cidade. A história é linda e segue para um final feliz, é claro! Agora, na vida real, será que nós não podemos fazer algo parecido e levar um pouco de esperança e alegria aos corações abatidos?
A importância de mudar o ponto de vista


Não se trata simplesmente de pensar de forma positiva ou de tentar fazer coisas boas acontecerem com o poder dos pensamentos. Trata-se de ver as coisas do ponto de vista de Deus, lembrando que Ele nos ama e pedir que ele nos mostre como uma circunstância aparentemente negativa pode, na verdade, nos trazer algo de bom. Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito (Rm 8,28). Essa verdade gravada na Sagrada Escritura deve ser trazida à memória sempre que passamos por situações que nos contrariam, pois ela nos leva a enxergar segundo a perspectiva de Deus, que é bom e só deseja o bem para seus filhos.


Muitas vezes, não conseguimos mudar as situações, é verdade, mas quando fazemos opção pela confiança em vez do lamento em meio às provas, mudamos totalmente a maneira como lidamos com a vida e o mundo carece de atitudes assim. Façamos hoje a experiência de acreditar mais no amor de Deus e semear mais alegria e esperança nos corações em vez de queixar-se. Tenho certeza que isso dará um novo sentido a nossa vida. Porque sempre há um aceno do amor misericordioso de Deus em cada situação que vivemos.
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26 agosto 2017

Descubra-se, apoie-se e impulsione sua vida


                   Descubra-se, apoie-se e impulsione sua vida

             Ninguém é otimista porque não tem problemas, mas avança para impulsionar a vida

No dia a dia é comum observarmos coisas boas e ruins acontecendo a nossa volta a todo instante. Com isso, sentimentos diversos são despertados em nosso interior. Se não estivermos atentos, acabamos sendo levados por eles de um lado para o outro até nos distanciar da felicidade que tanto buscamos. É fácil perceber que existem pessoas de bem com a vida e que conseguem se adaptar de maneira rápida às situações adversas, enquanto outras param diante dos desafios por simples que sejam e não conseguem avançar. Geralmente admiramos as pessoas do primeiro grupo, e até nos perguntamos de onde vem esta força para sorrirem, mesmo quando o mundo parece desabar?




Qual o segredo para sorrirem quando tudo parece desabar?

Segundo especialistas, o segredo está na satisfação com a vida. Ninguém é otimista porque não tem problemas, mas porque tem uma visão positiva em relação às dificuldades. Portanto, aprender a ver o lado bom dos acontecimentos e a ser grato pelo que tem, é a melhor receita para ser feliz. Por outro lado, ficar pensando no que poderia ser mas não foi, e de cara fechada porque não é amado o quanto gostaria de ser, não vai resolver o problema e provavelmente vai até piorar a situação. A propósito, já está provado, que quanto mais uma pessoa tenta chamar a atenção por lamúrias, mais afasta de si as outras pessoas. Afinal quem é que gosta de ficar ao lado de alguém que só reclama?
Que postura tomar?

Também não se trata de viver fora da realidade. A questão é a postura que se toma diante dos desafios que a vida proporciona. A jarra meio vazia para uns, é meio cheia para outros. Depende dos olhos que a enxerga, e os olhos veem de acordo com o que o coração sente.
É por isso que, se quisermos encontrar satisfação na vida e passarmos do vitimismo para realização, é preciso treinar o coração para tomar decisões, ter força de vontade e acima de tudo fazer escolhas. Isso mesmo! Ser feliz passa por fazer escolhas concretas como, por exemplo, acordar cedo em vez de ficar mais alguns míseros minutos na cama e se atrasar ao ponto de ficar o resto do dia com mau humor. A escolha para quem quer mudar de vida será: levantar na hora certa, com boa disposição e fazer tudo com calma, inclusive cumprimentar e sorrir para as pessoas. Aliás, poucas coisas nos fazem tão bem como um sorriso sincero! E saber que custa tão pouco! Experimente hoje sorrir mais e cultivar a alegria. Deixe de lado as queixas e verá o quanto isso lhe fará bem!

Talvez você não possa mudar as situações, mas quando faz opção pela alegria, altera totalmente a maneira como lida com elas. E não precisa ficar procurando razões especiais para ser alegre. Faça acontecer a felicidade na simplicidade do seu dia a dia. Experimente caminhar em um parque, cuidar de plantas, cozinhar, pintar. Dedique-se às pessoas. Preste atenção naqueles que estão ao seu lado, demonstre interesse por quem vem ao seu encontro, esteja disposto a estender a mão, ouvir, elogiar, ser presença, amar. Você ficará surpreso com o quanto isso lhe causará felicidade. Em outras palavras: quer ser feliz? Saia do comodismo!
Qual é a melhor escolha?

Dizem que existem duas principais escolhas que precisamos fazer na vida: aceitar a condição em que nos encontramos, ou aceitarmos a responsabilidade que teremos de mudá-la daqui pra frente. Ou seja, a felicidade que você deseja alcançar e o rumo novo que quer dar para a sua vida, estão ao seu alcance, só dependem de suas escolhas.
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24 agosto 2017

A importância da cura interior


                       A importância da cura interior

Sem a cura interior, não é possível ser curado de doenças físicas, tampouco experimentar a libertação

Em resposta àquilo que Jesus e a Igreja fazem por nós, duas ações devem ser realizadas. Jesus, primeiro, foi a todas as cidades e aldeias da Galileia, e a todos os lugares para pregar a Boa Nova a todas as pessoas. Jesus também disse para os Seus irem a todos para lhes conceder cura e libertação e, se precisassem, também cura espiritual e cura física.



A cura interior é uma espécie de chave para a cura total

A cura interior profunda é muito importante e necessária para que sejam descobertas e sanadas as fontes mais significativas de todos os males que nos afligem. Muitas vezes, a pessoa não consegue cura espiritual, sem antes passar por uma cura interior; caso contrário, permanece naquilo que chamamos de hábitos compulsivos de pecar. Com frequência, por exemplo, um viciado em drogas não receberá cura, a menos que seja curado interiormente das causas que o levaram ao vício da droga.

Satanás condena; Jesus cura. A cura interior é uma espécie de chave para a cura total da pessoa. Da mesma forma, sem a cura interior, não é possível ser curado de doenças físicas, tampouco experimentar a libertação. Deus quer que sejamos totalmente curados. São Paulo diz, na Carta aos Tessalonicenses, que Deus não nos quer curados parcialmente, mas por completo; não superficialmente, mas em profundidade. Ele nos quer perfeitos em corpo, mente e alma. “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). No entanto, vale ressaltar que a cura física é a menos importante.

Já ouviu falar sobre Helen Keller? Ela era cega, surda e muda, mas foi uma das grandes filósofas do século passado. Quando damos muita ênfase à cura física, isso não vem de Deus. Jesus disse: “É melhor entrares na vida tendo só uma das mãos do que, tendo as duas, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga” (Mc 9,43). Você já ouviu isso? Eis o motivo pelo qual Jesus não afirmou: “Vinde a mim você que quer cura física”. Isso não é o mais importante, mas sim a cura espiritual, a experiência de perdoar todos os pecados, como o que acontece no sacramento da confissão, para que possamos experimentar o “poder perdoador” de Deus, o abraço do Pai.


A cura acontece por meio da medicina e da oração

A importância da cura interior se deve também às limitações da medicina e da psiquiatria. Acreditamos que a cura aconteça por meio da medicina e da oração, mas quando nos deparamos com os limites de ambas, então é Deus que vem e ultrapassa esse conhecimento. Todos os dias, encontro pessoas que me relatam a incapacidade dos médicos de fornecer um diagnóstico preciso.

No processo de cura interior, nada pode ser desvalorizado, tudo deve ser levado muito a sério, pois disso depende uma vida de plena liberdade.
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22 agosto 2017

Como trabalhar meu sentimento de culpa?



               Como trabalhar meu sentimento de culpa?

O sentimento de culpa consiste em fazer com que eu me sinta culpado, quando muitas vezes não sou


Aqui, não quero falar sobre a culpa, mas do sentimento de culpa. Se tiver pecado, tenho que dizer: “Eu pequei, sou um pecador”. As culpas são realidades que não devem nos desencorajar, mas nos jogar ainda mais nas mãos de Deus; realidade que deve nos fazer encontrar o Cristo Salvador!





O problema maior, nos dias de hoje, é sustentar que não precisamos de um Cristo Salvador, porque podemos nos salvar sozinhos. Esta é toda a teoria, toda a filosofia – podem chamá-la como quiserem – da Nova Era, pois dizem não precisar mais do Salvador: “O Salvador sou eu, o Cristo está em mim!”. Não se referem, naturalmente, ao Cristo que mora em mim, o Cristo pessoal, mas àquela força, àquela energia que está em mim; eu a descubro em mim mais ela sai de mim. Portanto, eu me transformo no Deus de mim mesmo, eu me transformo no Cristo.


Como podemos ver, aqui temos alguma coisa que, verdadeiramente, está distorcida, destruindo toda a nossa vida espiritual. Para eles, a vida espiritual consiste nas experiências feitas por eles mesmos. Ficando uma hora na frente de uma árvore, por exemplo, recebem a energia da árvore. Isto para eles é a experiência espiritual. Estamos sobre trilhos totalmente diferentes, portanto, podemos falar que a espiritualidade da Nova Era é, provavelmente, o inimigo mais sutil e mais sério da espiritualidade cristã do nosso dia.

Dessa forma, não me refiro às culpas, mas aos sentimentos de culpa. A realidade dela é aquilo que faz São Paulo falar: “Em mim existe uma lei que não me deixa fazer o bem que eu quero, mas me leva a fazer o mal”. Essa é a culpa!


Os sentimentos de culpa, ao invés, consistem em fazer com que eu me sinta culpado, quando, na realidade, não sou; porém, eu digo para mim mesmo: “Deus perdoa o meu pecado, mas eu ainda o vivo!”. Aqui, temos uma grande ferida psicológica. Encontramos muitos fiéis com estes sentimentos de culpa que podem transformar-se em escrúpulos ou talvez em depressão, em obsessão. Muitas vezes, fixamo-nos em uma ideia. Fixamos a nossa atenção sobre um ponto que é praticamente irreal, porque, se Deus me perdoa, eu já não sou culpado. O diabo fica festejando quando acha uma fraqueza deste tipo no homem. Ele tenta e consegue, com certa facilidade, nos convencer de que Deus já não nos ama.


“Deus me ama!” Tudo começa daqui, a caminhada para a cura começa aqui. Ela não começa ao falar: “Eu sou um pecador!”, mas ao dizer: “Deus me ama, Ele perdoa o meu pecado”.


Uma vez que o Senhor me ama, tento não pecar mais, porque o amor deve ser respondido com amor. Portanto, o início da caminhada está aqui: “Deus me ama!” Deus não é amor? Assim o define São João! Quando existe o senso de culpa é muito fácil que o inimigo entre de forma muito sutil para me atrapalhar e fazer com que eu pare de continuar na minha caminhada.
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20 agosto 2017

As diferenças entre o homem e a mulher vão além do físico


  As diferenças entre o homem e a mulher vão além do físico

                    Conheça essas diferenças psíquicas entre o homem e a mulher


Ora, é claro que todo mundo sabe que há diferenças entre os dois sexos. Está estampado em nossos corpos, facilmente identificamos um homem e uma mulher. No entanto, nossas diferenças não estão só na dimensão do corpo. O psíquico e o coração trazem muito mais diferenças do que a simples imagem do corpo. Aliás, é no interior que acontece a maior parte das características diferentes entre o homem e a mulher.

Somos distintos na maneira de pensar, no jeito de ver e sentir o mundo, podemos até dizer que a impressão que temos do ambiente que nos cerca é diferente – noção de profundidade, de cores e cheiros. Somos diferentes nos anseios e expectativas.

Que bonito é ser assim! Que maravilha Deus nos ter feito diferentes assim!
Particularidades do homem e da mulher

Somos convidados, assim, a complementar nossa concepção dos aspectos da vida. A partir da companhia do outro sexo, aumentamos nossa opinião e sabemos que temos outros fatores a considerar, que não os nossos.

O problema é quando, na boa intenção de conseguirmos igualdade aos dois sexos, agimos pela comparação e acabamos não considerando as particularidades do homem e da mulher.

Vou explicar: nesse caso, igualdade está em proporcionar dignidade, condições de vida profissional, social e direitos civis iguais para as mulheres, tanto quanto é para os homens.
Somos diferentes

Já comparar é considerar que os dois sexos são idênticos, na forma de ser, nas emoções, nas necessidades e, principalmente, nos papéis masculino e feminino.

Olhar para cada sexo, para favorecer suas necessidades específicas e características particulares dá trabalho, é mais trabalhoso do que decretar uma lei para todos, nivelar a todos, mas só assim é que verdadeiramente iremos proporcionar dignidade e alegria às pessoas.

A Teologia do Corpo, na prática, está aí, para nos motivar a conhecer um pouco mais das maravilhas que podemos aprender com o outro sexo, principalmente com o amado, a amada aí do seu lado.
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18 agosto 2017

Como ser um homem conforme a Palavra de Deus?



        Como ser um homem conforme a Palavra de Deus?


      Ter contato com a Palavra de Deus é ter um encontro pessoal com Jesus a cada linha



Um grande ideal! Julgo que seja o maior de todos. Para que nivelar a vida em ideais menos elevados do que esse? Ele atende a absolutamente todos os apelos mais profundos e cheios de significado no coração do homem.


Ser conforme a Palavra de Deus é o convite que o SeEle faz a todos – a cada homem e mulher – em todos os tempos e lugares. Acho que a primeira pergunta, a que não quer calar, é: “Como fazer isso? Nos tempos de hoje, isso é possível?”. Realmente, é um feito grandioso! É “remar contra a correnteza”, é quase que se decidir pela solidão.


Ao olharmos para a vida dos grandes homens da Bíblia e nos que vieram depois, os santos, é possível traçar um perfil simplificado do homem conforme a Palavra de Deus. Desbravando esses primeiros passos, o Senhor vai lhe inspirar outros, à medida em que você for correspondendo a eles.





Ter contato diário com a Palavra


O ponto mais óbvio, certamente, é que esse homem deve ter um contato diário e crescente com Jesus Palavra. Pessoalmente, já pude testemunhar como a leitura orante da Bíblia muda a vida de uma pessoa. Isso porque a Bíblia não é um mero livro, ela é uma pessoa, é Jesus! Ter contato com a Palavra de Deus é ter um encontro pessoal com Ele a cada linha. Por meio dela, somos batizados no Espírito Santo. É um livro inspirado, dado diretamente por Deus. Essa Palavra do Senhor pode nos formar, pode nos indicar o caminho, e ela indica!


Se você ficar atento, vai perceber que existe um movimento de conversão desde o Antigo Testamento até o término do Novo. Em toda a Palavra de Deus há o convite à conversão, convite individual e coletivo, até a vida eterna. Reside nisso um grande indicativo: ter uma vida sincera de conversão. Essa vida se faz pela busca constante em não mais pecar. Existe um método para isso: ir à confissãosacramental aproximadamente uma vez por semana, com um arrependimento profundo e de quem tem a clareza do estrago que o pecado provoca em si, com um propósito de nunca mais cometer aquele ato! Isso provoca uma vida de vigilância sob os próprios atos, um conhecimento cada vez mais aprofundado de si e um constante pedido de socorro a Deus. Sem a graça do Senhor não é possível vencer os pecados.
Ser aquele com quem Deus fala


Veja que essa vigilância vai impulsioná-lo a uma vida de oração. Diante da impotência de superação do pecado, você vai acabar de qualquer jeito a procurar um diálogo e crescente intimidade com Deus. Vai pedir-lhe socorro! Aos poucos, vai brotando no coração a disposição de desprezar as coisas do mundo. O amor cresce, apaixonado, intenso e grato. Você vai buscá-lo na Missa, na Adoração Eucarística, na oração do Santo Terço, na meditação da vida dos santos, na leitura orante da Palavra de Deus.


Para aqueles que ainda não chegaram a amar assim, no entanto, há uma tentação que sobrevém: a de não largar as coisas do mundo, especialmente aquelas a que se está mais apegado. Concentre-se no desejo que há no seu coração de ser íntimo de Deus. Concentre-se nos malefícios que o pecado causa na sua vida. Medite sobre eles. Ao mesmo tempo, imagine, na intimidade, o que você pode alcançar com o Senhor. Você será aquele com quem o Senhor fala, e poderá perceber esse ato com uma tremenda nitidez.


Pense nas coisas que você pode alcançar e não tanto nas que você vai ter que deixar, porque, no decorrer da caminhada, ao experimentar as vantagens, você vai chorar pelo tempo perdido nas coisas do mundo das quais se está atualmente apegado.
Busca das virtudes


Sua caminhada vai exigir automaticamente a próxima característica da pessoa que é conforme a Palavra de Deus: a busca das virtudes. Aprofundar-se na busca das virtudes teologais e morais. Como fazer isso? Com uma vida de estudo das coisas de Deus. Esse, certamente, é mais um ponto importante! Não é possível progredir numa vida espiritual, se intelectualmente não houver uma correspondência. Deus nos fala na inteligência! É por meio dela que podemos ter esse relacionamento com o Senhor. É absolutamente indispensável a procura por se aprofundar no estudo das coisas de Deus. É inesgotável o conteúdo disso na Igreja. E se há tanta coisa, é um sinal de que é preciso conhecer e cultivar os estudos.


Por fim, ao tomar as Sagradas Escrituras, você já não vai mais ficar parado somente na história e na narrativa dos fatos. Você vai ver o que há de mais profundo ali: uma mensagem especial para você, para outra pessoa, para a edificação da Igreja. Você vai viver conforme a Palavra de Deus, ou seja, de acordo e do jeito dela.

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