06 setembro 2012

São Miguel, o valoroso Guerreiro do Altíssimo

O Arcanjo Miguel já era considerado pelos Hebreus como o príncipe dos anjos, protetor do povo eleito, símbolo da potente assistência divina para com Israel. O Antigo Testamento, ao menos três vezes, ressalta a figura de Miguel: no livro de Daniel (Dn 10, 13.21; 12,1), no qual ele é mostrado como o defensor do povo hebraico e o chefe supremo do exército celeste que se coloca ao lado dos fracos e dos perseguidos.
 
No “tempo final”, aparecerá a verdade da história, quando os justos forem reerguidos para a recompensa e os ímpios para a rejeição eterna: “Naquele dia, vai prevalecer Miguel, o grande comandante, sempre de pé ao lado do seu povo. Será hora de grandes apertos, tais como jamais houve, desde que as nações começaram a existir até o tempo atual. Só escapará, então, quem for do seu povo, quem tiver seu nome inscrito no livro.” (Dn 12,1)

O seu nome em hebraico, “Mi-ka-El”, significa “Quem é como Deus?”. Foi este o grito de batalha com o qual venceu Lúcifer com os anjos rebeldes e reuniu, sob a mesma bandeira, todos os anjos fiéis. Seu próprio nome é uma demonstração de fidelidade e de humildade, um grito de amor, um programa de vida.

No Novo Testamento, São Miguel Arcanjo é apresentado como adversário do demônio, vencedor da última batalha contra satanás e seus seguidores (Ap 12, 7-8). ”São Miguel Arcanjo é citado, no versículo 9 da Carta de Judas, como protetor dos justos em luta contra satanás pelo corpo de Moisés. Na Primeira Carta aos Tessalonicenses (4, 16) é identificado como o arcanjo anônimo que precederá o momento da ressurreição final.

Para os cristãos, o Arcanjo São Miguel é considerado o mais poderoso defensor do povo de Deus e nosso aliado na luta diária contra as forças do mal. O Arcanjo, além de ser invocado como protetor aqui na terra, é também o guia das almas dos mortos até o Céu. A São Miguel atribui-se ainda a missão de pesar as almas após a morte. Por isso, em algumas de suas representações iconográficas, além da espada, o Arcanjo traz na mão uma balança.

A ele são dedicadas capelas e cemitérios. O culto ao Arcanjo Miguel é de origem oriental. O imperador Constantino, a partir de 313 d.C., dedicou-lhe uma particular devoção, construindo-lhe um imponente santuário em Constantinopla (hoje, Istambul, na Turquia). No fim do século V, o culto se difundiu rapidamente em toda a Europa após a aparição do Arcanjo no monte Gargano, sul da Itália. Outro lugar de veneração de São Miguel é na Normandia, França.

Além do Judaísmo e do Cristianismo, também o Islamismo venera o grande Arcanjo São Miguel. Para cada um de nós deve ser um aliado no combate a todo tipo de mal, de soberba e ambição. Que o seu exemplo nos torne cada vez mais dóceis à vontade de Deus.


Professor Felipe Aquino
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