07 julho 2016

A diferença entre gestos de amor e carência afetiva


      A diferença entre gestos de amor e carência afetiva





                   Saiba identificar a diferença entre gestos de amor e carência afetiva


Quem de nós nunca se viu perdido frente a um sentimento? Essa é uma das grandes lutas do ser humano: aprender a amar de verdade. Até que ponto meu sentimento é equilibrado nesse relacionamento? Estou amando ou estou só preenchendo minhas carências?

Quando amo, minhas ações e atitudes surgem impulsionadas pelo desejo de doar-me, de construir o outro, mesmo que isso exija muito de mim. A felicidade do amar está em dar-se e perceber que, ao me dar, sou mais completo. No amor verdadeiro, não há posse nem ciúme, pois o outro não é meu domínio, não há isolamento.

O amor não exige resposta, não é determinado pelo que recebe em troca. O amor é gratuito, não precisa ser pago, por isso posso amar mesmo quando o outro não merece e posso perdoar quando o outro não consegue responder também com amor. O amor me faz fiel, confiável, solícito, paciente e bondoso; ele inclui o outro na minha verdade, na minha intimidade, sem exigir exclusividade ou permanência eterna. Só o amor verdadeiro nasce da liberdade.
Carência afetiva

A carência afetiva é uma tentativa de autopreenchimento. Por me sentir necessitado, sou impulsionado a buscar no outro o que me falta. Meus gestos bons, meu esforço para acertar são uma forma de conquista e troca, para que receba em retorno carinho, simpatia, reconhecimento, elogios e intimidade. Quando consigo fazer com que alguém se torne próximo, quero garantir essa relação para que sempre tenha essa fonte de contato para mim.

A carência é ciumenta, tenta exclusividade por meio do isolamento; ela é uma forma de usar o outro, roubando a liberdade de todos os envolvidos. Num relacionamento carente, acontece o vício do outro, a dependência. Minha felicidade fica condicionada a outra pessoa.

Sei que parece muito infantil essa descrição da carência, mas quero lhe dizer que todas as pessoas precisam equilibrar, todos os dias, seus sentimentos. A tendência (concupiscência), por eu ser marcada pelo pecado, é agir de acordo com as carências que carrego. Ninguém está totalmente estável em seus afetos. Todas as pessoas têm cicatrizes de desamor, de abandono e decepção, todas são carentes. Isso me lembra que sou humana, que não sou completa, por isso preciso saciar constantemente minha carência na Fonte verdadeira de amor. Mesmo com a experiência verdadeira do Amor de Deus, essas cicatrizes ficam em mim.

Reconhecer que minha necessidade é contínua faz-me ver que não estou livre de errar em meus afetos. Todos os dias, posso errar ou acertar, posso usar do outro ou me doar. O que vai determinar isso é o quanto estou saciado em Deus.

Relacionamentos bons podem se tornar desequilibrados ao longo do tempo. Após um momento de me deixar guiar por minhas carências, posso me redimir por meio do perdão, posso retomar o caminho de doação sem cobrança. A graça de Deus tem força e capacidade para superar e suprir todas as minhas carências, e assim me tornar livre para amar de verdade. Mas a graça é para o hoje. A graça de Deus não altera o ontem, não me dá carga extra para o amanhã. Ela é para o agora! É como um copo furado, que é totalmente preenchido, mas, como tem um ponto de esvaziamento, é necessário encher frequentemente.

A cada atitude minha, preciso perguntar: faço isso por que quero uma recompensa ou por que quero me doar? Se não recebesse algo bom em troca, ainda agiria assim?

Reconhecendo que sou necessitada, vejo-me dependente de ter a experiência verdadeira de amor com Aquele que é sua origem e fonte inesgotável. Só quem se sacia frequentemente em Deus pode amar de verdade. Ele me recompensa!
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