10 agosto 2010

Algumas palavras usadas pela igreja e seus significados

Adorar Ato com que se atesta a excelência de alguém e diante de quem se prostra em piedosa submissão.
Em sentido mais estrito, significa o gesto com que se reconhece Deus como princípio e fim, e Senhor soberano de todas as coisas.

Ágape O termo vem do grego: agápe, que significa amor. Com o sentido de banquete, foi usado pelo cristãos, nos quatro primeiros séculos, comemorando a ceia de Cristo. Atualmente, a palavra ágape é empregada para significar a santa comunhão, o banquete eucarístico.

Aleluia Aclamação litúrgica, tirada do hebreu, que significa “louvai o Senhor”. É frequente nos salmos. Na liturgia, é empregada como expressão de alegria e louvor. Não é usada na Quaresma, mas é muito frequente no Tempo Pascal.

Alfa e ômega Primeira e última letra do alfabeto grego, respectivamente. São usadas na Bíblia para designar Jesus Cristo como o começo e o fim de tudo. Na liturgia da Vigília Pascal emprega-se esta imagem na bênção do círio pascal.

AmbãoVem do verbo grego “anabainer” que quer dizer: subir. No caso, é a estante, situada em local de destaque, onde são efetuadas as leituras, na liturgia da palavra, e realizada a pregação. Ao final da idade média, o ambão evoluiu para o púlpito, usado pelos pregadores, e localizado sempre do lado onde se proclama o evangelho.

Âmbula Cálice com tampa com a finalidade de conservar e distribuir as partículas consagradas. Enquanto contém o Santíssimo, costuma ser coberta com um tecido conhecido como “véu de âmbula”. Na Idade Média sua forma era de uma pequena caixa. O modelo redondo surgiu no século XVI. Seus outros nomes são: píxide e cibório

Amém Palavra hebraica que expressa a confirmação do que foi dito, e que pode ser traduzida popularmente por: assim seja. Compete à comunidade de fé responder, com ele, às orações de quem as dirige, manifestando, assim, sua união espiritual ao seu conteúdo de fé e aos celebrantes. O termo amém pode significar também: eu creio.

Ângelus Toque das Ave-Marias pela manhã, ao meio-dia e à tarde, com suas respectivas orações. Sua origem se deve ao franciscano São Boaventura, com a finalidade de cultuar o mistério da Incarnação do Verbo e honrar a Santíssima Virgem. O Papa Bento XIV prescreveu a antífona Regina Coeli em substituição ao Ângelus, no tempo pascal.

Ano Litúrgico O ano litúrgico é formado por três ciclos: o do Natal, o Pascal e o Tempo Comum (este com dois períodos). Ao longo dessas três etapas se desdobra o mistério de Cristo: seu nascimento, sua vida pública, sua paixão, morte e ressurreição. (Fonte: Livro da Família/2003)

Assunsão do Senhor Segundo o Dicionário Aurélio, a Ascensão do Senhor significa “festa eclesiástica, comemorativa da glorificação de Cristo logo após a morte, representada, especialmente, como subida aos céus”. É uma festa móvel, no calendário cristão, que acontece 40 dias após o Domingo de Páscoa.

Ázimo É o pão não fermentado, prescrito para a consagração das hóstias na igreja ocidental. Provavelmente a partir do século VIII todos os ritos se servem dele. O direito canônico permite que os fiéis recebam a eucaristia em qualquer rito. O uso do pão ázimo remonta à páscoa dos judeus.

Cadeias de Pedro Festa em honra das cadeias com que São Pedro esteve preso, em Jerusalém e em Roma. Conforme a tradição, as duas uniram-se numa só, quando postas em contato na ocasião em que a filha do Imperador Teodósio ofereceu a de Jerusalém ao Papa. Assim são conservadas até hoje.

Calendário eclesiástico Do verbo grego Kalein (publicar), o termo calendário significava, na antiguidade, a publicação, no primeiro dia de cada mês, das festas a celebrar. Mais tarde, os cristãos adotaram o “calendário” para o catálogo das festas litúrgicas da Igreja Católica. Chama-se também calendário romano.

Cálice Vaso sagrado que abriga o vinho, que, após a consagração, torna-se no Sangue de Cristo. Este vaso já era utilizado na celebração da Páscoa judáica. Por isso, ao instituir a Eucaristia, durante a celebração da Última Ceia, com seus apóstolos, Jesus tomou “um cálice…” Fonte: Dicionário da Missa,Itamar de Souza

Capelão Sacerdote encarregado de atender uma capela ou um grupo de fiéis, normalmente menor que uma paróquia, como por exemplo, um colégio, uma universidade, uma corporação militar.

Caráter Sacramental É o sinal espiritual e indelével, impresso na alma com a recepção dos Sacramentos do batismo, da crisma e da ordem, em virtude do que tais Sacramentos não podem ser recebidos mais de uma vez. Quem é batizado, crismado ou ordenado e se torna infiel à graça, pode recobrá-la com a penitência sem de novo o mesmo Sacramento.

Cardeal Termo que vem do latim: cardinalis, que, por sua vez, vem de cardo que significa: eixo. O cardeal faz parte de um colégio que forma o senado do Papa, e lhe assiste no governo da Igreja. Cardeal é um eixo que une.

Catedral É a Igreja mãe e sede de uma Diocese ou Arquidiocese. Nela, o Bispo ou Arcebispo exerce o seu Magistério Episcopal, a sua função ministerial de ensinar a reta doutrina cristã. Na Catedral, a cadeira onde o Bispo se senta, na presidência das celebrações litúrgica, é chamada de Cátedra. Daí, o nome Catedral.

Cíngulo É de origem romana e funciona como peça complementar da túnica. Na Idade Média, era feito de linho, em formato de uma faixa com seis ou sete centímetros de largura. O uso do Cíngulo, em forma de cordão, generalizou-se depois do século XV.

Cinzas A cinza usada na quarta-feira que dá início à Quaresma é feita com a queima dos ramos bentos, no Domingo de Ramos. É guardada de um ano para outro e colocada sobre a cabeça dos fiéis, na celebração da Quarta-feira de Cinzas. Na ocasião, o celebrante lembra a passagem bíblica: “Tu és pó e ao pó tonarás” (Gn 3, 19).

Círio Pascal Vela de cera, de maiores proporções, benta no sábado de aleluia, que representa o Cristo ressuscitado e a coluna de fogo que precedia o povo de Israel através do deserto. Cinco grãos de incenso lhe são encravados, e simbolizam as chagas contidas no corpo glorioso de cristo.

Confessor Um termo como várias significações:

a) durante o tempo das perseguições, era sinônimo de mártir;
b) posteriormente, um santo que confessou sua fé em Cristo com virtudes heróicas;
c) sacerdote com jurisdição para ouvir a confissão sacramental dos fiéis.

Cores Litúrgicas Para cada tempo litúrgico é usada uma cor, que aparece nos paramentos dos celebrantes, nos panos do altar, na cortina do Sacrário etc. Cada uma tem seu significado. O uso das cores está definido nas normas das Instruções Gerais sobre o Missal Romano (nºs 308 e 309).

O verde – é a cor da esperança, usada nos ofícios e missas do tempo comum, que se celebra agora.

Branco – simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria. É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e do natal; nas festas e memórias do Senhor, exceto as da Paixão; nas festas e memória da Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não mártires, de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e conversão de São Paulo.

Vermelho – simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usado no domingo de Ramos, na sexta-feira santa, no Pentecostes, na Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos, Evangelistas e Santos Mártires.

Roxo – simboliza a penitência. É usado no advento e na quaresma. Pode ser usado, também, nos ofícios e missas pelos mortos.

Crucifixo É uma cruz com o corpo de Nosso Senhor. A mais antiga representação existente da crucificação data do século V. Depois de Gregório Magno, apresentava-se Jesus vivo na cruz, como vencedor. No IX século, o Senhor era representado como rei, interpretando as palavras da Escritura: “Dizei às nações que o Senhor reinou”… (Sl 95)

Cruz Patíbulo sobre o qual Jesus morreu. Não se deve admirar que nos primeiros séculos a cruz não se encontrasse como símbolo da liturgia, a não ser veladamente (crux dissimulata), somente inteligível aos cristãos: era considerada sinal de vergonha e humilhação para pagãos e judeus…

Culto das Relíquias Baseia-se na colaboração do corpo nas obras de virtude e no dogma da futura ressurreição, e, por isso, é tão antigo quanto a própria Igreja. De início, limitava-se às relíquias dos mártires: o seu sangue era guardado como lembrança preciosa. A partir do IV século, a veneração das relíquias se estendeu às dos santos, em geral.
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