04 março 2015

Aborto: as consequências para quem o pratica


           Aborto: as consequências para quem o pratica
O aborto pode deixar sérias consequências tanto físicas quanto emocionais para o resto da vida
Há uma discussão muito intensa sobre a legalização do aborto no Brasil. A Igreja, porém, mantém-se firme na defesa da vida, acreditando que o feto é uma pessoa e tem o direito de viver tanto quanto cada um de nós. Longe de querer discutir leis, gostaria de conversar um pouco sobre esse assunto tão delicado. Apesar de ser apresentado como um ato de liberdade e uma conquista para os direitos das mulheres, o aborto pode deixar sérias consequências para o resto da vida, tanto físicas quanto emocionais.



Na parte física, o aborto pode causar até mesmo a morte da mãe. Hemorragia, infecção uterina e infertilidade são complicações comuns em abortos clandestinos. Mesmo nos abortos realizados em hospitais (nos casos em que são permitidos pela lei) ainda há riscos.

O mais importante para mim, no entanto, são as consequências emocionais. Diversos estudos têm comprovado que a mulher que pratica o aborto sofre emocionalmente a curto, médio e longo prazo (chamada síndrome pós-aborto). No início, vive a culpa, o conflito familiar, a solidão e o medo. Depois, muitas vezes, apresenta problemas com a maternidade, seja pela dificuldade para engravidar ou com abortos espontâneos recorrentes. E, com o tempo, apresentam maior tendência ao alcoolismo, à depressão, ao suicídio e ao uso de drogas.

Meu objetivo, neste texto, não é apresentar argumentos científicos. Gostaria, na verdade, de convidar você a ver essa questão com um outro olhar. Acompanho diversas pacientes que tiveram forte desejo de fazer aborto (a até tentaram realizá-lo). A maioria não teve o apoio familiar (fator determinante na decisão de abortar), mesmo dentro de lares cristãos. E enfrentaram uma terrível luta interior entre os sentimentos gerados pela própria gravidez e os medos que a impulsionavam a colocar um ponto final nessa história. Afinal de contas, a primeira pessoa profundamente transformada pelo feto é a mãe. Desde o início da gestação, uma avalanche de hormônios muda o corpo, mexe com as emoções, desperta o instinto. Quando uma mulher grávida pensa em abortar, ela está cometendo uma agressão a si mesma, contra a maternidade que grita de dentro para fora.

Testemunhos

Sei que ter uma criança é algo muito difícil (sou mãe!). Mas Deus cuida de todos aqueles que se confiam a Ele. Se Ele permitiu a gravidez, é porque tem um propósito maravilhoso para esse bebê. Conto aqui dois testemunhos.

O primeiro é de uma paciente. Ela veio ao consultório, pois queria abortar. Era uma gravidez indesejada, de um relacionamento curto. A mãe não tinha nenhuma condição financeira para cuidar da criança e sua família disse que não a ajudaria. Ao longo do pré-natal, fui fortalecendo a confiança e a fé dessa mãe, mostrando que um filho é sempre uma bênção e que sua família também perceberia isso. Conclusão: ela teve a filha, a família ficou apaixonada pela criança e hoje a menina é a grande alegria de todos. Estão muito melhores que antes.

O segundo caso é mais doloroso. É de uma moça que foi estuprada por três jovens quando tinha 14 anos. E ela engravidou desse estupro. Seu pai (conservador) disse que, se ela não abortasse, a expulsaria de casa. Ela decidiu não abortar e saiu de casa para trabalhar como doméstica e ter condições de ter a menina. Hoje, a filha é uma bênção, muito dedicada na Igreja e a mãe se sente muito feliz por ter defendido a vida dela.

Se alguém próximo a você está pensando em fazer um aborto, saiba que seu apoio e comprometimento podem fazer toda a diferença. Apostar na vida sempre vale a pena. As consequências são graves, mas o pior é perder a graça que Deus desejava lhe dar por meio daquela criança. Deus sabe o que faz. A nós resta confiar e nos comprometer. Coragem!
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