19 fevereiro 2013

Onde está a felicidade?


Após termos meditado sobre a paixão e morte de Cristo durante a Semana Santa, é normal que gozemos de justa paz interior advinda das múltiplas celebrações litúrgicas. Tal paz é o reflexo da boa ordem infundida por Deus nos corações depois de uma confissão bem feita, de ter rezado e recebido Nosso Senhor na Eucaristia, acompanhado as procissões e convivido com cerimônias religiosas ricas em significados.

Não precisa muito discernimento para perceber nas pessoas que assistiram às cerimônias quanto mais sensíveis e abertas elas ficam para o sobrenatural e a vida cristã. As fisionomias recobram louçania, fruto da alegria advinda da liturgia da Igreja, quando bem celebrada. Mas de onde vêm esta felicidade e esta alegria a ponto de se desejar ao próximo uma santa e feliz Páscoa?


A palavra religião vem do latim religare, isto é, ela nos liga a Deus, fonte de toda alegria e de toda felicidade. Portanto, elas procedem de Deus, uma vez que A Igreja Católica Apostólica Romana, fundada e instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, tem os meios para nos comunicar a graça divina, o caminho para se chegar a Deus, a doutrina e os ensinamentos, os quais devemos acatar e acreditar. Para ser feliz, é preciso estar na amizade de Deus.

É preciso ser cristão, ser batizado, crer e professar a doutrina de Jesus Cristo, freqüentar os sacramentos, especialmente os da Confissão e da Comunhão, assistir às santas missas nos domingos e dias de festas. É preciso também o matrimônio religioso e não apenas a união civil, que consiste em viver em concubinato. É preciso praticar o bem e evitar o mal.

O pecado é uma desobediência aos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja. Para não pecar contra Deus, contra o próximo e contra si mesmo é indispensável a oração. “Quem reza se salva, quem não reza se condena”, disse Santo Afonso Maria de Ligório. Nosso Senhor nos manda amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

E os autores de boa doutrina aconselham a ter uma entranhada devoção a Virgem Maria, para assim conseguir a graça de Deus e a salvação eterna. Jesus Cristo nos veio por meio de Maria e é por meio d’Ela que devemos também ir a Ele. A Mãe cheia de misericórdia não permitirá, com sua poderosa intercessão, que caiamos na desgraça do inferno, lugar onde os condenados sofrem a ausência de Deus e são queimados por um fogo inextinguível.

Concorrerá Ela empenhadamente para ganharmos o Céu, onde os justos e os anjos contemplam a Deus na felicidade eterna. Ninguém ama aquilo que não conhece. Assim, é preciso que o verdadeiro cristão procure estudar a doutrina católica, é preciso tomar conhecimento das verdades ensinadas pela Santa Igreja.

Caso contrário, a sociedade mergulhará ainda mais na crise religiosa e moral, encharcada que está em pecados de toda ordem, como, por exemplo, o roubo, o adultério, o homicídio, a impureza e os maus costumes. Se quiser ser feliz, procure ser amigo de Deus, fonte de todo o bem.
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