05 junho 2014

O compromisso com a felicidade do outro



O compromisso com a felicidade do outro




Ouve-se muito dizer que o casamento tira a liberdade da pessoa, que são
 formalidades que geram custos e que não garantem a união estável do
casal. Então, alguns casais de namorados, quando apaixonados – mesmo
que o tempo de namoro seja apenas de alguns meses -, assumem morar
juntos. Desse modo, aquelas disposições que foram assumidas por nossos
ou avós – a respeito das fases do envolvimento – em razão da incredulidade
 dos casais mais “modernos”, as classificam como algo não mais aplicável!

As justificativas para defender a ideia de morar com a (o) namorada (o) 
são muitas. Dentre elas, existem aquelas que esperaram o favorecimento 
das condições para a oficialização do casamento. Outros casais acreditam
 que morar junto, possa ser uma forma, mais confortável, de identificar se vai
 dar certo a convivência com a (o) namorada (o), além de gozar dos privilégios
 da vida a dois.
Há também aquelas pessoas que após tal experiência, não têm intenção de
 repeti-la. Pois, dessas, acabaram saindo frustradas ao perceber que apesar
 de estar vivendo sob o mesmo teto, seu parceiro ainda se comportava 
como alguém “solteiro (a)”. Não será difícil encontrar relatos de pessoas dizendo
 que foi um período no qual foram apenas um colega de quarto, com quem 
dividia as despesas, cuidava de suas roupas, alimentação etc…. E, aqueles
 momentos de uma felicidade avassaladora – que foi motivo para a tomada
 de decisão de viver juntos – , esvaziou-se, com a falta de comprometimento
 com aquilo que foi, anteriormente, objeto dos planos do casal.
A dúvida sobre o verdadeiro sentimento que sentia pelo outro ou a
deterioração do mesmo, fizeram com que o relacionamento durasse apenas
o período de uma estação ou enquanto ardia o fogo da paixão. Desses
amores “doloridos”, as pessoas reclamam de não ter vivido a sensação
de sentir-se importante para a outra pessoa.
Por um lado, se os namorados conseguiam calar o clamor dos hormônios,
 diziam ser a “química da relação”, eles não conseguiam alimentar o desejo
pessoa que ansiava encontrar alguém que seria o seu complemento.
Infelizmente, tal situação também é vivida com aqueles que assumiram
 o sacramento conjugal. Entretanto, percebe-se que a falta de interesse
 em retomar o relacionamento é maior entre aqueles que assumiram
viver como “namoridos”.

Na vivência do sacramento do matrimônio
 vamos aprendendo que somos
o canal que promove a felicidade do outro. Isto é, a maneira como nos
e agimos nessa empreitada de vida comum, é que trará aos resultados
que almejamos para o compromisso a dois. Assim, as atitudes no dia
 a dia, e as manobras para vencermos os obstáculos comum do
conjugal,  precisa ter como foco o bem estar da outra pessoa.
  • Contudo, muitos casais não querem seguir as primícias estabelecidas
  • de um relacionamento a dois. Mesmo que tenham uma vaga idéia sobre
  • a vida comum, insistem em viver seus caprichos, e o compromisso
  •  com a felicidade, muitas vezes, fica preso na condição do 
  • egoismo, da autorealização e muito longe do vínculo com a pessoa 
  • que se diz amar.
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