18 dezembro 2017

Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?


Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?

A espiritualidade precisar ser um exercício diário de fé e reconhecimento da presença de Jesus


Cultivar a espiritualidade ainda não faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Pouco se compreende que esse exercício é um pilar determinante na sustentação da interioridade e de uma qualificada participação na vida social. Por isso, muitas dinâmicas estão comprometidas. Ilusoriamente, pensa-se – talvez por forças de secularismos, excesso de racionalizações ou imediatismos – que a espiritualidade é opcional, mais apropriada para alguns mais devotos. Na verdade, a espiritualidade é indispensável para sustentar a vida de todos em parâmetros qualificados. Assim, um permanente desafio é estar em sintonia com o que diz o salmista nas Sagradas Escrituras: “Desde a minha concepção me conduzistes, e no seio maternal me agasalhastes. Desde quando vim à luz vos fui entregue, desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus”.

A humanidade, mesmo emoldurada por diferentes manifestações confessionais e religiosas, não prioriza o hábito de cultivar a espiritualidade. As consequências são o comprometimento da vida, com equívocos nos critérios que regem discernimentos e escolhas, a prevalência da mediocridade na emissão de juízos e nas iniciativas que deveriam corresponder à dignidade própria do ser humano, na sua inteireza. A cultura da dimensão espiritual no cotidiano significa reconhecer a presença de Deus no lugar que Lhe é próprio, conforme ensina o salmista, em oração: “Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. Vosso louvor transborda nos meus lábios, cantam eles vossa glória o dia inteiro. Não me deixeis quando chegar minha velhice, não me falteis quando faltarem minhas forças. Eu, porém, sempre em vós confiarei, sempre mais aumentarei vosso louvor”.


O exercício da espiritualidade

O lado espiritual não é apenas uma parte da existência. Trata-se de alicerce para a vida, cultivado pelo desenvolvimento da competência de se contemplar, isto é, tornar-se capaz de mergulhar no sentido mais profundo de cada ser, de cada criatura, superando superficialidades. E a oração é, por excelência, a experiência do exercício da espiritualidade. Causa empobrecimento considerar a oração como um recurso de poucos, para momentos passageiros de aflições maiores. As preces possibilitam o enraizamento de si mesmo na verdade e na fonte do amor que é Deus. Tertuliano, reconhecido escritor dos primeiros anos da era cristã, destaca a força da oração, ao comentar: “nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome. Agora, a oração cristã não faz descer o orvalho sobre as chamas, ou fechar a boca de leões, nem impede o sofrimento. Mas, certamente vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, acalma tempestades, detém ladrões, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam e confirma os que estão de pé”.

A oração possibilita ao humano experimentar o deserto de seu próprio ser. Leva-o a reconhecer sua condição solitária e pobre, para explicitar sua dependência de Deus. O lado espiritual de cada pessoa é que lhe permite assumir e conquistar a humanidade verdadeira e integral. Na espiritualidade, cultiva-se o silêncio que faz da própria vida um ouvir determinante, gera-se a competência para o diálogo que promove a cultura do encontro e quebra, com propriedade, a rigidez da mesquinhez. A experiência espiritual qualificada é que nos permite cultivar e aproveitar os nossos dons, edificando a unidade interior básica, que permite a inteireza moral e existencial. Quando se compromete essa unidade, a conduta pessoal sofre com reflexos negativos. E o caminho da espiritualidade, que possibilita uma condição humana qualificada, não pode ser trilhado apenas com a própria força, nem mesmo unicamente com a luz da razão. Trata-se de percurso impulsionado pelo Espírito Santo, que está presente em cada um dos que cultivam a abertura para receber seus dons.

A humanidade carrega um fardo pesado por não compreender a importância de cultivar a espiritualidade. Por isso, o cidadão contemporâneo fica moralmente enfraquecido gerando os descompassos que degradam o mundo. Assim, o investimento para transformar a realidade exige, de cada um, cultivar o lado espiritual. Eis o caminho que é fonte de soluções para os muitos problemas enfrentados pela humanidade.
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16 dezembro 2017

O que é ter fé e também ser uma de pessoa de fé?


            O que é ter fé e também ser uma de pessoa de fé?
                                        A Bíblia e a Igreja sobre o que é a fé

A Sagrada Escritura, na carta aos Hebreus capítulo 11 versículo 1, diz que “a fé é a garantia dos bens que se esperam, a prova das realidades que não se veem”. A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele em nós, que nos certifica dos bens vindouros, como a promessa da vida eterna.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse, revelou e a Santa Igreja nos propõe a crer, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, “o homem livremente se entrega todo a Deus”. Por isso, o fiel procura conhecer e fazer a vontade d’Ele. “O justo viverá da fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6). (CIC. 1814).






Nessa perspectiva, a Igreja diz que “a fé é, primeiramente, uma adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou” (CIC 150). Isso porque “a fé é a resposta do homem a Deus, que se revela e a ele se doa, trazendo, ao mesmo tempo, uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida” (CIC 26). Dessa forma, não é suficiente dizer que temos fé, mas é preciso responder, concretamente, com a vida o que Deus nos revelou, o seu amor e salvação: Jesus Cristo.

Com isso, para que o homem possa entrar em intimidade com Deus, numa experiência pessoal, o próprio Senhor quis “revelar-se ao homem e dar-lhe a graça de poder acolher esta revelação na fé. Contudo, as provas da existência de Deus podem dispor à fé e ajudar a ver que a fé não se opõe à razão humana.” (CIC. 35). Pois, como bem explicou o Papa João Paulo II: “a fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.”
O que é ser uma pessoa de fé?

A carta aos Hebreus, no capítulo 11, após acentuar o que é , traz também instruções sobre o que é ser uma pessoa de fé.

“É pela fé que compreendemos que os mundos foram organizados por uma Palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas” (Hb 11,3). A pessoa de fé é aquela que crê na existência de Deus, que criou todas as coisas visíveis e invisíveis, e que é Ele o organizador de toda a criação.

“Foi pela fé que Henoc foi arrebatado (…). Antes de ser arrebatado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus. Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável” (Hb 11,5-6). Uma pessoa de fé é agradável a Deus, porém, deve-se crer não pelos possíveis benefícios a serem recebidos, mas simplesmente por aquilo que Deus é.


“Foi pela fé que Noé, avisado divinamente daquilo que ainda não se via, levou a sério o oráculo e construiu uma arca para salvar a sua família” (Hb 11,7). Ser pessoa de fé é ouvir a Deus e colocar em prática aquilo que aos olhos humanos parece impossível. Assim como Noé, é preciso confiar no anúncio de Deus, que nos é direcionado diariamente.

“Foi pela fé que Abraão, respondendo ao chamado, obedeceu e partiu para uma terra que devia receber como herança, e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11,8). Só quem crê, confia. A pessoa de fé obedece e responde a Deus, mesmo sem ter seguranças humanas e materiais, pois, como Abraão, é necessário caminhar na fé rumo à pátria celeste, que é o céu.

“Foi pela fé que também Sara, apesar da idade avançada, tornou-se capaz de ter uma descendência, porque considerou fiel o autor da promessa” (Hb 11,11). A fé nos faz perseverar nas promessas de Deus, que pode até tardar, mas não falha, porque para Deus nada é impossível.

“Foi pela fé que Moisés (…) deixou o Egito, sem temer o furor do rei, e resistiu como se visse o invisível. Foi pela fé que atravessaram o mar vermelho, como se fosse terra enxuta” (HB 11,24.27.29). Uma pessoa de fé acredita no ordinário e extraordinário, que leva a vislumbrar o que não se vê. Já que, também, “foi pela fé que as muralhas de Jericó caíram, depois de um cerco de sete dias” (HB 11,30).

Por fim, no Novo Testamento, o iniciador e consumador da fé, Jesus Cristo, é o exemplo por excelência de uma pessoa de fé, e é n’Ele que nós encontramos a plenitude do que devemos crer e realizar. Assim, é pela obediência da fé ao Cristo que conseguimos dar respostas a Deus. Mesmo sem ver, cremos, pois o próprio Jesus diz: “Felizes aqueles que creem sem ter visto” (Jo 20,29).
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14 dezembro 2017

Qual a maior virtude do ser humano?



                  Qual a maior virtude do ser humano?

                O ser humano é dotado de virtude e dons, mas entre todos qual é a maior?



“Por hora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade” (I Coríntios 13, 13). Nesta leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios encontramos um belo e conhecido texto, o hino à caridade. O apóstolo não somente nos apresenta conceitos sobre essa virtude, como também é direto e prático ao falar desta riqueza da vida cristã, à qual ele se refere como a maior de todas as virtudes.


Já o Catecismo da Igreja Católica, no número 1.822, descreve o amor desta forma: “A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus”. Então podemos entender que o termo “caridade” resume o primeiro e o maior de todos os mandamentos: Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.



Mas como praticar essas virtudes?


– “A caridade é paciente”. A paciência é a “virtude que nos faz suportar com resignação a maldade, as injúrias, as importunações. Esperar com calma”. Como me comporto diante dos defeitos do outro? Julgo-o, condeno-o e comento com os demais? Ou me preocupo com ele, rezo por ele e busco ajudá-lo? Quando procuramos conhecer nossas fraquezas e limites temos um novo olhar para o outro. Observe seus pecados, veja o quanto você luta para não cometê-los; assim, quando vir o outro errar, pense que ele está na mesma luta que você.


– “A caridade é benfazeja”. Benfazejo é a característica de quem pratica o bem, ou seja, de quem “põe a mão na massa”. Pergunte-se agora se suas práticas com as pessoas são boas. Tenho algumas dicas para você: comece lavando a xícara que seu colega deixou suja, pegando a roupa do varal para sua mãe ou esposa, sendo educado e gentil com todos.


– “A caridade não é invejosa”. Inveja não é somente desejar o que o outro tem, mas também quando não colaboramos para que o outro tenha algo. Quando ouvimos um elogio sobre alguém e começamos a expor as limitações desta pessoa ou quando somos pessimistas ao ouvirmos os sonhos e planos alheios. Promova o outro, busque sempre algo de bom nas pessoas ao falar delas, mesmo que elas tenham muitos defeitos; afinal, todos temos qualidades.


– “A caridade não é presunçosa”. Muitas vezes, empolgados por uma conquista ou por futilidades que vivemos, achamos que somos poderosos, que não precisamos de ninguém. A presunção é um mal que corrói os relacionamentos. Reconhecer o esforço de nossos pais, permitir que amigos nos corrijam, e reconhecer que precisamos de ajuda é essencial. Ser caridoso também é permitir que o outro participe da nossa vida.


– “A caridade não é orgulhosa”. Orgulho é quando nos achamos superiores ao outro. Enquanto a presunção é julgar que não precisamos do outro; o orgulho é nos exaltar de tal forma que acreditamos que nossas qualidades sejam sempre superiores às das outras pessoas. Aceite a opinião do outro, reconheça suas qualidades, mas também seus defeitos. Exponha suas ideias, mas aceite se a ideia do outro for melhor ou diferente.


– “A caridade não é interesseira”. Por que me aproximo das pessoas? Por que as ajudo? Você já fez algo por alguém e na hora pensou em algo que essa pessoa poderia fazer por você depois? Eu já! O interesse é totalmente contrário à caridade por colocar em xeque a gratuidade do ato. O Evangelho de São Lucas 6, 32 nos alerta sobre esse mal: “Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?”. Amar os que nos amam já traz o pagamento no amor recebido de volta, porém, a real caridade é quando amamos aqueles que falam mal de nós ou não nos querem por perto.


– “A caridade não se encoleriza”. Encolerizar-se é se encher de raiva e rancor; e um dos frutos da caridade é a mansidão. Ser manso, muitas vezes, é ser visto como uma pessoa boba e sem atitude; mas isso não é real. A mansidão é justamente saber o limite do que posso ou não em relação ao outro. É não responder às ofensas com a mesma moeda; é esperar o tempo do outro para conversar, não agredir ou alimentar o desejo de vingança. Não podemos viver uma vida reféns de um sentimento, peçamos que o Espírito Santo venha sobre nossos sentimentos. E queiramos agir de modo diferente, não nos orgulhemos de ter o “pavio curto”, mas desejemos a mansidão, que é um fruto da caridade.
Viva a caridade


Enfim, a caridade é a porta para um verdadeiro relacionamento com Deus e com o próximo. Diante de tantas características apresentadas, você pode pensar como vai conseguir viver todas elas. Calma! A caridade é paciente, comecemos por isso, tenhamos paciência com nós mesmos. Com a ajuda desse texto, e tudo o que foi vindo ao seu coração, faça um bom exame de consciência e busque se dedicar a um aspecto da caridade, depois passe para outro; e assim por diante. O importante é que não paremos em nossos limites, pois viver a caridade é abrir espaço em nossa vida para as alegrias do céu.


Leia a vida dos santos da Igreja, cada um viveu de forma pessoal a caridade cristã. Certamente podemos aprender com eles as várias faces dessa virtude sublime.


Que São Vicente de Paulo, o santo da caridade, possa nos inspirar a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
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12 dezembro 2017

Ensinamentos de Nossa Senhora de Guadalupe



           Ensinamentos de Nossa Senhora de Guadalupe

Nas suas aparições, Nossa Senhora de Guadalupe deixou para nós ensinamentos preciosos, que permanecem válidos em nossos dias


Nossa Senhora de Guadalupe apareceu ao índio Juan Diego e a ele confiou ensinamentos importantíssimos, não somente para as Américas, da qual ela é padroeira, mas para todo o mundo. Em 9 de dezembro de 1531, nos arredores da colina Tepeyac, que fica na atual Cidade do México, aconteceu a primeira aparição de Nossa Senhora naquelas terras.



A aparição da Virgem Maria no México teve um significado histórico impressionante na evangelização dos nativos. Naquele tempo, numerosas etnias habitavam o vale de Anahuac, atual Cidade do México, durante décadas, sob a tirania dos astecas, tribo poderosa, que praticava habitualmente sangrentos ritos idolátricos. Todos os anos, os astecas sacrificavam milhares de pessoas para, conforme sua crença, manter aceso o “fogo do sol”. Além de fazer sacrifícios humanos, os astecas praticavam a antropofagia1, a poligamia2 e o incesto3, que faziam parte da cultura desses povos.


Missionários espanhóis tentaram mudar os costumes dos nativos, mas sem sucesso. O que dificultava a missão dos religiosos era a dificuldade de comunicação, pois não compreendiam os vários dialetos, os maus hábitos, extremamente enraizados na cultura dos nativos, e a relutância destes em deixar a idolatria e aceitar o Deus verdadeiro4.


Nesse difícil contexto histórico, cultural e religioso, as aparições de Nossa Senhora a Juan Diego e os milagres que se seguiram, especialmente a imagem que milagrosamente ficou estampada na tilma5, deram à obra dos missionários católicos naquelas terras a eficácia necessária para a evangelização. A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe teve grande importância na conversão dos povos pagãos do México devido aos vários símbolos nela contidos, que os nativos souberam interpretar e consequentemente compreender a mensagem de Deus nela contida. A partir das aparições de Nossa Senhora, a conversão daqueles pagãos para o Cristianismo se realizou prodigiosamente.
Nossa Senhora de Guadalupe e a proteção das famílias


Depois de quase 500 anos, não somente o México, mas a humanidade como um todo vive um neopaganismo6 e necessita novamente do auxílio da Virgem de Guadalupe. No tempo dos astecas, a poligamia e o incesto eram práticas normais. Hoje em dia, torna-se cada vez mais comum o divórcio, o adultério, a prostituição, a pedofilia, os “casamentos” entre homossexuais, “casamentos alternativos” e tantos outros tipos de relações sexuais suscitados pela ideologia de gênero e outras ideologias. Diante desses terríveis males do nosso tempo, devemos defender a família na sua natureza e missão genuínas e incentivar uma educação que prepare retamente as pessoas para a vida e as torne conscientes das suas capacidades, para que enfrentem digna e responsavelmente a sua vocação na sociedade7.


Em contraste com esse quadro desolador, o olhar da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, que tem ao centro uma família, traz-nos uma mensagem de esperança. Segundo o cientista José Aste Tonsmann, que há mais de 34 anos investiga as imagens encontradas nos olhos da Virgem de Guadalupe, essas nos apresentam “uma mensagem de Nossa Senhora a favor da vida e da família em um momento em que ambos são duramente atacados em todo mundo”8. Homem de fé, Dr. Tonsmann acredita que não foi por coincidência que só com a atual tecnologia possamos “decifrar” esta mensagem oculta nos olhos da imagem da Senhora de Guadalupe. Pela Providência divina, “o avanço da tecnologia coincidiu com uma época em que a família é denegrida em todo mundo, por isso, podemos afirmar que a Virgem quis que em nosso tempo a família seja posta em relevo”9.


Outra mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe para nosso tempo é que, ao aparecer grávida na imagem, ela nos chama à atenção para a necessidade de respeitarmos a vida nascente. José Aste acredita ainda que a mensagem mais importante – escondida nos olhos da imagem de La Morenita, como é conhecida Nossa Senhora de Guadalupe pelos mexicanos – é que apesar de ter outras seis imagens10, no centro do olhar de Maria se encontre uma família: “É como se a Virgem nos assinalasse a importância da família em um tempo em que esta sofre constantes ataques”11, pois a família é necessária para a perpetuação das culturas e da sociedade, mas também para a realização da vocação última do homem, que é a união definitiva com seu Criador. O próprio Verbo de Deus quis vir ao mundo na Sagrada Família de Nazaré, no lar de Maria e José, como que para mostrar à Igreja e ao mundo a dignidade e o lugar da família na obra da salvação da humanidade.
A Virgem de Guadalupe e a defesa da vida


Naquele tempo, todos os anos os astecas faziam milhares de sacrifícios humanos, de homens, mulheres e até crianças, de pessoas da sua própria tribo ou de outras etnias. Em nossos dias, vemos um retorno aos costumes pagãos, pois se torna cada vez mais comum a prática do aborto, do controle de natalidade, da eutanásia. Essa cultura da morte faz parte do terrível ataque que a “civilização” contemporânea faz à família humana em nossos dias. A esse respeito, o Papa Bento XVI nos ensina que devemos ser “defensores da vida humana desde a sua concepção até ao seu ocaso natural”12.


Nesta árdua missão de defender a vida, como outrora, hoje também nos deparamos com dificuldades de comunicação. Todavia, o problema não é mais tanto o idioma, mas o desconhecimento da verdade. A ditadura do relativismo, que é a negação de verdades objetivas, em última análise é uma negação da fé, da moral e dos dogmas cristãos. Este pensamento está sendo imposto cada vez mais na sociedade, principalmente no meio acadêmico. Dessa forma, surge um novo paganismo, no qual, em nome da deusa “razão”, em muitos países, pessoas têm o “direito” de abortar uma gravidez, de tirar uma vida.


Neste momento trágico da história da humanidade, somos convidados a voltar nosso olhar para a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Na imagem da Virgem Maria, a faixa preta atada no seu ventre, símbolo asteca da gestação maternal, revela-nos uma mensagem dos Céus a favor da vida. O Cardeal Marc Ouellet afirmou que a aparição da Virgem de Guadalupe como uma mulher grávida é um testemunho poderoso a favor da vida e contra o aborto. A imagem “recorda-nos que a Palavra de Deus se fez carne no ventre de uma mulher e Ele nos leva à redenção, à renovação das relações, à misericórdia com o mundo e também à abertura à vida e à esperança”13. Na imagem de Guadalupe, a Virgem Maria traz em seu ventre Jesus Cristo, “a Verdade e a Vida”14, que tanto necessitamos em nossos dias.
As aparições de Senhora e o poder das trevas


Na mesma região das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, um evento sem precedentes foi realizado na cidade de San Luís Potosí, região central do México. Um grupo de bispos e padres realizou um “exorcismo magno”, também chamado de “grande exorcismo”, sobre todo o México. O rito foi realizado no dia 20 de maio do ano passado, na catedral metropolitana da cidade. “O exorcismo foi realizado para conter o avanço do aborto e da violência ligada ao tráfico de drogas, e também para frear práticas como o satanismo e o culto pagão à ‘santa morte’, as quais [… explica Padre José Antonio Fortea] ‘provocaram uma grande infestação satânica em todo o México’”15. Diante desses fatos, vemos que estamos realmente diante de um verdadeiro retorno ao antigo paganismo.


Esse neopaganismo torna-se ainda mais grave e impiedoso que o anterior, porque, no seu “altar” sacrificam-se milhares e milhares de vidas inocentes, ainda no ventre de suas mães. A esse respeito, em exorcismos feitos na Itália pelo Padre Pellegrino Ernetti, o demônio diz pela boca de um possesso: “Foi a minha descoberta mais bela e saborosa! Matar os inocentes em vez dos culpados e homicidas da máfia! Destruo a humanidade e assim termino, antes do nascimento, com os adoradores do vosso falso Deus”16. O inimigo diz claramente que o aborto tem como finalidade destruir a humanidade e os cristãos.


Quanto às drogas, as palavras do demônio são surpreendentes: “É o alimento mais saboroso que dou de comer aos jovens para enlouquecerem. Desta forma, faço com que se tornem aquilo que quero: ladrões, assassinos, impudico [pessoas sem pudor], ferozes como eu, dominadores do mundo, meus ministros”17. As palavras do demônio são ainda mais surpreendentes em relação ao divórcio, à separação de casais: “Foi invenção minha. Reivindico a sua propriedade. É uma das minhas descobertas mais inteligentes. Desta forma, destruo a família e a sociedade, onde sou adorado como verdadeiro rei do mundo. O sexo… o sexo. Não deis ouvidos àquele homem [Jesus] pendurado da cruz que não vos dá nada. O verdadeiro prazer somente eu vos dou com o sexo livre. O meu reino é sobretudo a liberdade do prazer sexual, com o qual reino sobre a terra”18.


Depois de ler estas palavras com algumas das estratégias demoníacas a respeito do aborto, das drogas e das famílias, não é difícil descobrir quais são as causas de tantos males no México e em todo o mundo.
A reparação das ofensas contra a Virgem Maria


Portanto, quando em que um país aumenta desmedidamente o pecado, o aborto, o divórcio, o sexo livre, as drogas e tantos outros males, na mesma medida cresce a ação tentadora dos demônios. “Na medida em que em uma nação se realizem mais atos de bruxaria e mais satanismo, nessa mesma medida acontecerão mais fatos extraordinários provindos desses poderes das trevas”19. A gravidade da situação no México, que levou à necessidade do “exorcismo magno”, e também no mundo todo, são reveladas em um fato acontecido no Vaticano. Em 2013, Papa Francisco impôs as mãos sobre um peregrino mexicano chamado Ángel. Um dia depois, o exorcista Padre Gabriele Amorth conversou com o rapaz e depois afirmou não ter dúvidas de que ele estava possuído. Segundo o Padre Amorth, Ángel “foi eleito pelo Senhor para mandar uma mensagem ao clero mexicano e dizer aos bispos que têm que fazer um ato de reparação pela horrenda lei do aborto aprovada na cidade do México em 2007 e que supõe um ultraje à Virgem”20.


Por todo o mundo, vemos a crescente impiedade dos homens e a ação dos demônios têm desencadeado uma onda de ódio, violência e maldade por toda a Terra. Entretanto, as contínuas aparições da Virgem Maria, como aconteceu no México, são poderosos auxílios divinos em nossa luta contra os poderes das trevas. Por isso, satanás abomina as aparições marianas, como poderemos constatar nas suas palavras em um exorcismo: “O maior mal deste tempo, para mim, são as contínuas presenças [aparições] desta meretriz [Nossa Senhora]. Aparece em todo o mundo, em todas as nações e persegue-me, arrancando das minhas mãos tantas almas, milhares e milhares, para ouvirem as suas falsas mensagens”21.


Se satanás odeia a Virgem Maria e diz que a sua presença é o maior mal deste tempo para ele, ao contrário, devemos amar profundamente a Mãe de Deus e reconhecer, nas suas aparições, o maior bem do nosso tempo. Por isso, nas festas marianas, mas também em nosso cotidiano, devemos prestar a Virgem Maria a nossa mais sincera homenagem, de modo especial pela sua presença amorosa como Mãe das Américas. Em honra da Virgem Maria, façamos atos de reparação pelos terríveis males do nosso tempo, principalmente a degradação das famílias, o aborto, as drogas, a violência e o satanismo. Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!
Oração do Santo Padre Papa João Paulo II a Nossa Senhora de Guadalupe


“Ó Virgem Imaculada, Mãe do verdadeiro Deus e Mãe da Igreja! Vós, que deste lugar manifestais a vossa clemência e a vossa compaixão por todos os que imploram o vosso amparo, ouvi a oração que com filial confiança vos dirigimos e apresentai-a ao vosso Filho Jesus, único Redentor nosso.


Mãe de misericórdia, Mestra do sacrifício escondido e silencioso, a vós, que vindes ao encontro de nós todos, pecadores, consagramos, neste dia, todo o nosso ser e todo o nosso amor. Consagramo-vos também a nossa vida, os nossos trabalhos, as nossas alegrias, as nossas doenças e os nossos sofrimentos.


Dai a paz, a justiça e a prosperidade aos nossos povos, já que tudo o que nós temos e o que somos o deixamos ao vosso cuidado, Mãe e Senhora nossa. Queremos ser totalmente vossos e convosco desejamos percorrer o caminho de uma fidelidade plena a Jesus Cristo na sua Igreja: não nos deixeis desprender da vossa mão amorosa.


Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, pedimo-Vos por todos os Bispos, a fim de que eles conduzam os fiéis por veredas de intensa vida cristã, de amor e humilde serviço a Deus e às almas.


Contemplai essa seara imensa e intercedei para que o Senhor infunda fome de santidade em todo o povo de Deus, e conceda abundantes vocações de sacerdotes e religiosos fortes na fé e zelosos dispensadores dos mistérios de Deus.


Concedei aos nossos lares a graça de amarem e respeitarem a vida nascente, com o mesmo amor com que vós em vosso seio concebestes a vida do Filho de Deus.


Virgem Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, protegei as nossas famílias, para que elas estejam sempre muito unidas, e abençoai a educação dos nossos filhos. Esperança nossa, olhai-nos com compaixão, ensinai-nos a ir continuamente para Jesus e, se cairmos, ajudai-nos a levantarmo-nos e a voltarmos para Ele, mediante a confissão das nossas culpas e dos nossos pecados no sacramento da penitência que traz sossego à alma.


Suplicamo-vos que nos concedais um amor muito grande a todos os santos sacramentos, que são como marcas que o vosso Filho nos deixou na terra.


Assim, nossa Mãe Santíssima, com a paz de Deus na consciência, com os nossos corações livres do mal e de ódios, poderemos levar a todos a alegria a paz verdadeiras, as quais vêm do Vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, que, com Deus Pai e com o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém”22.
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11 dezembro 2017

As graças obtidas ao rezar o Ofício da Imaculada Conceição


  As graças obtidas ao rezar o Ofício da Imaculada Conceição

São incontáveis as graças que podemos obter ao rezar o Ofício da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria

Não há muita literatura a esse respeito, mas são numerosíssimos os testemunhos de pessoas que receberam curas, presenciaram milagres, conversões prodigiosas. Muitas pessoas nos enviam mensagens ou fazem comentários em nossos artigos, testemunhando maravilhosas graças recebidas por meio da oração do Ofício da Imaculada Conceição.



O Ofício da Imaculada Conceição e os milagres

Como dito, anteriormente, são muitos numerosos os testemunhos que recebemos de pessoas que receberam curas e milagres em suas vidas.

Esses testemunhos nos ajudam a compreender o quanto o, Ofício da Imaculada Conceição, é um instrumento de Deus e da Virgem Maria para derramar graças abundantes aos devotos dessa oração.

Para exemplificar as graças recebidas por meio do Ofício, compartilhamos um desses testemunhos, preservando a identidade do autor:

“Por meio do Ofício de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, tenho alcançado grandes graças. Conheci ele há alguns anos, numa cidade do estado de Goiás, através de uma pessoa da comunidade que foi até a minha casa. Minha esposa encontrava-se muito doente e nem se levantava da cama com depressão. Naquela época, foi só a pessoa rezar o Ofício na minha casa e fazer a benção da casa, e minha esposa se recuperou.

Hoje, morando no estado de São Paulo, nunca deixo de reza-lo e falo para as pessoas dele. Mais graças foram obtidas em minha vida através do ofício que, se fosse contar (…). Agradeço a Imaculada Conceição, por tudo o que ela representa em minha vida. ‘Mãe Imaculada Conceição abençoa a minha família, esposa e meu filho; abençoa a minha vida’. Creio demais nessa oração que afasta todo o mal”.


O Ofício da Imaculada Conceição e as conversões

Numerosas são, também, as conversões por meio do Oficio da Imaculada Conceição. Muitas pessoas tíbias e até mundanas tornaram-se fervorosas e fiéis, verdadeiros exemplos de amor, de santidade.

Aqui, conto o meu testemunho; não porque seja exemplo, mas para dizer o quanto a simples oração do Ofício fez com que eu me abrisse à graça de Deus.

Eu já tinha uma caminhada de mais de dez anos na Igreja Católica, participava da Santa Missa diariamente e rezava o Terço Mariano todos os dias.

Mas, tinha certa reserva com outras devoções marianas, até que, meu diretor espiritual aconselhou que eu rezasse o Ofício.

Seguindo o conselho, comecei a rezar o Ofício todos os dias. A princípio era custoso, no entanto, com o tempo as dificuldades foram sendo superadas e minha devoção à Virgem Maria crescia a cada dia.

Esta devoção cresceu, a tal ponto que deixdi de ser um devoto escrupuloso, para tornar-me um verdadeiro devoto de Nossa Senhora.

Certamente, sei que não sou perfeito e nem exemplo para ninguém, mas fiz a experiência de uma segunda conversão através da devoção mariana, especialmente, por meio da consagração a Virgem Santíssima e do Ofício da Imaculada Conceição.
O Ofício da Imaculada Conceição e as virtudes teologais

A razão de tantos milagres e conversões alcançados por meio do Oficio da Imaculada Conceição é que, essa oração nos faz crescer nas virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

Quando rezamos o Ofício com fé e devoção, ainda que, a nossa fé seja pequena, conforme perseveramos na oração, nossa fé aumenta e nos fortalece.

Consequentemente, a virtude da esperança também cresce e, com ela, a virtude da caridade.

O Ofício da Imaculada Conceição bem rezado é uma verdadeira escola de oração e um excelente caminho de santificação.

Por isso, rezemos o Ofício com fé e devoção, pedindo as graças necessárias ao nosso estado, para a maior glória de Deus e pela santificação e salvação das almas, especialmente das mais necessitadas.
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08 dezembro 2017

Nossa Senhora nos ensina como restaurar uma alma despedaçada


Nossa Senhora nos ensina como restaurar uma alma despedaçada

Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos ensina que, mesmo diante das tribulações, precisamos rezar


No dia 16 de maio de 1978, a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sofreu um atentado. Após uma queda de energia elétrica, aproveitando-se da situação, um jovem perturbado mentalmente quebrou o vidro do nicho onde ela se encontrava, na Basílica Velha de Aparecida. Assustado ao ser abordado pelos seguranças, deixou a imagem cair no chão, a qual fica reduzida em mais de duzentos pedaços.

Dentre os pedaços da imagem que restaram, as mãos postas em oração permaneceram intactas. A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida traz a todos um convite à vida de oração. Muitos encontram-se emocional, espiritual e psicologicamente despedaçados. Foram atingidos pelas trevas do medo, da enfermidade, do luto, da tristeza, da depressão, traição, desconfiança, raiva e violência, do abandono, da falta de , do desemprego e da falta de sentido na vida. Em meio a todas essas situações, a alma se encontra despedaçada, em migalhas; e, à primeira vista, parece que nunca mais poderá ser reconstruída.



Processo de restauração da alma

O processo de restauro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi delicado e exigiu um minucioso trabalho, assim nos relata Maria Helena Chartuni em seu livro ‘A história de dois restauros’, publicado pela Editora Santuário. Quando nossa alma se encontra em milhões de pedaços, é necessário passar por um delicado processo de restauração espiritual e humana. E Nossa Senhora Aparecida nos ensina que o processo para restaurar a alma despedaçada passa pela vida de oração.

Suas mãos postas, em sentido orante em meio aos mais de duzentos pedaços, no dia do atentado, indica-nos que a oração pode restaurar um coração despedaçado pelas tempestades da vida. Quando o Arcanjo Gabriel anuncia a Maria que Izabel estava no sexto mês de gravidez, ele diz: “…pois nada é impossível para Deus!”. A confiança em Deus é essencial para que Ele restaure, com perfeição, a história de uma vida despedaçada. A oração nos une Àquele que tem o poder de transformar um coração fragmentado em uma obra de amor.

Todo processo de restauração deixa marcas que não são apagadas com o tempo. Contudo, essas marcas são sinais de que Deus trabalhou na alma com uma ternura misericordiosa, ajuntando os pedaços que impediam a alma de ser plenamente feliz. Cicatrizes da alma são sinais de feridas curadas com o bálsamo da misericórdia divina.

.: Como buscar a cura física e espiritual para a nossa vida e família
Confiança em Jesus Cristo

As mãos preservadas de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no dia em que a imagem sofreu o atentado, são um convite permanente a confiarmos em Jesus Cristo nosso Salvador e colocarmos nossa vida nas mãos de Seu Divino Filho. Jesus conhece o coração de cada pessoa e sabe das dores que despedaçam a alma humana. Por meio da oração, adentramos no Santuário de Sua infinita misericórdia e somos levados aos Seus cuidados pelas mãos maternais da Virgem Maria, para que Seu Filho cuide de nossa alma e restaure em vida nova o que as trevas outrora despedaçaram.

Não tenhamos medo de nos deixar restaurar por Jesus. Ele é o único que pode devolver ao nosso coração a paz interior que, por vezes, sofre inúmeros atentados diários, roubando-nos o direito de sermos plenamente felizes.

Que Maria, a Senhora de Aparecida, que confiou plenamente em Deus, ensine-nos a buscar, na oração, o caminho da restauração misericordiosa, permanente e diária de nossa alma em Cristo.
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06 dezembro 2017

Rezemos e peçamos a cura pelos traumas da adolescência


    Rezemos e peçamos a cura pelos traumas da adolescência


               Uma adolescência traumatizada precisa ser restaurada e curada por Deus

Amados irmãos e irmãs, quero orar por sua adolescência, pelos adolescentes de hoje e por todos aqueles que sofreram traumas, perdas, feridas, decepções e violências durante essa fase da vida.

A adolescência é uma fase muito difícil para a maioria das pessoas, pois é o momento de maior confusão interior e mistura de sentimentos que uma pessoa pode passar. É um período de mudanças físicas e também o surgimento de emoções novas, desejos de liberdade e independência.

As emoções que surgem e as atitudes sexuais distorcidas, muitas vezes transmitidas pelos pais, podem levar as pessoas a se tornarem incapazes de formar ou manter um relacionamento sexual saudável. Assim, podem surgir os distúrbios da voragem sexual, do desequilíbrio e de tudo aquilo que pode trazer sérios prejuízos mais tarde, e que nascem nessa fase da adolescência.



“Pai amado, eu Te entrego cada um desses jovens. Cura-os de todos os traumas negativos e lava, com o Sangue Preciosíssimo de Jesus, toda a fase da adolescência deste filho e filha que nos ouve.

Nós sabemos que, justamente nesse período crucial, muitos iniciam uma triste caminhada ao álcool e as drogas. Eu levanto o estandarte sangrento do madeiro da cruz e digo: ‘Liberta-os agora, pois isso é uma armadilha diabólica para causar dores e destruições’.”

Sabemos que os vícios sufocam as sementes que brotariam repletas de bênçãos. Quantos sonhos são trocados por pesadelos! Quantos sorrisos são transformados em lágrimas de tristeza! Noites de sono tranquilas são desperdiçadas nas ruas sujas dos vícios.
Que hoje brote essa libertação!

Quantos amigos verdadeiros são deixados de lado por causa da falta da presença e do amor, os quais nos impedem de ir para esses caminhos! Acabamos, então, por trocar os verdadeiros amigos pelos falsos, pois muitos deles não se interessam pelo seu bem-estar, mas desejam companheiros de desgraça.

“Senhor, quebra toda maldição que entrou, nessa fase da adolescência, pela bebida e pela experiência negativa dos pais, que brigavam, não amavam nem compreendiam os filhos. Cura-os, Senhor, também das situações em que os pais se encontravam em um estado de embriaguez e ainda levavam os filhos junto.”

Rezemos para que toda maldição dos vícios, cigarros, drogas, sexualidade desordenada e do alcoolismo seja quebrada.

Sabemos que, quando oramos, nossas súplicas são direcionadas a Deus, que tudo pode fazer e, assim, alcançar os adolescentes. O Senhor pode alcançar cada um desses adolescentes nas ruas e nas casas, sejam eles mais pobres, que vivem nas calçadas, ou ricos, que moram em confortáveis casas, mas escravizados e sem perspectivas de vida.

“Por meio dessa oração, Senhor, eu Te peço para lavá-los com Teu Sangue e libertá-los de toda a maldição hereditária, das pragas, maldições, rejeição no ventre materno, dependência do álcool e da vida sexual desregrada que desabrochou na adolescência. Sei que, por meio da oração, Deus faz o que não podemos realizar.”

A voz que vem de Deus é mais veemente que a da mãe que aconselha e do pai que ensina. Há muitos pais que já não têm mais o que dizer a seus filhos, pois estes não os escutam mais. Em vez de continuarem falando com o filho sobre Deus, podem falar com Deus sobre o filho.

Rezemos pelos pais dos adolescentes

Estendo minhas mãos, agora, em nome de Jesus, de Suas chagas, pela potência da falange divina do Espírito Santo e pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, que liberte esses pais que estão sofrendo, porque já não têm mais palavras de fé e força para lutar pela vida de seus filhos.

“Liberta, Senhor, esses filhos que são prisioneiros e que foram pegos pelas armadilhas e ciladas de satanás, pelas emboscadas de homens e mulheres maus. Livra-os de todo mal e ação negativa que entrou nessa fase da vida deles.
Rezemos pelos adultos

Peço que liberte aqueles adultos que sofrem e estão doentes, porque, durante a adolescência, caíram nas armadilhas da vida sexual desregrada, da bebedeira, das drogas, da orgia e devassidão, das falsas doutrinas e do satanismo.

Quantos se contaminaram e, ainda hoje, contaminam nessa fase da adolescência pela ação deslumbrante de vasculharem sites pornográficos, ideologias satânicas, doutrinas mentirosas e enganadoras, que, até mesmo com uma linguagem lisonjeira e adocicada, roubam a esperança desses adolescentes!

Cura-os, agora, Senhor, e livra-os de toda potência do mal. Que, pela Sua infinita misericórdia, aconteça a salvação desses adolescentes e de todos aqueles que estão sofrendo por doenças físicas e espirituais, além das maldições e dos vícios que foram abertos durante esse tempo.

Que o manto da Virgem Maria os guarde, para que sejam livres de todos os traumas, medos, fobias e ansiedades, e que recebam, pela poderosa intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, amadíssima esposa do Espírito Santo, o batismo com carismas sobrenaturais.

Deus o cure, abençoe e santifique!”
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04 dezembro 2017

Oração pela cura dos traumas da gestação


               Oração pela cura dos traumas da gestação

                       Rezamos por todas os filhos que sofreram traumas na gestação

Rezemos pelos filhos que ainda estão no ventre materno e por aqueles que, durante a gestação, sofreram algum trauma.

“Vinde, Espírito Santo, sob a nossa alma e toda nossa história, desde a nossa concepção, gestação e nascimento, libertando todos aqueles que sofrem as feridas do ventre materno.

Que Jesus Cristo, neste momento, toque com Suas mãos benditas, os Seus filhos e filhas que sofreram traumas na gestação e que, muitas vezes, não foram desejados. Quebrai, em nome de Jesus, pela potência do Espírito Santo, toda essa negatividade que causa opressão, falta de sentido de vida, depressão, medo, pânico, espírito de morte. Afastai, eliminai todos esses males da mente e da alma desses filhos e filhas.”


Pelas mães solteiras

Nós queremos orar pelas mães solteiras, as quais, muitas vezes, se sentiram sozinhas e abandonadas na difícil missão de criar seus filhos.

Aborto

Oremos para aquelas mães que tentaram abortar e por aquelas crianças que sofreram traumas na tentativa do aborto, e pelos filhos que foram rejeitados; agora, muitas coisas têm dado errado na vida deles.

Rejeição

“Cura, Senhor, todos esses traumas de rejeição. Pelo poder do Teu Sangue, fonte natural de cura e libertação, cura e liberta esses filhos de todas as feridas interiores, porque muitos filhos foram gerados sem que seus pais estivessem esperando aquela gravidez.

Cura, Jesus, todos os traumas desses filhos que não foram programados e, por isso, hoje, sofrem doenças espirituais, traumas e bloqueios; muitas vezes, eles não conhecem nem sua própria origem.

Cura, Jesus, todas as feridas de captação, porque muitos filhos e filhas nasceram com o sexo diferente daquilo que os seus pais pensavam. Cura, Senhor, todos os traumas que, hoje, bloqueiam e trazem feridas profundas na alma, na afetividade e sexualidade de um filho que nasceu com uma natureza diferente.

Cura dos sentimentos

Cura, Senhor, todas as feridas de morte. Quantos filhos e filhas se sentem vazios e trazem complexos de inferioridade, traumas, medos, fobia, ansiedades e neuroses em suas vidas, porque nasceram depois de um aborto, seja ele provocado ou natural por problemas de saúde. No entanto, ali ficaram os resíduos de morte. Elimina, Senhor, todas essas feridas de morte que estão sob esses filhos e filhas.

Senhor, nós Te pedimos para quebrar toda ferida de rejeição do ventre materno e curar esses filhos e filhas. Pelo derramamento do Teu Espírito, que esses filhos e filhas, que traziam esses traumas do ventre materno, sejam, agora, libertados e curados, e passem a ter vida nova e possam nascer de novo não mais da carne, mas agora do Teu Espírito.

Pai, restaura a mente, o coração e a vida desses filhos e filhas, para que, por Suas chagas e feridas, sejam curados de todas as heranças negativas do ventre materno, da rejeição, do desejo de abortar e daquelas situações financeiras que muitos pais enfrentam.”
Liberte-se dos traumas

Eu, em nome de Jesus, levanto sobre você o estandarte sangrento do madeiro da cruz e ordeno que sejam desfeitas, agora, todas as feridas de programação, captação, de resíduo de morte que estavam sob o seu consciente e inconsciente, a fim de que você receba a cura. Que o batismo no Espírito Santo avive essa alma e restaure esse ser.

Que o Senhor o abençoe, hoje e sempre, em todos os teus caminhos, e, com o manto da Virgem Maria, guarde-te de todo mal.
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02 dezembro 2017

Rezemos pela cura e pelos traumas trazidos na infância


     Rezemos pela cura e pelos traumas trazidos na infância

                  Rezamos  pelas crianças, adolescentes e adultos que sofrem traumas

Quero, em meu nome e em nome de cada um desses filhos que trazem traumas profundos da infância, fazer uma consagração ao Espírito Santo.

Pedimos, Senhor, que Tu nos faças fiéis na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando e respeitando-Te todos os dias da nossa vida. Espírito Santo, consagramo-nos a Ti e somos Teus escravos, queremos ser possuídos pelo Teu Espírito Santo, para sermos livres de toda possessão do mal.



Cura na infância

Senhor, eu estendo minhas mãos sobre a vida de cada um desses filhos e filhas, e peço a cura pela primeira infância, pois muitas crianças são deixadas na creche desde muito novinhas, e sentem o trauma da separação de seus pais.

Cura-as de todo medo e trauma causado nesse período de ausência dos pais e de pessoas da família, pela convivência com estranhos, e cura esses filhos e filhas que sofrem e sentem a ausência dos seus pais e falta do afeto.
Rezemos pelas crianças adotadas e que testemunharam a violência

Rezemos pelos filhos que foram colocados para adoção. Quantos homens e mulheres, que, hoje, não conseguem se realizar, ter alegria e paz, porque foram colocados para adoção! Para muitas dessas crianças, falta a referência do amor de pai e mãe que as geraram. Assim curai todos esses traumas.

Senhor, intercedei por aquelas crianças que sofreram, por aquelas que, ainda quando eram pequenas, no mundo havia muita gritaria, violência, briga dos pais. Quantos filhos presenciaram seus pais se espancando, porque chegaram alcoolizados em casa! Curai aqueles que cresceram vivendo e vendo o pai e a mãe alcoólatras, quebrando a casa, batendo uns nos outros e, muitas vezes, sendo agredidos! Que todas as feridas de violência desses filhos, que foram humilhados quando crianças na escola, na catequese, e hoje sofrem e tem dificuldade de relacionamento e querem ficar fechados, sejam curadas.

Elimina, Jesus, a violência desse lar e de todos esses traumas do início da infância e adolescência que marcaram a vida desses filhos e geraram neles feridas profundas no corpo e na alma.

Lavai, Senhor, com a Água Viva do Teu Espírito Santo, a mente e o coração desses Teus filhos e filhas. Tirai todos esses pensamentos de morte provenientes da infância e do início da vida deles. Curai-os, Senhor!

Também, Senhor, olhai por todos aqueles que sofrem os traumas de perda de filhos e daquelas crianças que perderam seus colegas de escola e amigos, porque seus pais tiveram de mudar para outra cidade.
Batizai-as no Espírito Santo

Quebrai, Deus, toda essa opressão da mente e do coração desses filhos e libertai-os do sentimento de incapacidade, medo, culpa e inferioridade, por causa dessas feridas da infância.

Também curai aqueles traumas de crianças, as quais, na infância, passaram por acidentes, doenças e processos cirúrgicos, tendo de passar por UTIs, permanecendo em incubadoras, fazendo tratamentos pesados; por isso, hoje, sentem um medo profundo, possuem feridas na mente e na alma. Curai todos eles, agora, desses traumas, e os batizai no Espírito Santo, para que nenhuma ação do mal do passado faça-os prisioneiros. Batizai-os, agora, Senhor, para que esses filhos possam nascer de novo, não mais da carne, mas no Teu Espírito.

Eu coloco, entre cada um de vocês e sua infância, a cruz de Cristo. Digo-lhes que já não haverá mais comunicação daquelas feridas do passado na sua vida presente. Pelo Sangue de Jesus e por Suas chagas, você é curado e libertado.
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30 novembro 2017

Como buscar a cura física e espiritual para a nossa vida e família?


Como buscar a cura física e espiritual para a nossa vida e família?

                           A cura interior é um processo de restauração da alma pela fé


Deus nos dá o poder e a autoridade sobre os três tipos de espírito imundos, que agem sobre nós, para que possamos usar essas autoridades e encontrar a cura de todas as doenças físicas da alma, das lembranças, dos pensamentos, da memória que trazemos e a cura interior.

Eu quero proferir um oráculo profético em nossa vida, porque Deus está nos dando um novo envio, estamos vivendo um tempo sobrenatural da manifestação do Espírito. Deus nós dá, em nome de Jesus Cristo, para a glória de Deus Pai, a autoridade sobre todo o espírito imundo de doenças malignas e enfermidades físicas.


O que são os espíritos imundos?

São os demônios que agem na nossa vida por trabalhos, pactos, consagrações, brechas, pecados, heranças malditas que trazemos de nossos antepassados, mas temos a autoridade de mandá-los embora da nossa vida depois de curar todo o mal das doenças espirituais como o medo, a depressão, os vícios, a tibieza, a contaminação e os caminhos errados.

Portanto, meus irmãos, quais são as curas que Deus pode realizar em nós? Quando tomamos posse da autoridade que temos sobre todo o espírito do mal e enfermidades, podemos encontrar a cura física.
Como acontece a cura?

Ela acontece pela fé! Nós encontramos, na Bíblia, vários textos que pela fé fostes curados. “Vá em paz, que a tua fé te salvou; vá em paz, que os teus pecados foram perdoados”. A fé é uma fonte inesgotável de bênçãos, prodígios e milagres, mas também encontramos a cura pela medicina.

A medicina, a ciência e os remédios, como fala o livro dos eclesiásticos, são uma fonte inesgotável de bênçãos e cura de Deus para a nossa vida. Eu tenho encontrado a graça de testemunhar e ver Deus realizar muitos milagres pela fé, mas também por ela Deus vai levando pessoas a fazerem um tratamento e passar por um processo cirúrgico, para que seja eliminada toda doença física.

Quando tomamos conhecimento de que temos autoridade sobre todos os espíritos imundos e de curar toda as doenças malignas e enfermidades, também encontramos a cura da alma.
Como alcançar a cura espiritual?

Essa cura acontece pela confissão, pois ela é o remédio para a cura da alma. Nós precisamos frequentar a graça que Deus nos concedeu com imensa assiduidade, que são os sacramentos: a Eucaristia e a confissão.

Se queremos a cura da alma, precisamos confessar e receber a absolvição dos pecados. Muitas pessoas ficam doentes do corpo e da alma, tornando-se, muitas vezes, possessa de diversos demônios, porque ficam muitos anos afastados da confissão.


.: O que preciso fazer para curar os afetos e as emoções?

De uma maneira muito simples, podemos dizer que não aguentamos mais que um dia ou dois, no máximo, sem tomar um banho ou sem lavar o nosso corpo. A sujeira que vamos adquirindo diante de tantas contaminações do ar, dos ambientes e dos lugares que passamos vai cansando e tirando a nossa resistência, assim é com a nossa alma. Quanto mais tempo passamos longe do confessionário, mais doentes nós ficamos espiritualmente.

Precisamos buscar essa cura da alma por meio do sacramento da confissão. A Igreja recomenda o sacramento da confissão uma vez por ano, em preparação à Páscoa, mas será que conseguimos ficar um ano sem tomar banho?

Quando entramos no confessionário para buscar a cura da alma, entramos na beira do inferno e saímos pela porta de entrada do céu, porque entramos condenados e saímos absolvidos. Busque a cura física pela fé e medicina, mas não deixe jamais de procurar a cura da alma e do espírito por meio da confissão.
Curando o interior

Temos a cura das lembranças, dos pensamentos, das memórias e aquelas histórias de dor e sofrimento que passamos e encontramos a restauração pela vida de oração, pois este é o nosso remédio.

O mais importante é quando entendemos que temos autoridade sobre todos os espíritos imundos e de curar toda doença maligna e de enfermidade. Portanto, busquemos a cura interior dos ressentimentos, dos recebimentos que trazemos pela história negativa da nossa genealogia e por aquilo que os nossos antepassados fizeram ou que entrou na nossa vida pelas atitudes erradas que possamos ter praticado.
Oração

Eu quero orar, em nome de Jesus e pelo poder das chagas, pelo sangue aspergido e por cada uma dessas chagas como fonte de exorcismo de cura e libertação. Ordeno que seja quebrada toda ação de miséria, doença física e espiritual dos males que possam entrar em sua vida e de sua família.

Eu, em nome de Jesus, ordeno a satanás que ele se retire da vida desses filhos, e sobre eles desça, agora, a graça da unção e do poder que cura e liberta. Que seja derramado a unção de um novo e sobrenatural Pentecostes.
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28 novembro 2017

Você sabia que a nossa árvore genealógica precisa passar por cura?


Você sabia que a nossa árvore genealógica precisa passar por cura?

      Peça ao Senhor a cura de todas as enfermidades e maldições da sua árvore genealógica


Amados irmãos e irmãs, quero refletir, neste artigo, sobre os caminhos para encontrarmos a cura de todas as maldições e doenças hereditárias que trazemos na nossa vida. A Palavra de Deus nos diz, no Antigo Testamento, que carregamos a maldição da primeira, segunda, terceira e até a quarta geração da nossa árvore genealógica. Se essas maldições não forem quebradas, carregaremos esses males por muitos e muitos anos, até que se tome um levante profético sobre aquele mal, para que a fonte dele seja destruída.


Como encontrar a cura desses males e doenças?

Encontramos muitas ações na Bíblia que nos explicam, mas quero, de uma maneira simples, traçar alguns pontos que nos levam a encontrar a cura de todas as doenças hereditárias.
Peça o perdão

O primeiro passo é perdoarmos as pessoas da nossa árvore genealógica, fazer com que elas também tenham direito à misericórdia, a fim de que também possam estar no paraíso. Devemos perdoar aqueles que praticaram o mal e dizer todos os dias: “Eu perdoo e abençoo todos aqueles que, de alguma forma, prejudicaram ou talvez tenham lançado alguma maldição contra minha linhagem familiar”.

Peçamos ao Senhor essa graça e renunciemos a todo rancor, mágoa, ressentimento e ódio que estejam instalados na sua árvore genealógica, tornando-se uma fonte de doença. Devemos perdoar todos os nossos ancestrais, mas precisamos fazer isso de coração e com a alma.

Após vivermos esse sentimento de perdão, já começamos a ver os sinais da cura dessas doenças hereditárias.
Consagre-se a Deus

Nós precisamos dar um segundo passo, que é o desagravo a Santíssima Trindade. Geralmente, em um pacto ou consagração feita a demônios, são repetidas três vezes palavras para ofender o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Devemos renunciar a todo mal presente em nossa vida e na nossa árvore genealógica, assumindo a nossa posição de batizado.

Elevemos nossa mão direita e, em nome de Jesus, ordenemos que sejam quebradas todas as maldições de doenças, destruições de morte e falência, amarração, divisão ou de qualquer outro mal que estejam presentes na sua vida e família. Peçamos ao Senhor para quebrar essas maldições feitas, em nome de demônios, para prejudicar o meu relacionamento com Deus Pai, Filho e Espírito Santo, por isso precisamos estar próximos de Jesus para receber a cura.

Não nos esqueçamos de agradecer a Jesus pela Sua paz e pelo Seu amor, pois, nesse ato de fé, reparamos toda a ação do mal que causa essas doenças hereditárias, portanto, aprendamos a manifestar nosso amor a Deus Pai, porque nós somos filhos d’Ele. Jesus Cristo é o nosso Senhor, e o Espírito Santo é a nossa luz.
Oração de cura

Precisamos pedir, em nome de Jesus, a cura de todas as enfermidades. Façamos uma oração simples, pedindo a Jesus que nos conceda essa cura pelos nossos antepassados que não acreditavam em Deus e pela falta de conversão destes, pela falta de vontade de viver a verdade da fé, a dureza do coração, os padrões errados de comportamento e toda moralidade deturpada, quebrando todos males presentes na nossa vida.

“Senhor, eu peço a cura da minha vida, família e árvore genealógica. Cura, bondoso Senhor, todas as doenças do corpo, os problemas hormonais, digestivos, os problemas no sangue, nas células e todas espécie de câncer, toda central de distribuição de células cancerígenas herdadas pelos antepassados, minha genética e corrente sanguínea. Que todo mal físico seja destruído. A diabetes, o cérebro, a corrente sanguínea, os problemas dos ossos e cardíacos. Senhor, cure todo mal psicológico, afetivo, emocional, mental e esquizofrenia que possa estar na minha família, na minha árvore genealógica e os que vieram de maldições.”
Seja batizado no Espírito Santo

O caminho é pedirmos o batismo no Espírito Santo, porque sem ele ficamos expostos ao mal. O demônio nos ataca para ferir o coração de Deus, portanto precisamos pedir o batismo no Espírito Santo. Façamos a experiência de dizer todos os dias: “Bom dia, Espírito Santo! O que vamos fazer juntos hoje?

O batismo no Espírito Santo significa renascimento, ou seja, não mais da carne, mas agora do Espírito de Deus. Peçamos para o Senhor vir, porque, em Sua presença, ninguém poderá desfazer essa consagração. Não podemos buscar a cura somente para nós, mas também para aqueles que amamos e que estão mais próximos de nós. Quem são essas pessoas? É a nossa família. Então, temos de pedir essa graça e consagrar a nossa vida e família todos os dias ao Senhor e dizer: “Eu e toda minha casa queremos servir ao Senhor, nosso único Deus”.

Agradeçamos ao Senhor

Para que haja a cura interior, precisamos que haja um louvor ao Senhor. Quando nós blasfemamos, murmuramos e ficamos proclamando palavras negativas, estamos louvando o inferno e a ação do mal na nossa vida. Retiremos as palavras negativas da nossa vida, porque esse caminho é tão importante quanto aos outros, para que haja a cura. É no louvor a Deus que Ele habita, age, cura e liberta. Portanto, se nós não proclamarmos este louvor, nós não obteremos a cura.
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26 novembro 2017

O que é preciso fazer para curar os afetos e as emoções?



      O que é preciso fazer para curar os afetos e as emoções?


      A restauração de nossos afetos e das nossas emoções só se tornarão possível quando nos abrirmos ao amor divino e ao amor humano


Muitos de nós precisamos conquistar cura e equilíbrio em nossos afetos, visto que somos seres profundamente relacionais e, justamente por isso, colecionamos feridas que nasceram dos relacionamentos que experienciamos na vida. Nascemos e vivemos em um contexto profundamente relacional, pois, desde a mais tenra idade, encontramo-nos ligados a outras pessoas na família, na escola e, posteriormente, no trabalho.





Ninguém nasce para viver sozinho. Todos precisam de amigos, de relações calorosas e afetuosas, de uma família etc. É natural do ser humano o desejo de estar emocionalmente conectado e, quando essa necessidade não é satisfeita ou quando é vivida de maneira desequilibrada, acontece um intenso sofrimento psicológico/emocional que acaba nos marcando com profundas feridas.


Aqui, mais uma vez ressalto, com clareza e objetividade, que a causa de nossas feridas afetivo/emocionais estará sempre ligada à experiência do amor, a sua ausência ou a sua incorreta expressão e vivência. Afirmo, mais uma vez, que apenas o amor poderá curar as feridas por ele ocasionadas. Não, obviamente, a experiência de “qualquer amor”, mas de um amor que seja verdadeiro e que realmente nos devolva à vida.


Para um autêntico processo de cura, faz-se necessário, inicialmente, abrir-se inteiramente à experiência do amor de Deus, que é infinito e incondicional, acolhe-nos como somos e nos abarca em nossas afetivas necessidades. Por consequência, abrir-se à experiência do amor humano, visto que todos temos a necessidade de amar e sermos amados para alcançarmos a cura e o equilíbrio interior.


:: O que é cura interior?


A derradeira restauração em nossos afetos só se tornará possível, como bem expressou a Encíclica Deus Caritas Est, com a união de dois amores em nosso coração: o humano e o divino, o Eros e o Ágape. Serão essas, pois, as duas realidades que transformarão nossas emoções: o amar e ser amado, na dimensão humana, e o permitir-se ser amado por Deus, também amando-O. Será este o amor que nos curará e nos devolverá à vida, visto que ele traz em si a perene possibilidade de nos ressuscitar, transformando nossos emocionais invernos em belíssimas primaveras.


Lamentavelmente, muitos são os corações que colecionam profundas feridas emocionais em virtude de, na vida, só terem experienciado “relacionamentos de troca”. Em tais relacionamentos, o afeto é ausente e imperam unicamente a cobrança e os pessoais interesses. Em virtude dessa realidade, tais corações não se sentiram amados e “aprovados” por aquilo que verdadeiramente são, sendo sempre acostumados a “pagar” para receberem o afeto e a alheia aprovação.


Essas pessoas só eram amadas e valorizadas quando davam algo em troca, correspondendo aos interesses egoístas de alguém. Este imperfeito modelo de relacionalidade, acrescenta, ainda que de forma velada pelo inconsciente, agudas marcas e feridas no coração. Essa prática é, infelizmente, muito comum e, ao mesmo tempo, extremamente prejudicial, visto que gera uma concepção utilitarista do amor por meio do qual o afeto será falsamente ofertado no “mercado” dos interesses pessoais, na maioria das vezes, acentuadamente egoístas. Assim, o coração humano se sente constantemente usado e abusado e, por consequência, vazio de amor e afeto em um verdadeiro raquitismo emocional, o qual fará se ausentar de sua compreensão a crença no imenso valor presente em sua vida e em sua história. Tal concepção e comportamento é, sem dúvida alguma, a gênese de muitas feridas e deformidades emocionais contemporâneas.


Para dar concretos passos nesse processo de cura, precisaremos nos empenhar para construir relacionamentos de comunhão; não de troca. Na comunhão, as iniciativas de amor são livres e realizam o ofício de vivificar a essência do bem no coração. Esses relacionamentos não exigem nada (nenhuma paga) em troca do amor. É claro que eles não são mágicos nem caem do céu, mas precisam, obviamente, ser construídos com paciência e, sobretudo, com constantes iniciativas de amor.
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24 novembro 2017

FERIDAS DA VIDA, Será que o tempo cura?


                             FERIDAS DA VIDA
                           Será que o tempo cura?


O tempo pode, até mesmo, anestesiar um pouco a dor. Mas, os dias passam e a agonia continua

Todos conhecemos as frases: “Com o tempo passa” e “Depois de casado sara”. Até parece mesmo que esses chavões são consolos para quem está sofrendo. No entanto, o tempo não cura absolutamente nada. O tempo pode, até mesmo, anestesiar um pouco a dor. Mas, os dias passam e a agonia continua. O tempo pode jogar o sofrimento para seu subconsciente ou inconsciente, fazendo-o crer que o problema foi superado.

Na realidade, o tempo não cura. Basta um acontecimento qualquer para, de repente, fazer a dor antiga voltar à superfície. Ainda que o tempo nada possa curar, Deus pode curar com o tempo. No poder do Espírito Santo, Deus pode curar o coração ferido, pode dar vida novamente a um casamento, pode livrar o sofredor de suas penas.




É claro que, no pior momento da dor, é importante partilhá-lo com alguém de confiança. É importante também aceitar a ajuda oferecida por amigos, profissionais da saúde psíquica, moral e espiritual. Compreensão, consolo e apoio podem trazer alívio em momentos difíceis. Mas o mais importante é curar as raízes e as causas do sofrimento. E isso é possível pela cura interior, que acontece quando deixamos Deus agir em nós. Portanto, precisamos descobrir e tomar posse do infinito amor que Deus derramou e continua derramando sobre a humanidade.

Do coração de Jesus nasce o homem de coração novo, nasce a possibilidade de cura interior, porque Jesus nos leva a crer e a experienciar que o amor d’Ele é infinitamente maior que nossas misérias e pecados. Muitas vezes, as pessoas ficam protelando sua felicidade, afirmando: “Só vou ser feliz quando resolver este meu problema.” Um problema interior, não pode ser um obstáculo para vivermos bem e procurarmos com nossas limitações, servir àqueles que, de nós, necessitam.
Feridas da vida

As feridas da vida, que alteram nossa afetividade, não são os pecados, as culpas, nem as maldades espirituais. Não são coisas que dependam muito de nossa vontade. A demasiada preocupação em sanar essas feridas pode consumir, ”em nosso próprio eu”, todas aquelas energias que poderíamos empregar na ajuda aos outros, em trabalhar bem, dentre outros.

A oração de cura interior tem por objetivo curar-nos e libertar-nos, para podermos amar melhor o próximo. A cura interior nos permite expressar melhor o amor. Faz com que nossas atitudes não prejudiquem os outros, faz com que nos sintamos melhor, e assim, apoiemos outras pessoas com o amor sadio, alegre e comunicativo.
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22 novembro 2017

Em tempos difíceis como viver da Divina Providência?


      Em tempos difíceis como viver da Divina Providência?

                 Acredite e confie na Divina Providência nos momentos de dificuldade

Lidar com a falta de recursos é algo de que, atualmente, não conseguimos escapar. Seja pela nossa própria realidade, pelas publicações na internet ou pelas conversas a nossa volta, a verdade é que, onde quer que estejamos, o assunto parece inevitável. E mesmo que tenhamos o desejo de nos manter otimistas, acabamos contagiados pelas lamentações. Com isso, inevitável também é o sentimento de medo e insegurança que a crise provoca. Por fim, vem a pergunta: “O que posso fazer diante dessa realidade? Será que existe uma saída?”.

A boa notícia é que existe sim uma saída e ela tem um nome: Divina Providência. Aliás, você sabe o que significa Divina Providência? Teologicamente, quer dizer o poder e a sabedoria suprema de Deus com a qual ele governa todas as coisas e pessoas. Em outras palavras, é uma experiência de fé que nos desafia a fazermos o que está ao nosso alcance, mas, ao mesmo tempo, a nos abandonarmos totalmente nas mãos de Deus, deixando-nos conduzir por Ele em todos os aspectos, certos de que “uma vez que o amamos, tudo concorre para o nosso bem” (Romanos 8,28). Nesse sentido, viver da Divina Providência significa ainda aceitar a vontade de Deus, mesmo que ela seja contrária as nossas expectativas; até porque são as provas que vivemos que nos fazem valorizar o essencial. Basta lembrar, por exemplo, o quanto valorizamos a saúde após a doença, o trabalho depois do desemprego e poderia citar tantos outras situações que vivemos na dor, mas que nos tornaram pessoas melhores após a superação. Perdas e ganhos fazem parte da arte de viver, o que não podemos é parar diante de desafios como a crise financeira, por exemplo.



Vença a crise e não desanime

Madre Teresa, ao falar a esse respeito, ensina-nos que não podemos deixar que enferruje o ferro que existe em nós. “Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca pare”, diz ela com toda sabedoria própria de quem passou por este mundo fazendo sua parte, porém, confiando seguramente nos desígnios de Deus. Acredito que essa seja a receita ou, pelo menos, uma boa dica para quem deseja viver da Divina Providência em nossos dias, ou seja, fazer o que nos compete a cada instante – nem menos, porque seria negligencia; nem mais, porque o que não está ao nosso alcance, Deus não nos pede que façamos –, e confiar seguramente na ação divina, que pode até tardar de acordo com nossas expectativas, mas nunca falha, porque Ele é rico em generosidade.


Outro aspecto que considero importante, nesse sentido, é assumir a verdade. Não é fácil reconhecer que estamos vivendo um momento de crise, seja ela qual for, mas sem esse passo não tem como dar outros. A verdade dita do jeito certo sempre liberta. Portanto, se a crise material envolve a família, é fundamental que todos, independente da idade, saibam e colaborem com as mudanças que ela exige. Precisamos ter a coragem, por exemplo, de nos perguntarmos diante de algo que queremos: será que, realmente, preciso disso? Ao mesmo tempo, ajudarmos nossos filhos a repensarem também suas escolhas, lembrando que ninguém pode ter tudo que deseja neste mundo, e saber escolher hoje é condição fundamental para a felicidade futura.

Ser agradecido pelo que possui também é muito importante para experimentar a ação de Deus. Às vezes, focamos nossa atenção no que falta, mas nos esquecemos de agradecer o que já temos. Na verdade, deveríamos agradecer a Deus sempre, inclusive por aquilo que não recebemos, pois, se tivermos a paciência necessária com o tempo, acabamos por perceber que o que tanto pedimos, na verdade, não seria o melhor para nós. Então, em todo caso, é preciso confiar, antes de tudo, no amor de Deus e agradecer. Até porque, as Sagradas Escrituras nos lembram que “se Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo, muito mais cuidará de nós que somos seus filhos.” (Mateus 6,26) E como é bom saber que temos um Pai que nos ama e está disposto a nos ajudar também em meio às provas que a vida oferece! Portanto, confiemos em seu amor e deixemo-nos conduzir por Ele, pois a confiança é importante em todos os sentidos, e para viver da Divina Providência é fundamental.
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20 novembro 2017

Diante das situações adversas, pense e aja de forma diferente


 Diante das situações adversas, pense e aja de forma diferente


             Sabe quando falam em dar uma resposta diferente diante de alguma situação?

Pensar diferente, agir diferente? Pois é, vira e mexe, eu me vejo nessas situações! Por vezes, é fácil fazer isso, principalmente quando amamos a pessoa que nos afetou. Porém, quando isso se torna algo constante ou uma situação um pouco mais séria, aí dói, porque nosso orgulho, muitas vezes, é maior do que a nossa capacidade de perdoar. E aí abrimos brecha para muitas coisas acontecerem.

Convido você, que ainda não leu a história de Santa Bakhita, a lê-la. É uma grande lição de superação e perdão!



Quando falo que coisas podem acontecer, estou falando de vários aspectos de nossa vida, desde pequenas perdas, as quais vamos carregando sem necessidade, até as grandes! Eu mesma já perdi amigos e oportunidades, e como é difícil aprender a perdoar, mesmo quando olhamos para a história dos santos e até mesmo para algum testemunho forte de conversão! Sei lá… É como se o erro não fosse nosso; então, não precisamos fazer nada.
Faça da adversidade um impulso para o céu

Deixe-me lhe contar uma coisa, pense comigo: se toda humilhação pela qual passamos for um degrau para o céu, quer dizer que estamos no caminho certo. Deveríamos até agradecer às pessoas que nos impulsionam! E se dermos uma resposta diferente, aí já virou uma corrida para o céu.

A receita eu não tenho, mas tenho aprendido com a vida que, a cada dia e a cada passo, somos capazes de pensar e agir diferente. Quando não fazemos isso, é como se estagnássemos, falássemos assim para Jesus: “Olha, Jesus, essa chance aí, que o Senhor está me dando, eu não a quero. Vou esperar outra”. E se não houver outra? E se nosso encontro com o Senhor estiver próximo? Então, percebemos que faltou só um ou dois degraus para chegarmos no céu. É difícil aceitarmos o cadinho da humilhação, mas mais difícil ainda é perdermos o céu.


Busque a santidade

Isso não é utopia nem coisa para santos, mas sim para quem busca a santidade, para pessoas de carne e osso, assim como eu e você.

Se colocarmos, na nossa cabeça, que o que realmente importa é o céu, as coisas pequenas do dia a dia ficarão fáceis de suportar, e as grandes (às vezes com um pouco de ajuda, é claro) não ficarão assim tão pesadas.

Ao longo da minha vida, já passei por várias situações, grandes e pequenas, fáceis e difíceis de suportar, mas posso dizer que estou vencendo, pois constato isso no meu crescimento como pessoa, como alguém que busca servir a Deus, que almeja o céu. Ao dizer isso, não digo que sou santa nem exemplo a ser seguido, digo apenas que, se eu consigo, você também consegue.

Sou humana, frágil, tenho meus desequilíbrios, porém, nada disso é maior que o meu desejo do céu.
Faça a experiência

Conheço uma música que diz assim: “Tudo posso. Deus me fortalece. As coisas velhas se foram, tudo novo se fará. Descobri o sentido de viver. Essa é a razão que me faz cantar: tudo posso em Deus que me fortalece”. Se pensarmos assim, ao menos um pouquinho do nosso dia, o fardo que carregamos se tornará mais leve.

Eu o convido a fazer essa experiência de viver um dia de cada vez, uma situação de cada vez. Quem sabe assim, os degraus para o céu se tornem mais fáceis de alcançar.

Estamos juntos nessa luta, nessa batalha. Tenho a certeza de que Deus caminha conosco e nos fará perceber Sua ação, até mesmo na miséria do outro.

Peça ao Espírito Santo que nos ajude, que revele a melhor forma de vivermos a situação que estamos vivendo, e que nos lembremos de que o céu é logo.
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18 novembro 2017

O que é ter fé e também ser uma de pessoa de fé?


           O que é ter fé e também ser uma de pessoa de fé?

                                            A Bíblia e a Igreja sobre o que é a fé

A Sagrada Escritura, na carta aos Hebreus capítulo 11 versículo 1, diz que “a fé é a garantia dos bens que se esperam, a prova das realidades que não se veem”. A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele em nós, que nos certifica dos bens vindouros, como a promessa da vida eterna.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse, revelou e a Santa Igreja nos propõe a crer, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, “o homem livremente se entrega todo a Deus”. Por isso, o fiel procura conhecer e fazer a vontade d’Ele. “O justo viverá da fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6). (CIC. 1814).




Nessa perspectiva, a Igreja diz que “a fé é, primeiramente, uma adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou” (CIC 150). Isso porque “a fé é a resposta do homem a Deus, que se revela e a ele se doa, trazendo, ao mesmo tempo, uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida” (CIC 26). Dessa forma, não é suficiente dizer que temos fé, mas é preciso responder, concretamente, com a vida o que Deus nos revelou, o seu amor e salvação: Jesus Cristo.

Com isso, para que o homem possa entrar em intimidade com Deus, numa experiência pessoal, o próprio Senhor quis “revelar-se ao homem e dar-lhe a graça de poder acolher esta revelação na fé. Contudo, as provas da existência de Deus podem dispor à fé e ajudar a ver que a fé não se opõe à razão humana.” (CIC. 35). Pois, como bem explicou o Papa João Paulo II: “a fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade.”
O que é ser uma pessoa de fé?

A carta aos Hebreus, no capítulo 11, após acentuar o que é , traz também instruções sobre o que é ser uma pessoa de fé.

“É pela fé que compreendemos que os mundos foram organizados por uma Palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas” (Hb 11,3). A pessoa de fé é aquela que crê na existência de Deus, que criou todas as coisas visíveis e invisíveis, e que é Ele o organizador de toda a criação.

“Foi pela fé que Henoc foi arrebatado (…). Antes de ser arrebatado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus. Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável” (Hb 11,5-6). Uma pessoa de fé é agradável a Deus, porém, deve-se crer não pelos possíveis benefícios a serem recebidos, mas simplesmente por aquilo que Deus é.

“Foi pela fé que Noé, avisado divinamente daquilo que ainda não se via, levou a sério o oráculo e construiu uma arca para salvar a sua família” (Hb 11,7). Ser pessoa de fé é ouvir a Deus e colocar em prática aquilo que aos olhos humanos parece impossível. Assim como Noé, é preciso confiar no anúncio de Deus, que nos é direcionado diariamente.

“Foi pela fé que Abraão, respondendo ao chamado, obedeceu e partiu para uma terra que devia receber como herança, e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11,8). Só quem crê, confia. A pessoa de fé obedece e responde a Deus, mesmo sem ter seguranças humanas e materiais, pois, como Abraão, é necessário caminhar na fé rumo à pátria celeste, que é o céu.

“Foi pela fé que também Sara, apesar da idade avançada, tornou-se capaz de ter uma descendência, porque considerou fiel o autor da promessa” (Hb 11,11). A fé nos faz perseverar nas promessas de Deus, que pode até tardar, mas não falha, porque para Deus nada é impossível.

“Foi pela fé que Moisés (…) deixou o Egito, sem temer o furor do rei, e resistiu como se visse o invisível. Foi pela fé que atravessaram o mar vermelho, como se fosse terra enxuta” (HB 11,24.27.29). Uma pessoa de fé acredita no ordinário e extraordinário, que leva a vislumbrar o que não se vê. Já que, também, “foi pela fé que as muralhas de Jericó caíram, depois de um cerco de sete dias” (HB 11,30).

Por fim, no Novo Testamento, o iniciador e consumador da fé, Jesus Cristo, é o exemplo por excelência de uma pessoa de fé, e é n’Ele que nós encontramos a plenitude do que devemos crer e realizar. Assim, é pela obediência da fé ao Cristo que conseguimos dar respostas a Deus. Mesmo sem ver, cremos, pois o próprio Jesus diz: “Felizes aqueles que creem sem ter visto” (Jo 20,29).
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16 novembro 2017

Experiências dolorosas do passado influenciam meu jeito de amar?


Experiências dolorosas do passado influenciam meu jeito de amar?

Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar?

Já é tarde da noite e lá fora há um silêncio rural, interrompido somente pelo vento, e que hoje está mais forte, anunciando uma nova estação. A impressão que tenho é que tudo está tranquilo lá fora e aqui dentro de minha alma. Mas não seria só uma impressão?

O fato é que tenho, em minhas mãos, um livro que se tornou meu amigo e conselheiro nesses últimos dias. De autoria do pesquisador e escritor Roberto Shinyashiki e Eliana Dumêt, ele trata sobre diversos assuntos ligados ao relacionamento humano, inclusive o medo de amar. Paro na página que acabo de ler e começo a escrever como que a me certificar do que aprendi, mas também para partilhar com você, leitor, algo que, segundo imagino, lhe fará o mesmo bem que fez a mim. Você já sentiu medo de amar? De relacionar-se com profundidade? Sabe de onde vem esse medo?



O exemplo do camundongo

O escritor narra um experimento realizado pela Psicologia, que responde, de forma figurada, a esta e a outras perguntas ligadas a este assunto: o amor. Um cientista colocou um ratinho em uma gaiola para avaliar o comportamento dele. Ele conta que, no início, o animal ficou passeando de um lado para o outro, movido pela curiosidade. Ao sentir fome, dirigiu-se ao alimento depositado lá. No entanto, ao tocar no prato, no qual o pesquisador havia instalado um circuito elétrico, o animalzinho levou um grande choque, tão forte que, se não desistisse de o tocar, poderia morrer.

Depois do ocorrido, o camundongo correu na direção oposta ao prato. Se pudéssemos perguntar-lhe se ele estava com fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque, com certeza, faria com que desprezasse o alimento naquele momento. Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrou em contato com a dupla possibilidade de morte: pelo choque ou pela fome. Contudo, quando a fome se tornou insuportável, o animal, vagarosamente, foi novamente em direção ao alimento. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligara o circuito. O prato não estava mais eletrificado. Porém, quando quase iria tocá-lo, o ratinho teve a sensação de que levara um segundo choque. Houve taquicardia, os pelos ficaram eriçados e ele correu, mais uma vez, em direção oposta ao prato. Se lhe perguntássemos o que havia acontecido, a resposta seria: “Levei outro choque”. Embora a energia elétrica estivesse desligada, e ele não soubesse disso.

A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa grande tensão e seu objetivo passa a ser o de encontrar uma posição intermediária entre o limite da fome e o da obtenção do alimento, para que tenha certa tranquilidade. Esse estado é chamado de ponto de equilíbrio, porque representa uma posição entre o se fazer alguma coisa, no caso alimentar-se, e, ao mesmo tempo, evitar um novo choque.
O choque de sentir-se rejeitado

É provável que você esteja se perguntando: o que isso tem a ver com medo de amar? Eu diria: Tudo!. Muitas vezes, vemos pessoas ou até nos vemos “tomando choque” sem nem mesmo tocar no “prato”. Basta analisar em quantas ocasiões sentimos vontade de convidar alguém para sair, conversar, ir à praia ou ao cinema, mas não fizemos nada disso temendo levar o “choque do ‘não'”! Ou ainda, quantas vezes deixamos de dizer às pessoas o quanto elas nos fazem bem e quanto as amamos, por medo de que o sentimento não seja recíproco e com isso nos sintamos rejeitados?

Segundo o pesquisador, isso é tomar um “choque sem tocar no prato”.

O fato é que experiências dolorosas do passado podem provocar um medo terrível de novos sofrimentos. O pior é que quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos” estão eletrizados, ou seja, nem todas as pessoas têm as mesmas inseguranças ou outras fraquezas que, algum dia, nos deram um choque.

Segundo estudos científicos, a compreensão do que sentimos é o melhor estímulo de que precisamos para recomeçar.


Ir além do medo de novos sofrimentos

Talvez, hoje, seja o dia propício para fazer uma pausa e pensar: Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar e sobre a profundidade de meus relacionamentos?

Amar é a primeira condição para estarmos em constante comunhão com Deus. Não temos o direito de nos privar dessa vocação maravilhosa que o Senhor imprimiu em nosso coração no ato da criação.

“Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor” (cf. I João 4,7-8).

Que o Mestre do Amor nos encoraje a irmos além do medo e amarmos, com profundidade, aqueles que Ele, em Sua infinita bondade, aproxima de nós.
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