15 outubro 2014

Ninguém merece uma mulher mal-humorada


               Ninguém merece uma mulher mal-humorada

É realmente uma experiência desagradável e difícil conviver com uma mulher mal-humorada, amarga e rude

Olho para mim mesma e me faço algumas perguntas com coragem, mas com uma coragem nova, que me surpreende e me desinstala, que só pode ser fruto do Espírito Santo me visitando. Essas perguntas são de um tipo que me modifica simplesmente por enfrentá-las, pois se avalia, muitas vezes, a qualidade da alma de uma mulher pelas perguntas que ela é capaz de fazer a si mesma. E quero ser capaz de fazê-las!



Pergunto-me profundamente e quase que com receio: “Sou uma mulher agradável?”. Não dessas que gostam de se sair como “boazinhas” das situações e por isso “queridinhas” por todos; e também não dessas que são sempre azedas e que nada as conquista para um sorriso largo e leve, pois sempre estão reclamando de alguma coisa. Mas realmente agradável! Será que sou? A pergunta ganha eco em minha alma, e a minha resposta sincera é: “Nem sempre, pois preciso melhorar”. Se você é uma dessas mulheres, seja bem-vinda à luta!

É realmente incrível como a mulher consegue achar que é “justo e louvável” falar dos demais às escondidas e se deixar levar pela falsa sensação de alívio que esses pseudodesabafos trazem. Falamos por falar, reclamamos por reclamar e gastamos a substância da alma, que é o tempo, inutilmente. Ele vai sendo perdido em banalidades que nos trazem um fruto amargo de digerir: a tristeza.

A Bíblia diz: “Feliz do homem que encontrou uma mulher agradável para conviver!”. E me pergunto outra vez: “Eu sou uma dessas?”. Eis o desafio feminino que encontro: não ser “agradavelzinha” para os outros em nome de ganhos e benefícios sobre a alegria dos demais, mas ser realmente agradável com naturalidade simplesmente por ser grata, sem perder a firmeza ou a decisão. A gratidão muda tudo; nela encontro um caminho para ser agradável a Deus e, consequentemente, com quem convivo.

É uma experiência desagradável e difícil conviver com uma mulher mal-humorada, amarga e rude. Ela se torna realmente feia quando a leveza e a alegria não são suas marcas notáveis. E eu não escapo de ter de me perguntar se realmente apresento aos outros uma proposta de vida que provoque, sim, um agrado às suas almas e um sorriso encorajador nos rostos que me rodeiam. Pois ser agradável não é agradar inconsequentemente sempre, mas provocar algo melhor na vida do outro, algo que seja muito além das minhas reclamações, é apresentar, com minha forma de viver, o próprio Deus.

Pergunto-me mais uma vez e com uma porção redobrada de coragem se me sinto realmente uma mulher agradável e bela. A resposta fica aqui atravessada em minha garganta e percebo que preciso confiar muito em Deus para assumir a melhor resposta. Uma mulher não é bela somente por suas curvas, por seu olhar estonteante ou seus cabelos que mais se parecem com propaganda de TV, muito menos por uma beleza física forjada e artificial. Mas uma mulher que realmente se sente bela tem um brilho no olhar todo especial, uma originalidade, uma liberdade interior única, uma segurança rara. É muito mais uma beleza espiritual, interior, do que uma beleza comprada no shopping. Uma mulher bela é leve e tem uma alegria nobre, sem excessos nem falta. É uma alegria confiante que vai além da sua presença arredondada e perfumada. Ela inspira o eterno com sua leveza e alegria.

A alegria verdadeira não é um contentamento qualquer, mas fruto de um relacionamento sagrado com Deus; é uma decisão que precisa ser revista e reassumida diariamente. A alegria em uma mulher é sinal de elegância, de uma boa escolha, e não de adereços comprados ou fabricados. Uma mulher é capaz de ser realmente feliz sem ao menos usar um brinco de bolinha na orelha.

“A alegria do Senhor é a minha força!”, é o que diz a Palavra de Deus. E a alegria numa mulher é sinal de que ela escolheu o melhor dos melhores, pois o pior vem sem nem ao menos desejarmos. Para piorar a vida, só se ela deixar de decidir, nem é preciso esforço. A alegria é uma escolha inteligente e também exigente, que precisa ser baseada numa realidade que a mulher não pode perder de vista: a esperança. Uma mulher que espera em Deus não pode perder tempo murmurando, reclamando. Esse não é um conselho qualquer, mas o melhor cosmético que existe, a melhor coisa que pode acontecer na alma feminina: ser grata, segura de sua esperança em Deus. Agradecer por tudo, pelo bom e pelo ruim, pelo demorado ou rápido, pelo difícil e pelo fácil. A gratidão muda um rosto e abre a porta da alegria verdadeira.

A felicidade vem de dentro para fora, desse terreno sagrado que deve ser cuidado diariamente. É uma escolha de vida, uma escolha por um jeito sagrado de viver, pois é um “jeito” de quem confia, silencia e agradece. Isso muda tudo. Uma mulher grata experimenta realmente o que é ser feliz.

Não há mulher mais bela do que aquela que é grata. Gratidão é sinônimo de felicidade. A consequência? Uma beleza imbatível.
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