10 janeiro 2013

O QUE É SER SANTO


QUERO PASSAR MEU CÉU FAZENDO O BEM SOBRE A TERRA

Escreve São Pedro Apóstolo: “Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1, 15. 16).

Santo Agostinho de Hipona na homilia para a festa de todos os santos, assim declarou: “Se eles e elas chegaram a ser santos, porque não posso eu também?”.

Santa Teresinha do Menino Jesus desde menina sonhava “em ser santa e uma grande santa”, e o foi.

Realmente, Santa Teresinha é de fato e de verdade uma grande santa, conhecida no mundo inteiro. Ela é queridíssima e sapientíssima Doutora da Igreja, padroeira das missões, dos floristas e aviadores.


Deixou-nos o seu testamento espiritual no livro autobiográfico: História de uma alma. Este é um dos livros mais lido depois da Bíblia Sagrada. 

Ela disse: “Quero passar meu céu fazendo o bem sobre a terra”.

A primeira santa da Índia, santa Alfonsa da Imaculada Conceição dizia desde criança: “Quero ser santa como santa Teresinha do Menino Jesus”.

Santa Alfonsa foi canonizada no dia 12 de outubro de 2008, pelo Papa Bento XVI, na Praça de São Pedro, no Vaticano. 

Seu lema era: “Consumir-se como uma vela para iluminar os outros”.

AFINAL O QUE É SER SANTO? 
  
.É aquele que ama a Deus, a si mesmo e ao próximo (Mt 22, 37-39). 
  
.É aquele que guarda os mandamentos do bom Deus (Mt 19, 17). 
  
.É aquele que tem a alma lavada no sangue de Jesus Cristo (2 Cor 7, 1; 1 Jo 1, 7. 9). 
  
.É aquele que vive separado das coisas mundanas e vive unido pela graça para o serviço do Reino de Deus (Lc 9, 57-62; 1 Jo 2, 15-17). 
  
A santidade está na dimensão do amor. Deus é amor. Grandes companheiros da santidade: o amor, a fé, a esperança, a verdade, o perdão e a graça. 

No amor, tudo é dinâmico na novidade do Espírito Santo e tudo é novo para o progresso da santidade. As coisas velhas, as trevas e o passado de morte, ficaram apagados para sempre. 

Caminhamos na luz de Cristo para cidade da luz eterna (Ap 22, 5). Desde o nosso batismo brilha a nossa veste branca, a nossa vela e a nossa vida. Pelo batismo e em Cristo nós somos santificados (Rm 6, 1-4; 1 Cor 1, 2).

São Maximiliano Kolbe afirmou: “O santo vai sempre para frente, sem ligar para o próprio estado de saúde ou a idade; pelo contrário, as doenças e as aflições se tornam para ele uma escada para uma maior perfeição; no seu fogo ele se purifica como o ouro”.

Ser santo é viver a fortaleza do corpo, da alma e do espírito no alimento do Pão Eucarístico. 

Ser Santo é amar o Cristo, A Igreja, o Céu, o pecador e o diferente. 

Não pode haver maior desejo no coração do cristão do que o de ser santo. 

O método mais eficaz para evangelização e a resposta radical para o mundo em franca decadência é a nossa santificação.

A santidade é a maior pregação e o maior testemunho da vida cristã. Não existe refutação para essas duas práticas. 
Ser santo é ser feliz. A meta do santo é contemplar para sempre a face do bom Deus.

Sabemos que o século XXI, será o século abissal dos eremitas, dos místicos e dos santos. O meu desejo é que esse artigo faça com que o amado leitor esteja dentro desse maravilhoso contexto. 

O PODER DA LÍNGUA 
  
“A morte e a vida estão no poder da língua, aqueles que a escolhem comerão do seu fruto”. 
(Provérbios 18,21). 
  
Na Bíblia Sagrada, nossa língua é chamada de “mundo de iniqüidade... que contamina o corpo inteiro... Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (Tg 3, 6 . 9). 
Na Palavra de Deus encontramos diversas instruções e exortações em relação ao uso da língua. Por exemplo:

“Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios” (Pr 4,24). Uma tradução livre do texto seria: “Não permitas que tua boca fale qualquer inverdade; que teus lábios pronunciem difamação ou engano”. Tudo o que é inverdade, tudo o que torce a verdade e tudo o que engana é mentira. O mais difícil para nós realmente é obedecer com a língua, não é mesmo? Uma pesquisa entre jovens alemães a partir de 14 anos revelou que as pessoas engendram alguma mentira a cada oito minutos: “São aproximadamente 200 inverdades durante o dia” (Topic, 04/2002).

A Sagrada Escritura declara com muita propriedade: “a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tg 3,8-10).

Uma história ilustra todo o poder do que falamos ou deixamos de falar: Um homem riquíssimo tinha convidado muitas pessoas para uma festa. Encarregou seu cozinheiro-chefe de comprar os melhores alimentos. Este foi ao mercado e comprou línguas – somente línguas e nada mais. Apresentou-as como primeiro prato, segundo prato, etc., servindo somente línguas aos hospedes. Os convidados elogiaram a composição da refeição e a idéia original do cozinheiro.

Mas, aos poucos começaram a ficar saturado de tanto comer línguas. O anfitrião se irritou e mandou chamar o cozinheiro: “Não mandei que você comprasse o que há de melhor no comércio?” Ele respondeu: “Existe algo melhor do que línguas? Ela é o vínculo na vida social, a chave para todas as ciências, o órgão que proclama a verdade e a razão. Graças ao poder da língua, edificam-se cidades e as pessoas tornam letradas e cultas”. “É verdade”, concordou o dono da casa. E mais uma vez encarregou o cozinheiro de preparar outro banquete para o dia seguinte, com a ressalva de comprar o que de pior houvesse na feira.

Novamente este comprou línguas, somente línguas. Preparou-as das mais variadas maneiras para o banquete. Já que os convidados eram os mesmos, enojaram-se rapidamente do cardápio. O anfitrião sentiu-se ridicularizado e envergonhado, e gritou com chefe da cozinha: “Não mandei que você comprasse o que há de mais ruim? O que você está pensando? Por que serviu línguas outra vez?” Ele respondeu: “A língua também é o que há de pior no mundo, a mãe de todas as contendas e discórdias, a fonte de todos os processos judiciais, das diferenças de opinião e o instrumento que incita à guerra e à destruição. Ela é o órgão que propaga enganos e difamações. Pessoas são levadas ao mal, cidades são destruídas e vidas são aniquiladas pelo poder da língua”. 

Para o verdadeiro cristão, longe e bem distante está à mentira, a fofoca, a calúnia, a contenda e a língua hipócrita. (Ler o Salmo 15,1-3). 
   
O PERIGO DE UMA LÍNGUA SEM FREIOS 
  
Escreve o missionário alemão Norbert Lieth: “Uma língua que não está sob o domínio do Espírito Santo anula qualquer ministério espiritual: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganado o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1,26)”. Como ilustração, vejamos mais um relato.

Um Senhor idoso foi solicitado a conversar com um jovem de sua comunidade que havia roubado a seu chefe e estava na prisão. “Parece que eu conheço de algum lugar”, disse o homem ao jovem, “você não me é estranho”. “Com certeza”, respondeu o prisioneiro, “já faz mais de dez anos, mas parece que foi ontem, pois lembro-me claramente de nosso encontro.

O senhor é o culpado de eu me encontrar nesta prisão”. – “Mas como?”, surpreendeu-se o visitante. “Em toda minha vida não lhe fiz mal algum!” – “Não propositalmente; mas certa vez eu vinha com meu pai de uma evangelização, quando encontramos com o senhor no caminho. Meu coração estava profundamente tocado pela pregação que ouviria e eu queria voltar para derramá-lo diante do evangelista. Mas aí ouvi o senhor ridicularizando o pregador, dizendo que ele era inculto e não sabia pregar direito. Essas palavras despertaram em mim um desprezo pela pregação que acabará de ouvir, e a partir de então parei de buscar a salvação da minha alma. Comecei a andar em más companhias e hoje estou aqui na prisão”.

A língua é um poder tanto para vitória como para derrota. Ela pode levar ao céu como para o inferno. Só existe um meio eficaz para que ela não seja usada para destruição, que é um poder maior do que ela: “A CRUZ DE CRISTO”. (1 Cor 1,18). Para que ela não seja passaporte para perdição, tem que ser pregada e bem crucificada na Cruz de Cristo.


Certa vez o senhor Jesus disse que os homens prestarão contas de qualquer palavra frívola que tiveram falado (Mt 12,36). Portanto, tudo o que falamos fica registrado no céu. 
  
LÍNGUA ABENÇOADA 
  
Quando o profeta Isaías viu a glória de Deus, ficou imediatamente consciente de seus lábios impuros: “No ano da morte de rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque o homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6,1-5). 

O rei Davi também sabia o mal que pode ser causado por palavras ditas impensadamente. Por isso, orou: “Põe guarda, Senhor, à minha boca, vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que meu coração se incline para o mal...” (Sl 141,3-4). 

Devemos orar muito para que o nosso pensamento e as nossas palavras sejam guiadas pela unção do Espírito Santo.

Com a graça de Cristo e o amor do bom Deus usemos a nossa boca para falar bem, edificar, abençoar e proclamar a Boa Nova ao nosso semelhante. 

Tenhamos sempre em nossa mente essas ricas e poderosas palavras: “Uma resposta branda aplaca a ira, uma palavra firme atiça a cólera”. “A língua dos sábios cura” (Pr 12,18;15,1). 

“A língua dos sábios torna o conhecimento agradável” (Pr 15,2).

“Abençoai os que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis” (Rm 12,14). 

Procure sempre alimentar a sua alma com palavras positivas, fortalecedoras e santas. Sua língua pela fé é um paraíso de louvores angelicais. 

Você é uma pessoa abençoada, seu lugar é abençoado e as suas palavras são abençoadoras. 

Você tem a espada do Espírito Santo, que é a Palavra de Deus. (Ef 6,17). Tudo isso faz você uma pessoa linda, maravilhosa, vitoriosa e delicada. Daí, pessoa como você pode melhorar o mundo com a sua língua tomada e domada de delicadeza. 
  
Delicadeza 
  
Roseana Murray, uma das mais talentosas poetisas de nossa geração, escreveu "O Manual da delicadeza - De A a Z".  A seguir alguns de seus versos: 
  
 “A alma é invisível
   um anjo é invisível
   o vento é invisível 
   o pensamento é invisível
   e no entanto
   com delicadeza
   se pode enxergar a alma
   se pode adivinhar um anjo
   se pode sentir o vento
   se pode mudar o mundo
   com alguns pensamentos”. 
  
“Você será lembrado por aquilo que fez de bem aos outros. Por tanto, não se preocupe em gravar suas palavras no mármore, e sim nos corações”, escreveu o Príncipe dos Predadores ingleses Charles Spurgeon. 

“Trate todo mundo com delicadeza, mesmo aquelas que são rudes com você. E faça isso não porque é uma pessoa gentil, mas porque a vida fica mais agradável.” (Anônimo). 

CONCLUSÃO 

Para uma pessoa abençoada e de alma delicada suas palavras falam profundamente ao coração. Sentimos gozo, alegria e o sentido da vida nas palavras carinhosas de pessoas iluminadas pela graça celestial.

Como é gostoso, delicioso e fantástico ouvir pessoas com palavras de fé, de esperança, de amor e de libertação. Estamos carente e muito carente de pessoas amorosas, delicadas e maravilhosas.

A pessoa de língua ungida fala de Cristo, fala de bênção, da salvação, fala do céu... 

A língua do bem é a língua da delicadeza é a língua dos anjos que é o modelo divino para a nossa. A língua regida pela espiritualidade cristã é a língua do coração místico em louvor, honra e glória a Santíssima Trindade. 
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