01 junho 2012

Família: Lugar de se entregar pelo outro

Exercitar-se no amor depende de nós

Lendo o jornal do dia 03, observei uma notícia chocante: um adolescente, para roubar R$20,00 de sua avó, para pagar um traficante pelo uso de drogas, acabou matando a própria avó, depois de ter espancado a mãe e a colocado trancada.

Eu fiquei chocado com esta notícia que estava na Folha de São Paulo, e comecei a questionar: qual o futuro de nossas famílias? Onde vamos estar nos próximos anos se a coisa continuar deste jeito?

Na verdade a família é um lugar onde as pessoas se entregam umas para as outras, doando-se e experimentando o amor, nos pequenos gestos do dia-a-dia.

Em minha casa, por exemplo, fomos criados, meus 5 irmãos e eu, recebendo carinho e aconchego do lar. Minha mãe sempre nos mantinha com a roupa limpa e passada, meu pai nunca deixou faltar o necessário, mesmo nas condições de pobreza em que vivíamos.

Pude observar que hoje em dia, as coisas andam muito diferentes, os pais às vezes querem se “livrar” dos filhos. Os mais afortunados, contratam empregadas, babás, outros criam os filhos largados nas mãos de avós, tias, ou mesmo sozinhos em casa, porque precisam trabalhar. E quando chegam em casa, querem descansar, ou assistir TV, ou sair com o marido, ir ao supermercado, cuidar da casa, mas e os filhos? Às vezes até levam palmadas porque “atrapalham”, incomodam.

Vejo que os filhos estão sendo relevados a segundo plano. Outro dia fui a casa de amigos e percebia como eles achavam que as crianças incomodavam, principalmente os mais novos: acordam de noite, dão trabalho, ficam doentes. O pior é que expressam tudo isto perto da criança. Estamos a cada dia criando um ambiente para a revolta, o desamor e a violência, pois a falta de amor gera o ódio e o ressentimento, que explodem na adolescência.

Eu lembro que minha mãe colocava a comida no nosso prato até quando grandes, e nós sempre (até hoje) a tratamos de senhora, e o meu pai de senhor, e não dormíamos sem pedir a bênção. O respeito é coisa normal lá em casa. Hoje tenho duas filhas adolescentes, e com elas procuramos cultivar estes mesmos valores. Não que exigimos o mesmo tratamento, mas o respeito e o afeto são recíprocos.

Queria dizer aos nossos leitores, que amor em forma de doação é sempre atual, pois aí existe Deus. Nós podemos buscar alternativas para que nossas famílias sejam um lugar, onde se fazem coisas pelo outro gratuitamente, por amor. Simplesmente porque queremos amar: nós nos dispomos a cuidar da casa, fazer uma refeição, cuidar dos filhos com carinho. Sem reclamações ou cobranças.

Te convido hoje a exercitar-se no amor, em pequenos gestos, em família. Nós podemos construir uma realidade melhor, do que esta que está estampada nos jornais. Depende de nós, e nós podemos. Deus nos dá a Sua graça, basta fazermos a nossa parte.

Paulo Lourenço - Comunidade Canção Nova
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