25 janeiro 2010

A confissão tem poder de cura

A confissão é importante o ano todo porque ela é justamente o sacramento que nos reconcilia. E ela tem o poder curativo em nós, quando descobrimos que a cada confissão a gente se propõe a uma mudança. Por isso ela é curativa e faz crescer.

Sempre que você se restaura de um erro, de uma fragilidade também se projeta para crescer, a partir daquilo. De forma muito especial, na Quaresma, porque é um tempo especifico de conversão - e na verdade a confissão é uma mola propulsora da conversão.

Se a gente se confessa com mais regularidade na Quaresma e leva a mais a sério as conseqüências da confissão, que é justamente a reconciliação e conseqüentemente o passo que a gente dá para superar o erro, vamos viver uma Quaresma muito mais santa, porque a vamos trazer o benefício do Sacramento neste tempo tão específico de conversão.
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Padre Fábio de Melo
Apresentador do programa "Direção Espiritual" da TV Canção Nova,
toda as quintas-feiras, às 23:30h


Confissão


É o sacramento da misericórdia de Deus, é a festa do pecador arrependido.

"Aqueles que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja, que feriram pecando e, ao qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações" (LG 11).

Cristo confiou o exercício do poder de absolver os pecados ao ministério apostólico. A este é confiado o "ministério da reconciliação" (cf II Cor 5,18). O apóstolo é enviado "no nome de Cristo", e é Deus mesmo que, por meio dele, exorta e suplica. "Deixai-vos reconciliar com Deus" (II Cor 5,20b).

Para uma confissão frutuosa:
1 - Para confessar bem é necessária uma preparação imediata com a oração. Em seguida, faz-se um atento exame de consciência a partir da última confissão bem feita. Isto significa confrontar-se com a Palavra de Deus para distinguir as próprias incoerências, defeitos e fraquezas em pensamentos, palavras, atos e omissões frente às exigências do Evangelho;

2 - Sentir dor e aversão dos pecados cometidos com o propósito de não mais incorrer nos mesmos erros;

3 - Confessar ao sacerdote, "embaixador de Deus", todos os pecados graves ou mortais segundo a espécie e o número; é muito útil confessar-se com freqüência, mesmo os pecados veniais, porque se recebe um dom da graça que dá força no caminho de imitação de Cristo;

4 - Fazer todo possível para reparar o mal. A absolvição apaga o pecado, mas não corrige todas as desordens que ele causou. Por isso perdoado do pecado, o pecador deve ainda recuperar a plena saúde espiritual. O exercício penitencial que o confessor sugere não é dado só para expiação dos pecados cometidos e para reparar eventuais danos causados, mas também como ajuda para iniciar uma vida nova e favorecer a plena reparação da enfermidade do pecado.

Esta reparação é a expressão de uma revisão autêntica da vida, na qual o penitente procura suportar e reparar os efeitos maléficos de suas ações ou omissões, no seguimento de Cristo e em solidariedade com seus irmãos, sobretudo com aqueles diretamente atingidos pelos seus pecados.

Ela pode consistir em orações, mortificações e em obras de misericórdia.

Como confessar-se:
Depois que alguém se preparou para a confissão com a oração e o exame de consciência, aguarda pacientemente sua vez invocando para si e para o próximo, a Luz do Espírito Santo e graça de uma conversão radical. Aproximando-se do sacerdote, faz o sinal da cruz. O penitente pode escolher confessar-se com, ou sem confessionário, ficar de joelhos ou sentado (onde houver possibilidade).

Então pode iniciar a confissão dizendo:
"Abençoa-me Padre, eu pequei". Em seguida, diz com a maior precisão possível o tempo transcorrido desde a última confissão, seu estado de vida (celibatário, casado, viúvo, estudante, consagrado, noivo ou namorado...) e se cumpriu a penitência recebida da última confissão. Pode ainda levar ao conhecimento do confessor os acontecimentos, nos quais se sentiu particularmente perto de Deus, os progressos feitos na vida espiritual.

Segue-se a confissão dos pecados, com simplicidade e humildade, expondo os fatos que são transgressões da lei de Deus e que mais intensamente pesam na consciência. São confessados primeiro os pecados graves ou mortais, segundo sua espécie e número sem perder-se em detalhes e sem diminuir a própria responsabilidade. Para se obter um aumento da graça e força no caminho de imitação de Cristo, confessam-se também os pecados veniais.

Agora se dispõe a acolher os conselhos e advertências do confessor aceitando a penitência proposta. O penitente reza o ato de contrição e o sacerdote pronuncia a fórmula da absolvição. O penitente despede-se do sacerdote respondendo à sua saudação: "Demos graças a Deus", e então permanece um pouco na Igreja agradecendo ao Senhor.

Ato de contrição
"Meu Jesus, crucificado por minha culpa, estou arrependido(a) de ter pecado, pois ofendi a Vós que sois tão bom e mereci ser castigado(a) neste mundo e no outro. Perdoai-me, Senhor! Não quero mais pecar!"
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