28 abril 2010

Sobre o espiritismo

Reencarnação

Dos erros mais comuns hoje em dia é a crença na chamada "reencarnação", um mecanismo pelo qual uma pessoa teria várias "vidas" sucessivas, sendo uma pessoa ou outra em uma vida ou outra, vidas essas passadas por toda parte. Esta crendice é evidentemente incompatível com a Fé Cristã, com a Razão e com o próprio bom senso.

A crença na reencarnação é incompatível com a Fé Cristã

Ela é incompatível com a Fé Cristã porque sabemos que "Para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo." (Heb 9,27), e a reencarnação pressupõe que cada homem teria várias mortes sucessivas, nascendo depois com outro nome, filho de outros pais, em outro país... segundo as crenças de alguns grupos reencarnacionistas , a pessoa poderia nascer com o sexo oposto ou não, ou até, segundo alguns (como os de tendência hinduísta, oriental), poderia nascer como animal ou como planta!

Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega o valor dos Sacramentos (uma pessoa seria batizada novamente em cada "encarnação") , nega Céu, Purgatório e Inferno, nega a criação da alma humana, nega a união substancial entre corpo e alma, nega a existência de anjos e demônios, nega os privilégios da Santíssima Virgem Maria, nega o pecado original, nega a graça divina, nega toda a doutrina do sobrenatural, nega o juízo particular depois da morte, a ressurreição da carne e o juízo final.

Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega a Misericórdia divina e o perdão dos pecados (segundo Allan Kardec, "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes ." - o pecado, para um reencarnacionista , nunca é perdoado!) e prega um deus que se existe não age, e se age não perdoa. Tudo seria um mecanismo em que estariam presas as pessoas, pagando em uma "encarnação" os pecados cometidos em "encarnações" anteriores, dos quais não têm lembrança ou conhecimento, sem esperança alguma de perdão.

A crença na reencarnação é incompatível com a Razão

A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão, com o raciocínio lógico mais elementar. Afinal, para que seja possível aprender com um erro, é necessário que lembremos do erro cometido. Isto ocorre não apenas com os seres humanos, mas também com os animais. Um cachorro aprende a não satisfazer suas necessidades fisiológicas no lugar errado sendo castigado quando o fez, ou sentindo o cheiro do que fez para que se lembre de seu ato. Alguém que tentasse ensinar um cachorro a controlar sua bexiga esperando a hora em que o animal não mais se lembrasse do ato proibido para, de sopetão , castigá-lo, conseguirá na melhor das hipóteses traumatizar o pobre animal, nunca ensiná-lo a segurar a bexiga. Afinal, o pobre animalzinho não saberá porque terá sido castigado!

A crença na reencarnação pressupõe um deus punitivo e sem misericórdia, ou melhor, um mecanismo que funciona por conta própria em que as pessoas são punidas em uma vida por pecados de que não se lembram, por erros que não sabem que cometeram, com o único objetivo de expiar uma falta que desconhecem totalmente ter cometido. Assim, evidentemente, não pode haver aprendizado. Como poderia uma pessoa que sofre com conseqüências de um suposto pecado em uma teórica vida passada aprender a não mais cometer aquele pecado, se ela nunca soube tê-lo cometido?! Como poderia ela saber que errou, que está sendo punida por aquele erro e que não mais deve cometê-lo, se ela não tem lembrança alguma desta suposta vida anterior e só vê as misérias que sofre e que lhe parecem absolutamente desprovidas de valor, já que não tem como ligá-las com aquilo que teria sido a causa destes sofrimentos e que teoricamente os faria justos?

A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão pelo simples fato de que não ajuda em nada uma pessoa por pecados que ela não sabe ter cometido, como não faz sentido dizer ser a mesma pessoa (ou dar a ela uma punição!) quando ela nasceu de outros pais, com outro nome, em outro lugar, sem lembrança alguma de sua suposta vida anterior, de sua personalidade nesta "vida passada", de seus erros, acertos, ignorâncias e saberes.

Uma pessoa que não fala a mesma língua, não tem a mesma cultura, nasceu de outros pais, em outro país, não se lembra da "encarnação " anterior, não tem conhecimento algum de nada do que agora o afetaria, não é nem pode ser considerada a mesma pessoa que uma sua suposta "encarnação" anterior. Qual seria o ponto em comum entre essas pessoas? Apenas uma espécie de "carnê" de pecados a pagar, que seria passado de uma pessoa/ " encarnação" para outra pessoa/"encarnação", sem que seja possível lembrar-se da origem daqueles sofrimentos, sem que seja levado nada de uma "encarnação" a outra a não ser os pecados a pagar.

Assim, podemos dizer que a crença na reencarnação pressupõe na verdade que os pecados cometidos por uma pessoa (João da Silva, nascido em Botucatu dia 25.I.65 e falecido em Belo Horizonte em 30.VIII. 97, teria por pura maldade quebrado a perna de uma criança) são pagos por outra (José de Souza, nascido em 27.IX.97 em Belém do Pará, nascido com a perna aleijada). Ora, isso não apenas é injusto como é absurdo! Não é a mesma pessoa, já que não há nada (paternidade, nome, personalidade, naturalidade, cultura, conhecimentos...) em comum, e José de Souza não teria como saber que sofre pelos pecados de João da Silva, que teria morrido e deixado assim de ser punido pelos seus pecados, passados a José para que a pobre criança os pagasse!

A crença na reencarnação, além disso, é incompatível com a Razão (ao menos quando os reencarnacionistas afirmam que todas as "encarnações" ocorrem em seres humanos e na Terra) porque a população de hoje no planeta é equivalente à soma de todas as pessoas que cá já viveram até o século passado. Assim, cada pessoa poderia no máximo estar na primeira ou segunda "encarnação".

A crença na reencarnação é também incompatível com o bom senso mais elementar e é facilmente perceptível como apenas um reflexo do eterno orgulho humano quando percebemos que praticamente todas as pessoas que acreditam em reencarnação fazem questão de citar imediatamente supostas "encarnações" anteriores como reis, rainhas, pessoas famosas... conheço umas cinco ou seis Cleópatras!

Hoje em dia, com a queda dos padrões morais da sociedade, está também na moda ter sido uma prostituta elegante de alguma corte em supostas vidas anteriores. Isto reflete apenas as ânsias das pessoas, a sua incapacidade de enfrentar a realidade, mas evidentemente não corresponde à realidade.

Os Espíritas e a Igreja

Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou o que afirmara em 1915 e em 1948:

"Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias, e não podem ser admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé."

Segundo a Lei da Igreja, "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela" (CDC cân . 751).

Ora, "o herege incorre automaticamente em excomunhão" (CDC cân . 1364 §1), ou seja, deve ser excluído da recepção dos sacramentos (cân . 1331 §1), não pode ser padrinho de batismo (cân . 874), nem de crisma (cân . 892) e não pode casar na Igreja sem licença especial do bispo (cân . 1071) nem ser membro de associação ou irmandade católica (cân . 316).
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fonte: http://reporterdecristo.com/o-espiritismo-e-a-igreja-catolica/
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8 comentários:

  1. Tolerância religiosa, algo que parece fácil de se falar mais dificil de se aplicar. Tanto se fala sobre o conflito israelenses X palestinos, o qual fácil séria colocar um ponto final nisso, se as pessoas pudessem ser mais tolerantes, respeitadoras, mas não, a gente precisa provar que nosso Deus é melhor que o do próximo, quando no final Deus em qualquer religião quer a mesma coisa, respeito, amor ao próximo.
    Tudo isso para perguntar qual a necessidade de falar mal das crenças de outras religiões? Conseguirão mais seguidores assim? São seguidores fanaticos e preconceituosos que vocês desejam?
    Não venho aqui falar mal das coisas que vocês creem e eu acho absurdas, porque esse é o espaço de vocês, para falar das coisas que vocês acreditam, e pregam, não disperdissem falando mal do espiritismo.

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  2. Gostariamos de esclarecer que o objetivo das matérias postadas no blog são para informação e crescimento religioso. É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz frontalmente a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita. Sabemos que esse é um assunto polemico e geram discussões, mas não estamos aqui para atacar e nem influenciar a decisão de ninguém. Quando Deus, em sua misericórdia, deu o livre-arbítrio ao homem, também o deu consciência. Mas uma coisa é certa e na Bíblia diz: “Quem invocar os mortos é abominável para Deus” (cf. Dt 18,12).

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  3. “Quem invocar os mortos é abominável para Deus” (cf. Dt 18,12).eu acredito na biblia .e é issso que diz ...

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  4. Além de vocês manterem os erros de concordância, não mencionaram o autor, que é o professor Carlos Ramalhete. Já está refutada:

    http://www.apologiaespirita.org/objecoes_refutadas/o_espiritismo_a_reencarnacao_e_a_igreja.htm

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  5. Por favor, sejam, pelo menos, éticos; quando reproduzirem um texto citem o autor e a fonte de onde ela foi reproduzida; a atitude desse site tem um nome: falsidade ideológica. E ainda com a desfaçatez de citar: Author: Grupo de Oração Nossa Senhora (sem o de) Fátima. É pouco?!

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  6. Guardar silencio acerca dessas suas fraudes escritas, encobri-las com uma espécie de silencio, seria abrirmos porta a um cortejo de abusos que, em certos meios, como o seu, tem tentado e sem conseguir desacreditar o Espiritismo.
    Para poder-se falar, escrever, comentar sobre o Espiritismo, além de ler toda a codificação de Kardec, como o Livro dos Espíritos, Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese e o Céu e o Inferno.
    Você também deverá que ler:
    Alexandre Aksakof - Animismo e Espiritismo.
    Cesar Lombroso - Hipnotismo.
    Charles Richet - Annales dês Sciences Psychiques – Janeiro 1905.
    Paul gibier
    J. Hyslop
    Coronel De Rochas -“Extériorisation de La sensibilité”
    William Crookes - Investigações sobre os fenômenos do Espiritualismo.
    Russel Wallace - Os milagres e o moderno Espiritualismo.
    Fischbacher - Espíritos e Médiuns.
    Camille Flammarion - O Desconhecido e os Problemas Psíquicos.
    Ernesto Bozzano - A Morte e seus Mistérios.
    Julio Blois - O Mundo Invisível.
    Gabriel Delanne - As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos.
    H. Durville - O Fantasma dos Vivos.

    Enquanto não ter estas bases para diálogo ou para contradizer os postulados Espíritas, deveria ficar sem mencionar opinião nenhuma sobre a doutrina alheia, principalmente a Doutrina dos Espíritos.
    Pode, além disso, perguntar-se qual será o mais apto a julgar os fatos e discernir a verdade, se um cérebro atravancado de prevenções e teorias preconcebidas, se um espírito livre, emancipado de toda rotina cientifica e religiosa.
    Lembrando em que se sua doutrina não lhe de apoio moral, sustentação de fé, paz de espírito, não é criticando a dos outros que você vai para o dito “céu”, ter paz de espírito ou ver Jesus.
    A minha confiança, a minha fé, são alimentadas por manifestações cotidianas; a vida se me desdobrou numa existência dupla, dividida entre homens e os Espíritos. Considero por isso um dever sagrado esforçar-me por difundir e tornar acessível a todos os conhecimentos das leis que vinculam a Humanidade da Terra à do Espaço e traçam a todas as almas o caminho da evolução indefinida.

    Abraços
    Sérgio Ribeiro

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  7. Pedimos desculpas e gostaríamos de nos retratar por não mencionar o autor do texto, pois todos os textos postados em nosso blog são identificados com seus autores e sites.
    A respeito do texto postado sobre o espiritismo, não é um assunto “refutado”, mas sim um problema que está assolando muitas pessoas. É uma pena que ao invés de buscarem a Deus busquem pelos “mortos”, uma vez que já comentado acima: “Quem invocar os mortos é abominável para Deus” (cf. Dt 18,12). Gostariamos de salientar que o senhor Hippolyte Léon Denizard Rivail usava como o pseudônimo de Allan Kardec, codificador do espiritismo, nascido numa antiga família de orientação católica (talvez muitas pessoas confundam o Catolicismo com o espiritismo, achando ser o espiritismo um complemento) e utilizar-se de outro nome, por quê? O senhor Hippolyte é somente uma pessoa onde criou sobre um assunto que já existia e que ele ouvira falar. O que poderia talvez “ter usado“ dele para fazer tal coisa para “falar com os mortos”, pois até onde sabemos uma vez que morremos voltamos ao Pai e viveremos a vida eterna.

    Deus seja louvado!

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  8. Daniel Farnocchi26 de maio de 2010 09:29

    Gostaria de dizer ao caro senhor Sérgio Ribeiro, se realmente esse for seu nome, que como podería ter certeza que esses livros indicados pelo senhor possam ser confiávis. Foram escritos por pessoas e o que inspira essas pessoas a escreverem sobre esse assunto!
    Eu creio em Deus e acredito na Escritura Sagrada (Bíblia).

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