25 junho 2014

A motivação é melhor que a cobrança


         A motivação é melhor que a cobrança

A motivação visa o bem; a cobrança, o interesse de alguém
O texto para esta semana gira em torno da palavra “cobrar”; e quando vou
 ao dicionário para ver o significado deste verbete, eu me assusto:
“Receber ou tentar receber (dívida ou aquilo a que se tem direito)”.
 Até aí, beleza, mas, quando continuo minha caça de significados,
 encontro este que me deixa pasmo: “Exigir de outrem (obrigação,
cumprimento de palavra etc.)”.
A motivação é melhor que a cobrança
Fico pensando no quanto de energia gastamos quando “cobramos”.
Quando trazemos para nosso interior esse “cobrar” (receber, exigir, obrigar),
 temos de trabalhar com um monte de expectativas que tendem a nos levar
 a uma multidão de frustrações. Nessa hora, temos de parar e pensar: o
certo seria mesmo “cobrar”?
Acredito que seria mais interessante “motivar”. Às vezes, a cobrança vem
sem motivos, sem causas justificadas, sem destino certo. Outras vezes,
encharcada por uma gama de sentimentos de inferioridade, insegurança,
 medo e carência.
Ao passo que, quando motivo alguém, trabalho com “expectativas”. Nessa hora,
 parto do motivo, do real; e isso não agride. A motivação visa o bem; a
cobrança, o interesse de alguém.
Já parou para pensar o quanto a cobrança nos aprisiona? Tantas pessoas
 se cobram para ter um alto rendimento, mas, por se aprisionarem em tal
 situação, têm o mais baixo rendimento. Já vi pessoas se cobrarem tanto
 para tirar um “10” na prova – por isso, vivem uma angústia ao extremo –,
mas acabam tirando uma nota 4, pois ficam presas à “expectativa de um 10”.
Pior é quando colocamos essa cobrança no outro. Exigimos, colocamos
 metas e até obrigamos a pessoa a corresponder ao nosso “ego”, tornando-o
 prisioneiro de nossos desejos. Relacionamentos assim tendem mais à
“explosão” que à verdadeira paixão.
A motivação visa o bem; a cobrança, o interesse de alguém. Incentivar.
 Entusiasmar. Não é uma tarefa fácil, mas é possível realizá-la. Todos nós
 trazemos certa dose de cobrança em nós. Já nascemos assim. Quando
éramos crianças, chorávamos para “cobrar” o peito da mãe, o colo do pai,

o brinquedo do irmão. Temos essa tendência; ela está em nós.Quando 
surgir o impulso de cobrança, que tal escolher o caminho da motivação,
 do incentivo e do entusiasmo? O resultado será mil vezes mais satisfatório
 e livre. Pense: em vez de cobrar uma visita do seu namorado nos fins de
 semana, por que não o incentivar a estar mais com aqueles que moram
com você? Em vez de cobrá-lo para conversar mais com sua mãe 
(a sogra!), por que não o motivar a descobrir nela virtudes até então
 escondidas?
A maneira com que levamos a vida pode fazer de nós e dos outros
 mais leves ou pesados. Fica a dica!
Em vez de cobrar, que tal motivar? A maneira como nos colocamos no
 mundo determina o lugar que ocupamos no coração de quem amamos!
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