20 junho 2015

A importância do perdão no processo de cura interior


       A importância do perdão no processo de cura interior  


O Senhor nos pede o perdão como base para cura, mas se não conseguirmos nos perdoar, não poderemos receber aquilo que o Senhor quer nos dar, porque a falta de perdão bloqueia a graça



Muitas vezes, a cura de uma raiva, de um medo, de uma ansiedade, de um sentimento de solidão, tristeza ou culpa, além de tudo o que constitui o nosso desequilíbrio emocional e psíquico, depende de perdão.

a) Perdoar a mim mesmo. É a coisa mais difícil! É mais fácil perdoar os outros. Perdoar a nós mesmos pelas nossas faltas, pelos nossos limites, pelos pecados que cometemos e por tantas outras coisas. Temos de aceitar nossos limites e fraquezas, nos aceitarmos como somos, mesmo que não nos aprovemos.

Quando digo aceitar, não quer dizer não fazer nada para melhorar, pois isso é uma estagnação que não podemos permitir. Mas temos que aceitar a realidade das coisas e tentar melhorar, como fez São Paulo: “Sou aquele que sou, vejo o bem, aprovo-o e me acho a fazer o mal” (cf. Romanos 7,15-23).

Este sou eu. Certamente, esforço-me para ir em frente, mas a realidade é essa. Muitas vezes, o Senhor nos pede o perdão como base para cura, mas se não conseguirmos nos perdoar, não poderemos receber aquilo que o Senhor quer nos dar, porque a falta de perdão bloqueia a graça.

Atenção! Estou me referindo a uma coisa muito importante e digo isso, antes de tudo, para nós, sacerdotes; em seguida, para aqueles que nós devemos curar, porque estão na nossa pastoral:

– Deus nos ama não porque somos santos, e o nosso pecado não diminui o amor que Deus tem por nós;

– Deus não ama mais o santo que o pecador;

– Deus ama o homem tanto quanto um Deus pode amar a sua criatura;

– É o homem que recebe ou recusa esse amor!

Peguemos um exemplo: se estamos em um quarto, e fora existe sol, estando no interior do quarto, nós não o vemos. Temos luz elétrica, mas toda a estrutura do quarto está bloqueando a entrada do sol para nos oferecer luz e calor. Não é que o sol se retirou, ele continua lá no seu lugar. Se destruirmos essa estrutura, automaticamente o sol entrará, iluminará e aquecerá o ambiente.

Quando o filho pródigo sai da casa do pai, o amor deste permanece igual para esse filho; de fato, o pai está sempre lá para esperar a sua volta.

O perdão por parte do pai já está concedido, mas não pode chegar até o filho, porque este ainda não disse: “Levantar-me-ei e irei a meu pai (Lucas 15,18). Portanto, o bloqueio é do lado do homem e não do lado de Deus. Quando falamos “Senhor, perdoe-me!”, estamos demolindo o bloqueio. Deus já nos perdoou. Pecadores ou santos, somos filhos d’Ele. Portanto, receber o amor depende de nos abrirmos àquele amor que já está presente em nós, como aquele sol que já está presente fora do ambiente fechado.

b) Perdoar a Deus. Esta expressão deve ser bem entendida: Ele não tem necessidade de ser perdoado, não foi Deus que fez alguma coisa que necessitasse de perdão. Mas olhando para nós, de pequeno que somos, vendo Deus permitindo que sejamos maltratados ou não nos escutando, deixando-nos sozinhos nesse sofrimento, é gerada em nós uma raiva de Deus. Nesse caso, é bom ir diante do Senhor e dizer a Ele: “Está bem, Senhor, eu não O entendo! Somente sei que estou ferido, mas quero perdoá-Lo!”. Da nossa parte existe essa necessidade de perdoar a Deus, como aos outros e a nós mesmos.
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