02 junho 2014

A importância de se estabelecer um dia para a família


A raiva nos afasta da relação fraternal e amorosa presente no ambiente familiar 
-Ô menino, por que você não quer sair com a gente? – Raiva. Ninguém me 
entende.-Raiva? Que pecado, meu filho! Criança não sente raiva.- E você, 
homem, por que não chega em casa mais cedo? – Pra quê? Pra passar
 raiva?- E você, mulher? Por que não para quieta? Quando não está batendo
 perna na rua, só fica enfiada nessa cozinha? – Até parece que faço, porque
gosto. 
Hoje, vamos refletir sobre o sentimento de raiva nas relações familiares.
Situação essa que tem afastado os seus membros do encontro fraterno,
do almoço aos domingos e os afastado do cuidado que um deveria ter com
 o outro.
A elaboração do sentimento de raiva acontece devido à frequência, à
duração e à intensidade com que os eventos que provocam frustração
 e pavor acontecem dentro desse contexto, que eliciam repostas de ansiedade
e tensão, provocando o medo de conviver com seus próprios familiares.
É muito importante que, na rotina doméstica, a família ocupe um espaço
significativo e que todos a reconheçam como fonte de vida.
940x350-Destaque---um-dia-para-familia
O treino de conviver com cada membro como único ajudará na manutenção
dos vínculos e da boa convivência. Consequentemente, todos desejarão estar
em família. Mas e a raiva? Qual o lugar desse sentimento no comportamento
 das pessoas quando estão com seus familiares?
Segundo Ivan Capelatto, em seu livro ‘A Equação da Afetividade’, “a raiva nada
 mais é que a manifestação do medo. Resultado da ação de uma região de
 nosso cérebro, composta pelas amígdalas cerebrais. Esta parte do cérebro
 também é responsável pela proteção do indivíduo, por sua reação diante 
dos perigos do mundo. São responsáveis pelas reações de medo, que farão
 com que lutemos ou fujamos”, ressalta o autor. Diante dessa explicação,
é possível compreender que todos nós estamos sujeitos a sentir raiva e manifestar
medo diante de situações em que ela é provocada. O ambiente familiar é propício
 para que esse sentimento venha à tona com constância. São pessoas
 com comportamentos diferentes, mas que convivem e precisam de alinhamento
em suas relações para garantir a felicidade. Um exemplo muito comum, apresentado
 por Capelatto, é o da criança que, quando interrompida, em sua brincadeira, porque
 tem que tomar banho, corre risco de sentir medo de perder aquele prazer que
estava sentindo. Nesse momento, as amígdalas são acionadas, a expressão da
 criança será de raiva por não saber lidar com o medo. De forma semelhante,
acontece com o casal quando interrompido em uma relação sexual com a
chegada inesperada do filho em seu quarto; além daqueles momentos comuns
 vividos nas famílias brasileiras: ir ao supermercado e não poder fazer a feira
 ou não poder pagar o Plano de Saúde que precisam ou desejam ter.
Quem nunca ouviu essas expressões: “Que raiva! Quem tem clima para namorar
 com tantos problemas?”“Quando chega o fim de semana, não aguentamos nem
 mais brincar com os filhos de tão cansados!”. Esses eventos causam danos
à vida psicológica da criança e de qualquer ser humano, além de afetar o clima
 familiar. O sentimento que está por trás de cada expressão dessas é o de
 raiva, e precisará ser bem administrado para que não passe a controlar a
alegria, o temor e o humor da família. Portanto, as reações que cada um
demonstra deverão ser entendidas, inicialmente como uma manifestação do
 organismo que funciona bem. Nem sempre aceitar tudo, demonstrar não sentir
 raiva e ser a família perfeita e boazinha do bairro é sinal de convivência saudável.
 Essas reações são sintomas de uma realidade. A falta de raiva em situações reais
 pode implicar em ausência de medo, indiferença e, consequentemente,
sensação desconfortável.
Qual a consequência? Relacionamentos frios e artificiais. E estar em família nos
 fará sentir um peixe fora d’água. Não faremos questão de encontrar um
dia para estarmos juntos. Será sempre ruim conviver com quem tem o nosso
sangue se não ouvirmos o que a raiva, que sempre manifesta o medo, quer falar.
Estar junto sem se sentir pertença, por causa da raiva não sentida, do medo
não amparado, da verdade não dita e da falta de acolhimento às necessidades
de todos, é colocar a família em um beco sem saída. Será sempre o fim de um
 sonho. Um pesadelo conviver. Ter tempo para a família é decidir viver em
contato com as nossas emoções sem perder o respeito e o amor por quem
 nos deu muito mais do que um nome e um sobrenome. Deu-nos a vida!
Se dermos atenção a quem está ao nosso lado e o acolhermos em seus momentos
 de raiva e medo, será mais fácil agendar um dia ou dois, passar o feriado e tantas outras datas juntos!
Qual dia você escolheu para estar em família?
Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Inicio

0 comentários:

Postar um comentário

Rádio

Grupo de Oração

Grupo de Oração

Postagens antigas

Postagens mais visitadas

Reflexão

Mensagens

Nossa Senhora Fátima

Nossa Senhora Fátima

Parceria

Parceria

Parceria

Postagens populares