23 julho 2017

Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?




       Estou vivendo uma crise de fé. O que fazer?


                                             A fé aproxima o homem de Deus


A fé do cristão é o combustível que o faz transcender os obstáculos e permanecer firmes em Deus. Todo ser humano enfrenta lutas e sofrimentos, mas existe uma diferença entre o crente e o não crente: o sentido da existência humana. O cristão crê que após vivenciar as provações terrenas, em Deus ele será recompensado com a salvação eterna. O não crente vive fugindo das provações, pois deseja viver uma vida terrena sem lutas, somente com bonança, saúde, dinheiro e felicidade. A vida sem fé conduz a pessoa à perda do sentido de sua existência.





Afinal, o que é a fé?


Na Palavra de Deus, encontra-se a seguinte definição: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1). Ou seja, a pessoa espera com uma certeza que não tem explicação humana, por algo que não é palpável.


O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 153, afirma: “A fé é uma graça, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele”. Portanto, é um presente do Senhor para Seus filhos. É a via que conduz o homem a Deus.
Tentações contra a fé


Se a fé é essencial para alcançar o céu, então o inimigo fará de tudo para arrancá-la das pessoas. “A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos, muitas vezes, parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova; podem abalar a fé e tornar-se para ela uma tentação” (CIC número 165).


As doenças, divórcios, sofrimentos, desempregos podem ser algumas das tentações que o inimigo se utiliza para fazer as pessoas duvidarem da ação amorosa de Deus. Inicia-se um processo de afastamento do Senhor, experimenta-se uma crise de fé na qual a existência de Deus é questionada.
Passos para superar a crise de fé


Primeiro: pedir ajuda para pessoas que sejam maduras na fé como um padre, um diretor espiritual ou alguém que é referência para você. Ser muito transparente e livre em seus questionamentos e abrir-se para ouvir os seus conselhos.


Segundo: Sair do foco para viver nos bastidores o combate espiritual. Para quem é líder na Igreja, é tempo de talvez ceder o “cargo” para outra pessoa exercer sua função, enquanto você passa por essa crise. Não é deixar de viver as prática religiosas, atividades missionárias, mas é tempo de ser cuidado para que a luta contra o inimigo não seja desleal.


Terceiro: Contar com o apoio de pessoas que realmente o amam e não o julgam. É uma crise que passará, se for bem vivida, e que produzirá bons frutos de salvação. Deixe as pessoas falarem o que elas quiserem, não se deixe levar pelos comentários e julgamentos, mas compreenda que, no fim da vida, seu julgamento será você e Deus.


Quarto: é importante compreender que Deus jamais violará as leis humanas e a liberdade que Ele mesmo deu para os seus filhos. Exemplo: para o marido voltar para casa, após ter abandonado a esposa, é preciso que ele queira voltar e faça esse caminho de volta. Deus não vai forçá-lo a fazer isso.


Outro exemplo: para que a doença seja curada, é preciso que o tratamento pedido pelos médicos seja realizado. Se Deus quiser curar instantaneamente, é mistério de fé. Mas é importante que o doente, na sua liberdade, escolha fazer todo o processo solicitado pelos médicos.
Deus me ama e consola


Mediante todas as orações não atendidas, as lutas vivenciadas, tenha uma certeza de fé: Deus o ama e consola. A maturidade na fé acontece quando nós crentes aprendemos que Deus não é obrigado a fazer as nossas vontades na hora que desejamos. O que precisamos é do Seu amor e consolo, pois “o justo viverá pela fé” e “perseveramos na fé para a nossa salvação” (Hb 10, 38-39).
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21 julho 2017

O que fazer quando perdemos a vontade de rezar?


        O que fazer quando perdemos a vontade de rezar?





                                           Perdi a vontade de rezar. E agora?

Há horas em que não sinto a menor vontade de dialogar com algumas pessoas, mas, porque preciso, acabo deixando minha vontade de lado e vou ao encontro delas, converso, trabalho, convivo e sigo em frente. Com Deus não é diferente. Às vezes, envolvo-me tanto com as coisas, que não sinto vontade de falar com Ele, ou seja, de rezar, mas porque sei que preciso e, até mais, dependo da Sua graça, vou ao Seu encontro por meio da oração.



É claro que isso exige empenho e perseverança, porque, na verdade, a vida de oração é um conquista diária; e como nenhuma conquista é isenta de lutas, é preciso lutar para ser orante. Aliás, Santa Teresa de Jesus afirma, em sua autobiografia, que oração e vida cômoda não combinam em nada; ela lembra ainda que uma das maiores vitórias do demônio é convencer alguém de que não é preciso rezar. Ou seja, quando o assunto é vida de oração, é preciso ter consciência de que se trata de um luta espiritual, e para vencer o único caminho é rezar com ou sem vontade. Até porque, como diz o ditado popular, “vontade dá e passa”. Se eu escolho deixar-me guiar apenas pelo meu querer, corro o risco de ser vazia, sem sentido.
Deserto espiritual

Eu sei que, com o passar do tempo e o acúmulo de atividades, corremos o sério risco de, aos poucos, irmos deixando a oração de lado ou rezarmos de qualquer jeito, até chegarmos a um “deserto espiritual” e termos uma certa apatia quando o assunto é oração. Mas é justamente, nesta hora, que precisamos ir além dos sentimentos e considerarmos que o “deserto também é fecundo” quando vivido em Deus, e pela sua misericórdia em nossa vida tudo é graça!

Consolações e desolações, alegria e tristeza, perdas e ganhos, tudo é fruto do amor de Deus, o qual permite vivermos as provas enquanto nos chama a crescermos e frutificarmos em toda e qualquer situação. Portanto, no ponto em que você está agora, volte a fixar sua alma em Deus e permita que Ele lhe devolva a si mesmo, pela força da oração.

Ao absorvermos tanta agitação e estímulos em nossos dias, acabamos perdendo o contato com nossa verdadeira essência, e ficamos tão distraídos e preocupados com tudo o que está acontecendo a nossa volta, que acabamos fragmentados, confusos e inseguros, sem nos lembrarmos de onde viemos, onde estamos e menos ainda para onde vamos. Só Deus pode nos reorientar.

Jesus tinha consciência disso quando disse a Seus discípulos: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação” (Mateus 26,41); eu diria, principalmente, a tentação de esquecer quem é você e qual é o seu papel neste mundo.
Então, vamos rezar?

Deixo aqui algumas pistas que podem servir para abrir caminho no seu relacionamento com Deus. Quando encontrar sua própria trilha, caminhará livremente e cada vez mais experimentará a alegria, que está na presença d’Ele por meio da oração.

1- Escolha o horário e o tempo que quer dedicar à sua oração e procure ser fiel a esse propósito. Assim como nos alimentamos diariamente, a oração deve ser o alimento diário da alma, aconteça o que acontecer.

2- Fundamente sua oração na Palavra de Deus e na Sua verdade. Fale com Ele com confiança e sem reservas, como quem fala com um amigo. Agindo assim, encontrará a paz e a harmonia interior que tanto procura, pois, como ensina São João da Cruz, “o conhecimento de si mesmo é fruto da intimidade com Deus, e é o meio essencial para a liberdade interior”.
Leia mais:

3- Reze com humildade, detendo-se sempre na palavra: “Seja feita a vossa vontade”. Lembre-se de que sua oração não pode ser movida simplesmente por gosto ou exigência, mas, acima de tudo, por gratuidade e confiança na misericórdia de Deus.

4- Pratique o que você rezou e não desvincule suas obras da oração, pois uma coisa tem tudo a ver com a outra. Caridade, perdão, alegria, confiança, fraternidade e paciência são características de quem reza.

5- Tenha seu próprio ritmo de oração. A imitação e a comparação não ajudam em nada. A vida dos santos, por exemplo, são setas que apontam para o céu, mas é você quem deve dar seus próprios passos para chegar até lá. Desejo que em cada amanhecer e também nas “noites escuras” você experimente pela oração o amor e a verdadeira felicidade, uma vez que esta consiste em amar e sentir-se amado. E ninguém nos ama tanto quanto Deus. Se alguma vez você perder a vontade de rezar, já sabe o que deve fazer: reze assim mesmo e seja feliz!
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19 julho 2017

Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?



Como fazer com que a espiritualidade se torne parte do nosso dia?


A espiritualidade precisar ser um exercício diário de fé e reconhecimento da presença de Jesus


Cultivar a espiritualidade ainda não faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Pouco se compreende que esse exercício é um pilar determinante na sustentação da interioridade e de uma qualificada participação na vida social. Por isso, muitas dinâmicas estão comprometidas. Ilusoriamente, pensa-se – talvez por forças de secularismos, excesso de racionalizações ou imediatismos – que a espiritualidade é opcional, mais apropriada para alguns mais devotos. Na verdade, a espiritualidade é indispensável para sustentar a vida de todos em parâmetros qualificados. Assim, um permanente desafio é estar em sintonia com o que diz o salmista nas Sagradas Escrituras: “Desde a minha concepção me conduzistes, e no seio maternal me agasalhastes. Desde quando vim à luz vos fui entregue, desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus”.

A humanidade, mesmo emoldurada por diferentes manifestações confessionais e religiosas, não prioriza o hábito de cultivar a espiritualidade. As consequências são o comprometimento da vida, com equívocos nos critérios que regem discernimentos e escolhas, a prevalência da mediocridade na emissão de juízos e nas iniciativas que deveriam corresponder à dignidade própria do ser humano, na sua inteireza. A cultura da dimensão espiritual no cotidiano significa reconhecer a presença de Deus no lugar que Lhe é próprio, conforme ensina o salmista, em oração: “Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. Vosso louvor transborda nos meus lábios, cantam eles vossa glória o dia inteiro. Não me deixeis quando chegar minha velhice, não me falteis quando faltarem minhas forças. Eu, porém, sempre em vós confiarei, sempre mais aumentarei vosso louvor”.


O exercício da espiritualidade

O lado espiritual não é apenas uma parte da existência. Trata-se de alicerce para a vida, cultivado pelo desenvolvimento da competência de se contemplar, isto é, tornar-se capaz de mergulhar no sentido mais profundo de cada ser, de cada criatura, superando superficialidades. E a oração é, por excelência, a experiência do exercício da espiritualidade. Causa empobrecimento considerar a oração como um recurso de poucos, para momentos passageiros de aflições maiores. As preces possibilitam o enraizamento de si mesmo na verdade e na fonte do amor que é Deus. Tertuliano, reconhecido escritor dos primeiros anos da era cristã, destaca a força da oração, ao comentar: “nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome. Agora, a oração cristã não faz descer o orvalho sobre as chamas, ou fechar a boca de leões, nem impede o sofrimento. Mas, certamente vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, acalma tempestades, detém ladrões, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam e confirma os que estão de pé”.

A oração possibilita ao humano experimentar o deserto de seu próprio ser. Leva-o a reconhecer sua condição solitária e pobre, para explicitar sua dependência de Deus. O lado espiritual de cada pessoa é que lhe permite assumir e conquistar a humanidade verdadeira e integral. Na espiritualidade, cultiva-se o silêncio que faz da própria vida um ouvir determinante, gera-se a competência para o diálogo que promove a cultura do encontro e quebra, com propriedade, a rigidez da mesquinhez. A experiência espiritual qualificada é que nos permite cultivar e aproveitar os nossos dons, edificando a unidade interior básica, que permite a inteireza moral e existencial. Quando se compromete essa unidade, a conduta pessoal sofre com reflexos negativos. E o caminho da espiritualidade, que possibilita uma condição humana qualificada, não pode ser trilhado apenas com a própria força, nem mesmo unicamente com a luz da razão. Trata-se de percurso impulsionado pelo Espírito Santo, que está presente em cada um dos que cultivam a abertura para receber seus dons.

A humanidade carrega um fardo pesado por não compreender a importância de cultivar a espiritualidade. Por isso, o cidadão contemporâneo fica moralmente enfraquecido gerando os descompassos que degradam o mundo. Assim, o investimento para transformar a realidade exige, de cada um, cultivar o lado espiritual. Eis o caminho que é fonte de soluções para os muitos problemas enfrentados pela humanidade.
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17 julho 2017

Contaminação espiritual: o perigo dos excessos e do relativismo


Contaminação espiritual: o perigo dos excessos e do relativismo






                                                     Existe contaminação espiritual?

Há alguns anos, era muito comum para nós, que fazíamos parte da Renovação Carismática Católica (RCC), ouvirmos as pessoas falando sobre a realidade da contaminação espiritual. Certamente, houve muitos erros em relação à essa realidade e até mesmo excessos. Para algumas pessoas, tudo girava em torno da possibilidade de “contaminar-se espiritualmente”. Assim era com as roupas que vestíamos, com certos alimentos, marcas e empresas com as quais, se tivéssemos contato, “correríamos o risco de sermos contaminados espiritualmente”. Também houve excessos sobre conteúdos que víamos na televisão como músicas, objetos e símbolos que usávamos em nosso dia a dia. Tudo precisava ser analisado com muito critério para não nos “contaminarmos”.



Percebi, porém, com o passar do tempo, depois dos excessos cometidos, que as pessoas começaram a assumir uma outra postura em relação a essa realidade de “contaminação espiritual”, e entraram num perigoso e arriscado terreno chamado relativismo. Era uma tentativa de apagar os “traumas” do passado deixados pelos excessos. Hoje, percebo que muitas pessoas, especialmente os jovens, estão caindo nesse perigoso relativismo, afirmando que não é necessário tanto rigor com determinadas realidades.
A questão da “contaminação espiritual” existe realmente?

Para entendermos um pouco mais, vamos ao significado do que a palavra “contaminação” significa. A palavra “contaminação” deriva do latim contaminatĭo, e se refere à ação de contaminar. Podemos dizer que faz referência a uma ação nociva de alterar as condições normais de uma coisa por agentes químicos ou físicos, uma forma de corromper, em sua originalidade, determinadas matérias.

Penso que aqui está a chave para a nossa questão, na palavra “corromper”! O que chamamos de contaminação espiritual é, na verdade, todo e qualquer tipo de contato que temos com realidades capazes de corromper a verdade ou a ação de Deus sobre nossa vida.

Utilizamos este termo “contaminação espiritual” somente para figurarmos que algo nocivo pode estar nos influenciando de maneira direta ou indireta. E que esse algo nocivo não provém de Deus nem mesmo faz parte da sã doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana.
Como saber se alguém pode ou não estar “contaminado espiritualmente?”

Não é tão simples assim discernir se uma pessoa pode ou não estar contaminada espiritualmente, pois como expliquei, vai além de regras impostas ou situações que determine de modo irreversível tal condição, pois é necessário que a pessoa tenha buscado ou tenha tido contato com uma realidade fora de Deus ou da doutrina Católica, a ponto de essa pessoa estar sendo, a partir de então, influenciada ou refém por tal decisão.

Há realidades que se as pessoas buscarem, certamente estarão “abrindo as portas” para uma ação direta do demônio sobre sua vida, trazendo para si algo de nocivo, que poderá corromper a ação e a amizade com Deus, e por isso poderia-se usar o termo “contaminação espiritual.”

Exemplo disso é quando buscamos todas e quaisquer realidades voltadas ao Ocultismo, a Magia, a Adivinhação, a Superstição, as seitas e filosofias que ensinam uma doutrina contrária à da Igreja Católica. Estas realidades podem ser muito nocivas, podem nos levar a caminhos longes de Jesus Cristo, e por isso “manchar”, “ferir”, “contaminar” a nossa relação com Deus.
Consequências da contaminação

Se uma pessoa tem contato direto com essas realidades, a probabilidade de corromper-se é grande, mas ainda assim não podemos afirmar que estão “contaminadas espiritualmente”, a não ser que já estejam colhendo as consequências dolorosas desta busca, como por exemplo, há pessoas que, depois que tiveram contato com essas realidades, começaram a ouvir vozes, verem vultos, terem pesadelos, dores crônicas, não conseguem mais rezar et).

Isso é um sinal de algo espiritual, maligno, que pode tê-las atingido. Ou ainda depois do contato com estas realidades deixaram de ir a Santa Missa, rejeitam os ensinamentos da Igreja, não se confessam, acham que não precisam mais da Igreja e etc… Isso tudo são sinais que podem indicar que algo foi corrompido, contaminado dentro da pessoa por uma força maior que ela mesma.

Extremos e relativismo

Os jovens têm buscado, cada vez mais, essas realidades voltadas ao ocultismo e à adivinhação, caindo num perigoso relativismo quando afirmam que buscam essas coisas somente para fazer o bem, que não tem a intenção de procurar o Mal, por isso buscar estas realidades não traria perigo! Na verdade ,correm um grande risco de se depararem com realidades diabólicas, sem ao menos saber do que se trata.

O que precisa ficar bem claro para nós e cair por terra são os extremos que algumas pessoas afirmavam. Elas nos trariam com uma contaminação espiritual, por exemplo, passássemos em frente a um terreiro que mexe com ocultismo, se passássemos ao lado de um despacho na rua, se comecemos em casas de pessoas de outras religiões, ou tívessemos contatos fisicos com elas, e outros tipos de extremismos sem lógica!
Onde Deus não se encontra

Uma outra realidade que geralmente sempre perguntam é sobre a leitura de livros, músicas e filmes, se podem ou não trazer o perigo de uma “contaminação espiritual”… Minha resposta e experiência podem afirmar o mesmo que disse acima: Se o que você vai ler, ouvir ou assistir, irá corromper a ação de Deus em você de maneira direta ou indireta, ou se vai levar você a um terreno de doutrinas contrários à nossa, muito cuidado, pois o Demônio pode usar de toda a sua astúcia para cumprir o seu papel de quem veio para roubar, matar e destruir… E ele nunca vai deixar transparecer as pessoas a maldade que estará por detrás daquilo que ele oferecer, ele sempre age sutilmente, mas objetivamente…

Podemos dizer que de certa forma existe sim a realidade do que chamamos de “contaminação espiritual”, mas que usamos a mesma como uma figura de linguagem, que expressa o perigo que corremos espiritualmente, quando buscamos realidades onde Deus não se encontra!
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15 julho 2017

A libertação pela Palavra de Deus



                      A libertação pela Palavra de Deus 

       Que por essa graça da Palavra de Deus você encontre a libertação que tanto necessita



A libertação da nossa vida acontece por meio da Palavra de Deus. Foi assim desde o início da missão de Jesus. Ele veio para curar todas as doenças que trazemos da nossa genealogia, dos nossos antepassados, da nossa árvore genealógica e até mesmo do ventre materno. Jesus vem curar todas as doenças que entraram na nossa vida por causa do nosso pecado.





Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com


Vejamos, como exemplo, a cura da hemorroíssa: Essa mulher sofria há doze anos de uma doença na qual ela tinha procurado a cura, e gastado todo seu dinheiro com os médicos, e os médicos não a tinham curado. Agora, ela encontra a Jesus. E ela vai ver Jesus. E ao ver Jesus ela é curada. Jesus sente que sai uma força dele. E essa força é o que cura essa mulher. E ela pela fé tomou posse e a maldição que pesava sobre ela foi quebrada. Essa é a pior doença relatada na Sagrada Escritura, porque o livro do Levítico (cf. Lv 15, 25-27) diz que quando uma mulher estava com sangramento, ela tornava-se maldita, e tudo o que ela tocasse tornava-se também maldito.


Muito maior do que o sangramento, do que a doença dessa mulher, era exatamente a humilhação de viver isolada, longe de seus filhos, longe de seu marido, longe da sociedade sem poder tocar em nada, porque tudo o que ela tocava se tornava maldito.


No caminho, Jesus estava indo para a casa de Jairo, onde a filha de Jairo estava morta. Ela também tinha doze anos. E Jesus chega e diz: “Talitá, cum!” (Menina, levanta-te!) e a menina se levantou imediatamente. A doença leva à morte. Jesus leva à vida!

Jesus é a cura. O nome de Jesus já diz: Ele é o Salvador. E a palavra “salvador”, no grego, significa “aquele que vem trazer a cura”. Cura do corpo e da alma. Jesus é Aquele que vem para quebrar toda a maldição de doença que se encontra no ser humano.


Essa hemorroíssa representa todas as gerações antes de Jesus Cristo, ou seja, as doze tribos de Israel. A filha de Jairo, por sua vez, representa todas as gerações até à vinda última de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, a geração apostólica. Então a cura em Jesus é para todos aqueles da nossa família que nos antecederam e é para todos aqueles que virão depois de nós até à vinda última de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Bíblia deixa isso muito claro!
Oração


Eu estendo as minhas mãos sobre você agora, e em nome de Jesus, pelo poder de todas as chagas do Senhor, pelo poder do Sangue de Jesus aspergido em cada uma dessas chagas, eu ordeno que toda doença física, toda célula cancerígena, toda bactéria de infecção, todo tumor, toda doença degenerativa, toda e qualquer doença que esteja no seu corpo, nos ossos, nos músculos, na pele, na carne, na corrente sanguínea, toda doença diagnosticada, em tratamento ou desconhecida, que ela se retire agora da sua vida e vá aos pés da Cruz de Cristo, e que você receba o milagre. E nesse ato de fé eu ordeno, a toda central de distribuição de células cancerígenas, que ela seja agora cancelada em nome de Jesus, e que você receba o milagre em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Deus o abençoe. E que por essa graça da Palavra de Deus você encontre a cura e a libertação que tanto necessita.
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13 julho 2017

A cura pela Palavra de Deus

                       A cura pela Palavra de Deus






                                              É pela fé que somos curados

“Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade” (Mt 10,1). Quando Jesus envia Seus discípulos em missão, Ele já lhes confere o poder, porque sabe da importância de um homem curado do corpo e da alma.

A primeira cura que Jesus faz na Bíblia é a libertação de um homem possesso de um demônio. O Senhor ordena que esse demônio se retire daquele homem. Então, o inimigo, imediatamente, obedece a Jesus e vai embora.





A segunda cura que Jesus faz na Bíblia – e Ele atribui isso a um milagre – é a cura da sogra de Pedro, que estava com febre. Ao ser curada por Jesus, ela imediatamente começa a servir ao Senhor.

Se nós fizermos todo um acompanhamento da vida de Jesus, a última cura que Ele faz é curar o cego que estava no caminho de Jericó, quando o Senhor ia para Jerusalém passar pelo suplício do madeiro da Cruz, onde Ele libertou toda a humanidade escrava do pecado e de satanás.

Aqui é importante lembrarmos por que a cura tem de acontecer: Jesus faz questão de associar toda doença, todo mal físico a um demônio. E Ele dirá que, ao ser liberta do demônio, a pessoa também é curada de todo mal físico e de toda a opressão espiritual. É impressionante como Jesus gostava de mostrar, na Bíblia, que a cura é natural quando invocamos o Seu nome. Ela é natural quando temos fé, e é pela fé que somos curados.

A Palavra de Deus também vai nos advertir para que não se pense que alcançaremos alguma coisa sem ter fé (cf. Tg 1,6-7). Então, se você está doente, precisa de um sinal, de um milagre de Deus, é pela fé que isso acontece.
É necessário deixar a vida velha para trás

Quando Bartimeu, no meio do caminho, começa a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”, o Senhor manda chamar o cego. No meio daquela multidão, o único que enxergou Jesus foi o cego, e isso é um grande sinal de fé. A fé daquele cego foi o que fez com que Jesus o chamasse. O homem deu um salto e deixou a capa. O que significa, aqui, “deixar a capa”? É deixar a vida velha, é deixar a vida de pecado. Bartimeu deixou toda aquela vida de maldições que herdou, já desde o ventre materno, para seguir Jesus. E quando ele chegou diante do Senhor, seus olhos estavam abertos e ele estava curado.

Quando Jesus chega diante daquele paralítico, à beira da piscina de Siloé, pergunta a ele: “O que você precisa?”. O paralítico responde: “Estou aqui esperando ser curado, esperando o anjo passar e a onda na água acontecer, para que eu possa mergulhar e ficar curado da minha paralisia”. Mas como ele iria pular na piscina se os outros sempre antes que ele entravam naquela água? Então, Jesus diz: “Vai, toma a tua maca. Tu estás curado”. Jesus faz questão de curá-lo, porque sabe que, uma pessoa que caminha, tem de entender que ela precisa caminhar livre de todo mal físico e espiritual.
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11 julho 2017

A Missa explicada por padre Pio


                      A Missa explicada por padre Pio

                                        Conheça a Missa explicada pelo padre Pio

Padre Pio era o modelo de cada padre. Não se podia assistir “à sua Missa”, sem que nos tornássemos, quase sem perceber, “participantes” desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar. Crucificado com o Crucificado, o padre revivia a Paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois o ajudava na Missa.



Ele nos ensinava que só poderíamos obter nossa salvação se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: “Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós” (27 de julho 1917).

Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a Celebração da Eucaristia, era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e realizar que o padre, no altar, é Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em Seu padre, revive indefinidamente a mesma Paixão.
Etapas da Santa Missa

Do sinal da cruz inicial até o ofertório é preciso encontrar Jesus no Getsemani, é preciso segui-Lo na Sua agonia, sofrendo diante desse “mar de lama” do pecado. É preciso unir-se a Jesus em Sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem nem mal. A partir dessa visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente.

O Ofertório: É a prisão, chegou a hora…

O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta “hora”. Desde o início da oração Eucarística até a Consagração, nós nos unimos (rapidamente!) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no “Memento”, olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.

A consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa. Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Esse é o sentido da oração litúrgica, que segue imediatamente à consagração.

“Por Cristo com Cristo e em Cristo” corresponde ao grito de Jesus: “Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!”. Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: “Pai Nosso…”. A fração da hóstia indica a Morte de Jesus.

A Intinção, instante em que o padre, tendo partido a hóstia – símbolo da morte –, deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue. Esse ato marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos, e é o Cristo Vivo que vamos comungar.

A bênção do padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do maligno.
Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho, o que eu fazia cada dia. E com que alegria!

Pe. Jean Derobert
Palavras do padre Pio

Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: “Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh, quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã! O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar. Padre Pio chorava de alegria. Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suportá-lo sem chorar”.

Ao padre Agostinho, 18/04/1912, em “Padre Pio, Transparent de Dieu”, J.Derobert.
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08 julho 2017

Ser presença nos tempos atuais


                           Ser presença nos tempos atuais

                        Ser presença é ser capaz de acompanhar as mudanças da história

Na seara midiática, somos presença na vida das pessoas, mas de forma muito mecânica. Ali, não sentimos o “calor humano”, o olhar nos olhos e a proximidade corpo a corpo. O mundo globalizado encurtou as distâncias e distanciou as pessoas. Com isso, perdemos a dimensão rica e fundamental da vida de comunidade fraterna.




No entender dos crentes, Deus sempre marcou presença na história dos povos. É uma presença fundante, que dá sustentação para a existência das criaturas e questiona a pessoa humana quanto à prática do bem. No meio de crises, desastres e catástrofes da natureza, Deus nos convoca para acolher e respeitar a vida.

Ser presença é ser capaz de acompanhar as mudanças da história, de adaptar-se às novas mentalidades sem perder aquilo que é essencial, isto é, a vida com dignidade. Não podemos cair na infertilidade, no descompromisso com o bem comum. Ser infértil é ser presença que não consegue entender o valor da vida.

Superar atitudes de comodismo

Moisés foi uma presença marcante na vida do povo hebreu. Para isso, teve de superar atitudes de comodismo, “tirar as sandálias” e colocar-se a serviço da libertação do povo. Assim, ele descobriu sua própria identidade, entendeu ter sido chamado por Deus para desempenhar uma importante tarefa, sendo presença nas dimensões de líder no meio do povo.

Como libertador, Moisés se apresenta na figura de alguém que é capaz de amar povo, com quem faz um pacto de preservação da vida. Sua ação revela a presença constante e transformadora de Deus nos fatos da história. Significa que o ser humano foi sempre acolhido, mesmo em situação de escravidão e dignidade negada.

Sentimos em nossos tempos grande fragilidade na prática de fé. Até falamos de uma fé inconsistente, sem falar propriamente da falta de fé. Significa não reconhecer a presença de Deus no mundo e, muito menos, na vida de cada pessoa. Em muitos casos, a falta de fé ocasiona atitudes de desequilíbrio e atos que não condizem com as realidades inerentes à dignidade da pessoa humana.
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06 julho 2017

Quando o inesperado bate à nossa porta


                  Quando o inesperado bate à nossa porta


                          Precisamos aprender a viver intensamente cada momento

No nosso cotidiano, envolvidos nas tarefas e nas situações do dia a dia, sempre nos esquecemos de algumas coisas básicas, até nos depararmos com o inesperado. Muitas vezes, nós nos envolvemos tanto com as tarefas, que acabamos nos esquecendo de Deus, dos irmãos, e de que a nossa vida é finita. Vivemos como se o nosso tempo aqui fosse infinito; e, assim, perdemos tempo. Deixamos de amar aqueles que nos cercam.




A finitude do nosso tempo faz com que nos esforcemos para aproveitar o tempo de vida de que dispomos e não deixemos passar em vão ocasiões e momentos irrepetíveis. Cada minuto de nossa vida, ao lado das pessoas que conhecemos e amamos, é único e precisa ser aproveitado com toda a sua intensidade. Cada encontro com o outro é uma oportunidade que não volta a se repetir.
Uma experiência com o inesperado

Em 2002, vivi a experiência do inesperado bater à minha porta, quando meu irmão sofreu um grave acidente de carro e, em fevereiro de 2004, foi para junto de Deus. No ano do acidente, posso dizer que tive a graça de aproveitar breves momentos, intensamente.

Ele morava em Araguaína (TO) e eu estava na missão de Natal (RN). Ele foi para casa de férias, no fim de ano, mas, devido à missão, eu não pude ir. Como somos pernambucanos, ele estava a poucas horas da cidade onde eu estava, e, na hora de voltar para sua cidade, ele mudou a rota e passou, em plena madrugada, na minha casa, para matarmos um pouco as saudades. Essa foi a última vez que eu vi o meu irmão com vida. Foram poucos minutos, mas vividos com intensidade, vividos como únicos e irrepetíveis.

Hoje, compreendo que a consciência de nossa finitude nos dá oportunidade para concentrarmos a atenção no essencial. Dá-nos oportunidade de entendermos que cada pessoa é única e irrepetível. Ensina-nos a não pararmos nas diferenças, mas olharmos a individualidade de cada um como riqueza. Ensina-nos a sairmos de nós mesmos para servir o outro, para amarmos o outro. Ensina-nos a viver cada momento como único.

Assim, conseguimos viver o tempo presente como ele deve ser vivido, colocando nossas preocupações em Deus e nos concentrando na essência da vida: amar e servir. Precisamos aprender a viver intensamente cada momento. Aprender a não nos deixarmos levar pelas tarefas e atividades do cotidiano, para não deixarmos passar em vão os momentos de encontro com o outro, a não deixarmos passar em vão as oportunidades para amar.
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04 julho 2017

Oração de cura interior pelas etapas da vida


              Oração de cura interior pelas etapas da vida

                Juntos, rezemos, essa oração de cura interior específica para cada idade

Oração de cura interior de 0 a 6 anos

Senhor Jesus, precisamos muito de Ti e de Tuas graças desde a nossa concepção, pois, depois de adultos, percebemos muitos sofrimentos em nós, os quais começaram antes mesmo da nossa fecundação.

Sabemos, Senhor, que somente Tu tens o poder de fazer novas todas as coisas. Tu fostes gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria; a genética é de Tua mãe, e por ser ela cheia de graça, a fecundação foi maravilhosa!





Hoje, pedimos-Te, Senhor, que Teu Sangue lave a genética vinda de nossos pais, lave toda contaminação espiritual, todas as doenças e maldições, todos os problemas de rejeição e sofrimentos, tudo que nossa mãe absorveu com relação a vícios, brigas, abandonos, violências, desrespeitos e demais coisas que possamos ter enfrentado durante os nove meses de gestação. Sabemos que o Espírito Santo pode nos fazer nascer de novo, por isso entregamos nossos sofrimento em Teu poder, no Espírito Santo.

Pedimos ao Paráclito que faça novas todas as coisas, até mesmo nos faça nascer de novo e cure, desde o momento de nosso nascimento, todos os traumas que possamos ter enfrentado naquela hora, seja por cesária, parto normal ou forçado. Cura, Senhor, todas as dificuldades de aleitamento, amamentação, doenças, vacinas, a nossa criação em casa, as feridas por abandono, as agressões, nossos relacionamentos com irmãos, tios, primos e avós. Cura também, Senhor, a ida à escola, o contato com outras crianças e todo sofrimento que experimentamos em nossa primeira infância.

Oração de cura interior dos 7 aos 14 anos

Pai querido, nessa fase da infância, muitos de nós experimentamos abandonos e dúvidas em relação à nossa família, às rejeições nas diferenças de idade, do nosso corpo e sexo (masculino e feminino). Temos dúvidas em relação à diferença no nosso metabolismo, na cor da nossa pele, no nosso físico e cor dos nossos cabelos e olhos. Temos problema com nossa condição financeira, com a casa em que moramos e os bens que possuímos; e muito dessas coisas trazem para nós sentimentos de feridas emocionais. Por isso, Senhor, queremos Lhe pedir a cura, um renascer no Espírito Santo.

É na idade de criança para adolescência que muitos complexos se desencadeiam em nós, muitos problemas de rebeldias, frustrações , incompreensões, medos e inseguranças. É nesta fase que surgem os complexos em relação ao abandono da família, às violências e aos abusos, sejam eles sexuais, de autoridades, de poder ou as dificuldades escolares com professores e colegas. Nos meninos, os traumas com a primeira ejaculação; nas meninas, a primeira menstruação; com ambos, os desejos de namoro, as paixões e todas as frustrações de não ser correspondido, os apelidos, as palavras que machucam e ferem. Queremos agora, Senhor, pedir a cura para essa fase tão delicada da nossa vida! Que Teu Sangue nos lave e que o passado não nos machuque mais. Éramos adolescentes e assim agíamos, mas não queremos mais ficar na condenação nem preso a esse passado.
Oração de cura interior a partir dos 14 anos até o dia de hoje

Senhor Jesus, Tu passaste por este período crítico da vida, que vai da adolescência à idade adulta, passando pela juventude. Por isso, gostaríamos de ter amado mais nossos pais como deveríamos, ter enfrentado doenças graves, não ter aprendido tantas coisas erradas por não dar ouvidos aos nossos pais, mas a outros adolescentes como nós ou maiores e mais experientes. Estes, Senhor, aproveitaram-se de nós usando argumentos falsos, induzindo-nos ao erro, a uma sexualidade errada, à masturbação, pornografia, bebidas ou drogas, mentiras, desonestidades, traições, adultérios e abandono da fé e da Igreja. Essas pessoas nos levaram ao abandono das verdades e da pureza, entregando-nos a uma vida impura.

Com essas atitudes, Senhor, vieram muitas consequências. Mas estamos arrependidos, queremos nos libertar desse entulho da nossa consciência, da nossa alma e tudo que ficou como pecado, miséria e sofrimentos interiores. No entanto, temos consciência, hoje, de que com o Teu poder e com o Espírito Santo podemos renovar todas as coisas, santificar o nosso passado com uma vida nova, pura e digna.

Senhor, queremos entregar nossa história, e muitas foram as histórias e decepções na formação escolar, com professores que não tinham fé e, por essa razão, abalaram nossa relação com a Igreja e com Deus. Entregamos-Te outros amigos nessa mesma dimensão, os erros formativos na vida profissional, no trabalho e assim também os erros nos namoros, noivados e casamentos, a geração de filhos, na formação de um lar religioso.

Desejaríamos não ter vivido dessa forma, seria bem melhor do jeito de Deus! Mas erramos e, agora, temos de arcar com as consequências. Por isso, Senhor, pedimos Tua ajuda e libertação daquilo que nos prende e escraviza.

Sabemos que, às vezes, abandonamos a fé , envolvemo-nos com ocultismo, acreditamos na reencarnação, buscamos outros deuses. Quanto à nossa família, aos nossos amigos, trabalho e fé, pedimos que nos liberte e nos lave com Teu Sangue. Hoje, queremos consagrar a Ti nossa vida, família e trabalho, nossos bens, nossa casa e tudo que possuímos para vivermos essa vida nova em Teu amor.
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02 julho 2017

Sete dicas para trilhar um caminho de cura interior


       Sete dicas para trilhar um caminho de cura interior


A história pessoal de cada um traz experiências dolorosas que necessitam de cura interior


Se por algum motivo você se interessou em ler este artigo, convido você a parar por uns instantes e iniciar um outro artigo: A cura interior gera um ambiente familiar saudável. Para trilhar um itinerário de cura, é necessário tomar consciência de sua necessidade, entrar nos processos interiores, os quais, muitas vezes, são exigentes e até podem doer um pouco. Para sarar, em algumas situações, tem de abrir a ferida, mexer nela e identificar o tratamento certo. Acredite: tomar consciência da necessidade da cura interior já é iniciar a cura. E quando você a conhece, compromete-se com ela.




Após essa reflexão, vamos a algumas dicas de como trilhar uma caminho de cura interior. Claro que existem muitas outras orientações a esse respeito, mas eu lhe apresento algumas.
Dicas para trilhar o caminho de cura interior

1) Recorrer aos sacramentos como fonte de cura e libertação (sacramento do batismo, se acaso você não foi batizado; sacramento da reconciliação, de reconciliar-se com si mesmo, com Deus e com o próximo; sacramento da Eucaristia, alimento solido espiritual.

2) Autoconhecimento: Deus trabalha com o seu real para alcançar o ideal. Quando você se conhece, compromete-se e não permite que todos deem palpite sobre como você deve ser. Seja quem você é, sem trair sua consciência, pois é nela que Deus habita.

3) Buscar ajuda adequada: diretor espiritual, psicoterapia, pessoas com ministério de cura interior. Se ainda você não encontrou essa ajuda, reze e peça a Deus que possa lhe conceder Sua providência, pois Ele é o maior interessado em sua cura.

4) Saborear e admirar a vida: enxergar a beleza oculta em si mesmo, nas pessoas, nas coisas mais simples e complexas. Dizer, muitas vezes, “eu sou belo”, porque essa é uma frase tão natural como emocionante.

5) Possuir atitudes de louvor: ter o coração grato pelos pequenos e grandes milagres diários, louvar pelo dom da vida, louvar pelo sol, pela lua, pelo vento, louvar pelo passado, pelo presente e futuro.

6) Dar novo sentido ao sofrimento: não sofrer em vão, aprender com sabedoria o que o sofrimento pode lhe ensinar e assim fazer novas escolhas.

7) Amar como fonte de cura para si mesmo: sair da condição acomodada e egoísta. Uma espiritualidade saudável, com os pés na terra, contribui para que as pessoas sejam capazes de amar verdadeiramente, e em suas relações e encontros possam passar pela experiência de serem amadas.

É preciso compreender que o caminho de cura vai até contemplarmos a Deus na eternidade. E quanto mais curados, mais santos e prontos para seguirmos a Deus com generosidade.

Um coração curado é capaz de agradecer a Deus pelo o que se é e o que se tem. Não possui inveja nem comparação. Um coração curado reconhece que é capaz de compartilhar e aceitar o que não possui. Um coração curado é feliz e alargado para o amor.

Deus abençoe seu caminho de cura interior. Estamos juntos nessa!
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30 junho 2017

A diferença entre gestos de amor e carência afetiva


          A diferença entre gestos de amor e carência afetiva

                     Saiba identificar a diferença entre gestos de amor e carência afetiva




Quem de nós nunca se viu perdido frente a um sentimento? Essa é uma das grandes lutas do ser humano: aprender a amar de verdade. Até que ponto meu sentimento é equilibrado nesse relacionamento? Estou amando ou estou só preenchendo minhas carências?

Quando amo, minhas ações e atitudes surgem impulsionadas pelo desejo de doar-me, de construir o outro, mesmo que isso exija muito de mim. A felicidade do amar está em dar-se e perceber que, ao me dar, sou mais completo. No amor verdadeiro, não há posse nem ciúme, pois o outro não é meu domínio, não há isolamento.

O amor não exige resposta, não é determinado pelo que recebe em troca. O amor é gratuito, não precisa ser pago, por isso posso amar mesmo quando o outro não merece e posso perdoar quando o outro não consegue responder também com amor. O amor me faz fiel, confiável, solícito, paciente e bondoso; ele inclui o outro na minha verdade, na minha intimidade, sem exigir exclusividade ou permanência eterna. Só o amor verdadeiro nasce da liberdade.
Carência afetiva

A carência afetiva é uma tentativa de autopreenchimento. Por me sentir necessitado, sou impulsionado a buscar no outro o que me falta. Meus gestos bons, meu esforço para acertar são uma forma de conquista e troca, para que receba em retorno carinho, simpatia, reconhecimento, elogios e intimidade. Quando consigo fazer com que alguém se torne próximo, quero garantir essa relação para que sempre tenha essa fonte de contato para mim.

A carência é ciumenta, tenta exclusividade por meio do isolamento; ela é uma forma de usar o outro, roubando a liberdade de todos os envolvidos. Num relacionamento carente, acontece o vício do outro, a dependência. Minha felicidade fica condicionada a outra pessoa.



Sei que parece muito infantil essa descrição da carência, mas quero lhe dizer que todas as pessoas precisam equilibrar, todos os dias, seus sentimentos. A tendência (concupiscência), por eu ser marcada pelo pecado, é agir de acordo com as carências que carrego. Ninguém está totalmente estável em seus afetos. Todas as pessoas têm cicatrizes de desamor, de abandono e decepção, todas são carentes. Isso me lembra que sou humana, que não sou completa, por isso preciso saciar constantemente minha carência na Fonte verdadeira de amor. Mesmo com a experiência verdadeira do Amor de Deus, essas cicatrizes ficam em mim.

Reconhecer que minha necessidade é contínua faz-me ver que não estou livre de errar em meus afetos. Todos os dias, posso errar ou acertar, posso usar do outro ou me doar. O que vai determinar isso é o quanto estou saciado em Deus.

Relacionamentos bons podem se tornar desequilibrados ao longo do tempo. Após um momento de me deixar guiar por minhas carências, posso me redimir por meio do perdão, posso retomar o caminho de doação sem cobrança. A graça de Deus tem força e capacidade para superar e suprir todas as minhas carências, e assim me tornar livre para amar de verdade. Mas a graça é para o hoje. A graça de Deus não altera o ontem, não me dá carga extra para o amanhã. Ela é para o agora! É como um copo furado, que é totalmente preenchido, mas, como tem um ponto de esvaziamento, é necessário encher frequentemente.

A cada atitude minha, preciso perguntar: faço isso por que quero uma recompensa ou por que quero me doar? Se não recebesse algo bom em troca, ainda agiria assim?

Reconhecendo que sou necessitada, vejo-me dependente de ter a experiência verdadeira de amor com Aquele que é sua origem e fonte inesgotável. Só quem se sacia frequentemente em Deus pode amar de verdade. Ele me recompensa!
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28 junho 2017

Nossa oração muda a vontade de Deus?


                  Nossa oração muda a vontade de Deus?

                         Nossa oração precisa ser diante daquilo que Deus nos oferece

Conhecemos a famosa frase: “Tudo pode ser mudado pela força da oração”. Ela já deu até música, como canta Salette Ferreira. Mas você já se perguntou se a sua oração é capaz mesmo de mudar a vontade de Deus? Com os seus pedidos e com a sua súplica, Deus mudaria sua vontade? Seria possível nós, como criatura, mudarmos a vontade do Criador?

Saiba que, se você já se fez essa pergunta, não foi o primeiro. São Tomás de Aquino, um grande santo e doutor da Igreja, já nos catequizou em cima dessa pergunta. Em sua Suma Teológica, no artigo 2, da questão 83 da II IIª Parte, onde fala especificamente da oração, ele nos aponta a reposta dessa pergunta, que lhe é feita exatamente desta forma: “A oração dobra o espírito, a quem oramos, a fazer o que lhe pedimos? Ora, o espírito de Deus é imutável e inflexível, conforme aquilo da Escritura: ‘Mas o triunfador em Israel não perdoará nem se dobrará pelo arrependimento’, logo, não é conveniente orarmos a Deus.”


Qual o sentindo de orar?

Se não somos capazes de dobrar a Deus, a quem oramos, então, qual o sentido de orar? Qual o sentido de pedir, se não vamos conseguir o que queremos, já que Deus não vai se dobrar à nossa vontade? É aí que Tomás nos apresenta o sentido da oração. Nós, homens, não oramos para mudar a vontade de Deus, ao contrário, oramos para alcançarmos aquilo que Ele nos ofereceu, mas que só conseguiremos por meio da oração.


É mais ou menos assim: Deus me deu um presente, mas deixou do outro lado da rua. Para que eu pegue esse presente, faz-se necessário que eu atravesse a rua. Se eu ficar parado desse lado, nunca conseguirei o presente. Com isso, entendemos que, Deus nos deu um presente e a via para o qual conseguiremos alcançá-lo é a oração. Se eu não atravessar, não pego o presente; se eu não orar, não pego o presente. O mais interessante é saber que Deus já me deu esse presente. Ele não vai me dar quando eu chegar do outro lado, ele já é meu, mesmo que eu fique desse lado da rua, ele já está lá.
A oração nos muda

A oração, portanto, não é para mudar a vontade de Deus, mas é para que ela nos mude. Orando, e somente orando, vamos entender qual é a vontade de Deus para nossa vida. Por isso, é extremamente necessário ter uma vida de oração, pois é por meio dela que vamos entrar em sintonia com a vontade do Senhor. É a vida de oração (e aqui podemos traduzir como a intimidade com Deus) que vai moldar o nosso coração no formato do coração de Deus. A própria oração tem várias características: oração de intercessão, de súplica, agradecimento, louvor a Deus etc. Todas elas vão nos fazer mais próximo do coração de Deus.

Então, não deixemos de pedir, não deixemos de orar pensando que a oração não tem efeito, já que não vamos mudar Deus. Muito pelo contrário, rezemos mais, peçamos mais, pois é essa oração que vai nos mudar. E é isso o que importa: nossa conversão diária, para, cada vez mais, estarmos perto de Deus.
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26 junho 2017

A solidão necessária


                              A solidão necessária

Nem toda solidão deve ser curada ou reprimida, há a solidão como condição necessária para o encontro


Por muito tempo, a solidão foi tratada como algo ruim ao ser humano, definida como “vazio interior”, associada ao isolamento de pessoas e até diagnosticada como doença. Toda definição de solidão como algo plenamente negativo está equivocada. O ser humano, por natureza, tende a ser para os outros, tende a relacionar-se e a viver em sociedade, mas também tem necessidade de estar com si mesmo, de viver uma solidão necessária.

Não me refiro aqui ao isolamento patológico, aquele que surge mais como sintoma de uma enfermidade e não pode ser definida apenas como um sentimento, como é o caso da depressão, por exemplo, visto que esta deve ter o acompanhamento profissional e tratamento médico.



O homem moderno é um fugitivo, e talvez a grande causa desse problema esteja na fuga de si mesmo, na incapacidade de estar a sós. Ele foge de uma solidão que quer lhe fazer bem.

Muitas pessoas evitam uma solidão que lhes permite estar com si mesmas, fogem da possibilidade do encontro, da cura e do autoconhecimento. Geralmente, fugimos de algo que nos assusta, daquilo que não queremos enfrentar e que nos causa dor e tristeza.

Ainda quando crianças, tínhamos medo do escuro ou dos “monstros” que poderiam surgir dos lugares mais bizarros de nossa casa; enfim, tínhamos medo do misterioso e das fantasias criadas por nossos pais e por pessoas com as quais convivíamos. O homem moderno continua temendo o desconhecido, no entanto, este não está nem tanto no exterior ou nas fantasias criadas pelos outros; o homem, ainda que inconscientemente, tem medo do seu “desconhecido” interior, de mergulhar nas profundezas do seu ser, e como a solidão é a porta para adentrar no desconhecido do seu “eu”, ele cria mecanismos de defesa, entra no “agito”, no trabalho frenético, nas “baladas” sem fim, na busca desenfreada por dinheiro, sexo, diversão, tudo isso como medo de si mesmo.

Existe uma solidão necessária para o homem como alternativa da busca de si mesmo, não para se encerrar em si, mas para transcender, pois o ser humano, por si só, também é um poço de limites. Entregue a si mesmo, ele também não se satisfaz, mas sua finitude o impulsiona para o infinito. Aqui entra a maravilhosa descoberta filosófica – e por que não teológica? – de Santo Agostinho: Noli foras ire, in teipsum redi: in interiore homine habitat veritas. Em português: “Não vá fora, entra em ti mesmo: no homem interior habita a verdade”.
Abençoada solidão

No seu pensamento, Santo Agostinho, doutor da Igreja, percebe que quanto mais o homem fica no exterior, tanto mais esvazia-se de si mesmo; ao contrário, quando este entra em si mesmo, recolhendo-se em sua intimidade, é justamente aí que encontra Deus. Então, constatamos que o segredo para o ser humano é a intimidade consigo e com o seu ser espiritual.

Esse grande santo da Igreja não entende o homem espiritual como aquele que rejeita as coisas materiais; o homem espiritual, para ele, é, antes de tudo, aquele que tem a capacidade de mergulhar na sua alma e ali encontrar o Senhor, que faz morada na alma do homem.

No entanto, muitos de nós, hoje, não compreendemos isso, a nossa ideia de Deus lá nos céus, incapaz de ser alcançado, muitas vezes, é objeto do temor de entrarmos em nós mesmos e de nos conhecermos. Por isso, muita gente, quando foge da solidão, foge de si mesma e, por consequência, foge do encontro com o Todo-poderoso.

Existe em nós uma abençoada solidão, aquele “vazio” interior que não é algo ruim, mas sim o convite do próprio Deus para O encontrarmos num lugar em nosso interior, no qual somente Ele habita. E ali é só Ele e você, nada nem ninguém mais, silêncio e diálogo (oração). Todo homem recebe este convite, mas poucos respondem a ele. Portanto, nem toda solidão deve ser curada ou reprimida, pois há a solidão como condição necessária para o encontro, e esta deve ser vivida.
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24 junho 2017

O sentimento de solidão não pode reger a vida


              O sentimento de solidão não pode reger a vida

                              O coração caminha pleno de presença e ausente de solidão

Uma das realidades que mais castigam o homem de hoje, juntamente com as doenças psicossomáticas, é o sentimento de desconsolo e solidão. É comum encontrarmos, nos cenários de nosso tempo, corações que, mesmo estando acompanhados por muitas presenças, se sentem profundamente sós.





Percebe-se que muitos dos olhares dos que habitam nosso tempo perderam a sensibilidade para com o simples e o descomplicado da vida, sendo assim incapazes de se descobrirem encontrados e acompanhados no comum e ordinário dos dias.

Diante da rotina e da simplicidade de cada dia, somos constantemente tentados a enxergar pessoas e situações sob o peso do tédio, sem vislumbrar nada de novo e sem perceber uma presença que dê sentido às lutas e aos desafios próprios do nosso cotidiano. É mais fácil fazer o bem e até perceber Deus em ocasiões extraordinárias e incomuns, contudo, a virtude mora no olhar que consegue fazer a experiência com Deus em meio ao comum dos dias.
Na solidão, fazer a experiência com Deus

O coração que tem o devido tino para descobrir o Eterno no tempo e o Sagrado no comum passa a se sentir mais acompanhado e visitado naquilo que é e experiência com Deus cotidianamente. Assim, a vida se torna menos pesada e só e o homem percebe que não é um ser jogado e desconsolado na existência.

Em um universo globalizado, globalizante e globalizador, torna-se fácil perder-se no todo e dissolver-se na massa humana das grandes cidades e concentrações sociais, sentindo, com isso, o desconsolo de se entender mais um em meio a um aglomerado de histórias.


Deus se faz presente em cada fragmento


Todavia, é necessário entender que Deus se faz presente em cada fragmento do que somos e vivemos, Ele cuida de nós e nos acompanha em tudo o que ilustra e compõe os nossos dias. Quem consegue perceber essa presença no comum de seus dias, pode contemplar a sua rotina de maneira acompanhada e sempre nova, sem o peso e o tédio próprios daqueles que experienciam a angústia de se sentirem na solidão e desconsolados em suas histórias.

O olhar precisa desenvolver a devida sensibilidade para, assim, enxergar o comum da vida. Dessa forma, o ordinário investe-se de novidade, e o coração caminha pleno de presença e ausente de solidão. Descubramos essa presença no normal de nossa vida e permitamos que esse consolo de Deus traga uma nova ordem e um novo sentido aos nossos passos.
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22 junho 2017

Sete atitudes de mulheres da Bíblia que toda cristã deveria imitar


      Sete atitudes de mulheres da Bíblia que toda cristã deveria imitar.
                                Conheça algumas mulheres da Bíblia para se inspirar

Neste mês de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Realmente, uma data para ser comemorada, pois as mulheres têm, cada vez mais, destacado-se na sociedade, dando lhe grandes contribuições. Não é diferente no meio cristão. Hoje, pesquisas afirmam que as mulheres já são maioria nas igrejas. Elas têm sido uma grande bênção na vida da Igreja do Senhor Jesus. Apesar do grande machismo existente nas culturas descritas na Bíblia, encontramos a menção de grandes mulheres que têm muito a nos ensinar. Em homenagem às mulheres, gostaria de destacar sete atitudes de mulheres da Bíblia que todo cristão deveria imitar.



1-) A humildade de Maria, mãe do Senhor Jesus

Maria foi escolhida dentre diversas moças para ser a mãe do Salvador. Talvez isso pudesse trazer ao coração dela certo orgulho, certa altivez. Ela, no entanto, declarou algo que todos nós precisamos declarar diariamente a Deus: “Então, disse Maria: ‘A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada’…” (Lc 1,46-48). A humildade de Maria, em colocar-se nas mãos de Deus e cooperar com o Senhor na Sua grande missão, é algo realmente fascinante, que todo crente deveria imitar.

2-) A perseverança na oração de Ana

Ana não tinha uma vida fácil. Seu marido Elcana havia se aproveitado da tradição para ter duas mulheres (1 Sm 1,2). Ainda por cima, Ana era estéril, algo considerado como uma espécie de maldição em sua época. Era desprezada pela outra esposa do marido e carregava grande tristeza no coração por causa de tudo isso (1 Sm 1,6). Mas não desistiu de seu objetivo de ter um filho e não se entregou à murmuração, antes, foi perseverante na oração e pode declarar: “Ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do Senhor o pedi.” (1Sm 1,20)


3-) A coragem de Maria Madalena para superar o passado

A Bíblia diz que Maria Madalena era uma endemoninhada. Jesus expeliu dela sete demônios (Lc 8,2). Não temos muitos detalhes do passado dessa mulher, mas, certamente, não foi um passado que agradasse a Deus. Ela, no entanto, teve a coragem de superar o seu passado negro e ser uma grande serva do Senhor Jesus. Ela é mencionada sempre em companhia dos discípulos, e foi a primeira a saber e crer na ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28:1). Foi uma mulher que mostrou uma superação inigualável, um verdadeiro retrato da transformação que Deus opera na vida das pessoas.

4-) A sabedoria de Miriam para superar as crises

O Faraó havia determinado que cada egípcio deveria matar os meninos que nascessem às hebreias (Ex 1:22). Essa ordem colocou em risco a vida de Moisés, que era ainda um bebê. Mas a estratégia da mãe de Moisés e Miriam, sua irmã, salvou a vida d’Ele. Mas não foi fácil. A menina Miriam mostrou uma sabedoria grandiosa ao seguir o menino que fora colocado num cesto no rio, convencendo a filha do faraó a entregar o menino à própria mãe, para que cuidasse dele por um tempo (Ex 2,7). Ela salvou a vida de Moisés com a sua forma sábia de lidar com as situações adversas.

5-) O temor de Deus da prostituta Raabe

Raabe é mencionada na Bíblia como sendo uma prostituta. A Bíblia não esconde o que ela era. Mas também não esconde a mudança que estava ocorrendo no coração dela. Na conversa que teve com os espiões de Israel, que ela escondeu em sua casa com o objetivo de protegê-los, ela nos mostra um grandioso temor a Deus: “Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.” (Js 2,11). Uma grande confissão de temor ao Senhor. Considerando que Raabe vivia em meio a um povo pagão, a declaração dela mostra quão grande foi seu temor. Tão grande foi a atitude dela diante de Deus, que ela faz parte da genealogia de Jesus Cristo (Mt 1,5)

6-) O fervor missionário da mulher samaritana

A mulher samaritana, como todos sabem, teve um grande encontro com Jesus próximo de um poço onde foi buscar água (Jo 4,9). Jesus lhe revela os erros que ela havia cometido no passado e no presente, e traz a ela uma palavra muito poderosa que impactou o coração dessa mulher. Resultado? O fervor missionário tomou conta do coração dessa mulher, que pregou as palavras de Jesus ao Seu povo, que não O conhecia: “Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo? Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele.” (Jo 4,28-30)

7-) O caráter da mulher virtuosa sem nome de provérbios

Os últimos versos do livro de Provérbios são dedicados a louvar o caráter de uma mulher que não tem nome, mas que bem poderia ser algumas das grandes mulheres de Deus, que existiram e existem em nossos tempos. Essa mulher apresenta virtudes no cuidado da família, do marido, dos filhos; na forma honesta e dedicada com que trabalha; no exemplo que dá ao próximo, na forma sabia com que vive sua vida etc. Esse texto mostra um resumo das qualidades das mulheres de Deus e como elas são importantes.
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20 junho 2017

Bíblia: uma junção do ato humano e divino


              Bíblia: uma junção do ato humano e divino

                     Na Bíblia, temos o sagrado que une o ato humano e a ação divina


A princípio, parece uma coisa óbvia dizer que a Bíblia é um livro, ou melhor, uma coleção de livros, e que, como tal, são para serem lidos; mais do que óbvio, é a entendermos como literatura. No entanto, quando se trata das Sagradas Escrituras, nem sempre a coisa é simples, porque a Bíblia é, para nós, a Palavra de Deus.




Por ser Palavra do Senhor, a Igreja venera a Bíblia profundamente. O que acontece, muitas vezes, é que as pessoas entendem de modo equivocado o fato de a termos como Palavra de Deus e de a venerarmos como tal. Acabam, então, por um respeito fora da normalidade, tendo medo de ler a Bíblia.
Destaque para a Palavra de Deus

Eu acho bacana quando chego em uma casa e a Palavra de Deus está aberta, geralmente num lugar de destaque. A pessoa tem aquela Bíblia grande, ilustrada e a coloca na sala, aberta. Isso é bem bonito! É muito importante dar destaque à Palavra de Deus, e a Igreja nos incentiva a fazer isso. No entanto, grande parte dessa pessoas ficam com medo ou respeito excessivo e não a leem. Por isso quero comentar sobre a Bíblia como literatura.

Para ficar mais fácil, vamos separar as palavras: Bíblia e Sagrada. “Bíblia” significa um conjunto de livros, e como já dissemos, livro é para ser lido. Ato humano. E a outra palavra “Sagrada”, segundo o dicionário, é algo relativo às coisas divinas, algo santo, separado. Ato divino. Percebemos aí o que Deus quer: a união do divino com o humano.


Ato humano e ação divina

Na composição da Bíblia Sagrada, temos, no momento da redação dos livros, a mão humana, mas também, e principalmente, a inspiração divina, que é o que torna a Bíblia algo sagrado para nós. Temos aí essa junção do ato humano e da ação divina.

Fazemos o que cabe a nós no ato humano da leitura dos textos; e Deus faz o Lhe cabe, enviando-nos Seu Espírito Santo, que nos ilumina e encaminha nessa leitura.

A Igreja nos ensina que a graça de Deus é oferecida a todo ser humano, mas que para produzir seu efeito é necessário que haja a cooperação humana. É o que a Igreja chama de livre adesão do homem à graça divina. Assim também o é com a Bíblia. Para que a Palavra de Deus, em toda sua sacralidade, e para que o ato divino aconteça em nós, precisamos realizar o ato humano da leitura dos textos.
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