19 junho 2014

O ceticismo intelectual





                O ceticismo intelectual







Para muitos estudantes o ingresso na faculdade significa a realização de um
sonho, a possibilidade de se prepararem para a capacitação profissional.
Com isso, uma nova realidade se desdobra na vida deles. Para alguns deles,
a entrada na universidade é a oportunidade de viver segundo a sua liberdade;
e atraídos por tudo aquilo que o mundo oferece, assumem outros
compromissos julgando-os mais importantes e urgentes. Quase que seguindo
os mesmos passos de outros que os antecederam, muitos colocam a sua
 experiência de fé num segundo plano. Dessa maneira, pouco a pouco, 
abandonam o conhecimento transmitido pela Igreja.
Algumas pessoas alegam ter deixado de viver sua espiritualidade por falta de
tempo e por dificuldade em conciliar os compromissos da faculdade com as
atividades na paróquia. Outros  justificam o afastamento por algum tipo de
discriminação ou má conduta de pessoas que estão à frente dos serviços
pastorais. Há aqueles que dizem ter abandonado sua religião por terem vivido
 algum tipo de decepção com o sacerdote ou por considerarem maçante
viveros compromissos eclesiais, como a participação nas missas, a vivência
 dos sacramentos, entre outros. Muitas das possíveis justificativas não
 passam demeras desculpas.
É interessante perceber que, dependendo dos nossos interesses pessoais,
somos capazes de suportar dificuldades quando vislumbramos algum tipo
de benefício. Sabemos, contudo, que, mesmo na faculdade, precisaremos
 também atender às exigências do currículo escolar. Somos obrigados a
cumprir algumas disciplinas mesmo que estas não nos agradem. Apesar
de tudo, não desistimos das obrigações universitárias em vista de nossos
 objetivos profissionais.
Mas que vantagens temos em nos aplicar também em nossa
espiritualidade?
“Conhecereis a verdade e ela vos libertará”… Para aqueles que estão
envolvidos
 num ceticismo ditado pelos “mestres do conhecimento”, o céu e a salvação
eterna são tidos apenas como utopia.
Muitos acreditam em algo somente quando são convencidos por provas
científicas. Outros contestam a existência de Deus quando são apresentadas
 muitas calamidades que assolam o planeta, como as tragédias naturais, os
genocídios em muitos países, as guerras, a miséria, entre outros. O ceticismo
 intelectual é capaz de convencer os estudantes a ponto de considerarem
irrelevante a busca da fé.
Que evidências poderiam sustentar a defesa de que há algo a mais, além
de todas as coisas que vivemos neste plano natural?
As pessoas, cuja espiritualidade está fundamentada apenas nas sensações e
nos bons sentimentos e experiências místicas a respeito das promessas de
Deus, são facilmente seduzidas pelos argumentos descrentes de seus
 professores ou colegas.
Os grandes mártires foram testemunhas corajosas que levaram a cabo o
 princípio evangélico, conforme descrito em Mateus 22,37: “Amarás o teu
Deus de todo coração, de toda sua alma e de todo seus espírito”.
O testemunho
 desses homens nos faz perceber que professar a fé somente imbuídos de
sentimentos não será algo suficientemente forte para suportarmos outras
 possíveis provações.
Nos dias atuais, de maneira semelhante, muitos cristãos passam por
algum tipo de intolerância religiosa, seja na vida cotidiana ou no âmbito
universitário, simplesmente, por professarem sua fé em Deus.
Muitas pessoas deixaram de viver a sua espiritualidade talvez por terem vivido
 apenas a superficialidade de uma fé exigente e comprometedora. Para que
ninguém venha a sucumbir diante de outros argumentos é importante saber
em quem estamos depositando nossa confiança, nosso coração, nossa alma
 e todo nosso espírito.
A cada um de nós cabe nos aprofundar no entendimento de que viver
uma espiritualidade é responder a um chamado, o qual parte
da necessidade íntima de um encontro com Aquele que se deixa revelar
 também nas descobertas científicas. Pois, ainda que tenhamos 
descoberto a sequênciado código genético, quem poderia tê-lo
 programado?
Deus o abençoe. Um abraço!
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