23 junho 2014

Os 7 ‘nãos’ do Papa Francisco




                Os 7 ‘nãos’ do Papa Francisco




O Papa sabe da evasão de fiéis, sabe dos indiferentes e conhece os desafios
 da Igreja na era pós-moderna; por essa razão, Francisco dá 
alguns direcionamentos a seu rebanho. 
A Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco é deveras
 provocadora, desde as primeiras linhas, quando o Pontífice descreve a Igreja
como ele a quer: “Uma Igreja ‘em saída’, que não olha para si mesma”.
A intimidade da Igreja com Jesus é itinerante, e a comunhão se configura
essencialmente como comunhão missionária (cf. EG 20-23).
Os-7-não-do-Papa-Francisco
A Igreja “em saída” é a comunidade dos discípulos missionários que tomam a
 iniciativa, que se deixam envolver e que são capazes de ousar: “Ousemos
um pouco mais ao tomar a iniciativa” (24). Tudo isso, marcado pelo convite
 de “não sermos cristãos com cara de funeral” (10). Outra expressão bastante
 tocante, e que tem forte repercussão missionária, é quando o Papa diz
:Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas
 estradas, do que uma Igreja enferma pela oclusão e pela comodidade
 de se agarrar às próprias seguranças” (49).
Lendo atentamente o documento, impressionam os sete ‘nãos’ do Papa
Francisco, que, em chave positiva, podem se transformar em sete ‘sins’
a serviço da evangelização local e mundial.
1. “Não deixemos que nos roubem o entusiasmo missionário!” (80).
Sim a uma espiritualidade missionária positiva, capaz de ver, no dia a dia,
 as pegadas de Deus na humanidade.
2. “Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!” (83).
 Sim a um dinamismo missionário que seja sal e luz, com leigos protagonistas
 e bem formados para essa tarefa.
3. “Não deixemos que nos roubem a esperança!” (86). Sim a uma
evangelização baseada na confiança para sermos fontes de água viva.
4. “Não deixemos que nos roubem a comunidade!” (92). Sim a uma mística
que promova a fraternidade e saiba ver uma grandeza sagrada em cada
próximo.
5. “Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!” (101).
Sim a uma espiritualidade que promova a reciprocidade, o diálogo, o
testemunho da comunhão fraterna.
6. “Não deixemos que nos roubem a força missionária!” (109). Sim à
 defesa e à promoção da vida em todas as suas formas no projeto do Reino
 de Deus.
7. “Não coarctemos nem pretendamos controlar essa força missionária
da piedade popular” (124). “O caminhar juntos para os santuários e o
 participar em outras manifestações da piedade popular, levando também
 os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto
evangelizador”, diz o Papa Francisco.
Exorta o Papa Francisco: “O Evangelho é claro: O Senhor convidou-os, ide
 em frente! E isso significa que o cristão é um discípulo do Senhor que 
caminha, que vai sempre em frente” (L’osservatore Romano, 20/02/2014, p.13).
 O Bispo de Roma quer uma Igreja tremendamente missionária. Sabemos 
que a missão dela é, por natureza, evangelizadora. O Papa sabe da evasão
 de fiéis, dos indiferentes e dos desafios para a Igreja na era pós-moderna; 
e a resposta para tais problemas é tão somente ir, sair e fazer acontecer
 a obra da pregação da Palavra de Deus, anunciar Jesus Cristo, o 
Salvador da humanidade.
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