22 fevereiro 2017

Deus tem nos visitado?


                           Deus tem nos visitado?

Talvez seja hoje o tempo das visitas de Deus. Precisamos estar atentos para perceber seu significado


Quanto a mim, a resposta é positiva. Ouso dizer que você também é alvo das visitas de Deus. A questão é: qual importância temos dado a essas visitas?

Certa vez, ao comemorar meu aniversário, tinha a certeza de que Deus me visitaria de maneira especial. Fiquei atenta e imaginei várias maneiras pelas quais Ele poderia vir ao meu encontro, mas não esperava que fosse de um jeito tão exclusivo.

Imagine só! Naquela época, eu morava no terceiro andar de um prédio em pleno Rio de Janeiro; um passarinho –- que desconheço a espécie -– veio fazer seu ninho justamente na plantinha que estava em minha varanda!


Acolha com carinho a visita de Deus

O interessante é que tudo já vinha sendo preparado há algum tempo, pois o ninho estava pronto com dois ovinhos; e só percebi isso no dia de meu aniversário… Fala sério! Não é carinho de Deus?

Quem quiser pode chamar de coincidência, mas eu prefiro acolher como manifestação de amor, visita de Deus!

Monsenhor Jonas escreve nos Nossos Documentos internos da Comunidade Canção Nova: “Há momentos que o Senhor nos visita pessoalmente. É Ele quem toma a iniciativa e cria as circunstâncias para que isso aconteça. É necessário ser sensível a essas visitas. Um momento desses, que se cede à iniciativa do Senhor, vale por dias inteiros de busca e empenho pessoal. É uma graça incalculável!”.

É certo que Deus nos visita de várias formas; às vezes, no amor, dando-nos presentes, mas, às vezes, na dor, no sofrimento. A iniciativa, no entanto, é sempre d’Ele; e acolher com docilidade é nossa parte para colhermos todo bem que Ele quer nos proporcionar.

Deus me conhece e sabe o quanto gosto da vida, da natureza e quis manifestar seu amor com um presente bem original.

Aquele passarinho me fez lembrar da minha infância, quando morava num sítio e estava sempre em contato com a beleza da criação. Às vezes, encontrava algum ninho de pássaro. Voltei no tempo por instantes e até esqueci que os anos se passaram. Como criança, fui correndo espalhar a feliz notícia para todos e adotei o passarinho como meu, até que ele cumprisse seu oficio de gerar os filhotes e voasse.

Recebi vários presentes naquele dia e outras manifestações de carinho. Sou grata por todos, mas nenhum superou este.
Em cada visita de Deus, existem lições a serem aprendidas

Na tentativa de compreender o recado de Deus com esse acontecimento, colhi várias lições. O pássaro não constrói seu ninho num piscar de olhos nem de um dia para outro: exige-se tempo e dedicação. A Palavra de Deus diz que “há um tempo para cada coisa debaixo do céu”. Talvez seja hoje o tempo das visitas de Deus; preciso estar atenta para perceber seu significado.

Cada vez que via aquele pequeno pássaro a chocar seus ovinhos, lembrava-me que preciso, a exemplo dele, ser mais corajosa, dedicada na missão que tenho a cumprir, paciente e perseverante.

O interessante é que o pássaro não larga o ninho por qualquer ameaça. Cheguei perto dele para observar melhor e percebi que começou a respirar mais forte, demonstrava medo, porém, permaneceu no ninho, como a dizer-me: “Não abro mão de minha missão. Por ela dou a vida!”.

Aquele pássaro fez-me refletir como tenho assumido a missão que Deus me confiou: “Diante das ameaças e perigos, saio voando ou aguento firme, disposta a dar a vida?

Essa reflexão tem me aproximado de Deus e encorajado-me. Acredito que essa foi a intenção do presente!

Tomara que Deus o visite também por estes dias. Fique atento!
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20 fevereiro 2017

Deus segurou minha mão


                           Deus segurou minha mão

Peço ao Senhor que nos desperte, hoje, para percebermos Seu jeito de nos visitar e dirigir nossas vidas


Há cenas que marcam a vida da gente para sempre. Algumas são boas, outras não; algumas são simples, outras fortes. Quer as percebamos ou não, o certo é que nossa história vai sendo construída a partir das “cenas nossas de cada dia”.

Aqui, destaco uma delas, a qual não pretendo esquecer jamais! Eu voltava para casa, depois de um dia “daqueles”, quando, por mais que tenha me esforçado, não dei conta de fazer tudo o que havia planejado. Então, voltei para casa meio incompleto, com vontade de esticar as horas e trabalhar noites adentro só para, no final, sentir-me vitoriosa. Já viveu algum dia assim?



Quando eu já ia atravessar a avenida, veio em minha direção uma menina aparentando uns três anos de idade, com traços de criança da periferia. Do nada, ela estendeu a mãozinha em direção a minha e a segurou forte. Caminhava com uma senhora que devia ser sua mãe, não me pediu nem falou nada. Sinceramente, não sei o que a levou a ter aquela atitude. Foi uma cena rápida, quando pensei em falar algo, a criança já não estava ao meu alcance. Mesmo confusa, eu disse para minha colega: “É Deus falando comigo, pode crer!”.

Segui pensando naquela mãozinha tão pequena e delicada. Por que segurou a minha mão? Hoje, acredito que Deus me visitou naquela criança, como que a me dizer: “”Fique tranquila, o que você não pode fazer, eu faço por você””.

O certo é que voltei para casa em paz, confortada pela divina visita. Acredito que cenas assim acontecem todos os dias e nosso coração deve estar atento a elas.

A dureza dos muros, cada vez mais altos, as grades e as cercas de segurança, de certa forma até necessárias em nossos dias, não podem isolar também nosso coração, tornando-o insensível à ação de Deus. Geralmente, quem é insensível é solitário e vazio, portanto, triste. Talvez, seja por isso que nossa humanidade padeça, cada vez mais, de solidão.

A esperança contagiante, própria de um coração tocado por Deus, precisa atravessar os muros e a corrupção, para atingir a alma de cada ser humano. Somos agentes de um mundo novo!

Van Thuan escreve em seu livro ‘Testemunhas da esperança’: “Em Cristo foi-nos dada a luz da verdade, a restauração da liberdade, e diante das forças do mal, uma nova capacidade de amar. Cristo veio ao encontro da miséria humana e implantou a filosofia do amor autêntico. Esse não é racional, não ergue barreiras nem levanta grades; não recorda as ofensas recebidas e não impõe condições. Cristo age sempre por amor e para Ele não existe fronteiras.”

Somos cristãos, e como tais não podemos agir de forma diferente. Acredito que quanto mais a humanidade conhecer esse amor e experimentar seus efeitos, tanto menos solitários teremos, e as grades já não terão o mesmo efeito do agora. É da que brota a esperança e a disposição para amar, por essa razão, sei que preciso viver de acordo com o que acredito. Cristo está vivo e tem me visitado. Ontem mesmo, Ele segurou minha mão.

Peço ao Senhor que nos desperte, hoje, para percebermos Seu jeito de nos visitar e dirigir nossas vidas. Fiquemos atentos às “mãozinhas” que virão até nós, pode ser um jeito de Deus expressar Sua presença.
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18 fevereiro 2017

Como não cair na rotina do casamento?


               Como não cair na rotina do casamento?

                 Reflita algumas dicas para não deixar o casamento cair na rotina


Quem busca construir um casamento feliz, provavelmente, já percebeu que o amor é a base de tudo. Por sua própria natureza, ele é forte, dinâmico, criativo e, por isso, coloca-nos sempre em movimento. No entanto, para manter acesa a centelha do amor entre o casal, é preciso estar atento a alguns aspectos importantes, e um deles é fugir da rotina. O relacionamento passa naturalmente por fases, quando acontece, por exemplo, o enamoramento, um tempo cheio de descobertas, geralmente marcado pela jovialidade do casal com inúmeras opções de atividades, sobrando pouquíssimo tempo até mesmo para pensar em rotina. Depois, vem o noivado com as realidades próprias dessa fase, onde o conhecimento se aprofunda e já surgem as ideias para a construção do novo lar, o envolvimento com a família, a preparação da festa de bodas etc.; é também muito raro o casal ser atingido pela rotina nessa época.

Até mesmo nos primeiros meses ou anos de casados o clima de descobertas e entusiasmos mantêm o relacionamento em estilo “lua de mel”. Depois, vem a gravidez, os filhos, e as ocupações mudam de foco. Aí, se não estivermos atentos, a rotina se instala e pode abalar as estruturas que o amor levou tanto tempo para firmar. Então, surge a pergunta: como fugir da rotina no casamento? Existem muitos passos que podem serem dados. Indico cinco, os quais considero mais importantes, e fico na torcida para que, colocando-os em prática, seu casamento seja fecundo, feliz e renovado pelo amor a cada dia!


Partilhar antes de tudo

Cada pessoa é única e seu jeito de amar e demonstrar amor também são exclusivos, por isso a partilha é fundamental. Quer fugir da rotina? Comece por uma boa conversa com seu cônjuge a respeito do relacionamento.

Tenha a coragem de perguntar o que ele pensa, o que sente e o que gostaria de fazer para avivar a chama do amor que os uniu. Muitas vezes, temos ideais maravilhosas quando o assunto é demonstrar amor, mas será que a pessoa amada concorda com nosso jeito de amar? É muito importante partilhar o que se pensa e sente para conhecer mais e crescer no amor.
Cuide bem do que é seu

Desde criança, fui aconselhada a cuidar bem do que me era dado, mesmo que fosse um simples brinquedo, um sapato etc. Acredito que isso também se aplica quando o assunto é relacionamento.

Penso que cuidar do casamento é como cultivar uma planta: você a recebe linda e cheia de vida, e, se continuar cuidando dela de maneira adequada, certamente vai viver bem e florescer diante dos seus olhos. Se não cuidar, ela vai gradativamente murchar e morrer. Então, se você quiser saber como sair da rotina no casamento, primeiro reveja suas atitudes. Pense como você tem cuidado da pessoa que Deus lhe deu.
Priorize o relacionamento

À medida que os compromissos próprios de uma vida a dois vão se tornando rotina, a tendência é o casamento entrar no pacote. Há sempre uma conta para pagar, uma casa para arrumar, um trabalho extra para fazer; e quando você finalmente tiver terminado tudo, o que mais deseja é simplesmente dormir.

Nessas situações, a tendência é ir deixando para amanhã o tempo exclusivo que dedicaria ao seu cônjuge. Porém, no dia seguinte, surgirão novas atividades e você provavelmente não vai ter um tempo livre. Então, a dica é: caia na real e coloque seu amor no topo da lista de prioridades. Se for preciso, até marque na agenda, mas não abra mão de um tempo dedicado só a ele. Converse, ouça, olhe nos olhos e fique juntos sem dividir o tempo com ninguém, inclusive com o celular, que, aliás, tem roubado o tempo de qualidade que o amor merece.
Passeiam juntos

Lembra do início do relacionamento quando só em pensar em sair juntos era motivo para ser feliz? Pois é, no casamento isso pode e deve continuar acontecendo. Mesmo que já tenham filhos e o dinheiro seja pouco, sair junto, nem que seja para tomar um suco na esquina, é uma das melhores dicas de como fugir da rotina.

Para isso, programe-se: vista-se bem, use um bom perfume e vá com boa vontade, de coração aberto, pensando na felicidade que é amar e ser amado. No encontro, evite conversar sobre os filhos e tarefas de casa. Se possível, pode até voltar no tempo e relembrar o que os uniu. Se foi o amor pelos livros, por exemplo, que tal visitar uma livraria? Se gostam de praia, que tal caminhar na areia do mar de mãos dadas? Agindo assim, vão manter o foco em uma atividade prazerosa e, além do mais, sair da rotina.
Demonstre amor com gestos

Dom Bosco tem uma frase famosa que diz: “Não basta que os jovens saibam que são amados, eles precisam sentir o amor”. Acredito que no relacionamento também é assim. Por mais que o outro saiba que você o ama, é preciso manifestar o amor; nessa hora, os pequenos gestos fazem toda diferença! Um telefone fora de hora só para dizer “eu te amo”, uma flor, um bilhetinho apaixonado, um presente fora de datas comemorativas, elogios espontâneos e tantas outras coisas simples que, oferecidas com amor, fazem toda diferença. Na verdade, o casal não precisa de grandes coisas para ser feliz, precisa é dar e receber atenção, dedicar-se e cuidar do outro, rompendo com a rotina no relacionamento todos os dias.

Todas essas dicas, apesar de importantes, não podem tirar a espontaneidade do casal. De vez em quando, deixe espaço para o improviso e dê liberdade para as coisas acontecerem naturalmente. Traçar a rotina de todos os fins de semana, por exemplo, faz com que pareça que todos são iguais e assim por diante. Então, fique atento, priorize realmente o amor em sua vida e verá que não é tão difícil assim fugir da rotina e ter um casamento feliz!
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16 fevereiro 2017

Como deve ser a espiritualidade da família?


            Como deve ser a espiritualidade da família?

A espiritualidade da família é formada por alegria, festa, sexualidade, descanso e sofrimentos


Muitos casais, acostumados a uma participação ativa na comunidade e a um ritmo na vida de oração, sentem-se um pouco confusos, se estão crescendo em sua espiritualidade. É que o matrimônio, a chegada ou não dos filhos e tantos acontecimentos que influenciam na família acabam por causar consequências no dia a dia. É aí que surgem dúvidas. Algumas pessoas acham que a família é empecilho para uma vida no Espírito. Na verdade, é o contrário, a vida em família “é um percurso de que o Senhor Se serve para levá-la às alturas da união mística”, conforme ensina o Papa Francisco na Exortação Pós-sinodal Amoris Laetitia.



Espiritualidade feita de gestos concretos

“A espiritualidade do amor familiar é feita de milhares de gestos reais e concretos. Deus tem a sua própria habitação nessa variedade de dons e encontros que fazem maturar a comunhão”, orienta o Papa. O dinamismo das relações favorece características fundamentais dessa espiritualidade específica. A intimidade do amor conjugal dá glória a Deus.

“O Senhor habita na família real e concreta, com todos os seus sofrimentos, lutas, alegrias e propósitos diários. Quando se vive em família, é difícil fingir e mentir, não podemos mostrar uma máscara. Se o amor anima essa autenticidade, o Senhor reina nela com sua alegria e paz”, acrescenta. O Papa explica que a família vive sua espiritualidade própria, sendo uma igreja doméstica e uma célula viva para transformar o mundo.
Vida no Espírito

Pessoas que “têm desejos espirituais profundos não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito”. A graça divina é alcançada, pouco a pouco, por meio da vida matrimonial. Dificuldades e sofrimentos oferecidos por amor nos permitem participar no mistério da cruz de Cristo. Momentos de alegria, descanso, festa, sexualidade são sentidos como uma participação na vida plena da sua Ressurreição.

Gestos cotidianos moldam a família em espaço teologal, possibilitando experimentar a presença mística do Senhor ressuscitado. A espiritualidade matrimonial advém do vínculo habitado pelo amor divino. Dedicação que une humano e divino, porque está cheia do amor de Deus.

Oração em família

Meio privilegiado para expressar e reforçar essa fé pascal é a oração em família. Papa Francisco indica “alguns minutos, cada dia, para estar unido na presença do Senhor vivo”. Nesses momentos, é possível dizer a Deus o que nos preocupa, rezar pelas necessidades familiares, orar por alguém necessitado, pedir ajuda para amar, agradecer pela vida e as coisas boas, suplicar a proteção de Nossa Senhora.

“Com palavras simples, esse momento de oração pode fazer muito bem à família. As várias expressões da piedade popular são um tesouro de espiritualidade para muitas famílias. O caminho comunitário de oração atinge o seu ponto culminante ao participarem juntos na Eucaristia, sobretudo no contexto do descanso dominical. Jesus bate à porta da família para partilhar com ela a Ceia Eucarística”, diz Amoris Laetitia.
Amor por toda vida

“Quem não se decide a amar para sempre é difícil que possa amar deveras um só dia”, afirma o Papa Francisco. “É uma pertença do coração, lá onde só Deus vê. Cada manhã, quando se levanta, o cônjuge renova diante de Deus essa decisão de fidelidade, suceda o que se suceder ao longo do dia”, completa o Santo Padre.
Família não é realidade perfeita

Nessa busca por crescimento, consola-nos a afirmação do Papa Francisco de que “nenhuma família é uma realidade perfeita e confeccionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar”. Essa consciência nos impede de julgar nossos vizinhos com dureza e nos permite avaliar o percurso de nossa família “para deixar de pretender das relações interpessoais uma perfeição, uma pureza de intenções e uma coerência que só poderemos encontrar no Reino definitivo”.
Que queres que te faça?

Ao finalizar este texto, sugiro um exercício especialmente para os casais. Imitando a atitude de Jesus, que se coloca diante do cego Bartimeu com toda disponibilidade: “Que queres que te faça?” (Mc 10, 51), coloque-se diante do seu cônjuge e pergunte: “Que queres que te faça?”. Quando uma pessoa se entrega gratuitamente, é consequência estar diante do outro e esquecer-se de tudo o que existe em redor. Logo, você vai ver a ternura florescer, suscitará em todos a alegria de se sentir amado.
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14 fevereiro 2017

A felicidade mora no lar


                            A felicidade mora no lar

             A família é base e a felicidade do homem, por isso construa um lar

“Os momentos mais felizes da minha vida foram aqueles poucos que pude passar em minha casa, no seio de minha família” (Tomas Jefferson, ex presidente dos EUA).

A maior alegria é colhida, a cada dia, na família. Eu não trocaria por nada toda a vida que vivi em meio aos meus familiares. A alegria de gerar os filhos, educá-los e conviver com eles faz a nossa maior felicidade. Infelizmente, muitos estão enganados, pensando que podem buscar a felicidade fora do lar. Não faça isso. Faça a sua vida girar em torno de um lar, pois nada nos faz tão felizes como aquilo que construímos com a nossa vida, com a nossa luta e dedicação.



A realidade que mais nos aproxima da ideia do paraíso é o nosso lar. Um homem não pode deixar para o mundo uma herança melhor do que uma família bem criada. Alguém disse que o mundo oferece aos homens e aos pássaros mil lugares para pousar, mas apenas um ninho. Um homem que não for feliz no lar, dificilmente o será em outro lugar. O homem percorre o mundo à procura da felicidade, mas volta para casa e a encontra lá.
Felicidade do lar

Leon Tolstói disse que “a verdadeira felicidade está na própria casa. Entre as alegrias puras da família e o carinho da pessoa amada é que somos felizes”. Todo homem pode deixar para este mundo uma grande herança: um seio familiar bem constituído. Terá, então, prestado um grande serviço à pátria e a Deus.

Tudo isso nos ensina que não há autêntica e duradoura felicidade construída fora do lar. Até quando nos deixaremos enganar, querendo buscar a felicidade tão longe, se ela está bem junto de nós? A família é o nosso complemento, a base da sociedade. Nela somos um indivíduo reconhecido e amado; não apenas um número de RG ou CPF.
Na família somos amados

É no seio da família que cada pessoa faz a experiência própria do que seja amar e ser amado, sem o que jamais será feliz. Quando a família se destrói, a sociedade toda corre sério risco; e é por isso que temos hoje tantos jovens delinquentes envolvidos nas drogas, na bebida e na violência. Muitos estão no mundo do crime, porque não tiveram um lar.

Sem dúvida, a maior tragédia do mundo moderno é a destruição da família. As separações arrasam com os casamentos e, consequentemente, com as famílias. Os filhos pagam o preço da separação dos pais, sofrem com isso. Quando as famílias eram bem constituídas, não havia tantos jovens envolvidos com drogas e com a violência, com a homossexualidade e a depressão. Mais do que nunca, o mundo precisa de homens e mulheres dispostos a constituir famílias sólidas, edificadas pelo matrimônio, onde os esposos vivam a fidelidade conjugal e se dediquem de corpo e alma ao bem dos filhos. É isso que dá felicidade ao homem e à mulher.

Infelizmente, uma mentalidade consumista, egoísta e comodista toma conta do mundo e das pessoas cada vez mais, impedindo-as de terem filhos e famílias sólidas. Ora, é preciso entender que não há, na face da Terra, algo mais nobre e belo que um homem e uma mulher possam fazer do que gerar e educar um filho. Nada pode ser, nem de longe, comparado à vida humana. Nem toda riqueza que há debaixo da terra vale uma só vida humana, porque esta é criada à imagem e semelhança de Deus, dotada de inteligência, liberdade, vontade, consciência, capacidade de amar, cantar, sorrir e chorar. O que pode ser comparado a isto?

Nada pode nos dar tanta satisfação do que ver seu filho nascer, ensiná-lo a andar, falar, escrever e seguir o seu caminho neste mundo. A felicidade do lar está também no relacionamento saudável, fiel e amoroso dos cônjuges. Sem fidelidade conjugal a família não se sustenta; e essa fidelidade tem um alto preço de renúncia às tentações do mundo, mas produz a verdadeira felicidade. Marido e mulher precisam se amar de verdade e viver um para o outro, absolutamente, sem se darem ao direito da menor aventura fora do lar. Isso seria traição ao outro, aos filhos e a Deus.
Preserve sua família

Não permita que o seu lar se dissolva por causa de uma infidelidade de sua parte. A felicidade tem um preço; na família, temos de pagar o preço da renúncia ao que é proibido. Não se permita a menor intimidade com outra pessoa que não seja o seu esposo ou sua esposa. Não brinque com fogo.

A grande ameaça à família é a infidelidade conjugal. Muitos maridos e esposas traem os seus cônjuges e trazem para dentro do lar sua infelicidade própria e a dos filhos. Saiba que isso não compensa jamais. Não destrua em pouco tempo aquilo que foi construído em anos de luta. Se você destruir a sua família estará destruindo a sua própria felicidade.

Marido e mulher precisam viver um para o outro e ambos para os filhos. Um poeta disse que viu a mulher na mão do homem como uma harpa que ele não sabia tocar, e ouviu-o queixar-se, porque os sons não eram melodiosos.
Construção de um lar

O casal precisa saber se perdoar, porque se um não perdoa o outro em suas pequenas falhas, jamais desfrutará de suas grandes virtudes. A felicidade do casal pode ser muito grande, mas isso depende de que ambos vivam a promessa do amor conjugal. Amar é construir o outro, ajudá-lo a crescer, a vencer seus problemas. Amar é construir alguém querido com o preço da própria renúncia. Quem não está disposto a esse sacrifício nunca saberá o que é a felicidade de um lar.

O casal precisa ser unido profundamente. Eles devem ser como uma só pessoa. A vida deles deve ser vivida a dois: os mesmos planos, os mesmos projetos, os mesmos valores. Deve ser com a união do café com leite, que ninguém mais pode separar.

Os rios Negro e Solimões se unem para formar o grande Amazonas, e ninguém mais os separa; é assim que deve ser um casal, unidos por toda a vida. Mas isso tem um preço: a renúncia de cada um para viver para o outro. Sem saber dizer não para nós mesmos, não seremos capazes de dizer sim para o outro.

O homem não precisa trocar de mulher para ser feliz. É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a sua vida, quanto dizer que um violonista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música. Se alguém não sabe tocar violino, não adianta trocá-lo.

Aprenda que a felicidade não é conquistar uma mulher diferente a cada dia ou conquistar um homem a cada dia, mas conquistar a mesma mulher ou o mesmo homem todos os dias.

A felicidade dos pais está na geração e na educação de seus rebentos, porque essa é uma missão do casal, a qual é dada por Deus.

Acreditar que basta ter filhos para ser pai é tão absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser músico. Ser pai e ser mãe é muito mais do que gerar filhos, é educá-los em todas as dimensões: física, racional, moral e espiritual.

Uma senhora me disse que os filhos saem da barriga da mãe e passam para a cabeça dela para sempre. É verdade, os filhos são as âncoras que mantêm as mães agarradas à vida. Para educá-los bem, os pais precisam, antes de tudo, ter tempo para eles e saber conquistá-los; sem isso, eles não os ouvirão e não seguirão seus conselhos. Mas eles devem ser conquistados por aquilo que você é para eles, não aquilo que você dá para eles.

Cada filho é como um diamante que Deus nos entrega para ser lapidado com carinho. Não há alegria maior para um homem do que encontrar alegria em seu filho. E essa é a nossa imagem. O filho é educado muito mais pelo exemplo dos pais do que por suas palavras.
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12 fevereiro 2017

A oração que tem transformado a vida dos homens


           A oração que tem transformado a vida dos homens

Existe uma oração que está transformando a vida dos homens e impulsionando-os a buscar sua verdadeira missão

Algo novo tem acontecido nas paróquias. De modo até tímido, temos visto os chamados grupos de Terço dos Homens começarem e, aos poucos, angariarem cada vez mais varões, podendo, em não poucos casos, chegarem a mil, mil e quinhentas, duas mil pessoas para a oração do Santo Terço.




O mais importante é que essa oração tem transformado a vida de muitos homens, tirado muitos do vício, pornografia, adultério e seitas secretas; devolvendo-os à companhia da família e à frequência dos sacramentos da Igreja. Por isso achei importante escrever um livro que descrevesse todas essas maravilhas.

A obra retrata o que vem a ser o Terço dos Homens, a origem do movimento em nosso país, como acontecem essas conversões e o que se passa no íntimo desses homens. No entanto, não me contentei em falar somente do Terço dos Homens sob o aspecto da vida de oração e seus efeitos, mas vi uma ótima oportunidade de falar também de vida, de assuntos de interesse masculino, e ofertar alguma literatura que pudesse dar um norte ao homem de hoje, como é pedido pelo movimento Mãe Rainha três vezes admirável de Schoenstatt – de quem veio o principal impulso, nesses últimos tempos, para a propagação do Terço dos Homens –, em que um dos pilares dos grupos de Terço é a formação humana para os homens.

Tenho percebido que, a partir da oração do Rosário, os homens têm se convertido, voltado aos sacramentos e, a partir disso, buscado um sentido maior para a vida deles; daí vem a segunda parte do título do livro: ‘A grande missão masculina’.
Mas qual é essa grande missão?

Vou relatar, brevemente aqui, quatro características das quais Deus pensou para o homem em sua origem, desde quando formou o ser masculino, a fim de que este chegue a concretizar sua missão neste mundo.

Acolhedor – Deus fez o homem primeiro que a mulher. Por quê? Para ele ser maior que ela? Não! Para que, a partir do que Ele criou, preparar-lhe o ambiente. O homem é como o anfitrião da mulher.

Podemos ver essa imagem também na cultura judaica. Quando um casal estava prometido em casamento, sabemos, pela tradição, que a obrigação de construir a casa era do homem e, no dia do casamento, ele ia buscar, com os seus amigos (cf. Jo 3,29), a noiva, que o esperava na casa de seus pais junto com as virgens (cf. Mt 25,1). Portanto, a mulher foi dada ao homem, o Senhor a apresentou a ele (cf. Gn 2,22). Temos de ver as mulheres de forma diferente da que o mundo nos propõe; temos de vê-las pela ótica do Senhor, ou seja, como Deus as vê. A partir daí, conseguiremos enxergar a riqueza daquela que compartilhará nossa vocação esponsal.

Portanto, se um homem não respeita, não acolhe nem tem cuidado com a mulher, se ele a enxerga como objeto de sua satisfação, está agindo fora de sua própria essência, pois está desobedecendo ao sentido de sua existência e, consequentemente, não se realizará enquanto pessoa, não será feliz.

Você já viu algum homem feliz ou de bem com a vida, que usa ou expõe uma mulher, que a tortura psicologicamente, a agride verbal ou fisicamente?

Dom de autoridade de Deus Pai

Condutor – O homem deve “Chamar para si a responsabilidade de guiar sua esposa e seus filhos pelos caminhos corretos e santos para chegarem ao Céu.[…] Conduzir aqui não significa ser opressor, invasor, centrado em si mesmo, que faz com que todos sigam seu pensamento. Mas simboliza o sacrifício de si próprio para o bem-estar do outro. Muitas vezes, aquele que vai à frente numa viagem é o que se dispõe a colocar-se primeiro diante dos riscos, justamente para assegurar a vida daqueles que vêm atrás. Ele motiva e estimula quando necessário, mas está atento aos seus e ao ritmo diferente de cada um. Certa vez, lendo um livro de espiritualidade, encontrei uma representação do que é isso:[..] ‘Quando meu pai colocou o anel no dedo da minha mãe, e o padre os declarou marido e mulher, Nosso Senhor entregou ao meu pai um cajado, que parecia um pauzinho curvo de Luz, tratava-se de uma graça que Deus dá ao homem. É um dom de autoridade de Deus Pai, para esse homem guiar o pequeno rebanho que são os filhos, que nascem desse matrimônio, e também para defender o matrimônio’ (Lv. ‘O livro da vida! Da ilusão à verdade’. POLO, Glória. Goiânia: América Ltda, 2009. p. 40)”.
A mais profunda vocação do homem é ser pai

Paternidade – A mais profunda vocação do homem é ser pai. Ele nasce e se desenvolve para isso. O homem, com tudo o que lhe pertence – seus dons, talentos e habilidades, todo seu conhecimento, prática e técnica que adquire, tudo o que desenvolve durante sua vida –, só encontrará plena realização se canalizar tudo para o exercício da sua paternidade.

Geralmente, é a figura paterna quem ensina o filho a andar de bicicleta – segura-o para não cair, soltando-o quando vê que ele já adquiriu certo equilíbrio, ainda que o pequeno não confie em si mesmo. A criança experimenta o prazer de ser desafiada pelas ocasiões da existência e alcançar pequenas vitórias pessoais. Também é o pai quem, na maioria das vezes, brinca pedindo ao filho que pule de alguma altura para segurá-lo no colo. Dificilmente, veremos uma mãe brincando assim!

Tudo isso vai sendo registrado na cabecinha da criança como: “Você é capaz”, “Eu acredito em você”, “Existe alguém junto com você, alguém que o olha, mesmo quando você se sente sozinho no desafio”.

Na pré-adolescência ou juventude, também é comum que seja o pai a ensinar como o mundo funciona ou até mesmo ensinar um ofício ao seu filho. Jesus aprendeu a ser carpinteiro com seu pai José.

Se um pai não gosta de trabalhar, é adúltero ou cultiva vícios, seu filho seguirá seu exemplo ou entrará em “pé de guerra” contra ele.

Todo homem precisa de uma luta

Enfrentamento – “O substrato básico do ser humano está na feminilidade, e o sexo masculino, para se desenvolver, precisa surgir por meio de um esforço”. Isso é verdadeiro biológica, psíquica e espiritualmente.

Biológico, pois o embrião inicialmente é feminino. Se seguir de forma linear, ou seja, conforme já vem acontecendo o desenvolvimento do embrião desde sua fecundação, nascerá então uma menina. Para que surja um menino, é preciso que ocorra uma revolução química. Não que não haja as propriedades masculinas, o cromossomo Y está ali, mas precisa acontecer essa revolução.

Psíquico, porque tanto o menino quanto a menina são criados pela mãe; consequentemente, ficam mais tempo com ela. As meninas estão em harmonia com a mãe e se desenvolvem femininas. O menino precisa se afastar do mundo da mãe e, ao afastar-se, torna-se homem.

Espiritual, porque “o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher”.

Desde pequenos, buscamos autenticar nossa masculinidade – competimos entre nós, desafiamo-nos, impomos condições, ritos de passagem para sermos aceitos e aprovarmos o outro.

Todo homem precisa ter por que lutar. O prêmio final, a vitória será a consequência do que adquirirmos durante a batalha. Portanto, a grande missão masculina é sermos acolhedores, condutores e paternos, enfrentarmos o mundo como linha de frente.

Que grande graça é o Terço dos Homens! A partir da oração simples, mas feita com o coração, ele pode revelar e autenticar todas essas características que Deus já depositou em nós.

Não canso de repetir que esse movimento é iniciativa de Nossa Senhora, a mulher que gerou Jesus e quer formar, gerar em nós características, infundir em nós o mesmo Espírito de Seu Filho divino. Cristo é o modelo do homem que frequenta o Terço dos Homens.
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10 fevereiro 2017

Qual oração Deus quer que façamos?


                    Qual oração Deus quer que façamos?

       Devemos, em cada momento de nossa vida, fazer uma oração e nos voltar para Deus

Vivemos cercados por muitas necessidades pessoais e pessoas a nossa volta, passamos por diversos problemas e verdadeiras guerras interiores, diante das quais, muitas vezes, não conseguimos segurar nossa raiva ou tristeza. Mesmo sem querer luxo, sempre nos falta algo; e se temos tudo, um vazio se instala dentro de nós. Nesta vida, temos a certeza apenas de uma coisa: sempre teremos aflições e elas sempre terão um fim.

De quem nos lembramos quando chega esse momento? Nessas horas, até alguns ateus clamam: “Aí, meu Deus!”. Mesmo que ainda não acreditem, pedir o auxílio de Deus é uma frase comum quando se está na aflição.



Nesse momento, reconhecemo-nos dependentes d’Ele, e nos voltamos para Ele. Que lindo! Mas o Senhor, por vezes, não nos atende, parece que está morto ou dormindo. Chegamos a ser tentados a achar que Ele é obra de nossa imaginação.
Diante das tribulações, não se afaste de Deus

Nessa demora, chegamos a desafiá-Lo, cobrá-Lo ou forçamos a barra com uma promessa. Por vezes, acontece o pior: nós O abandonamos. A partir daí, procuramos soluções humanas e ineficientes, soluções ocultas que, aparentemente até resolvem, mas trazem, no fim, consequências espirituais mortais. Se você buscou solução espiritual fora de Deus, vale a pena então ler “A contaminação pela prática e busca do oculto”.

São Tiago esclarece: “Não possuís, porque não pedis; mas não recebeis, porque pedis mal, com o fim de gastardes nos vossos prazeres” (Tg 4, 2-3). Isso acontece quando fazemos uma oração pedindo apenas bens deste mundo, mas nos esquecemos de que a vida tem um fim. O necessário, a oração que Deus quer que façamos, é uma oração que nos cumule de bens espirituais.

O Próprio Cristo declara, em Lucas, após ter ensinado os discípulos a rezar: “Portanto, eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta. Algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe lhe dará uma cobra? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos nossos filhos, quanto mais o Pai do céu saberá dar o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” (Lc 11,9-13)

Enquanto pedimos coisas que passam, Ele quer nos dar algo precioso, o rio de Água Viva, o Espírito Santo. Disse Jesus: “Do seu interior jorrarão rios de água viva” ( cf Jo 7,38). Todo aquele que crê no Senhor clama “Vem, Espírito Santo!”. Esse terá uma fonte de vida no interior, não só para si, mas para jorrar a todos à volta. Ela não só nos transformará, mas mudará tudo a nossa volta, pois, quando eu mudo, tudo muda.

A oração que Deus quer que façamos é: “Vem, Espírito Santo!”, para que possamos receber aquilo que Ele quer nos dar. Esse Espírito vem à medida que desejamos, e Ele não poder ser “gasto”, pois é o próprio Deus quem nos conduzirá a pedir bem, a pedir o que convém.
Oração

Tudo o que nos falta, então, é fazer com fé esta oração:

“Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.”

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo este mesmo Espírito e gozemos sempre de Sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém.
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08 fevereiro 2017

O perdão não nasce do nosso sentimento


               O perdão não nasce do nosso sentimento

                 O perdão não nasce do nosso sentimento, mas sim da nossa decisão


O perdão afeta a santidade e o nosso corpo. Sabemos que São Pedro perguntou a Jesus até quantas vezes precisamos perdoar, e o Senhor respondeu: “Não só 7 vezes 7, mas 70 vezes 7”. Em uma casa, uma família precisa perdoar um usuário de drogas, em um dia, 70 vezes 7.




O perdão não nasce do nosso sentimento, mas sim da nossa decisão, é uma decisão de amor; é uma graça que Deus nos dá. Algumas vezes, perdoamos querendo algo em troca, ou falamos: “Perdoei tal pessoa, mas ela não muda”; no entanto, o perdão é nosso. Não podemos esperar mudança nem reconhecimento, o perdão precisa ter gratuidade.

Há pessoas que se decidem a não perdoar, e se você livremente não toma a decisão de perdão, você não entrará no rio da misericórdia. Já pensou se Jesus falasse assim com você: “Veio confessar de novo o mesmo pecado? Virou brincadeira!…”? Mas isso nunca vai acontecer, porque Deus vai nos perdoar sempre.

Se nós não perdoamos uma pessoa gratuitamente, mesmo que ela não venha a mudar, estamos fazendo a ela um mal espiritual terrível, estamos escravizando-a.

Existem pessoas que resolvem pegar o passado e enterrá-lo. Preste atenção: você não é o senhor do tempo, o seu passado não é para ser enterrado, mas sim redimido no Sangue de Jesus Cristo. Descave o seu passado, o que você precisa é perdoar, é colocá-lo aos pés da cruz, para que ele seja redimido.

Primeiro caso equivocado: perdoar esperando recompensa. Segundo caso: enterrar o passado. O terceiro passo: não perdoar, porque essa pessoa lhe fez mal. Por exemplo: “Como vou perdoar uma pessoa que matou o meu pai?”. Eu lhe respondo: com a graça de Deus. Você não tem nenhum motivo para não perdoar. O quarto caso é: “Perdoei. Agora chega! Já faz 60 anos que perdoei esse infeliz e ele faz a mesma coisa”. Você só será santo se perdoar até o fim.
O perdão e a escola dos Santos

São João da Cruz pediu uma graça a Deus de não ser amado por ninguém. Quando ele percebeu que estava para morrer, ele buscou o convento no qual ninguém gostava dele. E disse que queria morrer naquele local, porque queria morrer perdoando.

Quem tem a coragem de querer morrer na casa da pessoa que mais lhe fez mal? Meus queridos, nós amamos muito e não queremos sofrer, não queremos a frustração. Achamos que ser feliz é não ter problemas, achamos que ser feliz é estar tudo bem, mas não é isso que diz o Evangelho. Como você quer seguir Jesus, que passa pela cruz, e não quer sofrer? Ser feliz é amar a Deus, é viver como Jesus a radicalidade do Evangelho.

Santa Terezinha, certa vez, levou uma sobrinha para o convento para cuidar da menina, daí começou a haver um boato na cidade de que ela havia tido uma filha antes de ir para lá [convento], até que uma irmã lhe informou sobre o comentário que ocorria na cidade, e a santa francesa respondeu: “Já fiz tantas coisas erradas, que eles não souberam. Deixe-os falar para que essa fique por conta do que eles não sabem”.

O quinto caso é: “Não vou perdoar, porque ele fez de propósito”, mas isso não faz diferença para o perdão. A graça do perdão jorra de Jesus Cristo. São João da Cruz diz que tanto faz se um passarinho está amarrado por um barbante ou por uma corrente, pois das duas formas ele estará amarrado. Assim é o perdão: não importa se o que você tem quer perdoar é algo grande ou pequeno.

Nenhum pecado atinge só a alma, atinge nosso corpo também, pois este foi feito para expressar a santidade de Deus, o nosso corpo expressa a nossa história de vida.

Deus quer nos “revirginizar”, isto é, quer nos santificar na nossa alma e no nosso corpo.
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06 fevereiro 2017

O que me faz sonhar e ser feliz


                       O que me faz sonhar e ser feliz

                       Mesmo em meios às adversidades podemos sonhar e ser feliz

De tempos em tempos, faz muito bem reavaliarmos a vida e percebermos a necessidade de mudanças para continuarmos vivendo plenamente. É como quem está seguindo em uma estrada reta e, de repente, depara-se com uma bifurcação. Não dá mais para seguir do mesmo jeito, é preciso optar por uma direção ou outra e preparar-se para as novidades que seguem. Sim, a vida é feita de novidades!



Cada dia é único, mesmo que seja repleto de coisas aparentemente iguais. Nós também somos únicos, mesmo que, às vezes, nos tratem como iguais. Então, viver cada dia com suas surpresas, fazendo nossas próprias escolhas, abertos às novidades, é o que dá verdadeiro sentido à vida. Aliás, sentido é uma palavra que tem tudo a ver com a forma que escolhemos viver. Não estamos neste mundo por acaso, e ter um sentido na vida faz toda diferença. Conheço um provérbio popular que diz: “Para o barqueiro que não sabe aonde quer chegar, nenhum vento lhe é favorável”. Ou seja, quem não tem uma meta dificilmente chega a alguma conquista, e até quando aconteçam coisas boas, nada parece lhe favorecer.

É que, na verdade, costuma-se encontrar o que se procura. Por isso, se você busca a felicidade, por exemplo, vai encontrar razões para ser feliz mesmo em meio às adversidades; contudo, se não busca a felicidade, quando ela vier ao seu encontro não a reconhecerá. Assim, se não sei o que estou buscando, como posso encontrar? É claro que existem pedras no caminho e nem todos os ventos sopram a nosso favor, mas quando temos uma direção, algumas pedras nos servem de degraus e alguns ventos fazem nosso barco avançar mar adentro com maior velocidade. Então, se quisermos realizar sonhos e viver em paz, é preciso sabermos com clareza aonde queremos chegar, e, a partir daí, fazermos as pequenas e grande escolhas do dia a dia, sem medo de arriscar.

Lembre-se de que você é único e tem um valor fundamental neste mundo. Siga seu coração e procure agir de acordo com aquilo que você sonha e deseja, e não de acordo com o que os outros pensam e querem para você. Nessa busca, você precisa olhar para seu passado com gratidão, mesmo que tenha sido difícil, sabendo que ele só pode influenciar seu futuro positivamente se você tiver aprendido com seus erros. Também precisa ter calma e respeitar seu processo de mudança.

O mundo pede urgência, é verdade, mas o coração tem seu próprio ritmo. Portanto:

– Tenha paciência com você mesmo, respeite seus limites e vá dando um passo de cada vez sem desanimar.

– Não permita que nada impeça suas relações com as pessoas, com Deus e com você mesmo.

– Se for preciso, reconcilie-se, recomece, ame mais intensamente e não queira ser sempre o dono da razão.

Permita-se o direito de errar e arrisque mais uma vez, sempre que for preciso.

Quem sabe o que quer não perde tempo se lamentando das quedas, olha para o futuro com esperança e sabe que para chegar aonde deseja, tem de viver bem o presente. Portanto, levante a cabeça e volte a acreditar nos seus sonhos agora mesmo!

Você não estará sozinho, existe um Deus que o ama e está disposto a orientar seus passos. “Quer você se volte para a direita, quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: ‘Este é o caminho; siga-o’” (Is 30,21).

A felicidade está à sua espera, por detrás de cada acontecimento que a vida lhe proporciona, vá ao encontro dela sem medo. Os ventos são favoráveis para o barqueiro que sabe onde quer chegar!
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04 fevereiro 2017

A fé que espera contemplará milagres


                  A fé que espera contemplará milagres

                        Já parou para pensar que talvez a sua fé seja de uma cultura


Já pensou isso, viver na fé fast-food, na fé delivery? Estamos em um mundo que quer tudo para ontem. Aprendemos, acostumamo-nos e, muitas vezes, acomodamo-nos com a cultura fast-food, queremos tudo rápido: comida rápida, carro rápido, computador rápido e até “namoro rápido”.




Hoje em dia, a última novidade é o fast-miracle (milagre rápido). Queremos receber logo o que pedimos. No entanto, se pensarmos um pouco mais, vamos descobrir que nem sempre os milagres são instantâneos e, muitas vezes, isso pode ser um bom sinal para nós.

Comecemos a pensar, por exemplo, no maravilhoso milagre da vida, no nascimento de um bebê. Não basta que os pais o desejem muito, que o amem e estejam saudáveis; é preciso que aprendam a ser amigo do tempo e esperar o necessário para que o bebê esteja totalmente gestado, e só depois vem o nascimento. Existe um tempo certo para nascer, e quando esse tempo é de alguma forma acelerado demais, ocorre, infelizmente, um aborto (espontâneo).

Poderíamos ainda falar de vários exemplos semelhantes para ilustrar a importância do saber esperar o tempo certo, como o surgimento da vida na Terra, a construção de um grande edifício ou uma catedral, quem sabe ainda a Encarnação (primeira vinda de Jesus), para a qual São Paulo, em Gálatas, diz que existiu um tempo determinado (cf. Gl 4,4), ou mesmo um casamento, em que as chances de dar certo são diretamente proporcionais ao tempo, sobretudo a qualidade desse tempo que se teve “antes” do casamento, mas penso que o exemplo da gravidez já seja suficiente.
Gestação do milagre

Já parou para pensar que, talvez, a sua fé seja de uma cultura fast-food? Que, talvez, você ainda não tenha recebido o que está pedindo, exatamente porque Deus não quer que você tenha um milagre abortado? Já pensou isso, que você quer viver na fé fast-food, na fé delivery (pediu chegou!)? Cuidado! Muitas vezes, essa comida é cara e nem sempre tão boa! Os bebês não chegam assim, não é verdade? Temos muito a aprender com a gestação.

Deus está gestando seu milagre, mas tenha paciência, quando chegar a hora certa o milagre vai nascer, assim como na gestação, mesmo que você não veja diretamente o bebê, ele está ali. Mesmo que demore longos nove meses, não poucas vezes com tantos sofrimentos: enjoo, inchaço, falta de ar, dores no corpo etc. E o parto, então? Se perguntarmos às mulheres se vale a pena o “sacrifício”, elas dirão que ‘sim’. Inclusive vão dizer: Jesus até disse: “Quando a mulher está para dar à luz, sofre, porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo” (Jo 16,21). Por isso, tenha certeza, tenha uma fé inquebrantável, porque Deus está gestando um milagre; e quando ele chegar, você vai perceber por que precisou de todo aquele tempo. Todo sofrimento da gestação passou e se levou bastante tempo aos seus olhos, porque, aos olhos Deus, tudo tem um tempo certo para acontecer. O milagre era imenso, era grandioso. Creia nisso: Deus está gestando milagres.
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02 fevereiro 2017

Aprenda a cultivar a vida interior


                      Aprenda a cultivar a vida interior
    Nas fontes batismais, cultivamos a vida interior que norteia nossas escolhas no cotidiano


A Páscoa é celebrada durante as semanas que se seguem ao dia da Ressurreição do Senhor, nas quais procuramos conhecer mais os sacramentos, as orações e a própria vida da Igreja. Trata-se de um tesouro inesgotável, do qual desejamos continuamente haurir a seiva que sustenta a presença cristã no mundo. A fonte é sempre o Senhor Jesus Cristo, Cabeça do Corpo que é a Igreja, com Sua graça comunicada a todos os cristãos. Nele fomos enxertados pelo batismo, nele desejamos permanecer e produzir frutos (Cf. Jo 15, 1-8). A vida cristã é uma divina aventura, conduzida pela graça de Deus, a fim de que nós manifestemos visivelmente a obra que o Senhor realiza em nossas almas, fazendo a nossa parte na construção do Reino de Deus. Sim, a cada cristão, renascido nas fontes batismais, cabe a tarefa de desenvolver a vida divina que lhe foi concedida.



Começa por dentro, no cultivo daquilo que chamamos vida interior, por meio do cuidado com a semente de vida plantada por Deus em nosso coração. Vale uma pergunta a respeito das ocasiões em que nos encontramos sozinhos, olhando no espelho da própria consciência, para verificar se estamos cuidando com carinho do que Deus mesmo plantou em nós. Como é a nossa oração pessoal? Como utilizamos o tempo livre? Para que exista coerência em nossa existência, há que se cuidar do lado de dentro, a ser continuamente examinado, com o que a Igreja chama de exame de consciência, feito no confronto o que Deus pensa para nós. É fácil perguntar o que penso sobre minha vida, até porque podemos ser juízes tendenciosos em causa própria. Muito mais exigente e libertador é deixar que a luz de Deus ilumine o recôndito de nossa alma. De fato, a Escritura ensina: “Feliz o homem a quem Deus corrige! Não rejeites, pois, a repreensão do Poderoso, porque ele fere, mas trata da ferida; golpeia, mas suas próprias mãos curam” (Jó 5, 17-18).

O cuidado com a vida interior pode contar com duas fontes preciosas, que se completam maravilhosamente. Trata-se da Palavra de Deus, lida, ouvida e praticada, e mais a vida de oração. Como estamos tratando de cristãos desejosos de aprofundar sua vivência pessoal da fé, vale para todos a insistência em rezar mais e rezar melhor. É escolher mesmo um tempo para rezar. A sabedoria da Igreja nos indica as orações da manhã e da noite, a leitura orante da Palavra de Deus, a participação na Eucaristia como ponto alto da semana, além do Rosário e as devoções pessoais, cultivadas com carinho. E a história dos santos nos legou pequenas flechas, dardos de amor dirigidos ao Senhor, chamados “jaculatórias”, começando da invocação do nome de Jesus.

Quantos “peregrinos” aprenderam a dizer “Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tem piedade de mim, que sou pecador”, invocação repetida inúmeras vezes durante o dia, a chamada “Oração de Jesus”. Impressionante é a força libertadora da memória que se enche de coisas boas, das quais a melhor é o cultivo da amizade com Deus. O que importa é nortear o programa de vida com escolhas claras, priorizando o que passa na frente, que é seguir a Jesus Cristo.

Toda planta frutífera vem a ser podada de tempo em tempo. Daí vem a magnífica afirmação do Senhor: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda” (Jo 15, 1-2). Como acontece com a parreira de uva, também nossa vida cristã precisa ser podada e purificada. “Nossos pais humanos nos corrigiam, como melhor lhes parecia, por um tempo passageiro; Deus, porém, nos corrige em vista do nosso bem, a fim de partilharmos a sua própria santidade. Na realidade, na hora em que é feita, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados” (Hb 12, 10-11). Certamente não é fácil suportar os golpes de cinzel do divino escultor, que quer esculpir em nós uma obra de arte. Algumas podas permitidas pelo Senhor, como o sofrimento, o cansaço, as tribulações, a perseguição ou as crises pessoais não nos façam perder a esperança.

E chega a nossa vida o tempo dos frutos (Mt 7, 17-12): “Pelos seus frutos os conhecereis”. Nossa união com o tronco, de onde recebemos a seiva da graça, manifesta-se na caridade vivida, na atenção ao próximo, nos gestos e palavras correspondentes à fé professada. Não cabem na vida do cristão a insensibilidade diante do sofrimento nem a desatenção com aquilo que ocorre ao nosso redor. Nos dias que correm dos desastres naturais noticiados, como o terrível terremoto no Nepal, passando pelos vulcões e outros fenômenos, chegamos aos problemas criados pelos homens e mulheres de nossa geração. Há poucos dias, os bispos do Brasil, reunidos em sua 53ª Assembleia Geral, alertaram nosso povo para algumas das muitas mazelas que pedem o testemunho corajoso dos cristãos: “A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (Cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade.

Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão. Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética. A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis”.

Nosso relacionamento com a família, o ambiente de trabalho e todos os níveis de contato com as pessoas e a sociedade devem transformar-se a partir de dentro do coração humano, para gerar uma nova cultura, aquela que o Papa Francisco chama de “cultura do encontro”. O Papa se relaciona com os outros como pessoa que encontra pessoas e que coloca profundamente em jogo a sua vida e busca que seu interlocutor coloque em jogo a si mesmo. É uma metodologia muito pessoal e envolvente, manifesta seu carisma, sua capacidade de ir ao coração do outro e convidá-lo a dar passos, a colocar-se em caminho pelo bem da humanidade. No grande vinhedo do mundo, há alguém que sabe vir de dentro do coração de Deus para que a cultura do Evangelho se espalhe!
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01 fevereiro 2017

Deus segurou minha mão


                          Deus segurou minha mão

Peço ao Senhor que nos desperte, hoje, para percebermos Seu jeito de nos visitar e dirigir nossas vidas


Há cenas que marcam a vida da gente para sempre. Algumas são boas, outras não; algumas são simples, outras fortes. Quer as percebamos ou não, o certo é que nossa história vai sendo construída a partir das “cenas nossas de cada dia”.

Aqui, destaco uma delas, a qual não pretendo esquecer jamais! Eu voltava para casa, depois de um dia “daqueles”, quando, por mais que tenha me esforçado, não dei conta de fazer tudo o que havia planejado. Então, voltei para casa meio incompleto, com vontade de esticar as horas e trabalhar noites adentro só para, no final, sentir-me vitoriosa. Já viveu algum dia assim?




Quando eu já ia atravessar a avenida, veio em minha direção uma menina aparentando uns três anos de idade, com traços de criança da periferia. Do nada, ela estendeu a mãozinha em direção a minha e a segurou forte. Caminhava com uma senhora que devia ser sua mãe, não me pediu nem falou nada. Sinceramente, não sei o que a levou a ter aquela atitude. Foi uma cena rápida, quando pensei em falar algo, a criança já não estava ao meu alcance. Mesmo confusa, eu disse para minha colega: “É Deus falando comigo, pode crer!”.

Segui pensando naquela mãozinha tão pequena e delicada. Por que segurou a minha mão? Hoje, acredito que Deus me visitou naquela criança, como que a me dizer: “”Fique tranquila, o que você não pode fazer, eu faço por você””.

O certo é que voltei para casa em paz, confortada pela divina visita. Acredito que cenas assim acontecem todos os dias e nosso coração deve estar atento a elas.

A dureza dos muros, cada vez mais altos, as grades e as cercas de segurança, de certa forma até necessárias em nossos dias, não podem isolar também nosso coração, tornando-o insensível à ação de Deus. Geralmente, quem é insensível é solitário e vazio, portanto, triste. Talvez, seja por isso que nossa humanidade padeça, cada vez mais, de solidão.

A esperança contagiante, própria de um coração tocado por Deus, precisa atravessar os muros e a corrupção, para atingir a alma de cada ser humano. Somos agentes de um mundo novo!


Van Thuan escreve em seu livro ‘Testemunhas da esperança’: “Em Cristo foi-nos dada a luz da verdade, a restauração da liberdade, e diante das forças do mal, uma nova capacidade de amar. Cristo veio ao encontro da miséria humana e implantou a filosofia do amor autêntico. Esse não é racional, não ergue barreiras nem levanta grades; não recorda as ofensas recebidas e não impõe condições. Cristo age sempre por amor e para Ele não existe fronteiras.”

Somos cristãos, e como tais não podemos agir de forma diferente. Acredito que quanto mais a humanidade conhecer esse amor e experimentar seus efeitos, tanto menos solitários teremos, e as grades já não terão o mesmo efeito do agora. É da que brota a esperança e a disposição para amar, por essa razão, sei que preciso viver de acordo com o que acredito. Cristo está vivo e tem me visitado. Ontem mesmo, Ele segurou minha mão.

Peço ao Senhor que nos desperte, hoje, para percebermos Seu jeito de nos visitar e dirigir nossas vidas. Fiquemos atentos às “mãozinhas” que virão até nós, pode ser um jeito de Deus expressar Sua presença.
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31 janeiro 2017

A experiência de fé exige amadurecimento



                A experiência de fé exige amadurecimento
                                        A vivência na fé requer posições maduras

Os Apóstolos de Jesus e os discípulos que a eles se juntaram eram pessoas provenientes do ambiente popular, com atividades diversificadas. Vários deles eram pescadores profissionais. O Mar de Tiberíades, também chamado Mar da Galileia ou Lago de Genesaré, era o espaço de trabalho e convivência. Pregações, milagres, caminhadas, muitas das atividades de Jesus se desenvolveram ali, num sobe e desce de barcos, ventanias, redes, peixes, comércio no mercado, suor, cansaço, horas de expectativa dos peixes, que nem sempre vinham, famílias que dependiam daquele trabalho, um conjunto de vida e atividade certamente muito carregado de humanidade e lutas, temperado também com muitas alegrias.



É para o lago que retorna Pedro, seguido de seus companheiros. Não lhes era ainda claro tudo o que viria a acontecer, se pensarmos na origem simples daqueles homens, que não eram especialistas em profecias, letras da lei ou mesmo na novidade do próprio Evangelho. Era um mar de novidades, num mar de ideias confusas. Sabemos que foi depois do derramamento do Espírito Santo que aqueles homens adquiriram a ousadia (Parresia!) necessária para pregar, constituir as primeiras comunidades cristãs e derramar o próprio sangue pela Igreja e pela causa do Reino! Tinham que aprender muito, e o Senhor aproveita a aparente volta à profissão de pescadores para oferecer-lhes e a todos nós preciosas lições (Jo 21,1-19).
Enxergar o amor em meio à escuridão

Seis pescadores profissionais chegam à madrugada sem qualquer fruto do trabalho. Barca e trabalho na barca de Pedro, que sabemos ser a Igreja, não leva a nada sem a presença do Senhor. O lusco-fusco da madrugada mostra uma figura na praia. É que a experiência da fé exige mesmo amadurecimento! Jesus os provoca, perguntando sobre algo para comer. Nem sabiam que da Ressurreição para frente quem oferece o alimento que perdura para a vida eterna é Jesus! É João, o discípulo amado, que proclama com força “é o Senhor!”, pois o amor verdadeiro faz enxergar no meio da escuridão dos acontecimentos.

Redes lançadas pela força da Palavra de Jesus, frutos em profusão. Começa uma nova mudança em Pedro, que culminará em mais um chamado. O homem nu reveste-se agora de sua inusitada missão. Corre até Jesus, mas me parece ver o próprio Jesus entrando na barca do coração de Pedro. Chegados à praia, é Jesus quem havia preparado tudo. O Mestre e Senhor se faz mais uma vez servidor. Uma refeição oferecida por Jesus é sinal daquela que o mesmo Senhor oferece todos os dias, até o fim dos tempos, na Eucaristia. Além disso, a rede da Igreja tem cento e cinquenta e três grandes peixes, e essa rede nunca vai se romper, podendo acolher, na contínua festa eucarística da misericórdia, todas as gerações, até que ele volte outra vez. É a abundância do tempo novo inaugurado pelos discípulos capazes de lançar na fidelidade à ordem do Senhor. Eles têm alguma e muita coisa para oferecer. Igreja é assim! Deus recebe, Deus se doa, suscita a maravilhosa comunhão em que Céu e Terra compartilham seus dons! É claro que ninguém mais se atreve a perguntar nada, pois é certa a vinda e a presença do Senhor.
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29 janeiro 2017

Deus realiza um milagre na nossa vida


              Deus realiza um milagre na nossa vida

Deus nos ensina que podemos tocar no milagre, mas precisamos acreditar e confiar n’Ele


Amados irmão e irmã, a Palavra do Senhor é bem clara, não tenho nenhuma dúvida: podemos tocar no milagre e ver a graça de Deus acontecer na nossa vida a partir dessa Palavra que está em Ezequiel 34,15-16: “Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor Deus. A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com juízo”.



Nós encontramos aqui verdades que nos fazem entender, compreender e tocar no milagre do Senhor, para nos tornarmos homens e mulheres novos, capazes de tocar no sobrenatural e ver a graça realizada.

Deus fala para cada um de nós: “Vou procurar a ovelha que estava perdida”. Deixemo-nos encontrar pelo Senhor, não fujamos nem nos escondamos, porque Deus quer encontrar cada um dos Seus filhos.

Se estávamos desgarrados em uma falsa doutrina, deixemo-nos conduzir pelo Espírito Santo e voltemos para perto de Deus. O Senhor deseja curar nossas feridas. Ele está disposto a curar cada um de nós, mas é preciso que acreditemos n’Ele. O Senhor não impõe limites, Ele determina uma graça para nós.
A Bíblia traz os milagres

Nós vemos muitos relatos na Bíblia. Um exemplo é quando Jesus vai falar para Marta e Maria: “Se creres, verás a glória de Deus”. O livro de Hebreus, por várias vezes, vai dizer para nós que é pela fé que os homens e as mulheres acreditaram no Senhor. Também foi acreditando n’Ele que a sogra de Pedro foi curada. Foi acreditando no Senhor que a filha de Jairo, Talita cum, voltou à vida.

Em Marcos 9,23, lemos: “E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”. O pai pede a Jesus: “Se tu podes, cure meu filho”. O Senhor lhe diz que “tudo é possível para aquele que crê”. Imediatamente, o pai do menino diz: “Senhor, eu creio!”; e o seu filho foi curado imediatamente de toda aquela opressão dos demônios que o atormentavam.

Acredite no milagre

Para que os milagres aconteçam, é preciso que acreditemos em Deus. É preciso crer que Ele procura a ovelha perdida. Caso se encontre perdido, tenha fé, porque o Senhor procura por você e o reconduz.

Se, por um motivo ou outro, você foi para uma doutrina falsa ou algum caminho distante de Jesus, deixe que Ele o conduza. Volte a acreditar n’Ele. Invoque o nome de Jesus e peça a cura sobre sua vida. Se você está ferido, saiba que o Senhor pode curá-lo.

Para tocar no impossível e ter um milagre realizado, viva uma vida de oração, de intimidade com Jesus, confesse-se frequentemente, não falte à Missa, reze o Santo Terço e faça a sua lexie divina.

Peço as bênçãos de Deus, a fim de que Ele o cure. Ordeno que toda doença física, toda opressão espiritual que estava sobre você e a sua vida saia agora, em nome de Jesus, e que você seja curado e libertado.

Retome a sua fé, porque o Senhor vai curá-lo. Lembre também o que fala o profeta Jeremias: “Tu és uma mansão de salvação. Tu és uma montanha santa”. O Espírito de Deus habita em você e lhe concede a cura e o milagre.
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27 janeiro 2017

A graça de recomeçar é uma dádiva de Deus


           A graça de recomeçar é uma dádiva de Deus


                       Descubra quais são os caminhos e a graça de recomeçar


Recomeçar nem sempre é fácil. Após uma queda, leva-se algum tempo para levantar. As escoriações requerem o cuidado necessário e o repouso salutar. Contudo, chegará o tempo de começar novamente. E sempre estamos recomeçando: ao ser demitido de um emprego, é necessário buscar outro. Quando a vida espiritual é descuidada, faz-se necessário retomar a caminhada. Ao mudar-se de cidade, surge o desafio de adaptar-se à nova realidade. Assim vamos recomeçando. A graça de recomeçar é uma dádiva que o Senhor Jesus Cristo nos oferece. Em Seu misericordioso amor, Ele vem ao nosso encontro e, com Sua infinita bondade, anima-nos na caminhada.

Foi assim com os discípulos que regressavam a Emaús (cf. Lc 24,13-35). Após a crucifixão e morte de Jesus Cristo, eles voltavam para o povoado de onde haviam saído. Podemos imaginar que levavam na alma a dor da decepção. Aquele no qual haviam depositado toda confiança fora morto. E eis que, enquanto caminhavam, o próprio Ressuscitado aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles.


Tenha esperança

Diante da decepção que determinada situação provoca, ficamos com o rosto e o coração sombrios. Olhamos e não vemos possibilidade de futuro. Há momentos em que a derrota ofusca a esperança. Diante de tal realidade frustrante, o desânimo pode aprisionar nosso ânimo e ficarmos presos ao que não deu certo.

Os discípulos reconheceram o Senhor ao partir o pão com eles. No gesto da partilha, seus olhos se abriram, e a dor que outrora carregavam no peito tornou-se alegria revigorante. Voltaram e recomeçaram a caminhada de seguir o Mestre. Na dor e mediante as derrotas da vida, o Senhor Jesus Cristo também caminha conosco.

Não estamos sozinhos. Contudo, é necessário não nos deixarmos abater, embora tal sentimento surja involuntariamente em nossa alma. Somos humanos, mas é a divindade de Jesus Cristo que nos dá a graça de recomeçarmos sempre.
Confie na graça

Na vida, não caminhamos sozinhos, pois o Senhor vai conosco. Em meio às quedas, ferimentos e dores, Ele nos estende Sua mão misericordiosa, derrama o bálsamo do amor, revigora nossa alma já desfalecida pelo desânimo e ilumina nosso caminho com a esperança de um novo tempo. Não desanimemos. Nas quedas, confiemos n’Aquele que nos levanta e refaz nossas forças.

Sempre é possível recomeçar. Mesmo que seja necessário um período de recuperação, cultivemos a certeza de que não estamos sozinhos. A graça, o amor e a misericórdia de Cristo estão conosco. No desânimo, oremos. Na angústia, abandonemo-nos nas mãos do Senhor.
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25 janeiro 2017

A nossa vida pode ser transformada pela fé


               A nossa vida pode ser transformada pela fé

                                  A importância de termos uma vida de oração e fé

Fé não é mágica nem sentimento, mas adesão. Para vivê-la, precisamos saber em quem estamos confiando e conhecer aquele em quem estamos depositando nossa confiança. Pela vida de oração e pelo conhecimento das coisas de Deus é possível conhecê-Lo, também por meio de uma intimidade com Ele e uma vida sacramental, além de jejum, práticas espirituais, conhecimento e leitura orante da Palavra.

Quanto mais conhecemos Deus, quanto mais mergulhamos na vida de oração, na experiência da adoração, jejum, mortificação e combate espiritual, maior será a ação d’Ele em nossa vida, e muito maior nossa sede e busca pelas coisas do Alto. Assim, certamente progrediremos na fé.


Nós não precisamos procurar ser perfeitos para caminhar na fé


Em Gênesis 17, Deus vai dizer a Abrão: “Não busque a perfeição, mas caminhe na minha presença e eu te aperfeiçoarei a cada passo que você der”.

“Deus não veio para os sadios”, também diz a Palavra, mas para os enfermos e doentes, seja espiritual ou fisicamente. É nesse caminhar e no progredir na busca pelas coisas do Alto que vamos aprender a crescer na fé e perceber a manifestação e o agir de Deus em nossa vida, na vida de nossa família e no dia a dia.
O poder da fé

A Palavra de Deus vai nos ensinar que pela fé tudo é possível. Foi por meio dela que Abrão se tornou pai, Moisés tocou no mar e este se abriu. Pela fé, Davi lançou a pedra e derrubou o gigante Golias. A fé pode transformar a vida da pessoa e pode mudar o coração mais duro e petrificado, que foi congelado pela ignorância ou até mesmo pela falta de experiência do amor de Deus. A fé muda a pessoa de um modo geral e a leva a transformar a humanidade, além de se tornar um testemunho de Jesus Cristo.

A fé pode mudar a vida de todo homem e de toda mulher a partir de um testemunho de uma pessoa. Deus pode curar, acredite, porque a fé gera em nós um poder sobrenatural como sinais de prodígios e milagres.
Como perseverar na fé?

Reflitamos com a vida dos santos, olhemos as perseguições que eles passaram, as doenças que enfrentaram, a fúria de satanás que se levantou na vida deles e as noites escuras que travaram, mas permaneceram firmes. Portanto, permaneçamos firmes na fé, façamos com que a nossa vida seja alimentada também pela vida daqueles que nos antecederam e tornaram-se força viva do Evangelho no meio de nós.

Veja o que viveu São Francisco, a beata Helena Guerra, Santo Padre Pio, Santa Gema Gualgona, Santa Teresa D’Ávila e todos os outros santos e santas que, com a sua perseverança, tornaram-se para nós um modelo de vida em Cristo.
Alimentemos nossa fé

Umas das maneiras de alimentarmos nossa fé é vivermos cada dia com intensidade, é a experiência do batismo no Espírito, que nos convence do pecado e nos leva a fazer coisas maiores do que aquelas que Deus fez. É a promessa de Jesus: recebereis o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas.

É impossível alimentar a fé e a experiência de Deus em nós sem o batismo no Espírito, sem os exercícios dos carismas, sem a entrega e a total submissão e escravidão ao Espírito Santo. Quanto mais nos aproximarmos do Espírito Santo, mais sadios, fortificados e alimentados na fé seremos.

É o Espírito Santo que nos faz buscar as coisas do Alto. Quanto mais a Ele estivermos ligados, muito mais dependentes d’Ele seremos. Quanto mais nos entregarmos ao Espírito Santo, mais livres nos tornaremos das coisas do mundo, dos apetites da carne, das vaidades, dos vícios, de uma sexualidade desordenada e de um caminho de perdição.

Alimentar a fé é ser possuído, todos os dias, plenamente, pelo Espírito Santo, para sermos livres de toda possessão do mal.

Tenha o Espírito Santo próximo de ti

Não podemos nem queremos deixar de acordar sem dizer: “Bom dia, Espírito Santo! O que vamos fazer juntos hoje?”. Nem podemos dormir a noite sem dizer: “Perdão, Espírito Santo, por aquilo que eu fiz sem O consultar”. Uma pessoa que quer viver uma fé saudável, estruturada, alimentada pela graça de Deus tem de ser possuída pelo Paráclito.

Invoquemos o Espírito Santo e alimentemos nossa fé, diariamente, pois Ele tem o poder de abater a fúria de satanás, que vai tornando nossa fé anêmica. Ao nos alimentarmos pelo Espírito, mais sólidos na fé, mais livres de tudo aquilo que é mundano e de tudo o que é desprezível aos olhos de Deus e aos nossos olhos nos tornaremos. Portanto, vivamos uma dependência e uma submissão de escravidão total ao Espírito Santo, pois sem Ele não podemos fazer nada de bom.

O Espírito Santo é para nossa alma aquilo que a nossa alma é para o nosso corpo. Se quisermos ter uma fé estruturada, fortificada, precisamos ter a experiência de uma alma mergulhada no “Rio de Água Viva do Espírito Santo”.
Viva a fé diante dos obstáculos

É impossível viver a fé sem a cruz. Quem busca Cristo sem cruz vai viver uma cruz sem Cristo. É preciso na cruz buscar a Deus para não desistir e não desanimar.

Se você quer perseverar na fé, se quer ter uma fé firme e inabalável, olhe para a cruz com Cristo e a abrace. Não fique criando cruz nem se autoflagelando ou tornando-se vítima diante dos fatos, mas abrace a cruz com Cristo. A cruz de Cristo é redentora, libertadora, transformadora e nos levará a viver o céu neste mundo.

Busquemos com Cristo a glória plena do Pai e, em todas as circunstâncias, oremos pelo Espírito, apresentando-nos a Deus, dizendo-Lhe as nossas preocupações mediante súplica e ações de graça. Assim, a paz se manifestará com graças, sinais, prodígios e milagres, até alcançarmos a maturidade de São Paulo e nos tornarmos homens e mulheres adultos na fé.
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23 janeiro 2017

Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?


                 Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?


                                                   A fé aproxima o homem de Deus

A fé do cristão é o combustível que o faz transcender os obstáculos e permanecer firmes em Deus. Todo ser humano enfrenta lutas e sofrimentos, mas existe uma diferença entre o crente e o não crente: o sentido da existência humana. O cristão crê que após vivenciar as provações terrenas, em Deus ele será recompensado com a salvação eterna. O não crente vive fugindo das provações, pois deseja viver uma vida terrena sem lutas, somente com bonança, saúde, dinheiro e felicidade. A vida sem fé conduz a pessoa à perda do sentido de sua existência.


Afinal, o que é a fé?

Na Palavra de Deus, encontra-se a seguinte definição: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1). Ou seja, a pessoa espera com uma certeza que não tem explicação humana, por algo que não é palpável.

O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 153, afirma: “A fé é uma graça, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele”. Portanto, é um presente do Senhor para Seus filhos. É a via que conduz o homem a Deus.
Tentações contra a fé

Se a fé é essencial para alcançar o céu, então o inimigo fará de tudo para arrancá-la das pessoas. “A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos, muitas vezes, parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova; podem abalar a fé e tornar-se para ela uma tentação” (CIC número 165).

As doenças, divórcios, sofrimentos, desempregos podem ser algumas das tentações que o inimigo se utiliza para fazer as pessoas duvidarem da ação amorosa de Deus. Inicia-se um processo de afastamento do Senhor, experimenta-se uma crise de fé na qual a existência de Deus é questionada.
Passos para superar a crise de fé

Primeiro: pedir ajuda para pessoas que sejam maduras na fé como um padre, um diretor espiritual ou alguém que é referência para você. Ser muito transparente e livre em seus questionamentos e abrir-se para ouvir os seus conselhos.

Segundo: Sair do foco para viver nos bastidores o combate espiritual. Para quem é líder na Igreja, é tempo de talvez ceder o “cargo” para outra pessoa exercer sua função, enquanto você passa por essa crise. Não é deixar de viver as prática religiosas, atividades missionárias, mas é tempo de ser cuidado para que a luta contra o inimigo não seja desleal.

Terceiro: Contar com o apoio de pessoas que realmente o amam e não o julgam. É uma crise que passará, se for bem vivida, e que produzirá bons frutos de salvação. Deixe as pessoas falarem o que elas quiserem, não se deixe levar pelos comentários e julgamentos, mas compreenda que, no fim da vida, seu julgamento será você e Deus.

Quarto: é importante compreender que Deus jamais violará as leis humanas e a liberdade que Ele mesmo deu para os seus filhos. Exemplo: para o marido voltar para casa, após ter abandonado a esposa, é preciso que ele queira voltar e faça esse caminho de volta. Deus não vai forçá-lo a fazer isso.

Outro exemplo: para que a doença seja curada, é preciso que o tratamento pedido pelos médicos seja realizado. Se Deus quiser curar instantaneamente, é mistério de fé. Mas é importante que o doente, na sua liberdade, escolha fazer todo o processo solicitado pelos médicos.
Deus me ama e consola

Mediante todas as orações não atendidas, as lutas vivenciadas, tenha uma certeza de fé: Deus o ama e consola. A maturidade na fé acontece quando nós crentes aprendemos que Deus não é obrigado a fazer as nossas vontades na hora que desejamos. O que precisamos é do Seu amor e consolo, pois “o justo viverá pela fé” e “perseveramos na fé para a nossa salvação” (Hb 10, 38-39).
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