"Eu vim para servir" na prática


                   "Eu vim para servir" na prática


           A grande missão e o principal mandamento: amar e servir, servir e amar

Deus Pai enviou Seu Filho Unigênito para servir; e de maneira especial, nosso Senhor Jesus Cristo serviu o mundo com a Sua vida. Os ensinamentos de Cristo, Sua acolhida aos necessitados – doentes, pobres, mulheres, crianças e pecadores em geral – foi para servi-los.



Jesus Cristo veio a este mundo e não brincou de ser humano, Ele foi gente mesmo, assumiu a nossa carne (cf. Jo 1,14), teve fome, sede, andou muito a pé, de barco, obrigava-se a estar com o Pai em oração fazendo Suas vigílias, mostrou Sua indignação com as autoridades da época, chamando-as de “hipócritas”, “sepulcros caiados” e “víboras”. O Filho de Deus, também com os Seus discípulos, mostrou Sua indignação pelo fato de eles não entenderem os ensinamentos d’Ele, chamando-os de “homens de pouca fé” e “lentos para crer”. Pode-se constatar o quanto Ele foi gente, pois podemos olhar para nossa vida e verificar que enfrentamos diversas dificuldades não só por causa dos erros que um dia cometemos, mas por causa da nossa limitação humana.

Claro que nosso Senhor não só lamentou as dificuldades que tinha com os sábios e com Seu grupo de discípulos, mas também não parou nas limitações deles e das autoridades da lei. Ele foi adiante; mesmo correndo risco de morte, Jesus continuou a evangelizar. A Boa Nova precisava ser anunciada, o amor do Pai precisava ser transbordado. Mas quem era alvo desse amor? O homem. E assim Ele fez: nasceu, cresceu, aprendeu tantas coisas, até o ofício de Seu pai adotivo; viveu a missão que o Pai do céu Lhe confiou, a grande missão e o principal mandamento: amar e servir, servir e amar.

Neste ano, a Campanha da Fraternidade apresenta o lema “Eu vim para servir” (Mc 10,45). Quem veio para servir? Jesus. Ele veio para servir e não para ser servido, Sua vida mostrou isso.

Talvez, seja muito bonito falar e escrever que Jesus veio para servir, que Sua vida foi um serviço solidário e amoroso, mas o nosso olhar de louvor e gratidão para Jesus deve se traduzir também por meio de nossa vida. Devemos fazer ressoar o “servir” do Senhor.

De que maneira traduzo o “servir” do Senhor? Bom, vamos olhar para o meio em que estamos, em casa, no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos, estes são os ambiente que nós somos chamados a servir.

Por fim, onde você estiver, viva o “servir” de Jesus, que significa dar a sua vida na realização do bem. Qual a sua vocação? Qual seu chamado? Já está definido? Ótimo! Não está? Que bom também! Descubra-o colocando-se a serviço. Mãos à obra!

É certo que somos chamados a viver. E se nosso Senhor, que teria muitos motivos para cruzar os braços e apenas pensar nas coisas acontecerem, não fez isso, quanto mais nós! Sabe por que Jesus não quis ter uma vida fácil? Porque quem tem vida fácil fica pelo caminho, não resiste, não dura. É preciso ter força, e esta só se adquire com exercício; não adianta tomar “anabolizante” para ser forte na realidade espiritual, não dá para “maquiar”, fingir ser forte. Viver esta vida, servir às pessoas significa ter paciência, tolerar, dar uma nova chance, significa também chamar à atenção aquele que está se corrompe.ndo pelo mal; por fim, significa ser um outro Cristo que serviu por amor, que amou e por isso serviu

Como você lida com seus pensamentos negativos?


       Como você lida com seus pensamentos negativos?

                       Quanto mais evitamos uma situação, mais ela nos amedronta

É muito comum, ao nos ferirmos em nossos relacionamentos, dizermos frases assim: “Nunca mais vou me envolver com outra pessoa”, “Nunca mais terei alguém”. E, a partir dessas frases, de fato, a pessoa jamais se abre para outras possibilidades ou avalia todas as pessoas ou situações da mesma forma.



Muitas vezes, percepções distorcidas, interpretações exageradas ou extremamente negativas determinarão a forma como passamos a ver o mundo, as pessoas e os relacionamentos. A partir daí, uma espécie de fechamento se dá em nossa vida e começamos a evitar situações ou pessoas. E quantos de nós já não vivemos isso!

Os conceitos que vamos construindo a respeito do mundo estão diretamente ligados às nossas percepções, crenças, cultura e aos nossos valores; muitas vezes, ligados também aos nossos diálogos internos, os quais parecem extremamente reais, ou seja, levam-nos a acreditar em coisas que nem sempre correspondem às verdades dos fatos.

Por exemplo: muitas pessoas se queixam de medos intensos e ficam bloqueadas para fazer algo. Se pararmos e olharmos a fundo, nem sempre esse medo corresponderá a algo possível de ocorrer. Acontece que, ao pensar de forma negativa e disparar uma série de pensamos distorcidos sobre uma situação, todo nosso corpo se mobiliza; então, surgem as fobias, o pânico, o desespero, uma ansiedade aumentada que, no fim, mexe diretamente com nosso corpo.

Assim como no medo, quando nos confrontamos com uma situação que nos bloqueia, podemos pensar em algumas situações para lidar com tais sentimentos:

1- Procure compreender de onde vem esses sentimentos e se, de fato, eles correspondem a algo possível de ocorrer, ou se não é um exagero dos seus pensamentos;
2- Enfrente uma situação e aja racionalmente, isso ajuda especialmente na superação de uma dificuldade. Quanto mais evitamos uma situação, mais ela nos amedronta;
3- Procure analisar a situação de uma outra forma. Se há, por exemplo, uma dificuldade nos relacionamentos afetivos, não necessariamente você precisa se isolar e se fechar ao outro. Pense o que acontece com seus relacionamentos, quais posicionamentos deve tomar, como vê o mundo e procure uma nova forma de reagir e avaliar seus pensamentos;
4- Quando estiver passando por um momento difícil, procure respirar e avaliar a situação. Não fuja do que está acontecendo e evite uma postura de fechamento. Lembre-se: mesmo que algo não tenha dado certo uma ou mais vezes, não significa que você está condenado a coisas tristes e nunca mais terá um relacionamento positivo.

Quando aprendemos a reconhecer nossos pensamentos, podemos ter uma nova atitude diante dos acontecimentos. Ao deixar de lado ideias negativas, deixamos que uma forma de ver a vida mais racional e equilibrada se faça presente. Certamente, todos ao nosso redor receberão os resultados positivos dessa mudança de pensamento e comportamento.

Por que um 'Ano da Vida Consagrada'?


                Por que um 'Ano da Vida Consagrada'?

   A vida religiosa deve ser constituída com base na coerência, no testemunho e no amor
Já estamos em bom caminho do ‘Ano da Vida Consagrada’, e todos nós cristãos somos chamados a refletir sobre esse tema tão importante para a vitalidade do Evangelho, da Igreja e da visibilidade mais plena de Jesus no meio de nós.



O consagrado não é uma pessoa extravagante no seu ser, no seu vestir, no seu comer nem em seu comportamento, mas é um simples cristão que, sentindo no seu coração uma fortíssima atração para a pessoa de Jesus, chamado pela força do Espírito Santo, decide seguir mais de perto Jesus de Nazaré. Uma vida que revela visivelmente o seu empenho de viver o Evangelho e ser, onde ele estiver, um sinal vivo do amor de Jesus. O religioso vive no mundo, mas não quer ser do mundo.

Ele, escutando a voz do Senhor, quer colocar em prática a palavra do Salvador de “não se deixar escravizar pelas coisas do mundo”, por isso vive o seu voto de pobreza, manifesta que a única riqueza é Cristo Jesus. Vive o seu empenho de celibato, dando a todos o testemunho de que há um amor maior e uma fecundidade espiritual, que gera alegria, filhos e filhas espirituais. E vivem o voto da escuta e da “obediência”, para ser livre de tudo e de todos e ir pela geografia do mundo anunciando o Senhor Jesus.

O Papa Francisco, proclamando este o ano da vida consagrada, quis dar a este pequeno número de homens e de mulheres o valor que eles têm: “ser fermento e luz na Igreja e no mundo”. Os consagrados na população católica são um pequeno número, fala-se de um milhão e meio. Pouca gente, mas um grupo chamado a ser presença de qualidade e de força evangelizadora. Em vários momentos, o Papa Francisco tem falado que a vida religiosa não deve ser “light”, mas sim uma vida de coerência, de testemunho e amor.

O povo de Deus não deve ser expectador diante dos consagrados, mas sim uma voz que questiona, exige, coloca em crise os mesmos consagrados. O grande risco da vida religiosa, hoje, é não ser sempre capaz de anunciar o Evangelho com credibilidade. Há uma vida religiosa “teórica” e uma “prática”. Há um divórcio entre as duas que o povo e o mundo não aceitam e faz bem não aceitar.

Sabemos que a vida consagrada é uma riqueza carismática que se expressa de várias formas. Gostaria de colocar em evidência que, quando falo de vida “consagrada ou religiosa”, não estou preocupado com a terminologia, pois entendo todos os que se doam totalmente a Deus, por meio dos três conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, e não me preocupo de falar com precisão de linguagem das várias formas de vida consagrada: vida eremítica, vida religiosa, consagração secular, novas formas de vida consagrada, consagração das virgens etc. Todos nós somos chamados a viver este ano como nosso ano da vida consagrada. O Papa não declarou o ano da vida religiosa, mas sim da vida consagrada, quer dizer de todos os consagrados e consagradas.

Numa série de reflexão, tentaremos aprofundar vários aspectos da vida consagrada. Quem sabe assim eu mesmo me converto e alguém, ao ler, possa se sentir mais apaixonado por esse tipo de vida evangélica, seguir Jesus com paixão e entusiasmo e ser no mundo um sinal concreto de sua presença.

Como vencer o vício da masturbação?


               Como vencer o vício da masturbação?

Para vencer o vício da masturbação é necessário lutar, porém existem armas e é preciso utilizar todas elas

Muitos jovens cristãos me fazem essa pergunta, pois é grande a luta deles contra esse vício. A batalha contra esse mal agrada muito a Deus, porque a pureza é uma grande virtude.



A masturbação não é indício de distúrbio de personalidade nem de problema mental; é um problema muito antigo na humanidade. O “Livro dos Mortos”, dos egípcios, já condenava essa prática por volta do ano 1550 antes de Cristo. Da mesma forma, pelo código moral dos antigos judeus, era considerado pecado grave.

Há homens casados que continuam a se masturbar, e isso mostra que o vício adquirido na juventude continua e prejudica o casamento.

Embora as aulas de “educação sexual” ensinem que a masturbação seja “normal” e até necessária, na verdade é contra a natureza e contra a lei de Deus. É o uso do sexo de maneira egoísta, fora do plano divino. O sexo é para a união do casal e a geração dos filhos. Na masturbação isso não acontece.

A Igreja ensina que esse é um ato desordenado. “A masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (Catecismo da Igreja Católica, §2352).

Os jovens cristãos devem lutar contra a masturbação, com calma, sem desespero e sem desânimo, sabendo que vão vencer essa luta com Deus, na hora certa. Para isso algumas atitudes são importantes:

1 – Tenha calma diante do problema. Você não é nenhum desequilibrado sexual.

2 – Corte todos os estimulantes do vício. Jogue fora todas as revistas pornográficas, todos os livros e filmes eróticos, e não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir a filmes e programas pornográficos ou excitantes (tv, internet, filmes etc.). Sem essa vigilância, você não conseguirá deixar o vício.

3 – Faça bom uso de suas horas de folga. Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, caminhar, entre outros. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.

4 – Não desanime nem se desespere nunca. Se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus, de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Confesse-se logo que puder, não tenha vergonha, o padre não se assusta mais com isso. Peça a ajuda dele.

5 – Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. “Mosca não assenta em prato quente”. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e lute, pois a masturbação, assim como todos os vícios, para ser vencida é preciso luta. E para isso existem armas que precisam ser utilizadas. Não deixe de rezar o terço. Se puder, comungue sempre.

6 – A receita de Jesus é “vigilância e oração” para não pecar. “A ocasião faz o ladrão” ou ainda “Quem ama o perigo, nele perece”.

 

©2010 GRUPO DE ORAÇÃO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA | Desenvolvido por Daniel Farnocchi