03 dezembro 2012

Não abandonem o Cristo

É espantoso ver como muitos católicos não compreendem o que é Santa Missa e deixam de participar por tantos motivos banais. O mais espantoso é que não estamos falando de católicos não ativos na Igreja. Falamos de líderes de pastorais, coordenadores, catequistas e tantos outros que atuam nas comunidades. Muitos ficam semanas sem participar do Sacrifício de Cristo mesmo pertencendo a uma paróquia que realiza mais de 40 Missas dominicais. E os motivos são os mais absurdos possíveis. Chegam até a dizer que tanto faz ir à Missa ou à Celebração desde que se esteja na comunidade. COMO ASSIM TANTO FAZ? Onde está escrito que um católico não pode ir à Missa em outra comunidade da paróquia quando o sacerdote não pode celebrar na que ele participa? Como alguém que compreende a Palavra de Deus se contenta, em sã consciência, em participar da Santa Missa de quinze em quinze dias?

Na missão de divulgar a revista passamos o Domingo em uma paróquia onde dois dos três padres estavam impossibilitados de celebrar e, na matriz, onde normalmente são realizadas cinco Missas só poderia ter uma. Nos outros horários aconteceu a celebração da Palavra, mas era explícito, tanto nas falas quanto nos olhares da assembleia e de quem presidia, o sentimento de tristeza por não poderem, naquele Domingo, participarem da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Por outro lado, em muitas comunidades, os celebrantes ficam tão ansiosos pelo dia de sua Celebração que, se algum padre chegar para celebrar a Missa são capazes de dispensá-lo (afinal de contas, tanto faz mesmo, não é!?). Parece brincadeira, mas já aconteceu.

Católicos de Volta Redonda, acordem para essa verdade: muitos de nós estamos deixando de vivenciar o ápice de nossa fé por conta de uma cultura religiosa errada que foi implantada em nossa paróquia há muito tempo atrás.

A Congregação para o Culto Divino da Santa Sé nos alerta que é perigosa essa supervalorização do leigo, em especial na parte sacramental da Igreja em sua encíclica “Redemptionis Sacramentum”. A celebração da Palavra dominical é a última opção aceitável para que uma comunidade celebre a Páscoa de Cristo e, ainda sim, é uma opção extremamenteprovisória. Muitas comunidades de nossa paróquia sofrem com a falta de sacerdotes e não fazem absolutamente nada para despertar novas vocações. Acomodam-se com a Celebração da Palavra, colocando a vida em comunidade como justificativa indiscutível. Acham normal não participar da Missa mesmo em dias de solenidade. Sim, solenidade (Natal, Pentecostes, Vigília Pascal...). Parece incrível, mas acontece. E como acontece.

Lugar de leigo decididamente não é atrás do altar erguendo o Corpo de Cristo. É urgente desfazer esta mentalidade de que Missa ou Celebração “tanto faz”. Não porque os celebrantes sejam pouco instruídos, isso não é o problema maior. A questão está no valor que se dá à Santa Missa. Porque, sim, precisamos fazer questão de participar da Santa Missa aos domingos. Foi o próprio João Paulo II quem afirmou: “a Missa é o coração do Domingo”!

Não caiamos na armadilha da acomodação, pois ovelha sem pastor se dispersa. É dever das comunidades lutarem e trabalharem para que seus fiéis tenham acesso semanalmente à Santa Missa, a curto e a longo prazo. Oremos pelas vocações, façamos encontros para os jovens, convidemos padres para celebrar! Já passou da hora de parar de reclamar e agir.

Assim, num belo dia que ainda há de chegar, nossos filhos se espantarão quando contarmos que no nosso tempo muitos católicos não participavam da Missa todos os Domingos.

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