11 dezembro 2009

Para a harmonia do casal

Sempre é bom recordar a conclusão de uma equipe de psicólogos que trabalhava em terapia conjugal, e que escreveu dez conselhos para a boa harmonia do casal.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo. A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária.

2. Nunca gritar um com o outro. A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.

3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro. Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor.

4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor. Antes de apontar um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Escolha o momento certo para falar ao outro, quando ele estiver calmo; nunca na frente de outras pessoas; e com muito jeito e carinho.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado. A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge. Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge demonstra desprezo para com o outro.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo. No dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Quando o casal dorme brigado, o demônio dá um jeito de deitar no meio dos dois.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa. Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta.

9. Cometendo um erro, saiba admitir e pedir desculpas. Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta, consigo mesma e com o outro. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor.

Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório” quando algo adverso nos ocorre. Quase que inconscientemente queremos, como se diz, “pegar alguém para Cristo”, a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. Isto é um mecanismo de compensação psicológica que age em todos nós nas horas amargas, mas é um grande perigo na vida familiar. Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. Às vezes são os filhos que apanham do pai que chega em casa nervoso e cansado; outras vezes é a esposa ou o marido que recebe do outro uma enxurrada de lamentações, reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.
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Prof. Felipe Aquino
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