22 agosto 2017

Como trabalhar meu sentimento de culpa?



               Como trabalhar meu sentimento de culpa?

O sentimento de culpa consiste em fazer com que eu me sinta culpado, quando muitas vezes não sou


Aqui, não quero falar sobre a culpa, mas do sentimento de culpa. Se tiver pecado, tenho que dizer: “Eu pequei, sou um pecador”. As culpas são realidades que não devem nos desencorajar, mas nos jogar ainda mais nas mãos de Deus; realidade que deve nos fazer encontrar o Cristo Salvador!





O problema maior, nos dias de hoje, é sustentar que não precisamos de um Cristo Salvador, porque podemos nos salvar sozinhos. Esta é toda a teoria, toda a filosofia – podem chamá-la como quiserem – da Nova Era, pois dizem não precisar mais do Salvador: “O Salvador sou eu, o Cristo está em mim!”. Não se referem, naturalmente, ao Cristo que mora em mim, o Cristo pessoal, mas àquela força, àquela energia que está em mim; eu a descubro em mim mais ela sai de mim. Portanto, eu me transformo no Deus de mim mesmo, eu me transformo no Cristo.


Como podemos ver, aqui temos alguma coisa que, verdadeiramente, está distorcida, destruindo toda a nossa vida espiritual. Para eles, a vida espiritual consiste nas experiências feitas por eles mesmos. Ficando uma hora na frente de uma árvore, por exemplo, recebem a energia da árvore. Isto para eles é a experiência espiritual. Estamos sobre trilhos totalmente diferentes, portanto, podemos falar que a espiritualidade da Nova Era é, provavelmente, o inimigo mais sutil e mais sério da espiritualidade cristã do nosso dia.

Dessa forma, não me refiro às culpas, mas aos sentimentos de culpa. A realidade dela é aquilo que faz São Paulo falar: “Em mim existe uma lei que não me deixa fazer o bem que eu quero, mas me leva a fazer o mal”. Essa é a culpa!


Os sentimentos de culpa, ao invés, consistem em fazer com que eu me sinta culpado, quando, na realidade, não sou; porém, eu digo para mim mesmo: “Deus perdoa o meu pecado, mas eu ainda o vivo!”. Aqui, temos uma grande ferida psicológica. Encontramos muitos fiéis com estes sentimentos de culpa que podem transformar-se em escrúpulos ou talvez em depressão, em obsessão. Muitas vezes, fixamo-nos em uma ideia. Fixamos a nossa atenção sobre um ponto que é praticamente irreal, porque, se Deus me perdoa, eu já não sou culpado. O diabo fica festejando quando acha uma fraqueza deste tipo no homem. Ele tenta e consegue, com certa facilidade, nos convencer de que Deus já não nos ama.


“Deus me ama!” Tudo começa daqui, a caminhada para a cura começa aqui. Ela não começa ao falar: “Eu sou um pecador!”, mas ao dizer: “Deus me ama, Ele perdoa o meu pecado”.


Uma vez que o Senhor me ama, tento não pecar mais, porque o amor deve ser respondido com amor. Portanto, o início da caminhada está aqui: “Deus me ama!” Deus não é amor? Assim o define São João! Quando existe o senso de culpa é muito fácil que o inimigo entre de forma muito sutil para me atrapalhar e fazer com que eu pare de continuar na minha caminhada.
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20 agosto 2017

As diferenças entre o homem e a mulher vão além do físico


  As diferenças entre o homem e a mulher vão além do físico

                    Conheça essas diferenças psíquicas entre o homem e a mulher


Ora, é claro que todo mundo sabe que há diferenças entre os dois sexos. Está estampado em nossos corpos, facilmente identificamos um homem e uma mulher. No entanto, nossas diferenças não estão só na dimensão do corpo. O psíquico e o coração trazem muito mais diferenças do que a simples imagem do corpo. Aliás, é no interior que acontece a maior parte das características diferentes entre o homem e a mulher.

Somos distintos na maneira de pensar, no jeito de ver e sentir o mundo, podemos até dizer que a impressão que temos do ambiente que nos cerca é diferente – noção de profundidade, de cores e cheiros. Somos diferentes nos anseios e expectativas.

Que bonito é ser assim! Que maravilha Deus nos ter feito diferentes assim!
Particularidades do homem e da mulher

Somos convidados, assim, a complementar nossa concepção dos aspectos da vida. A partir da companhia do outro sexo, aumentamos nossa opinião e sabemos que temos outros fatores a considerar, que não os nossos.

O problema é quando, na boa intenção de conseguirmos igualdade aos dois sexos, agimos pela comparação e acabamos não considerando as particularidades do homem e da mulher.

Vou explicar: nesse caso, igualdade está em proporcionar dignidade, condições de vida profissional, social e direitos civis iguais para as mulheres, tanto quanto é para os homens.
Somos diferentes

Já comparar é considerar que os dois sexos são idênticos, na forma de ser, nas emoções, nas necessidades e, principalmente, nos papéis masculino e feminino.

Olhar para cada sexo, para favorecer suas necessidades específicas e características particulares dá trabalho, é mais trabalhoso do que decretar uma lei para todos, nivelar a todos, mas só assim é que verdadeiramente iremos proporcionar dignidade e alegria às pessoas.

A Teologia do Corpo, na prática, está aí, para nos motivar a conhecer um pouco mais das maravilhas que podemos aprender com o outro sexo, principalmente com o amado, a amada aí do seu lado.
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18 agosto 2017

Como ser um homem conforme a Palavra de Deus?



        Como ser um homem conforme a Palavra de Deus?


      Ter contato com a Palavra de Deus é ter um encontro pessoal com Jesus a cada linha



Um grande ideal! Julgo que seja o maior de todos. Para que nivelar a vida em ideais menos elevados do que esse? Ele atende a absolutamente todos os apelos mais profundos e cheios de significado no coração do homem.


Ser conforme a Palavra de Deus é o convite que o SeEle faz a todos – a cada homem e mulher – em todos os tempos e lugares. Acho que a primeira pergunta, a que não quer calar, é: “Como fazer isso? Nos tempos de hoje, isso é possível?”. Realmente, é um feito grandioso! É “remar contra a correnteza”, é quase que se decidir pela solidão.


Ao olharmos para a vida dos grandes homens da Bíblia e nos que vieram depois, os santos, é possível traçar um perfil simplificado do homem conforme a Palavra de Deus. Desbravando esses primeiros passos, o Senhor vai lhe inspirar outros, à medida em que você for correspondendo a eles.





Ter contato diário com a Palavra


O ponto mais óbvio, certamente, é que esse homem deve ter um contato diário e crescente com Jesus Palavra. Pessoalmente, já pude testemunhar como a leitura orante da Bíblia muda a vida de uma pessoa. Isso porque a Bíblia não é um mero livro, ela é uma pessoa, é Jesus! Ter contato com a Palavra de Deus é ter um encontro pessoal com Ele a cada linha. Por meio dela, somos batizados no Espírito Santo. É um livro inspirado, dado diretamente por Deus. Essa Palavra do Senhor pode nos formar, pode nos indicar o caminho, e ela indica!


Se você ficar atento, vai perceber que existe um movimento de conversão desde o Antigo Testamento até o término do Novo. Em toda a Palavra de Deus há o convite à conversão, convite individual e coletivo, até a vida eterna. Reside nisso um grande indicativo: ter uma vida sincera de conversão. Essa vida se faz pela busca constante em não mais pecar. Existe um método para isso: ir à confissãosacramental aproximadamente uma vez por semana, com um arrependimento profundo e de quem tem a clareza do estrago que o pecado provoca em si, com um propósito de nunca mais cometer aquele ato! Isso provoca uma vida de vigilância sob os próprios atos, um conhecimento cada vez mais aprofundado de si e um constante pedido de socorro a Deus. Sem a graça do Senhor não é possível vencer os pecados.
Ser aquele com quem Deus fala


Veja que essa vigilância vai impulsioná-lo a uma vida de oração. Diante da impotência de superação do pecado, você vai acabar de qualquer jeito a procurar um diálogo e crescente intimidade com Deus. Vai pedir-lhe socorro! Aos poucos, vai brotando no coração a disposição de desprezar as coisas do mundo. O amor cresce, apaixonado, intenso e grato. Você vai buscá-lo na Missa, na Adoração Eucarística, na oração do Santo Terço, na meditação da vida dos santos, na leitura orante da Palavra de Deus.


Para aqueles que ainda não chegaram a amar assim, no entanto, há uma tentação que sobrevém: a de não largar as coisas do mundo, especialmente aquelas a que se está mais apegado. Concentre-se no desejo que há no seu coração de ser íntimo de Deus. Concentre-se nos malefícios que o pecado causa na sua vida. Medite sobre eles. Ao mesmo tempo, imagine, na intimidade, o que você pode alcançar com o Senhor. Você será aquele com quem o Senhor fala, e poderá perceber esse ato com uma tremenda nitidez.


Pense nas coisas que você pode alcançar e não tanto nas que você vai ter que deixar, porque, no decorrer da caminhada, ao experimentar as vantagens, você vai chorar pelo tempo perdido nas coisas do mundo das quais se está atualmente apegado.
Busca das virtudes


Sua caminhada vai exigir automaticamente a próxima característica da pessoa que é conforme a Palavra de Deus: a busca das virtudes. Aprofundar-se na busca das virtudes teologais e morais. Como fazer isso? Com uma vida de estudo das coisas de Deus. Esse, certamente, é mais um ponto importante! Não é possível progredir numa vida espiritual, se intelectualmente não houver uma correspondência. Deus nos fala na inteligência! É por meio dela que podemos ter esse relacionamento com o Senhor. É absolutamente indispensável a procura por se aprofundar no estudo das coisas de Deus. É inesgotável o conteúdo disso na Igreja. E se há tanta coisa, é um sinal de que é preciso conhecer e cultivar os estudos.


Por fim, ao tomar as Sagradas Escrituras, você já não vai mais ficar parado somente na história e na narrativa dos fatos. Você vai ver o que há de mais profundo ali: uma mensagem especial para você, para outra pessoa, para a edificação da Igreja. Você vai viver conforme a Palavra de Deus, ou seja, de acordo e do jeito dela.

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16 agosto 2017

Masculinidade: entenda o que é ser um homem de verdade


  Masculinidade: entenda o que é ser um homem de verdade

       É possível ser homem de verdade, que expressa coragem, emoção e responsabilidade

Sei que muitos de nós homens temos tendência para sermos mais práticos, para buscarmos as soluções dos problemas em vez de nos envolvermos neles e falar deles. Às vezes, entramos em nossa ‘caixinha do nada’ para sobrevivermos. Sim, ‘caixa do nada’. “Ei, o que você está pensando?” “Nada”. “Te fiz algo?” “Nada”. Nada é nada mesmo. Isso nos faz viver a vida de maneira mais livre, mas que nosso ‘segredo do nada’ não nos impeça de nos envolvermos no que vale a pena! Homem de verdade expressa poder e misericórdia. Coragem e emoção!

Fico impressionado com o jeito de Jesus. Ele era amigo, encorajava e ensinava os discípulos, era um Pai para eles e para o povo. Jesus, às vezes, ria com eles, ia para as festas com a galera, mas também batia o pé em questões em que até mesmo os discípulos mais próximos discordavam. Era firme quando preciso e sabia se colocar em cada uma das situações.


Homem é protetor

Gostamos de proteger o que nos é sagrado e importante, especialmente as mulheres. Temos um desejo de doar nossa vida a ponto de doer! Basta olhar para a maioria dos heróis que foram criados pela nossa imaginação, pela literatura e pelos filmes. Eles dão a vida por amor. Como fazemos para doar nossa vida à nossa maneira? Lembro aqui o que o tio do Homem Aranha disse a ele, no primeiro filme, antes de ser assassinado: “Grandes poderes requerem grandes responsabilidades”. É isso mesmo! O “poder” que nos foi dado de sermos homens tem como anexo, “de quebra”, grandes responsabilidades. Tá a fim de assumi-las?

Lembre-se de quando era criança e brincava com seu carrinho, que sempre o transportava para outras realidades. Com certeza, você o pegava e imaginava que estava levando alguém dentro dele, não é? Meu primeiro carrinho foi uma ambulância, que acendia as luzes da frente e fazia o barulho da sirene. Sempre pensava: “Saia, saia da frente que preciso chegar até o hospital”. Esse desejo de proteção e de responsabilidade é parte de nós homens. Mesmo tendo esquecido, essa sensação está guardada em minha lembrança.

É preciso ser homem de verdade

Lá no fundo do coração, a mulher quer mesmo um homem que a faça feliz e cuide dela. O mundo vive nos dizendo para curtir a vida agora e nos preocuparmos com coisas sérias depois. Mas nosso coração não funciona dessa maneira. Cada pedacinho de masculinidade em nós protesta contra isso! Deus nos criou para sermos guerreiros, para lutarmos pelo que é certo e pelo verdadeiro amor. Isso não é um sonho.

Lembro-me da cena do filme ‘Gigantes de Aço’, no qual o Charlie entrega seu filho, Max, aos cuidados de sua cunhada por não ter condições nem disposição para educá-lo. Estava literalmente fugindo da luta! Fica bem claro que o garoto já o amava e queria ficar com ele. O pai (Charlie), então, indignado diz: “Você sabe que não consigo cuidar de você. Não sou o que você merece. O que quer que eu faça?”. Nessa hora, com os olhos cheios de lágrimas, Max fala algo que tirou meu fôlego: “Eu só queria que você lutasse por mim”.

Somos homens livres, racionais, com um pé na terra e outro na eternidade; temos inteligência para influenciar, direcionar e formar este mundo, fazendo-o valer a pena. Qual sua resposta diante dessa proposta? Qual a sua luta? Por onde recomeçar?

Nossa masculinidade não está encerrada em nosso corpo sarado e viril, mas sim em todo nosso ser. Não dá para pensar que o homem é aquele ‘ogro’ que não sabe ser corajoso e, ao mesmo tempo, acolhedor. Não é irônico que, um dia, o mundo tenha sido convidado a escolher a sua resposta a partir dessas duas visões de homem?

No dia do julgamento de Jesus, diante de Pilatos, foram apresentados dois modelos de homem: Jesus, o revolucionário do amor, homem de coragem e emoção, leão e cordeiro; e Barrabás, um revolucionário e lutador que matou por uma causa pessoal. “Bar Abbas”, que em hebraico significa “o filho do pai”.
Quem o povo escolheu?

Antes de o povo dar a resposta, Pilatos tentou mostrar quem, de fato, era homem verdadeiro: Ecce Homo! Eis o Homem! Foi o que ele disse. Mas não escolheram Jesus, ao contrário, matara-No!

Tentei mostrar o modelo de homem no qual precisamos nos espalhar, mas a resposta é sua, homem! Então, qual modelo você vai seguir? Dentro de você, quem ficará vivo? Jesus ou Barrabás?
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14 agosto 2017

Oração pelo casamento que está passando por problemas


     Oração pelo casamento que está passando por problemas

               Encontre na oração sentido e força para superar os problemas no casamento





Deus de amor, Pai querido, meu matrimônio está passando por um grande conflito, que parece interminável; e quando penso que essa fase está acabando, começa tudo de novo.




Há dias em que as nossas conversas são como alfinetes, como espinhos na carne: tudo parece acusação e ofensa.

Todas as coisas tornam-se desconfianças, tudo que dizemos transforma-se em agressões verbais; tudo é motivo para retomar fatos e erros passados, e só vemos os defeitos um do outro.

Há momentos em que me pergunto se meu casamento vai sobreviver aos desafios que estou vivendo. Se o matrimônio é um pacto divino, por que é tão difícil evitar que a santidade do amor seja contaminada pela suspeita? Se nos comprometemos um com o outro no altar do Senhor, se prometemos amar um ao outro, na alegria, na saúde e na doença, todos os dias de nossas vidas, como, de repente, nosso relacionamento se transformou em brigas e indiferença?

Ajuda-me, Senhor, a me lembrar de quando nos conhecemos, das maravilhosas qualidades que vimos um no outro, dos dons, carinhos e sonhos de um futuro de amor e amizade, da relação fundamentada no respeito, do passo a passo da construção de uma família maravilhosa, de todos os sonhos que sonhamos juntos, de sermos amparo um para o outro, da época em que não brigávamos nem discutíamos, de quando não nos ofendíamos mutuamente. Sei que é importante lembrar sempre dos momentos alegres e felizes que vivemos a cada dia, por isso vem, Senhor, reacender em meu coração essas memórias, a chama de amor que nos mantém vivos e unidos, dá-nos essa graça.

Ajuda-me, Senhor, a superar as dificuldades da convivência diária e a lembrar que fizemos a opção de partilhar a vida juntos, até que a morte nos separe. Ajuda-me a fazer a minha parte para honrar e manter meus votos.

Sei que muitos problemas poderiam ser resolvidos sem mágoa, sejam financeiros – problemas de gastar demais ou economizar demais, deixar as contas atrasarem, comprar sem necessidade – ou afetivos – a cobrança exagerada de atenção e demonstração de afetos, a implicância com defeitos comuns, a indiferença, a desvalorização do outro, a priorização do trabalho ou de bens materiais. Tudo se torna motivo de raiva quando nos esquecemos de que estamos unidos no amor de Deus. Liberta-me, Senhor, desses males!

Que eu me disponha a deixar passar os pequenos desentendimentos, que nada significam se comparados com as grandes bênçãos partilhadas em nosso relacionamento.

Ensina-me a confiar no meu cônjuge e em Deus nos momentos mais difíceis e amar nos momentos de desacordo; a silenciar diante das ofensas verbais e críticas; a acreditar; a resignar-me diante de um olhar de acusação; a compreender o outro diante das ameaças de abandono, de separação; a lutar pelo casamento quando o outro diz que não há mais amor, porque em Deus o amor jamais acaba.

Dá-me a coragem e serenidade para enfrentar as situações e sabedoria para buscar soluções. Dá-me a graça de saber perdoar, e que todo o ressentimento seja lavado de minha alma pelo Teu sangue redentor.

Hoje, descobri que o casamento perfeito não existe e quero aprender a lidar com as imperfeições a partir de agora. Quero viver cada momento do meu matrimônio de forma plena, sabendo que o relacionamento precisa sempre de um estímulo e de um esforço para vermos mais as qualidades do outro do que seus defeitos. Nós nos casamos para nos apoiarmos um ao outro e para juntos superarmos as dificuldades que sozinhos não éramos capazes de enfrentar.

Obrigado, Senhor, por me lembar de tudo isso, pois quero buscar minha reconciliação, colocar docilidade e respeito no relacionamento, pois o amor só sabe amar. O que estávamos vivendo era apenas uma afetividade, uma relação, um coleguismo, e não o relacionamento matrimonial que nos comprometemos a ter diante de todos, no altar.

Peço, Jesus, que arranque de minha alma as lembranças dolorosas, que coloque Teus anjos em minha casa e expulse daqui todo mal, toda desconfiança, toda agressividade e mal-entendimento, toda e qualquer força maligna. Se alguém desejou algum mal para nós, para destruir nosso casamento, seja por inveja, seja por magia negra, feitiço ou de qualquer outra forma, entrego-o em Tuas mãos, e que essas pessoas sejam por Ti abençoadas, assim como eu quero que seja o meu lar.

Que tenham a graça do Senhor em todos os lares. Amém!
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12 agosto 2017

Orações a Santa Clara pelas famílias



                   Orações a Santa Clara pelas famílias

                                Apresente a sua família aos cuidados de Santa Clara





Querida Santa Clara, que fostes motivo de alegria e orgulho, santa para vossos pais e irmãs, que soubestes lhes retribuir o amor e a dedicação com que vos cercaram desde o berço, eu vos consagro minha família e todos que comigo convivem.


Bem vedes, querida Santa Clara, como são difíceis os tempos em que vivemos, quando o amor e a fidelidade familiar se tornam quase impossíveis. Sei, contudo, que a Deus nada é impossível e que, com fé e confiança, tudo se alcança.


Por isso, imploro confiante: visitai nosso lar, permanecei conosco e, já que sois mais clara que vosso próprio nome, clareai nossa mente e nosso coração, para que possamos permanecer unidos entre nós e, sobretudo, permanecer fiéis a Deus. Amém.

Pedido a Santa Clara pelas famílias


Querida Santa Clara,

Por teu amor à infância de Jesus,

Alcança-nos a proteção

Sobre a nossa família!


Por teu amor à Paixão de Jesus,

Alcança-nos força e coragem na provação.

Por teu amor à Igreja,

Alcança-nos a fé,

A esperança e a caridade!


Por teu amor aos irmãos,

Alcança-nos a graça da fraternidade!


Por teu amor à oração,

Alcança-nos o desejo

De estar com o Senhor!

Por teu amor à pobreza,

Alcança-nos desprender-nos dos vícios e pecados!


Por tua santa morte,

Alcança-nos a nós

Uma vida e morte santas

Nas mãos da Virgem Maria!

Amém!
Bênção de Santa Clara


Pela intercessão de Santa Clara, o Senhor Todo-poderoso me abençoe e proteja, volte para mim os seus olhos misericordiosos, dê-me paz e tranquilidade,derrame sobre mim as suas copiosas graças e, depois desta vida, aceite-me no céu em companhia de Santa Clara e de todos os santos. Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém.
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10 agosto 2017

A espiritualidade de Santa Clara e o seu amor a Jesus Cristo


   A espiritualidade de Santa Clara e o seu amor a Jesus Cristo




                        Conheça a mensagem de vida e espiritualidade de Santa Clara

Uma pessoa idosa pode ser modelo de vida para os tempos de hoje? Alguém que viveu, há vários anos, pode ter algo a nos dizer? Certamente, você dirá: depende. Concordo. Vida superficial não encantará ninguém. Mas quem viveu bem o seu existir, neste mundo, ou alguém que esteja vivendo bem a sua atual vida, mesmo que já tenha 80 anos, tem algo a dizer a nós, que, hoje, vivemos. Nosso Papa Francisco é muito admirado. Por quê? Principalmente pela sua coerência e liberdade. Ele é uma pessoa entregue a Deus e à Igreja. Não busca soberba nem a reputação deste mundo. Vive enamorado de Cristo e de Seu Evangelho.

A mensagem de vida de Santa Clara de Assis, cuja festa celebramos dia 11 de agosto, é atual? Eu creio que sim. Venha comigo! Vamos lhe fazer uma visita, conversar com ela e conhecê-la mais. Ela facilmente fala da sua vida e do seu amor por Jesus Cristo.




Conheça Santa Clara

Clara de Assis viveu de 1193 a 1253, em Assis, Itália. Aos 12 anos de idade, soube que Francisco renunciou à herança do pai, pois esta notícia enchera a cidade de Assis. Mais tarde, passou a encontrar-se com Francisco às escondidas. Buscava, como ele, não uma vida de aparências e superficialidades, mas valores sólidos e quem pudesse preencher o todo do seu existir. Encontrou Jesus e começou a seguir Sua vida, Seus passos, especialmente os da humildade e da pobreza. Como Francisco, Clara foi se convertendo a Jesus Cristo – que de rico se fez pobre. Da vida de Jesus Cristo, a originalidade de Clara começou a brotar de seu interior, do seu enamoramento a Cristo: a irmandade e a pobreza. Ela percebe que precisa ser como Ele.

Jesus Cristo tornou-se o centro de sua vida. Como Jesus, em Clara foi crescendo a paixão por uma vida simples, e, como Jesus, sabor pelas pessoas deixadas de lado. Clara e suas companheiras não temiam a pobreza, o trabalho nem o desprezo do mundo: Cristo assim viveu.

Clara quis viver a irmandade, a fraternidade. E todos viam que ela, com suas companheiras, eram felizes. Traziam um segredo: Deus, Seu gosto e Sua vontade, revelados na vida de Jesus Cristo, que viveu como nosso irmão menor. Assim, por causa de Jesus Cristo, pobreza e irmandade não eram negociadas a nenhum preço. Da vida de Clara eram a espinha dorsal.
Espiritualidade de Clara

Clara vive a espiritualidade da união esponsal com Cristo. Assim, fala em olhar, considerar e contemplar a vida de Jesus Cristo. Isso significa: olhar: deixar-se atingir pelo cerne do mistério da vida de Cristo; considerar: perguntar-se pelo significado da vida de Cristo intuída; contemplar: é o convite para repousar o olhar e assimilar a bonita e encantadora vida de Jesus Cristo. Clara ama Jesus. Responde a esse amor, seguindo-O, fazendo sua a vida do próprio Cristo. Assim, ela se enfeita com a vida de Jesus Cristo.

Muitas meninas seguiram e seguem o exemplo de Clara de Assis. No mundo, hoje, há 20 mil Irmãs Clarissas. Isso quer dizer que é uma vida para os tempos de hoje.
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08 agosto 2017

A graça da vocação é uma iniciativa amorosa de Deus


      A graça da vocação é uma iniciativa amorosa de Deus

A vocação que recebemos de Deus consiste numa escolha que acontece desde toda eternidade

Estamos no mês de agosto, tempo em que a Igreja no Brasil celebra as vocações. Veremos, ao longo desses dias, que a liturgia tratará, em cada semana, uma vocação, o despertar e a reflexão sobre os chamados ao sacerdócio, ao matrimônio, à vida religiosa e ao leigo consagrado respectivamente.



Deus capacita o escolhido

A palavra “vocação” significa “chamado”, o que denota uma ação de alguém que chama e alguém que é chamado. Toda vocação sempre é iniciativa de Deus. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15,16). O Senhor não só recruta como também capacita seu escolhido. “Não deverás temê-los, porque estarei contigo para livrar-te; Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios” (Jr 1,8-9).

O vocacionado é, então, alguém escolhido por Deus, que porta um carisma, uma graça particular; é um agente do sobrenatural, aquele que traz em si algo específico para uma localidade e um tempo. Mas todos esses dons e a eficácia sobrenatural estarão submetidos à humanidade dessa pessoa, ou seja, aos seus traços e habilidades naturais e psicológicos. (cf. Rm 1,20). O dom sobrenatural supera a humanidade, mas o jeito, o temperamento, as habilidades naturais, o conhecimento e a inteligência da pessoa são as bases de suporte para sua missão.

Fundamento da vocação

Por isso, é muito importante que, no processo de reconhecer-se em sua humanidade e com os atributos que o Altíssimo lhe deu, vá também desvendando o motivo para o qual Deus a chamou, onde e no que o Senhor quer que ele desenvolva seus talentos. Qual é o fundamento de sua vocação? Para entendermos melhor, tomamos o exemplo do apóstolo Paulo, do nível de entendimento e profundidade que tinha a respeito de si e de sua missão. Ele cita quatro pontos que também precisamos saber. Em Rm 15,16-20 vemos:

Identidade – Quem ele é sob a óptica de Deus: “Ministro de Jesus Cristo entre os pagãos, exercendo a função sagrada do Evangelho de Deus”. Este é o primeiro chamado.

Finalidade da sua missão: “Levar os pagãos a aceitarem o Evangelho pela Palavra e pela ação”.

Forma que se desenvolverá sua missão: “Pelo poder dos milagres e prodígios, pela virtude do Espírito, de maneira que tenho divulgado o Evangelho de Cristo”.

Quais são os dons e habilidades que o Senhor infundiu nele para desempenhar a missão?

Campo de atuação: “Desde Jerusalém e suas terras vizinhas, tendo o cuidado de anunciar o Evangelho somente onde o Cristo ainda não era conhecido”.
Deus tem o melhor

Todos esses pontos vão sendo revelados conforme nos colocamos a caminho, pois ser vocacionado requer que se dê um sim diariamente. Paulo foi percebendo, aos poucos, essas características nos fatos de sua vida e ministério. Talvez não estejamos ainda preparados para saber de pronto tudo o que virá, mas, com certeza, Deus tem o melhor para nós. (cf. Rm 8,28). Nisso ficamos dependentes do amor do Altíssimo. O maior interessado em fazer cumprir uma vocação é o próprio Senhor, e Ele revelará tudo a Seu tempo: “Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos” (cf. Am 3,7).

Muitos daqueles que foram chamados até se assustaram num primeiro momento, indagando: “Como acontecerá isso?” (Lc 1,34); outros alegaram “não sei falar” (Jr 1,6) ou “tenho a boca e a língua pesadas” (Ex 4,10), ainda “eu não passo de um adolescente” (I Rs 3,7), prova que, nessa hora, o importante é corresponder e acreditar que Deus proverá.
A vocação é uma iniciativa de Deus

É na iniciativa de Deus, nas Suas Palavras, ações e na história pessoal que identificamos o carisma, o chamado e tudo o que comportará a missão. Ainda que esses pontos devam ser refletidos não somente pela pessoa – ser individual –, toda instituição, paróquia, grupo de oração, congregação e comunidade também possuem um específico.
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06 agosto 2017

O segredo de Maria nos aprofunda no amor de Deus


 O segredo de Maria nos aprofunda no amor de Deus




O segredo de Maria de nada nos serviria se não o conseguíssemos transpor para nossa vida

Para que uma pessoa exponha seus segredos, é necessário haver certo grau de intimidade com outra. Mesmo que haja laços de parentesco entre elas, é necessário haver intimidade. Assim também acontece entre mãe e filho. Ao pedirmos que Nossa Senhora nos revele, exponha os seus segredos, faz-se necessário que nos coloquemos de pés descalços ou, porque não, de joelhos, como quem pede: “Revela-nos, mostra-nos teu coração!” Só assim estaremos aptos a receber, ou melhor, compartilhar do seu segredo.



Segredo de Maria

Esvaziemo-nos. Façamos silêncio. Aquele silêncio que pairava no mundo em suas origens e que pairou no ventre de Maria. Façamos silêncio. Falemos com nossa alma: Silencia alma minha! Cala ruído de minhas vontades! Silêncio, mundo que me atrai! Alguém que amo vai me contar um precioso segredo. Este, se não mudar o mundo, com certeza mudará o meu mundo, se eu permitir. Mãe, conta-me teu segredo.

É no abismo do bem querer de Deus que começa o segredo de Maria. O que isso significa? Nosso ponto de partida encontra-se no relato do anúncio do Anjo Gabriel (Lc 1,26-38). Nessa passagem, percebemos que a iniciativa da oração sempre parte de Deus. Ele é, de certo modo, o mendigo de Amor, pois se encontra a bater à porta de nosso coração. Em uma constante atitude de espera, de súplica, está sempre pronto a ir ao nosso encontro e convidar-nos para o banquete. Não importa o estado em que nossa alma se encontra nem por quais caminhos tortuosos tenhamos andado. Ele está sempre a nos esperar, disposto a nos enlaçar em seu abraço de Pai.


Ternura do amor de Deus

O segredo de Maria consiste em deixar-se constantemente abraçar e em ser alcançada por esse amor. Consiste, ainda, em permitir que as torrentes da infinita ternura de Deus a surpreenda, como em inúmeras vezes na sua história. Por isso, as gerações a conhecem como a Bem-amada, Bem-aventurada, a Imaculada Maria.

Precisamos redescobrir em nós, em nossa vida, que somos bem amados. A verdadeira oração consiste em, antes mesmo de amar, sentirmo-nos amados. Mais que sentir, sabermos-nos amados, reconhecermo-nos amados. Na Primeira Carta de São João (I Jo 4, 10) está escrito: “Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou-nos o seu Filho”. A experiência inicial e incondicional para qualquer chamado autêntico e essencial é a de ser amado. Sou amado e por isso respondo com amor.

Ao mergulharmos ainda mais no segredo de Maria, a profundidade a que chegaremos somente o Espírito Santo poderá medir. Pensemos que outra característica da iniciativa divina é a liberdade. Deus escolhe quem quer. Ele é livre, ama sendo livre e liberta, porque ama. Nesse âmbito, olhemos para a Imaculada Conceição.

Deus quis fazer Maria sem mancha de pecado, porque Ele é livre. Esse amor a libertou uma vez e para sempre, tornou-a sem mancha, purificou-a e a fez participante por primeiro dos méritos de Seu Filho. Eis que Seu amor profundo cria a Arca da Nova Aliança. Quis deixar-nos marcados não mais pela lembrança daquela humanidade que desejou ser como Deus, e sim, pela mulher que soube encantá-Lo ao se fazer escrava para fazer a vontade do Pai e se tornar a mãe de Salvador. Esse mesmo Deus, em sua liberdade, escolheu você para ser filho de Maria, para ser seu bem amado!
Transpor as dificuldades

O segredo de Maria de nada nos serviria se não o conseguíssemos transpor para nossa vida. Podemos encontrar a presença do amor de Deus nos acontecimentos simples do dia a dia, seja ao receber uma palavra de conforto de um irmão ou a sua oração por nós. São pequenos mimos de um Deus que ama. Muitas vezes, isso acontece não só naquilo que nós desejamos, mas em coisas que nós nem sabíamos que precisávamos. Acontece em dificuldades por vezes nem conhecidas ou em realidades que já conhecemos, mas diante das quais não teríamos coragem de seguir em frente devido às renúncias que nos seriam exigidas. É preciso amar muito para renunciar, para aceitar a correção e para ter a coragem de corrigir, de educar a alma. Deus nos envia provações, porque nos ama.

Às vezes, estamos esperando espetáculos do Senhor. Maria sabia o segredo: Deus é maravilhoso, não mágico. É poderoso, não é fantasia. Ele se revela em gestos constantes de amor, presentes e inesperados. A vontade de recomeçar que temos é Deus amando! É como o amanhecer que renasce todos os dias! Não importa o tamanho da dificuldade que temos em rezar, Deus está nos amando de novo. Eu sou seu bem-amado, sua bem-amada. Ele está tomando a iniciativa. É o silencio da luz que ressurge rompendo as trevas, não importando o quanto dure a noite.
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04 agosto 2017

O amor personalizado de Deus


                        O amor personalizado de Deus

                                      Compreenda o amor personalizado de Deus


Amor é uma das palavras mais difíceis de conceituar em nosso mundo. A necessidade ou a conveniência foram gerando diversos significados para essa palavra; a meu ver, todos eles com certo teor de verdade, mas necessitados de contextualização. Minha intenção, no momento, não é trabalhar os contextos do amor, mas as diferentes faces do amor de Deus.



Deus nos ama com toda a sua capacidade infinita de amar, não sabe amar menos, toma a iniciativa sempre. No entanto, a vida humana se desenvolve num complexo ambiente, com fases diferenciadas e momentos próprios, por isso a nossa necessidade de amor é alterada também.

Uma criança, por exemplo, não pode ser amada com um amor de homem-mulher, isso não atende a sua necessidade e ainda poderia provocar deficiências em seu amadurecimento interior, e Deus sabe disso. O Senhor ama a todos igualmente, mas não com um amor genérico, por isso descompromissado com nossa identidade. Seu amor vai se configurando a nossa necessidade, quase que podemos dizer que, por amar pessoalmente cada um, Deus ama de forma diferente, em estilo, e igual em intensidade. Amor pessoal, único em sua expressão. A cada momento, somos amados da forma adequada e diferenciada.

Exatamente por sermos reflexos do amor de Deus, nós também não amamos a todos do mesmo jeito. Se assim o fizéssemos, seríamos injustos, porque o amor de verdade deve tocar a individualidade de cada um, amar do jeito certo. E como o amor é criativo, encontra a forma individual e única de ser fecundo em cada pessoa. Não adianta pensar que amaremos todos de forma igual, isso não é possível. Sabendo disso, evitaremos o risco de nos sentirmos pouco amados, simplesmente por sermos amados de forma diferente que os outros.

Para compreender o amor divino, podemos observar as imagens dele existentes no amor humano, um exemplo fácil é o de uma mãe, que, com a mesma intensidade de amor, ela ama de uma forma seus pais, de outra o seu esposo, de outra os seus filhos e de outra os seus amigos. Será que o que muda é a intensidade do amor? Não, o que muda é o estilo dele, suas características, e não sua profundidade.

O amor, na forma e na dose certa, é como um medicamento, um fortificante ou uma vitamina, não é ele quem leva ao desenvolvimento, mas é ele que garante que o processo da vida não sofrerá atrofias ou danos permanentes. Nossa identidade surge a partir do estilo de amor que recebemos. Descobrimos-nos filhos a partir do amor de pai e mãe; descobrimo-nos irmãos a partir do amor de nossos irmãos. É o amor que abre nossos olhos a nossa própria identidade, é ele quem dá a sobriedade de vida e nos faz amar e gostar de nós mesmos, desejando sempre ser melhor.

Deus o abençoe e o faça crescer sempre em seu amor.
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02 agosto 2017

A cura interior gera um ambiente familiar saudável


       A cura interior gera um ambiente familiar saudável





      Proporcione a sua família um ambiente saudável e feliz com a cura do seu interior

Uma alma e um coração curados podem nos fazer verdadeiramente livres e felizes? Inicio este artigo com esta provocação, que é um fato: Todos nós queremos ser felizes! Mas será que todos querem trilhar um caminho de cura que possibilite tal felicidade?

Na vida, há dois jeitos de sofrer:

1º) Sofrer por ajeitar a vida, assumindo as consequências que ela nos impõe;

2º) Sofrer por viver a vida desajeitada.



Veja bem: quem “sofre” organizando a vida certamente colherá os frutos desse tempo, mas quem vive continuamente a vida “empurrando-a com a barriga” dificilmente colherá algo de bom.

Por exemplo: tem gente querendo se casar e ter filhos, sem no mínimo se perguntar se, de fato, é chamado para isso. Ou até pode ser chamado a uma vida familiar, mas antes de dar esse passo tão decidido na vida, proponho-lhe a se perguntar: será que hoje você tem condições de assumir todas as consequências de tal escolha? Talvez você esteja carregando fardos pesados do passado e, com isso, remoendo culpas que o asfixiam e impedem de ter uma vida nova.

Trazemos, por algum motivo, traumas, dores, feridas na alma e no coração, as quais, muitas e na maioria das vezes, têm origem nos primeiros anos de vida. Especialistas garantem que a etapa mais importante para a formação de um psiquismo saudável se estrutura nos três primeiros anos de vida e se dá principalmente pelos relacionamentos que tivemos com pai, mãe, irmãos e pessoas próximas. Talvez, hoje, você esteja sofrendo consequências desses anos e dos relacionamentos que viveu. Não é hora de buscar culpados (pai, mãe etc.), mas sim viver a grande oportunidade de reelaborar a vida.
Testemunho

Hoje, sou mãe de uma linda menina de seis meses. Quanta dedicação e empenho com ela! No entanto, mesmo com todo cuidado que tenho e tentando ser uma mãe suficientemente boa, nem sempre acerto; às vezes, cansada e impaciente, acabo não dando o que ela precisava de mim. Então, preciso nessa hora olhar para dentro de mim, sem culpa, mas com coragem de reorganizar meu interior.

Para sermos uma boa esposa, esposo, pai e mãe temos de ter a coragem de realinhar a vida, fazer novas escolhas, ter a coragem de olhar para nossa história familiar e permitir que Deus nos cure. Temos de gastar tempo em olhar nosso interior com a verdade da luz e o amor de Deus.

Muitas vezes, brigamos com nosso cônjuge, mas, no fundo, estamos brigando com nossos pais interiores. Muitas vezes, o motivo dos desencontros entre os casais são os mesmos motivos que os atraíram.
Por que isso acontece?

Colocamos no outro nossas projeções. Projetamos nele o que trazemos em nossa psique. Colocamos no esposo, na esposa, as figuras maternas e paternas. Exemplo: quando não se teve um pai que desse limites e incentivasse, oferecendo segurança à filha em sua primeira infância, adolescência e juventude, essa mulher, na fase adulta, poderá crescer com uma ausência interior, estará à procura de um homem que lhe ofereça segurança e firmeza, isso tudo inconscientemente. Ao se casar com um homem que lhe coloque em “seu lugar”, ela, de forma inconsciente, dirá: “Se nem meu pai fez isso, quem é você para agir assim?”. Na verdade, ela quer, sim, que seu esposo lhe dê segurança, firmeza e coloque-a no lugar de mulher.

Para a cura ocorrer é necessário tomar consciência disso e assumir a história dando a ele um novo final. Quando ela brigar com o esposo devido a isso, deve abaixar a guarda e dar oportunidade a si mesma de refazer sua história. Não que o esposo vá assumir o lugar do pai, mas ele poderá ajudar em seu processo de cura.


Isso é sério e acontece muito mais do que imaginamos, sendo o casamento uma grande fonte de integração desses conteúdos, mas se você não estiver aberta ao processo de cura, ele será para você mais um desajuste interior.
Processo de cura interior

Tal processo pode também ser vivenciado na vivência da paternidade/maternidade. Exemplo: o homem que não quer crescer interiormente sempre teve o que quer, não sabe o preço do sacrifício. Esse homem, certamente, quando vier a ser pai, competirá com o filho, unindo-se a ele na necessidade de cuidados.

Reflito com você três pontos necessários para a cura interior:

– tomar consciência diante de Deus, que lhe revela quem verdadeiramente você é, em uma boa terapia psicológica, diretor espiritual e amigos verdadeiros;

– assumir a própria vida nas mãos, não ir atrás de culpados nem trazer sobre si a avalanche da culpa;

– fazer novas escolhas e perdoar quem o feriu, pedir perdão e dar o perdão a si mesmo. A partir do que aconteceu em sua vida, sempre terá escolhas a fazer.

Concluo com um testemunho: meu esposo e eu tivemos a oportunidade de acolher em nossa casa um médico psiquiatra (com doutorado e tudo mais). Nessa época, eu estava grávida da minha filha e nós fizemos a seguinte pergunta a ele:

“Temos, em nossa família, casos de depressão e bipolaridade. Nossa filha como pode ser influenciada por tal genética familiar?” Ele simplesmente nos respondeu: “Hoje, a medicina compreende que existe a epigenética (definida como modificações do genoma que são herdadas pelas próximas gerações). Como vocês dois vivem em um ambiente saudável, passam constantemente pela cura interior, estão fazendo novas escolhas, muitas delas diferentes das que suas gerações passadas fizeram. É bem provável que sua filha não sofra com os danos que suas famílias trazem na ordem psíquica. Vocês, por causa da vida nova que vivem como família, estão modificando o DNA para uma realidade mais saudável.

Encerro, assim, como iniciamos no título: a cura interior gera um ambiente familiar saudável.
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31 julho 2017

O que é preciso fazer para curar os afetos e as emoções?


    O que é preciso fazer para curar os afetos e as emoções?

A restauração de nossos afetos e das nossas emoções só se tornarão possível quando nos abrirmos ao amor divino e ao amor humano


Muitos de nós precisamos conquistar cura e equilíbrio em nossos afetos, visto que somos seres profundamente relacionais e, justamente por isso, colecionamos feridas que nasceram dos relacionamentos que experienciamos na vida. Nascemos e vivemos em um contexto profundamente relacional, pois, desde a mais tenra idade, encontramo-nos ligados a outras pessoas na família, na escola e, posteriormente, no trabalho.




Ninguém nasce para viver sozinho. Todos precisam de amigos, de relações calorosas e afetuosas, de uma família etc. É natural do ser humano o desejo de estar emocionalmente conectado e, quando essa necessidade não é satisfeita ou quando é vivida de maneira desequilibrada, acontece um intenso sofrimento psicológico/emocional que acaba nos marcando com profundas feridas.

Aqui, mais uma vez ressalto, com clareza e objetividade, que a causa de nossas feridas afetivo/emocionais estará sempre ligada à experiência do amor, a sua ausência ou a sua incorreta expressão e vivência. Afirmo, mais uma vez, que apenas o amor poderá curar as feridas por ele ocasionadas. Não, obviamente, a experiência de “qualquer amor”, mas de um amor que seja verdadeiro e que realmente nos devolva à vida.

Para um autêntico processo de cura, faz-se necessário, inicialmente, abrir-se inteiramente à experiência do amor de Deus, que é infinito e incondicional, acolhe-nos como somos e nos abarca em nossas afetivas necessidades. Por consequência, abrir-se à experiência do amor humano, visto que todos temos a necessidade de amar e sermos amados para alcançarmos a cura e o equilíbrio interior.

:: O que é cura interior?

A derradeira restauração em nossos afetos só se tornará possível, como bem expressou a Encíclica Deus Caritas Est, com a união de dois amores em nosso coração: o humano e o divino, o Eros e o Ágape. Serão essas, pois, as duas realidades que transformarão nossas emoções: o amar e ser amado, na dimensão humana, e o permitir-se ser amado por Deus, também amando-O. Será este o amor que nos curará e nos devolverá à vida, visto que ele traz em si a perene possibilidade de nos ressuscitar, transformando nossos emocionais invernos em belíssimas primaveras.

Lamentavelmente, muitos são os corações que colecionam profundas feridas emocionais em virtude de, na vida, só terem experienciado “relacionamentos de troca”. Em tais relacionamentos, o afeto é ausente e imperam unicamente a cobrança e os pessoais interesses. Em virtude dessa realidade, tais corações não se sentiram amados e “aprovados” por aquilo que verdadeiramente são, sendo sempre acostumados a “pagar” para receberem o afeto e a alheia aprovação.

Essas pessoas só eram amadas e valorizadas quando davam algo em troca, correspondendo aos interesses egoístas de alguém. Este imperfeito modelo de relacionalidade, acrescenta, ainda que de forma velada pelo inconsciente, agudas marcas e feridas no coração. Essa prática é, infelizmente, muito comum e, ao mesmo tempo, extremamente prejudicial, visto que gera uma concepção utilitarista do amor por meio do qual o afeto será falsamente ofertado no “mercado” dos interesses pessoais, na maioria das vezes, acentuadamente egoístas. Assim, o coração humano se sente constantemente usado e abusado e, por consequência, vazio de amor e afeto em um verdadeiro raquitismo emocional, o qual fará se ausentar de sua compreensão a crença no imenso valor presente em sua vida e em sua história. Tal concepção e comportamento é, sem dúvida alguma, a gênese de muitas feridas e deformidades emocionais contemporâneas.

Para dar concretos passos nesse processo de cura, precisaremos nos empenhar para construir relacionamentos de comunhão; não de troca. Na comunhão, as iniciativas de amor são livres e realizam o ofício de vivificar a essência do bem no coração. Esses relacionamentos não exigem nada (nenhuma paga) em troca do amor. É claro que eles não são mágicos nem caem do céu, mas precisam, obviamente, ser construídos com paciência e, sobretudo, com constantes iniciativas de amor.
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29 julho 2017

É tempo de clamar o Espírito Santo



                  É tempo de clamar o Espírito Santo


                 Entenda a beleza e a importância de clamar o Espírito Santo de Deus



No alto da Cruz, quando Jesus morreu, entregou o “Espírito”. Não é apenas uma citação de um salmo, mas a realidade da entrega do Espírito à Igreja nascente do lado de Cristo, fonte de graça e vida para todos. No dia da Ressurreição, aparecendo aos seus discípulos, soprou sobre eles e lhes concedeu o Dom do Espírito Santo, garantia da Paz e do Perdão, do qual são portadores, para levar ao mundo inteiro. Na manhã gloriosa do Pentecostes, o vento impetuoso e as línguas de fogo, o assombro da multidão e o anúncio de Jesus Cristo, quando todos os presentes em Jerusalém os entendem, tudo expressa, na “inauguração” da Igreja, o tempo novo que se inicia, o tempo do Espírito, que se estende até a vinda gloriosa do Senhor, no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos! É o Mistério Pascal que se realiza e a Igreja, nos últimos cinquenta dias, conduziu-nos, como mãe pressurosa, a viver cada uma das etapas do único e mesmo mistério. Podemos até unir, como numa única palavra, Morte-Ressurreição-Ascensão-Pentecostes!





E o Espírito Santo continua a conduzir a Igreja. Vêm dele os carismas, ministérios e serviços suscitados no correr dos séculos. Prova disso é o fato de que a Igreja sempre foi inspirada a encontrar os caminhos da caridade, para chegar a todos os recantos e aos corações, com a criatividade que caracteriza seu serviço à humanidade.
Os dons do Espírito Santo


Do Espírito Santo esperamos receber os dons, que nos fazem viver de forma divina a nossa vida nesta terra: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus! De sua presença esperamos os frutos: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5, 22-23).


O Espírito Santo conduz a Igreja, mantendo-a fiel à verdade, sustentando-a para que as portas do inferno não prevaleçam. Todas as crises devidas à condição humana de seus membros, que sabemos ser pecadores, têm sido superadas. Basta recordar os grandes Concílios, com os quais a Igreja buscou com sinceridade a verdade, para anunciá-la corajosamente.


É o Espírito Santo que dá aos cristãos a disposição para o testemunho de Jesus, fecunda uma vida santa nos filhos da Igreja. Ele foi e é o sustento dos mártires, para a audácia do derramamento do próprio sangue pelo nome de Jesus Cristo.


É o Espírito Santo que nos faz proclamar que Deus é Pai – Abba, é ele que nos possibilita reconhecer Jesus como Senhor, é o Espírito Santo que reza em nós! “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos” (Rm 8, 26-27).
O condutor dos cristãos


O Espírito Santo age na Igreja, conduzindo os cristãos das várias confissões na estrada exigente a maravilhosa da unidade, a ser buscada com afinco por todos os que professam Jesus como Senhor. Este é o sentido da Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos, com o tema “Reconciliação” e o lema “É o amor de Cristo que nos move” (Cf. 2 Cor 5, 14-20). Junto com outros cristãos, queremos refletir também sobre os quinhentos anos da Reforma. E o Papa faz inúmeros gestos de aproximação com irmãos e irmãs de outras Igrejas. Na Vigília de Pentecostes, neste Sábado, tenho a alegria de estar com o Santo Padre na Vigília Ecumênica de Oração, em Roma, a se realizar no “Circo Máximo”, um dos lugares históricos do martírio dos cristãos dos primeiros séculos.


O quadro conflitivo em que nossa sociedade se encontra é um grito à unidade dos cristãos. Cabe-nos oferecer ao mundo o testemunho do amor mútuo, superando preconceitos, medos, agressividade, lutas estéreis que só escandalizam as pessoas. Vale buscar o que nos une, que certamente é muito maior do que os eventuais motivos de separação. E podemos começar pelas pessoas mais próximas, estendendo os braços para a reconciliação, valorizando o testemunho de pessoas que fazem parte de outras confissões cristãs, colocando-nos juntos em oração, pedindo os dons do Espírito Santo.


Mais ainda, o Espírito Santo conduz todos os homens e mulheres de todos os tempos na busca da verdade. É ele que planta as Sementes do Verbo de Deus por toda parte, fazendo com que os cristãos abram os seus olhos e seus corações, para identificar e valorizar o bem que é feito, onde quer que esteja!
Oração


Esta é uma ocasião privilegiada para convidar à oração confiante:


Oh vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai, e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor, do Deus excelso o dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai, por ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamais.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz; se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador por vós possamos conhecer. Que procedeis do seu amor fazei-nos sempre firmes crer.


Vinde, Espírito Santo!
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27 julho 2017

Como buscar a cura física e espiritual para a nossa vida e família?


Como buscar a cura física e espiritual para a nossa vida e família?

                          A cura interior é um processo de restauração da alma pela fé

Deus nos dá o poder e a autoridade sobre os três tipos de espírito imundos, que agem sobre nós, para que possamos usar essas autoridades e encontrar a cura de todas as doenças físicas da alma, das lembranças, dos pensamentos, da memória que trazemos e a cura interior.

Eu quero proferir um oráculo profético em nossa vida, porque Deus está nos dando um novo envio, estamos vivendo um tempo sobrenatural da manifestação do Espírito. Deus nós dá, em nome de Jesus Cristo, para a glória de Deus Pai, a autoridade sobre todo o espírito imundo de doenças malignas e enfermidades físicas.




O que são os espíritos imundos?

São os demônios que agem na nossa vida por trabalhos, pactos, consagrações, brechas, pecados, heranças malditas que trazemos de nossos antepassados, mas temos a autoridade de mandá-los embora da nossa vida depois de curar todo o mal das doenças espirituais como o medo, a depressão, os vícios, a tibieza, a contaminação e os caminhos errados.

Portanto, meus irmãos, quais são as curas que Deus pode realizar em nós? Quando tomamos posse da autoridade que temos sobre todo o espírito do mal e enfermidades, podemos encontrar a cura física.
Como acontece a cura?

Ela acontece pela fé! Nós encontramos, na Bíblia, vários textos que pela fé fostes curados. “Vá em paz, que a tua fé te salvou; vá em paz, que os teus pecados foram perdoados”. A fé é uma fonte inesgotável de bênçãos, prodígios e milagres, mas também encontramos a cura pela medicina.

A medicina, a ciência e os remédios, como fala o livro dos eclesiásticos, são uma fonte inesgotável de bênçãos e cura de Deus para a nossa vida. Eu tenho encontrado a graça de testemunhar e ver Deus realizar muitos milagres pela fé, mas também por ela Deus vai levando pessoas a fazerem um tratamento e passar por um processo cirúrgico, para que seja eliminada toda doença física.

Quando tomamos conhecimento de que temos autoridade sobre todos os espíritos imundos e de curar toda as doenças malignas e enfermidades, também encontramos a cura da alma.
Como alcançar a cura espiritual?

Essa cura acontece pela confissão, pois ela é o remédio para a cura da alma. Nós precisamos frequentar a graça que Deus nos concedeu com imensa assiduidade, que são os sacramentos: a Eucaristia e a confissão.

Se queremos a cura da alma, precisamos confessar e receber a absolvição dos pecados. Muitas pessoas ficam doentes do corpo e da alma, tornando-se, muitas vezes, possessa de diversos demônios, porque ficam muitos anos afastados da confissão.

De uma maneira muito simples, podemos dizer que não aguentamos mais que um dia ou dois, no máximo, sem tomar um banho ou sem lavar o nosso corpo. A sujeira que vamos adquirindo diante de tantas contaminações do ar, dos ambientes e dos lugares que passamos vai cansando e tirando a nossa resistência, assim é com a nossa alma. Quanto mais tempo passamos longe do confessionário, mais doentes nós ficamos espiritualmente.

Precisamos buscar essa cura da alma por meio do sacramento da confissão. A Igreja recomenda o sacramento da confissão uma vez por ano, em preparação à Páscoa, mas será que conseguimos ficar um ano sem tomar banho?

Quando entramos no confessionário para buscar a cura da alma, entramos na beira do inferno e saímos pela porta de entrada do céu, porque entramos condenados e saímos absolvidos. Busque a cura física pela fé e medicina, mas não deixe jamais de procurar a cura da alma e do espírito por meio da confissão.
Curando o interior

Temos a cura das lembranças, dos pensamentos, das memórias e aquelas histórias de dor e sofrimento que passamos e encontramos a restauração pela vida de oração, pois este é o nosso remédio.

O mais importante é quando entendemos que temos autoridade sobre todos os espíritos imundos e de curar toda doença maligna e de enfermidade. Portanto, busquemos a cura interior dos ressentimentos, dos recebimentos que trazemos pela história negativa da nossa genealogia e por aquilo que os nossos antepassados fizeram ou que entrou na nossa vida pelas atitudes erradas que possamos ter praticado.
Oração

Eu quero orar, em nome de Jesus e pelo poder das chagas, pelo sangue aspergido e por cada uma dessas chagas como fonte de exorcismo de cura e libertação. Ordeno que seja quebrada toda ação de miséria, doença física e espiritual dos males que possam entrar em sua vida e de sua família.

Eu, em nome de Jesus, ordeno a satanás que ele se retire da vida desses filhos, e sobre eles desça, agora, a graça da unção e do poder que cura e liberta. Que seja derramado a unção de um novo e sobrenatural Pentecostes.
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25 julho 2017

Por que nem sempre Deus atende os nossos pedidos?


          Por que nem sempre Deus atende os nossos pedidos?

                                                  Por que Deus não me escuta?

Essa pergunta é tão antiga quanto a religião, e ainda hoje insiste em ressoar no coração do homem; é este, inclusive, o motivo da revolta de muitos contra Deus: “O Senhor não me ouve”, “Deus não quer saber de mim!”. Mas dizer “O Senhor não escuta minha oração!” equivale quase a dizer “O Senhor não me ama!”.

As pessoas se revoltam, porque lhes custa crer que Deus as ame e lhes queira bem. Não acreditam que o Senhor as ame o suficiente para atendê-las. Mas Ele nos ama e ama muito! Bem diz o salmista: “A palavra ainda não me chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda” (Sl 138,4). Ele sabe tudo, sabe do que necessitamos e pode nos conceder muito além do que pedimos ou pensamos.



São Basílio Magno ensinava: “Pedes e não recebes, porque a tua oração foi malfeita ou sem fé, sem devoção ou desejo, ou porque pediste coisa que não se referia à tua salvação eterna, ou pediste sem perseverança”.

A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Ele, para receber oportunamente os socorros da salvação. Quem pede ao Senhor, humilde e confiantemente, coisas necessárias para esta vida, ora é ouvido por misericórdia, ora não é atendido por misericórdia; porque o médico, melhor que o doente, sabe do que realmente o doente necessita. Ele sabe o que é melhor para nós mais que nós mesmos: “Os pensamentos de Deus são muito mais altos que os meus”. Deus quer o melhor para nós, porque nos ama.
O que acontece então?

Em primeiro lugar, Deus sabe quando deve nos dar aquilo que Lhe pedimos, por isso temos de aprender a esperar, ser pacientes e perseverantes. “Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2,3).

O fato de a nossa oração não ser atendida imediatamente, não quer dizer que o Senhor nos tenha esquecido. Quem n’Ele espera não se decepciona!

Uma máxima latina diz que nossa oração é, por vezes, ineficaz – mali, mala, male petimus –, isto é, pedimos sendo maus (mali), o que é mau (mala), e de maneira má (male). Queremos que o Senhor nos atenda, mas não pretendemos abandonar nossas más ações, continuamos com um coração de pedra, cheios de rancor, ódio e inveja. Um homem guarda rancor contra outro homem e pede a Deus a sua cura. Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados? (cf. Eclo 28,3.5).


Pedimos também coisas más. Por exemplo: pedimos justiça quando, na verdade, queremos vingança, que a pessoa pague pelo mal que nos fez, e tantas outras coisas. Essas coisas, se Deus nos concedesse, provavelmente, comprometeriam nossa salvação.

Pedimos de maneira má, não como filhos, mas como empregados interesseiros, que se aproximam apenas pelo fato de saberem que seu patrão pode beneficiá-los.

Trecho extraído do livro “Quando só Deus é a resposta”, de Márcio Mendes
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23 julho 2017

Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?




       Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?


                                             A fé aproxima o homem de Deus


A fé do cristão é o combustível que o faz transcender os obstáculos e permanecer firmes em Deus. Todo ser humano enfrenta lutas e sofrimentos, mas existe uma diferença entre o crente e o não crente: o sentido da existência humana. O cristão crê que após vivenciar as provações terrenas, em Deus ele será recompensado com a salvação eterna. O não crente vive fugindo das provações, pois deseja viver uma vida terrena sem lutas, somente com bonança, saúde, dinheiro e felicidade. A vida sem fé conduz a pessoa à perda do sentido de sua existência.





Afinal, o que é a fé?


Na Palavra de Deus, encontra-se a seguinte definição: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1). Ou seja, a pessoa espera com uma certeza que não tem explicação humana, por algo que não é palpável.


O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 153, afirma: “A fé é uma graça, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele”. Portanto, é um presente do Senhor para Seus filhos. É a via que conduz o homem a Deus.
Tentações contra a fé


Se a fé é essencial para alcançar o céu, então o inimigo fará de tudo para arrancá-la das pessoas. “A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos, muitas vezes, parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova; podem abalar a fé e tornar-se para ela uma tentação” (CIC número 165).


As doenças, divórcios, sofrimentos, desempregos podem ser algumas das tentações que o inimigo se utiliza para fazer as pessoas duvidarem da ação amorosa de Deus. Inicia-se um processo de afastamento do Senhor, experimenta-se uma crise de fé na qual a existência de Deus é questionada.
Passos para superar a crise de fé


Primeiro: pedir ajuda para pessoas que sejam maduras na fé como um padre, um diretor espiritual ou alguém que é referência para você. Ser muito transparente e livre em seus questionamentos e abrir-se para ouvir os seus conselhos.


Segundo: Sair do foco para viver nos bastidores o combate espiritual. Para quem é líder na Igreja, é tempo de talvez ceder o “cargo” para outra pessoa exercer sua função, enquanto você passa por essa crise. Não é deixar de viver as prática religiosas, atividades missionárias, mas é tempo de ser cuidado para que a luta contra o inimigo não seja desleal.


Terceiro: Contar com o apoio de pessoas que realmente o amam e não o julgam. É uma crise que passará, se for bem vivida, e que produzirá bons frutos de salvação. Deixe as pessoas falarem o que elas quiserem, não se deixe levar pelos comentários e julgamentos, mas compreenda que, no fim da vida, seu julgamento será você e Deus.


Quarto: é importante compreender que Deus jamais violará as leis humanas e a liberdade que Ele mesmo deu para os seus filhos. Exemplo: para o marido voltar para casa, após ter abandonado a esposa, é preciso que ele queira voltar e faça esse caminho de volta. Deus não vai forçá-lo a fazer isso.


Outro exemplo: para que a doença seja curada, é preciso que o tratamento pedido pelos médicos seja realizado. Se Deus quiser curar instantaneamente, é mistério de fé. Mas é importante que o doente, na sua liberdade, escolha fazer todo o processo solicitado pelos médicos.
Deus me ama e consola


Mediante todas as orações não atendidas, as lutas vivenciadas, tenha uma certeza de fé: Deus o ama e consola. A maturidade na fé acontece quando nós crentes aprendemos que Deus não é obrigado a fazer as nossas vontades na hora que desejamos. O que precisamos é do Seu amor e consolo, pois “o justo viverá pela fé” e “perseveramos na fé para a nossa salvação” (Hb 10, 38-39).
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21 julho 2017

O que fazer quando perdemos a vontade de rezar?


        O que fazer quando perdemos a vontade de rezar?





                                           Perdi a vontade de rezar. E agora?

Há horas em que não sinto a menor vontade de dialogar com algumas pessoas, mas, porque preciso, acabo deixando minha vontade de lado e vou ao encontro delas, converso, trabalho, convivo e sigo em frente. Com Deus não é diferente. Às vezes, envolvo-me tanto com as coisas, que não sinto vontade de falar com Ele, ou seja, de rezar, mas porque sei que preciso e, até mais, dependo da Sua graça, vou ao Seu encontro por meio da oração.



É claro que isso exige empenho e perseverança, porque, na verdade, a vida de oração é um conquista diária; e como nenhuma conquista é isenta de lutas, é preciso lutar para ser orante. Aliás, Santa Teresa de Jesus afirma, em sua autobiografia, que oração e vida cômoda não combinam em nada; ela lembra ainda que uma das maiores vitórias do demônio é convencer alguém de que não é preciso rezar. Ou seja, quando o assunto é vida de oração, é preciso ter consciência de que se trata de um luta espiritual, e para vencer o único caminho é rezar com ou sem vontade. Até porque, como diz o ditado popular, “vontade dá e passa”. Se eu escolho deixar-me guiar apenas pelo meu querer, corro o risco de ser vazia, sem sentido.
Deserto espiritual

Eu sei que, com o passar do tempo e o acúmulo de atividades, corremos o sério risco de, aos poucos, irmos deixando a oração de lado ou rezarmos de qualquer jeito, até chegarmos a um “deserto espiritual” e termos uma certa apatia quando o assunto é oração. Mas é justamente, nesta hora, que precisamos ir além dos sentimentos e considerarmos que o “deserto também é fecundo” quando vivido em Deus, e pela sua misericórdia em nossa vida tudo é graça!

Consolações e desolações, alegria e tristeza, perdas e ganhos, tudo é fruto do amor de Deus, o qual permite vivermos as provas enquanto nos chama a crescermos e frutificarmos em toda e qualquer situação. Portanto, no ponto em que você está agora, volte a fixar sua alma em Deus e permita que Ele lhe devolva a si mesmo, pela força da oração.

Ao absorvermos tanta agitação e estímulos em nossos dias, acabamos perdendo o contato com nossa verdadeira essência, e ficamos tão distraídos e preocupados com tudo o que está acontecendo a nossa volta, que acabamos fragmentados, confusos e inseguros, sem nos lembrarmos de onde viemos, onde estamos e menos ainda para onde vamos. Só Deus pode nos reorientar.

Jesus tinha consciência disso quando disse a Seus discípulos: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação” (Mateus 26,41); eu diria, principalmente, a tentação de esquecer quem é você e qual é o seu papel neste mundo.
Então, vamos rezar?

Deixo aqui algumas pistas que podem servir para abrir caminho no seu relacionamento com Deus. Quando encontrar sua própria trilha, caminhará livremente e cada vez mais experimentará a alegria, que está na presença d’Ele por meio da oração.

1- Escolha o horário e o tempo que quer dedicar à sua oração e procure ser fiel a esse propósito. Assim como nos alimentamos diariamente, a oração deve ser o alimento diário da alma, aconteça o que acontecer.

2- Fundamente sua oração na Palavra de Deus e na Sua verdade. Fale com Ele com confiança e sem reservas, como quem fala com um amigo. Agindo assim, encontrará a paz e a harmonia interior que tanto procura, pois, como ensina São João da Cruz, “o conhecimento de si mesmo é fruto da intimidade com Deus, e é o meio essencial para a liberdade interior”.
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3- Reze com humildade, detendo-se sempre na palavra: “Seja feita a vossa vontade”. Lembre-se de que sua oração não pode ser movida simplesmente por gosto ou exigência, mas, acima de tudo, por gratuidade e confiança na misericórdia de Deus.

4- Pratique o que você rezou e não desvincule suas obras da oração, pois uma coisa tem tudo a ver com a outra. Caridade, perdão, alegria, confiança, fraternidade e paciência são características de quem reza.

5- Tenha seu próprio ritmo de oração. A imitação e a comparação não ajudam em nada. A vida dos santos, por exemplo, são setas que apontam para o céu, mas é você quem deve dar seus próprios passos para chegar até lá. Desejo que em cada amanhecer e também nas “noites escuras” você experimente pela oração o amor e a verdadeira felicidade, uma vez que esta consiste em amar e sentir-se amado. E ninguém nos ama tanto quanto Deus. Se alguma vez você perder a vontade de rezar, já sabe o que deve fazer: reze assim mesmo e seja feliz!
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