01 junho 2014

Praga, blasfêmia e perjúrio?









Em nosso tempo, não é muito difícil notar o quanto as coisas têm se desvalorizado.
O ser humano tem dado ênfase ao prazer momentâneo, sem se preocupar se
ou não atingindo o outro, afinal, “o que vale é ser feliz”.
Sim, devemos viver a felicidade; não apenas senti-la, confundindo-a com o prazer.
Mas, infelizmente, valoriza-se as coisas, e até as pessoas são “coisificadas”.
O pior é a falta de respeito por Deus, tanto por parte dos que creem 
quanto por parte dos que não creem n’Ele.
O Senhor, desde o Antigo Testamento, havia revelado-se como um Deus
que se preocupa com os Seus: “Ouvi a aflição do meu povo e desci
libertá-lo”. Aqueles que fizeram uma experiência com Ele passaram a segui-Lo.
 O Único Deus libertou o Seu povo e fez para ele uma promessa de aliança.
Único Deus revelou-se a Moisés; dentro dos mandamentos, este nos ensina:
 “Não invocarás em vão o nome do Senhor teu Deus”(cf. Êx 20,7).
Praga, blasfêmia e perjúrio?
É evidente, então, que o nome do Senhor é Santo, sagrado. Assim, a Igreja 
ensina o que a Sagrada Escritura ensina, ou seja, não abusar do nome de 
Deus e, consequentemente, das coisas santas. Se devo respeito às pessoas
 e às suas crenças, se devo respeito à natureza, devo também respeitar o
nome do Senhor. Isso serve para cristãos, não-cristãos e também para aqueles
que não professam fé alguma, pois o respeito vai além das classes
, partidárias e religiosas. Claro, da parte de quem professa a fé a exigência
 é maior, mais respeito ao nome de Deus.

É considerado uma blasfêmia tomar o nome de Deus em vão, porque fere
o segundo mandamento; o Deus que se revelou também exigiu respeito “não
perjurarás” (Mt 5,33). Lógico que não se trata da lei pela lei, mas de um
Deus que libertou, salvou e continua agindo; trata-se do divino, por isso não
se brinca com o nome Deus, ou não se blasfema contra Ele, pois “a blasfêmia
 é contrária ao respeito devido a Deus e a seu nome. É em si um ato grave”
(CIC 2148).
As pragas, ensina também o Catecismo da Igreja Católica, mesmo sem
intenção de blasfemar, são um desrespeito a Deus, assim como fazer uso
“mágico” do nome d’Ele. Se quisermos algo de Deus, deveremos, com 
temor, nos dirigir a Ele com confiança e perseverança; não como
um controle remoto que nos responde quando acionado.
O perjúrio, outra falta grave, acontece quando, sob juramento, faz-se uma
promessa sem a intenção de cumpri-la, ou se, de fato, não a cumpre, é
 uma falta de honra à palavra, um prejuízo pelo prometido que não foi cumprido.
Enfim, tomar o nome de Deus em vão, perjurar, praguejar e blasfemar
contra Deus, contra as coisas d’Ele, contra os santos, a Igreja, o Papa, os
sacerdotes e tudo que é santo são atos graves que ferem a comunhão
com Ele. O Senhor merece respeito. Tudo o que é sagrado merece
respeito. Ao mencionar Seu Santo Nome, deve ser uma atitude de 
louvor, de agradecimento e pedidos, tudo com o máximo de respeito, 
pois se trata do Santo e das coisas santas, das coisas de Deus, de
 Jesus que revelou a face misericordiosa do Pai, do Cristo que deu a vida
 para a nossa salvação. Trata-se de um amor tão grande que merece gratidão
e respeito.
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