22 janeiro 2015

O que as parábolas e os contos de fadas têm em comum?


      O que as parábolas e os contos de fadas têm em comum?
    A identificação com os personagens possibilita conclusões que afetam a formação do caráter


Primeiramente, precisamos entender o significado da palavra “parábola” que vem do gregoparabolé, cujo sentido é “comparação”. O termo é usado em histórias para esclarecer uma determinada realidade.

Por outro lado, os contos de fadas podem contribuir para o desenvolvimento da criança, pois a linguagem estimula o inconsciente, a criatividade e desenvolve seu código de ética com valores nobres, segundo Bruno Bettelheim no seu livro “A psicanálise dos contos de fadas”.



As parábolas e os contos nos permitem desenvolver a imaginação, entrando no mundo do “faz de conta” para ilustrar um mundo real, cujo objetivo é propiciar uma reflexão em busca de um mundo melhor. A identificação com os personagens possibilita conclusões que afetam a formação do caráter, construindo direcionamentos para suas decisões presentes e futuras.

Jesus usava situações corriqueiras para criar parábolas que permitiam às pessoas perceberem a “moral da história”. O mesmo acontece com os contos de fadas, pois ambos permitem que você escute até o fim sem julgamento; portanto, a reflexão é menos contaminada de justificativas.

Quando escutamos a parábola dos talentos, entendemos que Jesus está pedindo que cada um descubra seus dons e os use da melhor forma. A estória do patinho feio nos mostra alguém infeliz por achar que não tinha a beleza dos outros patos; porém, quando ele olha no lago e se compara com um bando de cisnes, descobre-se como um lindo cisne. Ou seja, descobriu quais eram seus verdadeiros talentos e foi ser feliz.

A parábola do filho pródigo nos mostra as consequências da desobediência de um filho e o amor fiel do pai, mas também relata sobre o filho obediente. Na estória do Pinóquio, também podemos constatar uma vida cheia de erros e a punição do nariz crescendo, além dos sofrimentos que ele vivenciou. Isso ajuda as crianças a entenderem que decisões boas ou ruins têm consequências na sua vida e que aprender com os erros dos outros é um processo menos doloroso.

Na parábola do fermento dos fariseus, Jesus nos chama à atenção para a hipocrisia desses judeus. No conto de Pinóquio, podemos ver suas mentiras se acumulando, como se tudo o que ficasse escondido não viesse, um dia, a ser revelado.

A parábola do grão de mostarda nos chama à atenção por ser uma semente tão pequena, mas capaz de se transformar em uma árvore frondosa. Muitas vezes, julgamos os outros pela aparência, assim como no conto Chapeuzinho Vermelho. Ela, mesmo conhecendo a avó, deixa-se enganar pelo disfarce do lobo. Para a criança é importante separar o bem do mal, aprender a desenvolver a capacidade de saber que nem todos são aquilo que aparentam ser, pois isso ajuda na segurança e na formação da percepção infantil. Por outro lado, o conto ‘A Bela e a Fera’ nos mostra que a aparência feia não significa, necessariamente, uma pessoa feia; além de mostrar que quando se investe tempo para conhecer as pessoas, pode-se descobrir pessoas lindas. Assim, as feras se transformam em príncipes.

Na parábola do bom samaritano, podemos ver que várias pessoas passaram pela estrada, viram um homem caído, mas nada fizeram; até que alguém com o coração especial deixou de lado seu egoísmo para ajudar quem precisava. No conto ‘A Branca de Neve’, podemos ver uma menina descriminada pela sua madrasta, a qual tem inveja da beleza da pequena princesa, por isso manda matá-la. No entanto, o coração do caçador não permite que ele faça tal maldade. Também os anões, ao terem sua casa invadida pela menina, aprenderam a partilhar tudo o que tinham com alguém que haviam conhecido naquele momento.

Podemos ver, na parábola do jovem rico, que Jesus lhe propõe um novo modo de vida a seguir. O jovem, então, vai embora, porque sentiu que não estava preparado para abrir mão do conforto nem do dinheiro. No conto ‘A Bela Adormecida’ podemos ver que ela se fere na roca, que a faz adormecer até que o príncipe apareça. Assim também estava o jovem, que não estava amadurecido para acordar para a vida. Ele estava dormindo em berço esplendido, mas não vivia plenamente.

É preciso ensinar às crianças a esperar pelo tempo certo, pois tudo aquilo que é vivido fora do tempo pode trazer cicatrizes que matam a esperança e a confiança nas pessoas.

Jesus conta parábolas para suscitar uma reflexão, permitindo que a pessoa entenda e busque o reino de Deus. Os contos não têm a mesma preocupação de Jesus, mas propicia um aprendizado sobre preconceito, inveja, autoconhecimento, mentira e amor, sentimentos que, se bem trabalhados, podem motivar as crianças a serem melhores do que são. O desenvolvimento de um caráter de gente do bem pode ser um terreno fértil para plantar a semente da Palavra de Deus.
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