24 maio 2014

A nossa filiação divina


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O Espírito Santo guiou o caminho histórico de Jesus para o Pai e também realiza isso em nós
“Vede que manifestação de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus. E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não o conheceu. Amados, desde já somos filhos de Deus, mas o que seremos ainda não se manifestou. Sabemos que por ocasião desta manifestação, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é”.(1Jo 3, 1-2)
O Espírito Santo guiou o caminho histórico de Jesus para o Pai e também realiza isso em nós, respeitando naturalmente as devidas distâncias. Faz que vivamos na filiação em relação a Deus e na fraternidade em relação aos homens, na esteira do caminho de Jesus.
Dando-nos seu Espírito, Jesus não nos comunica, portanto, nada de estranho a Ele. Pelo contrário, dá-nos a Si mesmo. Com o dom de seu Espírito Jesus nos torna participantes de sua filiação, de sua relação com o Pai, o que constitui o que é mais intimo de seu ser.
A graça da filiação divina pode ser definida como a participação do homem, pela virtude do Espírito Santo, naquela única e irrepetível relação que Jesus tem com o Pai.
João é bem claro ao falar da nossa filiação divina. Só se ama o que se conhece e só se conhece o que se ama. Por isso o mundo nos oferece vícios, prazeres... Na verdade, o mundo só quer nos usar, pois não nos conhece, não nos ama.
Só Deus nos ama independente do que fazemos ou fizemos, pois nos conhece. Somos a imagem de Deus e por isso Ele nos ama; Ele se vê em nós, num sentido de sermos o seu reflexo. Deus não nos usa, por isso não somos escravos, somos filhos e filhas livres.
Pelo Espírito Santo que está em nós, clamando ”Abbá, Pai” (Gl 4,6), nos tornamos filhos de Deus. Não somos órfãos, temos um Pai que por amor nos deu a maior herança: a vida eterna.
Meditando sobre Romanos 8,26, onde vemos que ”o Espírito vem em socorro das nossas fraquezas”, pode-se dizer que a nossa fraqueza é não aceitar o Criador.
Concluímos, portanto, que Jesus, sendo o Filho de Deus, morreu na cruz e nos deu o seu Espírito, que clama “Abbá, Pai”, que significa “Papai, Papaizinho, Painho, Paieê”. Não sei a forma como você chama o seu Pai que te ama e te criou livre, com possibilidade de até mesmo dizer não a Ele.
Somente com a certeza de sermos filhos de Deus é que assumiremos a todo instante que precisamos do Espírito Santo.
Somos fracos não por nossa própria vontade, mas por amor de Deus, que ao nos criar, quis nos comunicar seu amor e nos fez filhos. Esta não é uma fraqueza negativa, como a palavra induz, mas uma fraqueza que colocamos diante da força plena que é Deus. Somos como a criança que indefesa e inofensiva necessita dos braços do Pai para se sentir segura.
O Catecismo, no parágrafo 2736 nos diz: “Nosso Pai sabe do que precisamos, antes de lho pedirmos, mas espera nosso pedido porque a dignidade de seus filhos (eu, você, cada pessoa humana), está precisamente em sua liberdade. Mas é preciso rezar com o Espírito de liberdade para poder conhecer na verdade o seu desejo”. Deus não só nos criou livres, mas nos deu o seu Espírito de Liberdade, pois somos seus filhos.
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