14 março 2013

Autoridade


Qual o fundamento que usamos para descobrir a vontade de Deus?

Autoridade significa o direito e a capacidade de comandar, fazer leis, exigir obediência e julgar. Em outras palavras, a nossa autoridade é o fundamento ou o padrão que temos para distinguir o certo do errado. Em todas as áreas, tem que haver um padrão de autoridade. Para as distâncias, a autoridade é o metro; para o peso, é a balança; para o tempo, o relógio; na escola, o diretor. Dependemos da autoridade para tudo o que realizamos; sem autoridade, só há confusão e anarquia.

Também na religião, a autoridade é vital. Como podemos discernir o certo do errado? Qual o fundamento que usamos para descobrir a vontade de Deus?

A fonte da autoridade

Deus

Em última análise, Deus é a autoridade sobre todas as coisas. Ele nos criou; nos julgará; nunca erra. É o soberano governador sobre todas as coisas e sobre todas as nações (veja Daniel 4).

Jesus


No presente século, Deus deu toda a autoridade a seu Filho, Jesus Cristo (Mateus 17:5; 28:18). Jesus sempre transmite a mensagem de Deus (João 7:16; 12:48,49). Ele sempre fala a verdade (João 14:6; 18:37). É Senhor sobre o céu e a terra (Mateus 28:18; Efésios 1:21); sobre judeu e gentio (Romanos 10:12); sobre palavras, ações e pensamentos (Colossenses 3:17; Hebreus 4:12,13); sobre os vivos e os mortos (Romanos 14:9). Jesus apresentou as credenciais que provavam que sua autoridade não era apenas uma alegação infundada; ele tem de fato toda a autoridade. Seus maravilhosos ensinos, seu caráter, seus milagres, as profecias detalhadas que ele cumpriu e, acima de tudo, a sua ressurreição provam a afirmação de Jesus, de que ele é a autoridade absoluta.

As Escrituras

Jesus confirmou a autoridade da Bíblia. Ele confirmou a inspiração do Antigo Testamento. Muitas vezes, ao referir-se às Escrituras, disse: "não lestes . . .?" ou "está escrito". Ele disse que a Escritura não podia falhar (João 10:35), e nem mesmo um i ou um til jamais passaria da lei até que tudo se cumprisse (Mateus 5:18).

Jesus afirmou a autoridade dos apóstolos. Ele prometeu enviar o Espírito Santo, o qual os guiaria para revelar toda a verdade (João 14:26; 15:26,27; 16:12,13). Enviou os apóstolos com a missão de lhe servirem como porta-vozes e representantes (João 20:21; Mateus 28:19,20; Atos 1:8). Os próprios apóstolos afirmaram ter recebido a sua mensagem por revelação de Deus (Efésios 3:3-5; 1 Tessalonicenses 4:2; 1 Coríntios 2:10-13).

A mensagem dos apóstolos é registrada na Bíblia. Isso significa que as palavras das Escrituras são os mandamentos de Deus (1 Coríntios 14:37). A Bíblia é a revelação de Deus para o homem; é a nossa autoridade. As suas palavras são as palavras de vida eterna, as quais nos julgarão no último dia (João 6:68; 12:48).

As fontes em que não se deve buscar autoridade

Há coisas que se usam de modo errôneo como a autoridade religiosa. Algumas pessoas, por exemplo, seguem a sua consciência. Mas a consciência apenas mostra nossos pensamentos sobre o que é certo, mas não declara o que é objetivamente verdadeiro. Veja o caso de Paulo: ele tinha uma boa consciência, mesmo perseguindo os cristãos (Atos 23:1). Alguns obedecem as próprias idéias e desejos, mas o resultado é desastroso. (Veja Juízes 17-21, especialmente 17:6 e 21:25, que mostram o resultado das pessoas que fazem o que é bom aos próprios olhos.) Há pessoas que servem às tradições e às doutrinas dos homens. Jesus, porém, condenou os fariseus por observarem as tradições humanas (Marcos 7:1-13). Há ainda quem siga a igreja. As Escrituras mostram, no entanto, que as igrejas muitas vezes se afastam da verdade (Atos 20:29-31; 2 Tessalonicenses 2; 1 Timóteo 4:1-3; Apocalipse 2-3). Alguns seguem revelações posteriores, concedidas por algum mestre notável. Mas Paulo ensinou que, ainda que um anjo, vindo do céu, rvelasse algo que divergisse do evangelho, não deveríamos acreditar (Gálatas 1:6-9).

A única autoridade satisfatória para nós em nosso serviço a Deus é a Bíblia.

As características da nossa autoridade

Escrita

A autoridade de Deus é expressa em palavras. Ao escrever a Bíblia, seus autores o fizeram por inspiração do Espírito Santo. Os autores do Antigo Testamento falavam quando movidos pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:20-21), de modo que Deus falava pela boca deles (Atos 3:18, 21). Os escritores do Novo Testamento também proferiram as palavras escolhidas pelo Espírito Santo (1 Coríntios 2:13), de modo que, conseqüentemente, anunciaram os mandamentos do Senhor (1 Coríntios 14:37). Tanto o Antigo Testamento quanto o Novo são chamados de Escrituras (1 Timóteo 5:18), e as Escrituras como um todo são inspiradas por Deus (2 Timóteo 3:16-17). A palavrainspirada, que é usada neste trecho, significa literalmente "soprada por Deus". A Bíblia é a maneira que Deus usou para revelar a sua vontade ao homem.

Às vezes, as pessoas ficam surpresas pelo fato de que Deus pudesse usar homens para escrever a sua revelação. Mas a sua capacidade de se revelar com exatidão por meio dos homens não se trata de uma idéia nova. Deus escolheu revelar-se por meio de Jesus Cristo. Jesus teve forma humana, mas ele foi a manifestação exata da natureza de Deus. Assim, também a Bíblia foi escrita por homens e, portanto, tem forma humana, mas expressa exatamente a vontade de Deus.

Perfeita

As Escrituras não têm erros. Da mesma forma que Jesus veio ao mundo como homem, mas jamais pecou, também a Bíblia foi escrita por homens, mas não contém erros. Deus não pode mentir (Números 23:19; 1 Samuel 15:29; Tito 1:2; Hebreus 6:18); portanto, tudo o que diz é verdade. Cada palavra da Bíblia é exatamente o que ele queria que estivesse escrito. Jesus disse que as Escrituras não podem falhar (João 10:35). Muitas vezes, os escritores do Novo Testamento fundamentam um argumento em apenas uma simples palavra das Escrituras (veja, em Hebreus 2:11-12, "irmãos"; em 3.7-4.13, "hoje"; em 8.8-13, "nova" etc.). Eles foram capazes de comprovar o que afirmavam com apenas uma palavra da Bíblia, porque cada palavra das Escrituras é verdadeira e precisa.

Rigorosa

As Escrituras devem ser aplicadas à risca. É assim que acontecia no Antigo Testamento. Moisés recebeu a ordem de construir o tabernáculo de acordo com o padrão que Deus lhe havia mostrado (Êxodo 25:9,40; 26:30; 27:8), e agiu exatamente como o Senhor lhe ordenou (Êxodo 40:16,19,21,23, 25,27,29,32). Portanto, Deus desceu e habitou no tabernáculo (Êxodo 40:34-38). Mais tarde, Moisés advertiu que não se retirasse nada da Palavra, nem lhe acrescentasse qualquer coisa (Deuteronômio 4:2; 12:32); também que o povo não se desviasse nem para a esquerda, nem para a direita (Deuteronômio 5:32-33; 17:20; 28:14). Deus ordenou que Josué não se voltasse para a esquerda, nem para a direita, mas agisse apenas segundo o que a lei mandava (Josué 1:7), e Josué mais tarde ordenou ao povo que fizesse o mesmo (Josué 23:6). Do começo ao fim do Antigo Testamento, ensinam-se princípios semelhantes. O Novo Testamento também deve ser aplicado com rigor. Só quem faz a vontade do Pai será abençoado (Mateus 7:21). É estritamente proibda a pregação de um evangelho que divirja da verdade das Escrituras (Gálatas 1:6-9). Paulo mostrou que, mesmo no caso de um acordo feito por homens, após firmado, ninguém pode acrescentar nem retirar nada (Gálatas 3:15). Acrescentar às Escrituras ou subtrair-lhes alguma coisa é absolutamente condenado (Apocalipse 22:18-19).

Desobedecer à autoridade de Deus acarreta graves conseqüências. Quando Adão e Eva, no jardim, comeram o fruto que Deus lhes havia proibido, foram punidos severamente. Muitas vezes, Deus mostrou o seu parecer quanto à desobediência. Quando exigiu que não se trabalhasse no sábado, aquele que juntasse lenha naquele dia deveria ser apedrejado (Êxodo 35:2-3; Números 15:32-36). Quando ordenou que o fogo usado para o incenso fosse extraído de determinada fonte, os que ofereciam fogo estranho eram incinerados (Êxodo 30:9; Levítico 10:1-2). Quando Deus ordenou a Saul que destruísse completamente os amalequitas, este foi punido apenas por poupar alguns animais com o objetivo de oferecê-los em sacrifício a Deus (1 Samuel 15). Deus afirmou: ". . . o obedecer é melhor do que o sacrificar . . ." (1 Samuel 15:22). Deus castiga a desobediência.

A necessidade de autoridade

É necessário ter a permissão de Deus, ou seja, sua autorização antes de fazermos qualquer coisa. Se Deus não manifestou a sua aprovação, não temos o direito de agir. Isso é muito importante, apesar do fato muitos acreditam que podem fazer qualquer coisa que Deus não tenha proibido expressamente. Pessoas assim não vêem nenhuma necessidade para receber permissão do Senhor. Mas a Bíblia ensina que tudo o que está fora da autorização de Deus é errado.

Não acrescentar

Estamos proibidos de acrescentar alguma coisa ao que está escrito ou ultrapassá-lo (Deuteronômio 4:2; 12:32; Provérbios 30:5-6; Apocalipse 22:18-19; 1 Coríntios 4:6). Todas as boas obras encontram-se nas Escrituras; portanto, toda obra que não esteja nas Escrituras não é boa (2 Timóteo 3:16-17). Não temos direito algum de ultrapassar a doutrina de Cristo; antes, devemos permanecer debaixo de sua autoridade (2 João 9). Há apenas duas fontes de autoridade: ou de Deus ou do homem. Se determinada prática não se acha na Bíblia, ela provém do homem. No entanto, sabemos que o fato de seguir os ensinos do homem invalida a nossa adoração, e que os ensinos do homem serão retirados (Mateus 15:9,13). Isso quer dizer que não basta dizer que uma coisa não foi especificamente proibida; se Deus não expressa a sua permissão, então é errada. 

Não agir por presunção

Agir sem a permissão clara de Deus é agir presunçosamente. A presunção é sempre condenada na Bíblia. Quando Saul atreveu-se a achar que não fazia mal se ele oferecesse os sacrifícios, ainda que Deus não houvesse dito isso, foi condenado (1 Samuel 13). Enquanto Naamã confiou presunçosamente que os rios da Síria lhe concederiam a purificação da mesma forma que o rio Jordão, continuou com lepra (2 Reis 5). Quando Nadabe e Abiú tomaram por certa a permissão de oferecerem outro fogo, a respeito do que Deus não falou, foram consumidos por Deus (Levítico 10). Quando Uzias confiou por presunção que um não-levita pudesse queimar incenso, ainda que Deus não o houvesse declarado, foi castigado com lepra (2 Crônicas 26). Fazer o que Deus não autorizou é agir por presunção e pecar. 

Exemplos bíblicos

Observe o caso de Davi e a arca de Deus. Deus havia ordenado que a arca fosse transportada pelas varas sobre os ombros dos levitas. Não disse nada sobre transportá-la de carro de boi. Ele não especificamente proibiu isso; mas também não autorizou. Podemos agir sem a permissão de Deus? Podemos fazer o que ele não autorizou claramente? 1 Crônicas 13 e 15 respondem sem sombra de dúvida: "Não!". Por ser a arca, nesse caso, carregada de modo não permitido, Uzá foi atingido e morto por castigo. Antes de agir, devemos confirmar nas Escrituras se Deus aprova o que queremos fazer.

Hebreus 7:12-14 é mais um exemplo disso. Para provar que a lei havia mudado, o escritor mostra que o sacerdócio (elemento fundamental da lei) foi mudado. Ele prova que esta mudança aconteceu da seguinte forma: Cristo é um sacerdote; ele é da tribo de Judá. Mas a lei do Antigo Testamento nunca mencionou sacerdotes de Judá. Portanto, a lei só podia ter sido mudada. Se a lei não dissesse nada a respeito de um sacerdote de certa tribo, não poderia haver nenhum sacerdote daquela tribo segundo a lei. O silêncio de Deus não dá permissão; seu silêncio proíbe. Se Deus não se pronuncia a respeito de uma ação, não se tem o direito de agir.

Para entender a autoridade

A Bíblia refere-se às coisas como ligadas ou desligadas (Mateus 16:19; 18:18). Deus ligou algumas coisas e não deu nenhuma liberdade de escolha nesses casos. Ele desligou outras, dando-nos uma variedade de opções. Mas como sabemos qual é qual?

Veja alguns exemplos bíblicos. Deus mandou que Noé construísse uma arca de tábuas de cipreste. Isso quer dizer que Noé não tinha a permissão da parte de Deus de construir a arca de cedro ou jacarandá. Por outro lado, Deus não especificou onde Noé encontraria a madeira: se compraria em depósitos de madeira, se cortaria ele mesmo as árvores, etc. Assim, o tipo de árvore estava "ligado", mas a forma de consegui-la estava "desligada".

Deus mandou que Naamã mergulhasse no Jordão para ser purificado da lepra (2 Reis 5). Ele não tinha nenhum direito, portanto, de mergulhar nos rios da Síria, o Abana e o Farfar. Mas Deus não especificou em que altura do Jordão ele devia mergulhar. Deus "ligou" o rio, mas "desligou" a localização exata no rio.
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