03 junho 2011

Aprendendo a não parar nos erros

Ninguém traz em si uma bula descrevendo suas qualidades

A comunicação é a chave de todo relacionamento, mas dialogar com quem nos agrediu com palavras ou atos, muitas vezes, vai exigir de nós mais que um esforço. Podemos prevenir muitas situações desagradáveis quando nos abrimos às vias para a troca de ideias a fim de saber o que provocou feridas no outro. 

Vários motivos podem levar alguém a entrar numa discussão, e recorrer a atitudes como evitar o contato ignorando a presença da pessoa com quem convivemos – como se diz popularmente: “dar o gelo” – não será a maneira mais adequada de se resolver um impasse. Comportamentos como esses em nada contribuem para solucionar um problema; ao contrário, eles abrem precedentes para que as sementes de uma separação silenciosa germinem entre as pessoas. E sabemos que, desse afastamento, muitas outras coisas poderão minar o bom convívio.

Aceitamos viver um relacionamento, porque acreditamos no comprometimento mútuo de fazer o sentimento que nos une perseverar ao longo de nossos dias. Ainda assim, seria um erro pensar que a pessoa com quem nos relacionamos seja perfeita. Ninguém traz consigo uma bula descrevendo suas qualidades, tampouco as suas “contraindicações”. Dentro do nosso convívio, invariavelmente, muitos de nós vamos nos confrontar com os efeitos “colaterais” da personalidade e do temperamento da outra pessoa.

Podemos lembrar que, em situações anteriores, após uma briga, depois da “poeira assentada”, muitas vezes, reconhecemos que as causas da discórdia poderiam ter sido resolvidas de outra maneira. Entretanto, muitas pessoas, em razão do orgulho, desistem da reflexão, a qual pode ser o início de uma mudança para controlar sua impetuosidade, por exemplo; e optam por abandonar seus relacionamentos. Sem admitir as próprias atitudes, as quais podem não condizer com a realidade a que se propunham viver – seja nas palavras, seja nos gestos ou no comportamento –, culpam o outro.

Desistir de manter o vínculo de amizade ou do compromisso com alguém em nada contribuirá para diminuir as dores daquele que se sentiu ofendido, tampouco poderá resolver a questão causadora do cisma do relacionamento.

Não há uma fórmula perfeita para se evitar crises, mas adotar algumas atitudes, como o autocontrole, a paciência e a prudência, especialmente, no trato com as palavras, nos ajudarão a desenvolver a vivência da reconciliação necessária.

Reconhecemos que as turbulências dentro das nossas convivências não acontecem de uma hora para outra e, antes de julgar e condenar uma situação ou uma pessoa pelos desentendimentos, melhor seria estudar o que teria originado o problema. Uma vez detectado, por que não assumir as possíveis adaptações para continuar a viver em harmonia quando nos sentirmos advertidos ou contestados em nossos conceitos?

A resistência em dobrar-se às exigências daquilo que é novo somente nos fará cada vez mais vulneráveis a reincidir no mesmo erro num futuro próximo.

É sempre bom considerar que um relacionamento não se faz somente em função de uma pessoa, mas entre você e o outro ou entre você e um grupo de pessoas que juntos se propõem a lutar para a eliminação das possíveis diferenças. E a maturidade em viver este compromisso está na capacidade de acreditar na mudança que o outro pode alcançar, mesmo diante das divergências de opiniões ou atitudes.

A cada um de nós caberá se abrir às descobertas que os nossos convívios podem oferecer e acreditar em nossa capacidade de mudança e na dos outros também!

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Dado Moura
contato@dadomoura.com
Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista.
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