07 julho 2014


                Feridas que não são Estigmas


Precisamos lembrar que Jesus cura e deseja a cada encontro a nossa cura.

Todas as ocasiões em que Jesus estava junto com o povo, Ele trazia a cura.

Foi a cura para a mulher que sofria de hemorragia, foi a cura do homem da mão seca, foi para o filho do oficial, entre muitas. – Jesus o Deus que salva, que nos tira da condição de enfermidade.

Não é diferente nos nossos dias. Temos a graça do mesmo encontro com o Senhor que salva; somente que por conhecermos o que Ele é, e o que ele faz, somos levados a apresentar os nossos pedidos, mas não lembramos das nossas feridas.

Feridas que por estarem abertas nos levam ao pecado. A falta de docilidade com o outro pode ser as feridas dos maus tratos abertas; da falta do amor fraterno porque pode existir a ferida do abuso da confiança aberta, no descontrole de nossas tendências humanas porque podem estar abertas as feridas da corrupção da pureza.

Estamos inteiramente chagados, somos uma só ferida; essas não são estigmas, mas conseqüências e precisamos lembrar que Jesus cura e continua a desejar a cura nos nossos encontros com Ele.

O Senhor deseja curar inclusive as feridas que nós mesmos causamos, no ato de corromper aquilo que trazíamos de puro. Pois na condição de sermos “responsáveis” pelos nossos atos avançamos contra a nossa própria pureza, causando a ferida da desobediência contra Deus.

Nos momentos em que temos a graça de estarmos com o Senhor, lembrarmos de apresentar-lhe também as nossas feridas.
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