29 julho 2014

Amar é contemplar o outro como Deus o planejou


           Amar é contemplar o outro como Deus o planejou


O namoro é uma primeira etapa rumo ao casamento. Daí se falar da espiritualidade do namoro cristão a partir do sexto mandamento da Lei de Deus: “Não pecar contra a castidade”. O verdadeiro seguidor de Cristo tem um profundo respeito pelo próprio corpo, dado que este é a casa de Deus, segundo as palavras de Jesus: “Se alguém me ama, meu Pai o amará, viremos a ele e faremos nele nossa morada”. ( Jo 14,23)

Muito bem se expressou o Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Presidente do Pró-vida: “Como nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Cor 6,19) a profanação de nosso corpo é algo semelhante a um sacrilégio. ‘Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é Santo e esse templo sois vós’ (1Cor 3,16-17).

Porém não é apenas a fornicação que é pecado, mas também tudo o que provoca desejo da fornicação, como abraços e beijos que, muitíssimo mais que constituírem expressões de afeto, despertam, alimentam e exacerbam o desejo físico”. Observe-se que uma manifestação de carinho, sem segundas intenções, não constitui uma falta grave que impeça o jovem de comungar. Entretanto todas as ações diretamente voltadas para o prazer sexual em si e todas as ações praticadas com o objetivo de estimular ou provocar tal prazer e todas as ações que incluem perigo próximo de executar uma ação visivelmente pecaminosa é um pecado que impede a recepção da Eucaristia.

São Paulo alertou: “Examine-se cada um a si mesmo para que não seja réu do corpo e sangue de Cristo” (1 Cor 11,27). É evidente também que nem todo pensamento voluntário sobre coisas sexuais é pecaminoso, pois o sexo é criação de Deus direcionado para a procriação. Diferente são certos atos que não devem ser praticados antes do casamento. O pensar sem o desejo de se pecar não significa a perda da graça santificante. O que não se pode é aprovar o ato pecaminoso.

A pureza dos costume é a fonte de beleza do jovem. Aos coríntios dizia Paulo: “Nem sequer se ouça dizer que haja entre vós fornicação, impureza de qualquer sorte … Nada de palavras desonestas, nem chocarrices, nem gracejos grosseiros, coisas essas todas que são impróprias … Porque, sabei-o bem, nenhum fornicador, ou impudico, ou avaro, o qual é um idólatra, terá herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5, 3-5). O que muitos se esquecem é que uma consciência pura oferece uma sensação celeste e sem ela é impossível a verdadeira paz, a autêntica felicidade. Deus só é íntimo daqueles que possuem um coração puro ( Mt 5,8). Jesus proclamou: “Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus”.

O verdadeiro cristão deve se purificar de toda impureza do corpo e de espírito no seu processo de espiritualização. Eis a doutrina de São Paulo: “Purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” ( 2 Cor 7,1). Este Apóstolo dava graças ao Senhor por servi-lo com uma consciência pura (2 Tim 1,3). Daí o seu conselho aos Filipenses: ‘Quanto ao mais irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é santo, tudo o que é amável, tudo o que é de bom nome, qualquer virtude, qualquer louvor da disciplina, seja isto o objeto dos vossos pensamentos”( Fl 4, 8-9).

Cumpre fugir sempre das ocasiões perigosas, pois ensina a Bíblia: “Quem ama o perigo nele perecerá” (Ecl 3,27). É preciso que o rapaz e a moça se ajudem mutuamente e nos momentos difíceis rezem, dialoguem, conversem sobre seus sentimentos. Vivam a verdadeira teologia bíblica do amor e mentalizem a bela expressão de Dostoiewski: “Amar alguém é contemplar o outro como Deus o planejou” .
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